SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o meu Blog. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado.

Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual.


Um abraço.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A INFORMÁTICA – UMA METÁFORA

A INFORMÁTICA – UMA METÁFORA

Um computador é, basicamente, composto de quatro partes, a saber: a CPU (Unidade de Processamento de Dados), um Monitor (onde podemos ver o que acontece dentro da CPU) o Teclado, onde as informações são digitadas e enviadas à CPU e o  “Mouse”, um instrumento que nos ajuda na hora de usarmos as Barras de Ferramentas e outros recursos que os Programas disponibilizam. Essa CPU tem como cérebro, o Processador onde as informações são processadas e guardadas em outra parte importante que é a HD (Hard Disk – Disco Rígido), o coração do Computador e que funciona como um armazém. 

No Disco Rígido há um programa básico gravado, chamado de SO (Sistema Operacional) do qual o mais conhecido e utilizado é o Windows (janela em inglês). Há também o Linux, e outros, mas com certeza o mais conhecido e utilizado é o Windows cuja última versão  é o Windows 10 (esse artigo é escrito em agosto de 2015).  Esse sistema é importante para que outros programas possam ser instalados na HD e o Computador (PC – Personal Computer), possa ser utilizado de acordo com a atividade de cada profissional. O bom funcionamento dos programas e do Computador depende do quanto é estável o seu Sistema Operacional, como já vimos em nosso caso, em sua maioria, o Windows. Se esse sistema estiver funcionando corretamente, todos os demais programas, com grande probabilidade, irão funcionar de igual modo.

Aqueles que criaram e desenvolveram o Computador Pessoal, não imaginaram, todavia (ou imaginaram), que alguém iria criar também, alguns programas que pudessem desestabilizar o Sistema Operacional, infeccionando-o e fazendo com que o computador deixasse de funcionar corretamente. Esses programas são chamados de vírus. Um vírus pode desestabilizar total ou parte do Sistema Operacional fazendo-o instável e dificultando o uso do Computador.

Permita-me usar o computador como metáfora. Nós somos como que computadores. Nós somos como que CPUs e o nosso coração é a HD. No coração de nossos primeiros pais, Adão e Eva, Deus instalou um Sistema Operacional. Sobre esse Sistema Operacional funcionam a Vontade, o Intelecto e as Emoções. Mas, (e a história tem essa adversativa tão constante), o Diabo, o Hacker das trevas, criou um pequeno programa, um vírus que desestabilizou todo esse Sistema. Esse vírus tem um nome; pecado. Assim o pecado configurado em nosso Sistema, dentro do nosso coração (HD), passou a afetar a nossa Vontade, nosso Intelecto e nossas Emoções. Fomos, para usar uma linguagem técnica teológica, totalmente contaminados (depravados). Não há, em nosso coração, sequer uma área que não tenha sido infectada por esse vírus. Se esse problema não for resolvido de forma completa, se o vírus não for combatido, haverá uma contaminação total e isso representará a falência, a morte. Um Sistema contaminado perde sua utilidade.

Mas, (eis a adversativa na história novamente), Deus desde a eternidade programou um antivírus, uma vacina contra esse vírus chamado pecado. Esse antivírus é seu próprio Filho, Jesus. Em Isaías 53.4-5 lemos: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. O que o Profeta Isaías está dizendo é que Deus lançou esse vírus sobre seu próprio filho, fazendo-o enfermar, e reformatou o coração de todo aquele que crê em Jesus, de tal maneira que agora podemos funcionar de forma adequada e correta.

Deus fez isso porque nos ama. João registrou essas doces palavras de Jesus: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna”. João 3.16

Como está o teu coração (tua HD), meu prezado computador, quero dizer meu prezado leitor? Você ainda está contaminado com esse vírus chamado pecado ou já foi lavado pelo sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?

Ligue-se no maior de todos os provedores que é o próprio Deus e receba Jesus, o antivírus, que irá combater o vírus a que chamamos pecado e reformatar teu coração e fazer de você uma nova criatura que funcione corretamente.

O PECADO (Você vai ler?)

O PECADO   
  (Você vai ler?) 
                   
Nada há de mais danoso, nada há de mais letal do que o pecado. Nossos primeiros pais praticaram-no pela primeira vez e todos nós, seus descendentes, nascemos com essa enfermidade que acomete o coração e a alma. Do ponto de vista genético espiritual, nascemos pecadores e por conta disso pecamos. Por isso Paulo afirma que todos pecaram (Rom. 3.23), e também afirma que o salário do pecado é a morte (Rom. 6.23)

            Muitos têm tentado se esquivar dessa questão ao argumentar que não existe pecado, mas que o homem tendo descendido dos animais irracionais ainda vai levar um tempo para se humanizar. Outros tentam relativizar o pecado ao afirmar que há determinadas condutas que são consideradas pecado em uma cultura, mas que são facilmente aceitas em outra cultura como algo normal.

            A questão toda é que a doutrina do pecado não é nada popular, você e eu, prezado leitor, sabemos mito bem disso. E nem gostamos muito de tratar dessa questão. Há aqueles que alegam que não é politicamente correto tocar nesse assunto. Outros afirmam que devemos somente falar da graça de Deus e se sua misericórdia e deixar que o Espírito Santo cumpra essa tarefa.

