terça-feira, 10 de outubro de 2017

A VIDA CRISTÃ É UMA VIDA COM CRISTO.

A vida cristã não é uma busca. A vida cristã é a estrada trilhada por quem achou o caminho até Deus e esse caminho é Jesus! Ele, Jesus, é o caminho e também nossa companhia nessa jornada que eu e você chamamos vida.

Essa jornada é repleta de instruções e aprendizado, de inusitadas situações, de surpresas para o coração humano, de desafios que exigem espírito de superação. A vida cristã é uma jornada onde não se admite retrocesso. É uma vida de progressão. É um projeto de desenvolvimento e aperfeiçoamento até alcançarmos a estatura de varão perfeito, o que ocorrerá plenamente apenas na glória. 

A vida cristã é a mais doce aventura que o coração humano pode experimentar na terra dos homens até que cheguemos no céu de Deus e dos anjos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A PÉROLA DA REFORMA PROTESTANTE DO SÉCULO XVI

Um estudo mais aprofundado desse fenômeno religioso vai deixar evidente que o grande embate era a questão de como a ICAR e os Reformadores viam a Escritura.

A ICAR, naqueles dias (e ainda hoje) ensinava que a Igreja está acima das Escrituras.  É fácil compreender o porquê desse posicionamento. Preguiça, leniência e a ideia maligna de que mentes sem reflexão se deixam manipular. Os próprios sacerdotes não conheciam as Escrituras com suficiência! Com certeza a Idade Média é considerada o Período das Trevas, não porque as ciências deixaram de evoluir, mas porque sobejou a escuridão espiritual. O que preponderava era a tradição dentro do catolicismo. Dai a produção de dogmas que não encontram fundamentação e embasamento bíblico. Um exemplo: O Culto a Maria. Há muitos outros.

Já os Reformadores afirmaram a SOLA SCRIPTURA, Somente a Escritura, ou seja, a Bíblia está acima da Igreja, ela tem autoridade intrínseca, ela é a autoridade sobre a Igreja nas questões da fé, vida e prática. Se ela diz, o fiel subscreve, se ela se omite, o fiel se cala. Não foram poucos que morreram por reafirmarem esse princípio. Muitos morreram por tentar colocar a Bíblia nas mãos do povo e na linguagem do povo comum. Um exemplo? William Tyndale. Esse notável cristão morreu queimado por traduzir o Novo Testamento para o inglês de tal maneira que até um menino que trabalhasse no arado pudesse conhecer o texto sagrado tanto quanto o clero deveria conhecer. Como disse, pagou alto preço por essa causa morrendo queimado em 1536. Dói em minha alma observar o mundo "cristão" de hoje vivendo alheio às Escrituras.

Essa ignorância tem produzido cultos espúrios, um tipo de cristão tão “sólido” quanto um biscoito de polvilho, um cristianismo água com açúcar, um cristianismo que se não tem um papa, tem os famosos injustificáveis apóstolos e bispos, milagreiros de plantão que só fazem manipular multidões tão ávidas do transcendente quanto aqueles dos dias da Reforma em que muitos acreditavam que ao lançar no gazofilácio a sua moeda como oferta, seus pecados seriam perdoados e mesmo entes queridos mortos seriam tirados do inferno e levados para o céu. A ciência avança. A tecnologia conquista o mundo fazendo dele um ambiente de descobertas, mas o homem continua sendo seduzido pela ignorância e obscuridade. 

Vivemos, em certo sentido, ainda, em um período de trevas que SOMENTE A ESCRITURA pode erradicar. Precisamos de uma NOVA REFORMA com a VELHA, ATUAL E EFICIENTE BÍBLIA nas mãos, corações e mentes.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A MISSÃO DA IGREJA


          O assunto é polêmico! A questão gira em torno da Missão da Igreja. Adoração,Evangelização, Doutrinação? 

Bem, há muitos livros escritos a esse respeito. Para mim sempre ficou claro que a missão precípua da Igreja é aquilo que lemos em Mateus 28.18-20.

A instrução é clara: Discipular, Inserir e Doutrinar.

Discipular passa pelo trabalho da Evangelização. Evangelizar é proclamar as boas novas. O crente como membro da Igreja e discípulo de Jesus precisa cumprir sua tarefa que é apontar para Cristo como o salvador e senhor. Pergunte a você mesmo quanto tempo faz que você não testemunha de Jesus para alguém. Ora, Jesus disse que o Espírito Santo concederia poder para que o crente cumpra seu papel de testemunha dEle (Atos 1.8).

Inserir significa introduzir o convertido à comunhão dos santos, à membrezia de uma Igreja local, através do Batismo. A Igreja é o Ajuntamento Solene, é a Reunião dos Salvos. A Igreja é o corpo de Cristo do qual Cristo é a Cabeça de onde emana suas orientações e ordens. Crente sem Igreja é um paradoxo. Igreja sem crente igualmente. Sejam muitos ou poucos, a Igreja é plural, reunião de pessoas que têm Jesus como Salvador e Senhor e que amam a comunhão.

Doutrinar implica em ensinar, educar. A vida cristã é uma jornada de aprendizado e de crescimento. A vida cristã é uma jornada em busca da santidade, é um caminho no qual o discípulo de