Mas veja você em que situação nos encontramos: Não haverá condições de entender a doutrina da encarnação, nem a doutrina da regeneração, tampouco a doutrina da santificação ou evangelizarmos com eficiência sem um entendimento suficiente da doutrina do pecado. A primeira verdade que precisamos considerar com respeito às nossas vidas e a de todos nossos semelhantes é entender que o pecado nos afasta de Deus e impede que tenhamos com Ele, e com todos os demais semelhantes, um relacionamento saudável. O que nos separa de Deus é o pecado e o que nos afasta uns dos outros não são os desníveis sociais e intelectuais, ou político partidário, ou qualquer outra coisa, o que nos afasta de Deus e uns dos outros é o pecado. Por isso é preciso que aceitemos que somos pecadores, que temos pecado de várias formas e que precisamos saber como solucionar esse problema.

Paulo disse que o “salário do pecado é a morte”, mas assevera como um hino de louvor ao concluir...”mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Deus condenou toda a humanidade à pena de morte, mas providenciou um caminho de salvação. Jesus é esse caminho de salvação. Aliás, foi ele mesmo quem disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida, ninguém vem ao pai se não por mim”. (João 14.6) Por isso Paulo disse que a vida eterna é em Cristo Jesus.

Assim concluímos: O único que salva é Jesus. A forma ou o modo do batismo cristão, não salva. Guardarmos esse ou aquele dia, não salva. Essa ou qualquer outra pessoa, não salva. Só Jesus salva. Foi ele, e ninguém mais, quem morreu na cruz do calvário, vicariamente, ou seja, no meu e no teu lugar. Quem crê nEle e em sua obra,  não será julgado, mas quem não crê, já está julgado. (João 3.18)

Jesus salva, primordialmente, a alma do inferno. Jesus tem poder para curar enfermos, para fazer alguém prosperar financeiramente, se isto estiver de acordo com os propósitos eternos de Deus o Pai. Mas Jesus veio ao mundo, primordialmente, para nos salvar a alma da condenação eterna, para nos reconciliar com Deus o Pai. (Romanos 510,11)

Jesus assumiu nosso lugar na cruz e pagou a dívida que tínhamos para com Deus.

Em Jesus, Deus manifestou sua justiça com respeito ao pecado. punindo Cristo no lugar do pecador.

Compreender corretamente a questão do pecado nos fará olhar para a cruz com fé, sermos socorridos nela e salvos por Cristo da justa condenação dos nossos pecados.

domingo, 25 de setembro de 2016

A IRA DE DEUS HOJE.

A IRA DE DEUS HOJE.

                    Há um Deus que intervém. Há um Deus que age. Há um Deus que olha do céu, a tudo contempla, e de lá revela sua ira contra toda impiedade. Sim toda. Nada foge ao seu controle e ao seu olhar perscrutador. O sábio escreveu: “Os olhos do Senhor estão em toda parte, observando atentamente os maus e os bons”. (Prov. 15.3 – NVI).

     Ele manifestou sua ira. Ele fez isso no passado e as Escrituras estão repletas de testemunho a esse respeito. Ele puniu o Egito de uma forma terrível, por exemplo. Se não bastassem as dez pragas, Deus ainda sepultou milhares de egípcios no mar vermelho que se fechou para eles. Sim, o Mar Vermelho se abriu para salvação de Israel, mas se fechou para punir o rei do Egito e seu poderoso exército.

            Deus manifestou sua ira contra o pecado ao enviar Jesus Cristo para morrer no lugar de todos os eleitos, fazendo assim com que a dívida do pecado fosse definitivamente quitada. O pecado precisava de uma satisfação. Deus não podia fazer vistas grossas a respeito da ofensa perpetrada por nossos primeiros pais. E então Deus puniu com a cruenta morte de cruz, a seu filho Jesus, em nosso lugar.

            Deus irá manifestar sua ira de forma cabal na volta de seu filho Jesus. Haverá novo céu e nova terra e estes serão a moradia e o deleite apenas daqueles que creram em Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas, daqueles que viveram para a glória de Deus Pai. Aos demais Deus irá punir com a perdição eterna. Deus irá manifestar sua ira contra todos aqueles que resolveram, de forma deliberada, não fazer caso do seu amor revelado na pessoa maravilhosa e incomparável de Cristo Jesus.

            A ira de Deus, todavia, não é uma questão de passado e futuro apenas. A ira de Deus se manifesta hoje. Sim, hoje. Os olhos de Deus estão atentos a toda impiedade e injustiça dos homens. Deus olha para a sua criação e fica irado ao ver que, o homem, mesmo tendo dentro de si, de forma inata e inerente, o Seu conhecimento, preferem sufocar essa voz na alma, na consciência e no coração. Eles não apenas negam e desprezam esse conhecimento como decidiram adorar a própria criatura do que o seu criador. “...Não darei a minha glória a nenhum outro”. (Isaías 48.11b)

             Certa vez Paulo esteve diante dos “sábios” em Atenas. Ele ficou profundamente indignado ao ver que a cidade estava cheia de ídolos. Ele foi levado pelos filósofos epicureus e estóicos para o Areópago. Lá eles começaram a inquirir dele a respeito do que ele estava ensinando. Que ensino novo era aquele? Paulo destacou sua religiosidade, pois havia naquela cidade objetos de culto de todos os deuses que a mente humana podia imaginar, inclusive um altar AO DEUS DESCONHECIDO.

            Veja você, prezado leitor, a que nível colocaram o Deus Todo Poderoso, ou seja, em meio à deuses criados pela imaginação humana. Deram a Ele, um cantinho, mas não sabiam seu nome. Aceitaram que Ele existia, mas não sabiam bem que Deus era esse. Eles sabiam mais sobre, Júpiter, Zeus, Dionísio, Afrodite, e assim por diante, e os adoravam, mas o desprezo do Deus verdadeiro ficou patente em deixá-lo ali, em meio àqueles deuses, quem sabe, receberia ele, um pouquinho de atenção. Tem Deus razão de sobra para se irar contra os homens, ousados e injustos, que preferem sufocar a verdade de sua existência e adorar deuses à sua imagem e semelhança. Sem, a ira de Deus é justificável.

            O mundo mudou, mas os homens são os mesmos, Há muitos deuses e ídolos hoje, ocupando o lugar do Deus verdadeiro no coração humano. A ira de Deus é justa e o homem indesculpável. Pense nisso....

A CASA ETERNA - ANSEIO DA ALMA HUMANA


A CASA

            A casa da gente é um lugar maravilhoso. É para lá que retornamos depois de uma árdua jornada de trabalho. Mesmo depois de um período de férias acabamos desejando voltar para aquela cama, cozinha, banheiros de nossa casa. O que dizer do desejo que temos de voltar para casa depois de um período de hospitalização? Eu nunca, pela graça de Deus, fiquei hospitalizado, mas em minha lida pastoral tenho visitado ovelhas hospitalizadas e que sempre me dizem que não vêm a hora de receberem alta.

            A casa própria é um sonho na maioria dos brasileiros. E como é difícil tornar esse sonho uma realização. E não deveria ser assim. O governo deveria buscar envidar os maiores esforços para ajudar a cada um de nós na conquista de nossa moradia própria ainda mais quando aprendemos que o planeta terra não é só meu e nem é só teu. Na verdade é de todos nós. Um pedacinho de terra onde eu pudesse construir uma moradia, deveria ser meu direito inalienável. Mas não é assim.

            Falando sobre casa eu gostaria de considerar nossa casa eterna, ou seja, o novo céu e a nova terra que Deus irá trazer à lume no momento da volta definitiva de Cristo Jesus. Todos nós ansiamos voltar para essa casa. Sabemos que nossos pais foram colocados por Deus no Jardim do Éden, um lugar maravilhoso. Sabemos também que nossos primeiros pais, por causa da desobediência, acabaram por serem expulsos daquele paraíso. Deus colocou querubins para guardar o caminho da árvore da vida e o homem não pudesse assim comer dela e viver eternamente como pecador sem possibilidade de salvação.

            Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu pai há muitas moradas. Se assim não fosse eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos recebereis para mim mesmo,para que onde eu estou, estejais vós também”. (João 14.1-3)

            Todos nós ansiamos por voltar para casa, para o aconchego do lar eterno, para as delícias do paraíso outrora perdido. A história tem demonstrado que a religião não é outra coisa senão tentativas, caminhos que os homens julgam levar a esse lugar de paz eterna. Mas, infelizmente, essas são tentativas humanas e que redundam em frustração e desespero. A Bíblia deixa esse ponto claro, ou seja, para voltarmos para o lar, para casa, precisamos pegar o caminho certo. Caminhos errados levam a destinos errados. E quanto a isso não podemos errar. Tomé disse: “Senhor não sabemos para onde vais, como saber o caminho?”. Respondeu-lhe Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. (João 14.4-5)

            Simples, não? Por que será que relutam em crer? Talvez seja porque saibamos lá no fundo do nosso coração e alma quão grande foi a ofensa contra Deus e imaginemos que para tão grande ofensa é necessário uma grande recompensa. Aí então é que entra a incompreensível graça de Deus revelada em Jesus Cristo o Redentor. Já que nada podíamos fazer para voltar para casa, Deus tomou a iniciativa enviando Jesus seu filho para, não só apontar por onde devemos ir, mas para ser ele mesmo o caminho que nos conduz à terra da justiça e paz. O preço do pecado foi pago por Jesus ao assumir por nós o sacrifício naquela cruenta cruz. Recusar crer nessa provisão divina e única, aumenta a ofensa e o aviltamento contra Deus.

Caminhávamos deixando para trás o Paraíso guardado por Querubins, até o momento em que Deus se revelou, em Cristo, salvificamente para cada um de nós. Pegamos o caminho de volta, e agora retornamos para nossa casa, um lugar de onde nunca deveríamos ter saído.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

PASTOR EDISON QUEIRÓZ....UMA VIDA INSPIRADORA.

“Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”. Apocalipse 14.13

Hoje o universo protestante no Brasil vive um dia de tristeza ao ter que se despedir de um servo de Deus, Ministro da Palavra e alguém apaixonado por Missões – o Pastor Batista, irmão Edison Queirós. À família e Igreja nossa solidariedade e carinho.

Eu o conheci ainda quando era Seminarista. Ele havia participado do Comibam e visitou a Igreja em que eu era membro. Passei a admirá-lo. Sorriso cativante, voz limpa e clara, excelente comunicador. Fui revê-lo em Geração 90 quando ele pregou seu famoso sermão baseado no texto de Atos 1.8 no Ginásio de Brasília, Nilson Nelson. Perdemos contato. Fiquei sabendo que ele deixou o Pastorado da Primeira Igreja Batista de Santo André e havia se instalado nos Estados Unidos da América.

Passam-se os anos e eu, já ordenado, Pastoreava a Igreja Presbiteriana Maranata de Santo André. O Pastor Edison Queirós foi convidado e voltou para Pastorear a Primeira Igreja Batista de Santo André. Tive a honra de participar do Culto de sua posse. Sentei-me ao lado do, não menos notável, Pastor Waldemiro Timchak. Waldemiro eu conhecia de nome porque li a série de artigos que ele publicou no antigo (e já não mais existente) Jornal Palavra da Vida. Cumprimentei o Pastor Edison Queiróz desejando a ele um Ministério profícuo e abençoado à frente daquele rebanho de Deus.

E parece-me que o Pastor Edison ficou no Pastorado daquele rebanho até hoje quando por volta das 15h30 ele ouviu o chamado para comparecer perante aquele que por ele nasceu, viveu, morreu e ressuscitou. O Mestre chamou e o discípulo obedeceu. Não antes de abençoar a todos com a forma na qual enfrentou a enfermidade.

Não sei precisar quanto tempo isso faz, mas lembro-me de tê-lo reencontrado aqui na cidade de Mogi das Cruzes quando veio falar ao Conselho de Pastores da cidade. Como sempre, discurso pertinente, ideias claras, projeto apaixonante, sorriso lindo e cativante, um ânimo que contagiava.

Eu sempre me sentia seguro em saber que em Santo André havia um homem de Deus da estirpe de Edison de Queiróz. Homens como ele não nascem aos montões. Homens de sua estirpe, a cada dia que passa se tornam mais raros.

Hoje ele descansou de suas fadigas, lutas, dores, tremores, temores. Nenhum mal pode mais atingi-lo. Nenhuma dor pode mais afetá-lo. Ele está na presença do seu Senhor e Salvador. Ele é o Bem-Aventurado que morreu no Senhor, e assim morreu porque assim viveu – em Cristo e Cristo nele. A dor da perda de um Pastor tão amável e apaixonado pela obra missionária se contrapõe a mais absoluta certeza de que ele descansa nos braços do seu Senhor.

A vida aqui é de lutas para o cristão. O cristão anda na contramão é um agente da contracultura. Não é tarefa fácil afirmar nossa fé em Cristo, viver uma vida santificada sem que isso não represente as naturais dores das aflições. Jesus mesmo disse: “No mundo tereis aflições” (João 16.33).

Oh! Que maravilhosa verdade e esperança! Depois das lutas aqui, depois das lágrimas daqui, teremos enfim o descanso. Teremos o céu que não podemos, por mais pródiga que seja nossa mente, sequer imaginar e descrever. E isto não é tudo. Ficaremos nesse céu até aquele glorioso dia em que Jesus voltará e todos os mortos em Cristo ressuscitarão para a glória eterna e habitarão o Novo Céu e a Nova Terra. Oh! Que maravilha! Oh! Que bendita esperança. Por isso Paulo ao escrever, defendendo a literalidade da ressurreição, disse: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”. (I Coríntios 15.19).

Meu irmão Edison Queiróz descansa. Ele existe em um ambiente de prazer e gozo inimagináveis e indescritíveis. Creio que a Bíblia não discorre sobre o Céu simplesmente porque a mente humana não poderia alcançar a compreensão exata de sua glória e beleza.

Sabemos, todavia, que nosso irmão viveu aqui, uma existência para os outros. Ele, como uma vela, deixou-se consumir brilhando para iluminar o caminho que aponta para Cristo. Essa semana escrevi que “quando vivemos para os outros, continuaremos vivendo neles quando não estivermos mais por aqui”. Creio que enquanto as gerações que foram alcançadas pela Graça de Deus anunciada pelos lábios do servo de Deus Pastor Edison existirem, ele permanecerá, de certa forma, vivo nas recordações e lembranças.

Eis algo bom para nos recordarmos. Eis doces lembranças que podem embalar nossos dias enquanto estivermos por aqui. Por certo é verdade que “o artista é eterno enquanto sua obra permanece”. Não prestamos culto à personalidades. Não adoramos a homens. Adoremos o Deus de homens como Edison Queiróz. A esse Deus somos gratos por essa vida tão inspiradora.

 Sem dúvida....Edison Queiróz não viveu em vão. Sem dúvida ele não morreu em vão. Ele viveu como um Bem-Aventurado, pois morreu no Senhor, descansou de suas fadigas e suas obras o acompanham.

A Deus toda glória e honra pelos séculos dos séculos.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

OS PASTORES E A DEPRESSÃO


Quando recebemos a notícia de que um irmão em Cristo e Pastor Presbiteriano, tirou sua própria vida (suicidou) com um tiro de espingarda na cabeça, sem dúvida nenhuma, muitas perguntas permeiam nossa mente em um momento como esse: Um Pastor? Um homem de fé? Como é possível? Será mesmo que foi suicídio? Quais as circunstâncias que o levaram a tomar uma atitude como essa? Por que ele fez isso?

É importante que saibamos que o suicídio de Pastores não é algo comum. Pelo menos não há nenhuma estatística que prove que pastores se suicidam com a mesma contumácia que outros cidadãos. Veja o que extrai da internet:

“Novo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, chama a atenção de governos para o suicídio, considerada “um grande problema de saúde pública” que não é tratado e prevenido de maneira eficaz.

Segundo o estudo, 804 mil pessoas cometem suicídio todos os anos – taxa de 11,4 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes. De acordo com a agência das Nações Unidas, 75% dos casos envolvem pessoas de países onde a renda é considerada baixa ou média.

O Brasil é o oitavo país em número de suicídios. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres (taxa de 6,0 para cada grupo de 100 mil habitantes). Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes – alta de 17,8%  entre mulheres e 8,2% entre os homens. O país com mais mortes é a Índia (258 mil óbitos),  seguido de China (120,7 mil), Estados Unidos (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil).

O levantamento diz ainda que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio e apenas 28 países do mundo possuem planos estratégicos de prevenção. A mortalidade de pessoas com idade entre 70 anos ou mais é maior, de acordo com a pesquisa”.
https://noticias.gospelmais.com.br/serie-suicidios-pastores-acende-alerta-depressao-63378.html

Se procurarmos na internet iremos encontrar alguns outros dados sobre o suicídio, mas não há estatísticas apuradas e acuradas sobre suicídios de Pastores. Eu sou Pastor já há 27 anos e conheci muito poucos casos de Pastores que suicidaram. Por isso mesmo, quando um caso ocorre somos todos levados a questionar as razões de tal ato contra a vida. Por quê? Quais as razões de tão absurda atitude?

Nossa preocupação sobre esse assunto se tornou maior quando em 2013, num período de apenas 30 dias três Pastores se suicidaram: O primeiro deles foi Teddy Parker Jr., de 42 anos, pastor da Igreja Batista Bibb Mount Zion, na Geórgia, que se matou com um tiro na cabeça, após ter ministrado no culto matinal de sua igreja. 

O segundo foi o suicídio do pastor Ed Montgomery, líder da Assembleia Internacional do Evangelho Pleno, em Illinois, que ainda estava de luto pela morte da esposa. Ele atirou em si mesmo na frente de sua mãe e filho.  

No dia 10 de dezembro, foi a vez do Pr. Isaac Hunter, fundador da Igreja Summit em Orlando, Flórida.

Hoje (09.09.2016) estamos abalados com o suicídio de um irmão em Cristo, Ministro, Músico e Cantor; Aroldo Teles. Eu não tenho maiores informações de como foi possível que meu irmão chegasse a esse ponto. Ouvi dizer que ele vivia um momento de profunda depressão. Éramos bons amigos e tínhamos em comum o amor profundo pela música.

Em 2014, no Brasil, um Pastor Batista também tirou sua própria vida se enforcando. Ele acabara de chagar do culto em sua Igreja e depois de ter entrado em sua casa, passados alguns minutos, sua esposa começou a gritar por socorro. Um vizinho pulou o muro e se deparou com a estarrecedora cena do Pastor da 1ª Igreja Batista de Serrinha, Agnaldo Alonso Ferreira Freitas Junior, enforcado. Era o dia 09 de Setembro de 2014. Por incrível que possa parecer, exatamente dois anos depois, no dia 09.09.2016, quando o Pastor Aroldo Teles suicida. 

No caso do Pastor Agnaldo, há também informações de que vivia um período de grave depressão.

Portanto, a questão é que os episódios, dessas mortes, acenderam uma luz não necessariamente para a questão do suicídio, mas sim para a questão da depressão como uma doença que precisa ser tratada, antes que outros casos de suicídio se sucedam a estes.

Foram esses lamentáveis e tristes episódios que chamaram mais a atenção para a (1) questão das situações que levam um Pastor a desenvolver um processo de depressão, (2) a falta de percepção daqueles que vivem ao redor do Pastor do seu estado que pode desembocar em sua morte com o concurso do próprio deprimido, e a (3) falta de mecanismos profiláticos e terapêuticos para esse estado da alma e do coração humanos.

Por conta desse episódio, circulou nas redes sociais o quadro estatístico abaixo, sobre como o Pastor tem sido considerado e tratado.


Não sei onde foram buscar esses percentuais, mas eles são terrivelmente preocupantes se representam a realidade.

Assim sendo, a questão primordial não é a do suicídio de Pastores porque não temos dados suficientes e pelo que sabemos o número de Pastores suicidas não é tão elevado assim, mas o número de Pastores deprimidos é muito grande. Precisamos, na realidade, saber quais são as causas dessa depressão? Se o quadro acima é real, temos que nos preocupar e fazer alguma coisa a esse respeito.

Não podemos julgar aqueles irmãos que, levados pela depressão, tiraram suas preciosas vidas. Precisamos entender que a Igreja tem o péssimo hábito de olhar com severidade e não com solidariedade, para os seus Pastores. 

Mas eu quero falar a respeito do relacionamento entre os Pastores. 

É urgente que Pastores sejam mais amigos do que adversários. Infelizmente os maiores críticos de Pastores são seus colegas de ministério. Sim, colegas, porque sinceramente não são amigos. Não são poucos aqueles que enquanto estudavam no Seminário, eram amigos, mas quando se tornaram Pastores, viraram adversários. 

Os Pastores antes de cobrar da própria Igreja uma postura mais condescendente e amorosa em relação a eles, deveriam dar exemplo em não denegrir a imagem de outros Pastores. Os Pastores precisam pastorear outros Pastores. Ninguém melhor para compreender as dores do Pastorado do que o Pastor. 

Tenho visto, com imensurável tristeza, que quando um Ministro se destaca na condição de pregador e expositor das Escrituras ele se torna alvo, principalmente de outros Pastores, de críticas absurdas e de rótulos injustificáveis. 

Somos nós os Pastores que temos que estar atentos aos outros Pastores, não para julgar e condenar, mas para ajudar naquilo que estiver ao alcance fazer. Desde Moisés até aqui a Igreja trata com dureza seus Pastores. Moisés teve, pelo menos, a companhia de Josué, mas quem você, que me lê, tem como primeiro imediato em quem você possa realmente confiar? Timóteo teve a Paulo como orientador, mestre e companheiro e vice-versa. 

Pastor com quem podemos abrir nossos corações e chorar nossas desventuras? A quem podemos, se não a Deus, nesse mundo, confessar nossas limitações tendo a certeza absoluta que não seremos duramente julgados e que não usarão isso contra nós um dia? 

Como é possível um Pastor não amar outro Pastor? Como é possível um Pastor não perdoar outro Pastor ou qualquer que lhe ofenda? Como é possível Pastores que simplesmente nem olham no rosto de outros Pastores, e até disfarçam para não cumprimentar? Como é possível Pastores subirem ao púlpito e pregar sobre amor, e não amar, falar de perdão e não perdoar? Não perdoar é atrair para si uma enfermidade terrível. Enquanto você não perdoa, você ressente, se magoa sempre que lembra da ofensa e do ofensor e pior, se deixa possuir por um sentimento de retaliação e vingança. Esse quadro pode desembocar em depressão com a mais absoluta certeza!!!!

Precisamos entender que cada um de nós tem sua própria formação, seu próprio estilo. Precisamos entender, por exemplo, que podemos ser edificados quando ouvirmos o Rev. Jeremias Pereira da mesma forma que somos edificados ao ouvirmos o Rev. Hernandes Dias Lopes, mesmo ambos tendo estilos e posturas diferentes no Púlpito. Que maravilha é essa diversidade! Se há fidelidade na exposição da Escritura, se vidas são tocadas, salvas e transformadas louvemos a Deus por isso. 

É urgente que Pastores evitem serem seduzidos pela inveja e pelo ciúmes. Que coisas terríveis essas. O invejoso é aquele que fica mais triste com o sucesso do outro do que com seu próprio insucesso. 

Pastores precisam ler as Escrituras não para os outros, mas principalmente para si mesmos. Os melhores sermões são sempre aqueles nascidos de nossas devocionais pessoais e particulares. Pastores precisam encontrar cura na Bíblia para poderem propor tal cura às ovelhas sob seus cuidados.

Sinceramente; antes de cobrarmos da Igreja uma postura mais digna com respeito a nós Pastores, deveria partir de nós o exemplo. Devemos nós Pastores, valorizar, considerar, proteger, ajudar, apoiar, exortar, admoestar, outros Pastores.  

Que Deus tenha misericórdia de sua Igreja e que os Pastores possam sempre receber do Pai das Luzes toda iluminação suficiente para que possam se gastar por suas ovelhas sem esgotarem suas forças.

domingo, 18 de setembro de 2016

MEUS FILHOS PARA CRISTO.

MEUS FILHOS PARA CRISTO.

Claro que quando os filhos nascem nossas vidas mudam. Passamos a viver quase em função deles. Temos muitos sonhos e expectativas. Queremos que eles se destaquem nos estudos, sejam bons na prática de algum esporte, sejam bem relacionados e principalmente que sejam pessoas de bem com a vida.

Queremos também que nossos filhos se deem bem no namoro, que se casem bem e construam uma família feliz e nos deem netos.

Como disse, passamos a viver em função deles. Eu fico emocionado em cerimônias de formatura quando os pais são homenageados. Sim, porque muitos pais são humilhados, passam privações, sufocam sonhos só para poder oferecer aos filhos uma formação acadêmica que lhes servirá para encontrar uma boa colocação do mercado de trabalho. Em um dia desses conheci o caso de um médico cujo pai custeou seus estudos trabalhando incansável e ininterruptamente como pedreiro.

Mas de todas as coisas boas que podemos almejar para nossos filhos, a maior e melhor de todas é Cristo. Já disse e escrevi a esse respeito. Já preguei sobre isso, ou seja, podemos e devemos nos esforçar para dar a melhor formação acadêmica, o melhor ambiente familiar, as mais saborosas férias, e tudo o mais que pudermos oferecer a eles, mas não podemos deixar de influenciá-los quanto ao perigo de se ter tudo nessa vida e perecer na eternidade sem Deus. Devemos dar tudo mesmo aos nossos filhos, principalmente inculcar neles a lei de Deus, o conhecimento de Deus. Devemos evangelizar nossos filhos. Precisamos fazer de nossos filhos, filhos de Deus, discípulos de Cristo, servos e servas dedicados.

Não podemos imaginar sequer por um momento que um cristão é um fraco. A história do cristianismo é a história de homens e mulheres que ajudaram a mudar o curso da história. Você não pode dizer que João Calvino, Martinho Lutero, Willian Carey, Hudson Taylor, David Livingstone, e tantos e tanto outros personagens do cristianismo foram pessoas fracas.

Infelizmente alguns pais cristãos nutrem em seus corações certo temor de que seus filhos se tornem uns bobões só porque são criados na Igreja. Parece que eles olham para os jovens do mundo que frequentam as baladas como jovens mais fortes do que aqueles da Igreja que se reúnem para ler a Bíblia e participar das atividades da Igreja. Nada mais tolo e insano do que pensar assim. Eu soube de um pai que ao ser interpelado do porque deixava seu filho frequentar certa casa de shows respondeu que o filho tinha que aprender por sua própria conta. E parece que o jovem aprendeu (aliás, o que normalmente é ruim se aprende mais facilmente) tão bem a lição que passou a frequentar esses ambientes e, neles, desenvolveu relacionamentos tão íntimos que acabou abandonando a Igreja. Então eu me ponho a pensar que aquilo que o Salmista escreveu no Salmo 1 é um bom alerta para pessoa que procedem de tal modo: “Bem aventurado (feliz) aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta à roda dos escarnecedores”.

O que o mundo pode oferecer aos nossos filhos? O que determinadas amizades podem oferecer aos nossos filhos? O que certos ambientes podem produzir no caráter e personalidade dos nossos filhos? Os adolescentes e jovens são muito mais facilmente seduzidos pelas paixões. Veja o caso da Parábola do Filho Pródigo. O Filho pródigo era o mais moço. Ele queria encher sua vida de aventuras e bem longe do pai. O resultado foi terrível para ele. Ainda que tenha se arrependido, as marcas ficaram. Adolescentes e jovens não pensam com a mente, eles pensam com seus corações. Conheci uma moça que se apaixonou por um rapaz e quando ele a desprezou ela tirou a própria vida. É exatamente nessa fase da vida que muitos põem a vida por perder. Quantos dos meus amigos de infância perderam a vida envolvidos com drogas e prostituição. A juventude é um período de assentamento, ajuste, de semeadura, de plantio, para aquele que vem a ser o período mais longo de nossa existência; a idade adulta.

Essa é uma idade em que o indivíduo precisa aprender que não se deve desprezar o quinto mandamento. E os pais de adolescentes e jovens devem estar atentos para o tipo de disciplina que administram aos filhos. É interessante que quando Paulo fala de uma vida controlada pelo Espírito Santo em Efésios 5.15-33 – 6.1-9, ele diz que os filhos cheios do Espírito Santo devem obediência aos seus pais no Senhor, pois isso é justo. Os filhos devem honrar o pai e a mãe para que possam viver muito e ser sucesso na vida. Mas Paulo diz aos pais cheios do Espírito Santo que eles “não devem provocar seus filhos à ira, mas devem cria-los na disciplina e admoestação do Senhor”.

Assim sendo, eu questiono a todos que me leem e têm filhos ainda crianças. O que vocês estão fazendo para que quando seus filhos chegarem a adolescência e juventude eles possam, enquanto se preparam adequadamente para disputar um espaço no mercado de trabalho, manterem-se firmes na Igreja? O que os pais estão fazendo para conquistar seus filhos para Cristo? Quanto tem sido investido nisso?

Vejo com enorme tristeza o descaso de alguns adolescentes e jovens que um dia estiveram na Igreja e pareciam gostar do ambiente em que viviam, mas que agora estão se tornando estranhos. Muitos deles frequentam a Igreja só de corpo, mas a alma e o coração estão tão longe da Igreja quanto o Diabo está da Cruz de Cristo. Eles não sentem prazer na comunhão que a Igreja oferece. A maioria desses adolescentes está mimetizando os próprios pais. Muitos pais estão deixando de ser exemplo de vida piedosa para seus filhos. Muitos pais estão deixando de ser exemplo de compromisso com a Igreja que Cristo comprou com seu precioso sangue.

Certo dia um mui querido irmão me disse que frequentou com assiduidade e pontualidade a Igreja, procurou ser um marido cristão para sua esposa, um exemplo de vida piedosa, mas como eu explicava o fato das filhas dele estarem totalmente fora da Igreja e vivendo uma vida de total descompromisso com Deus. Eu disse a ele que pelo menos no seu caso ele pode afirmar que fez o certo. Mas e aqueles que não fazem nada? Como se sentirão em ver o resultado de sua loucura? Como se sentirão aqueles que na verdade fizeram e ensinaram errado? Uma coisa é você ensinar corretamente e o resultado não ser aquele que você esperava (pelo menos por hora, porque a semente pode germinar) e outra é ensinar errado. 

Angustio-me em saber, porque no Pastorado vemos isso acontecer com muita facilidade, que muitos pais depois derramam lágrimas, se revoltam contra Deus, e não poucos acabam por deixar o convívio com os irmãos em Cristo. Conheci um homem que fez isso e ficou longe de Deus e da Igreja por muitos anos e quando voltou, retornou apenas por alguns meses vindo a falecer em seguida. No seu leito de morte ele afirmou que nunca deveria ter abandonado o convívio com a Igreja. Ele disse: - Perdi meus filhos para o mundo e agora meus netos caminham para a mesma eternidade sem Deus. Que Deus se apiede de minha pobre alma.

Precisamos conquistar nossos filhos para Cristo. Devemos ser os melhores mordomos de Deus nessa questão. Os filhos são herança do Senhor e nós os pais devemos devolver essa herança a Deus como filhos não nossos, mas dEle. Nenhuma conquista nesse mundo é maior do que conquistar nossos filhos para Cristo. Não me importo com o que o mundo todo pense a esse respeito.

FUNDAMENTO, HUMILDADE E SANTIDADE DA IGREJA.

FUNDAMENTO, HUMILDADE E SANTIDADE DA IGREJA.

A religião é uma ação humana na qual, por seus próprios recursos, métodos e méritos, o homem tenta se aproximar de Deus no afã de reatar seu relacionamento com Ele. Entretanto, um estudo, ainda que superficial sobre o tema, irá mostrar que, apesar do aumento sempre vertiginoso no número de religiões, o homem continua distante do seu criador, quando tenta de per si, se aproximar dEle.

Entretanto, Paulo, na carta aos Efésios, mostra que aquilo que era impossível para o homem, foi perfeitamente possível para Deus. Ele ensina que a iniciativa para a reconciliação de Deus com o homem só se tornou possível porque Deus agiu. O apóstolo diz que Deus nos abençoou com toda sorte de benção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, e que nos escolheu, em Cristo, antes que houvesse mundo.

Cristo é o fundamento da Igreja, assim como diz o coro sacro: “Da Igreja o fundamento é Cristo o Salavador.” Cristo é o alicerce, a rocha, sobre o qual a Igreja, corpo de Cristo, é edificada (I Pedro 2.1-10).

Nessa carta Paulo nos ensina que Deus nos escolheu em Cristo. Não haveria nenhuma estranheza em que escolhêssemos Deus, o fato realmente extraordinário está em Deus nos ter escolhido. E Ele o fez em Cristo, o corpo da Igreja, do qual Cristo mesmo é cabeça

As implicações de compreendermos Igreja assim, quanto ao seu fundamento, é que concluímos, por exemplo, que a Igreja não é resultado de nenhum avanço ou desenvolvimento sociológico, mas sim o resultado da intervenção divina. A questão não é sociológica, mas sim, teológica. A Igreja não nasce de forma natural, mas sim de forma assombrosamente sobrenatural. Para romper com a natureza pecaminosa, era preciso que um milagre acontecesse. Todos os eleitos de Deus estavam naquela cruz, quando Cristo foi ali cravado, mas todos igualmente saíram daquele túmulo quando, pelo poder de Deus a pedra foi removida e Cristo ressuscitado saiu dali, vitorioso, para assentar-se a direita de Deus Pai, em glória, e com Ele reinar pelo século dos séculos.

Outra implicação de compreendermos a Igreja sob esse prisma é que não pode haver nenhum traço de orgulho, de soberba na questão da nossa salvação. Ela só foi possível porque Deus salvou, porque Deus amou de tal maneira que livrou das penas eternas todo aquele que, movido por seu Espírito Santo, passou a crer em seu único filho como salvador pessoal, único e suficiente. Não fomos nós que, em um dado momento de nossas vidas, por nossas próprias faculdades, resolvemos “aceitar” Jesus como nosso Salvador. Nossa natureza é tão corrompida que somos totalmente inábeis para podermos, de nós mesmos, nos aproximarmos de Deus. É o Espírito Santo de Deus que nos convence do pecado, da justiça e do juízo, conforme lemos em João 16.8. É Ele quem regenera (João 3.8), e somente o coração regenerado pode receber, acolher e responder em termos de fé genuína ao convite do Salvador quando disse: “Vinde a mim, todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).

A compreensão sobre essa verdade bíblica, é bom que frisemos, não pode nos levar ao desleixo e descaso com respeito à nossa vida cristã. O texto diz que fomos eleitos antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele...(Efésios 1.4b) Quando nos santificamos é que damos demonstração clara, de que somos parte daqueles que por Ele foram eleitos antes da fundação do mundo. A santificação é a prova evidente de nossa eleição e também é prova de que nossa vida é vivida nessa doce e maravilhosa geografia, ou seja, Jesus, que é o fundamento da Igreja.  Nossa santificação é prova daquilo que disse Jesus: “Todo aquele que o pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. (João 6.37)

Com essas verdades maravilhosas e confortadoras sirvamos a Deus, na Igreja, que Ele mesmo comprou com o precioso sangue de seu próprio filho. Amém.

FAMÍLIA.....

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O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOMEM É SUA FAMÍLIA

FILHOS

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QUERIDOS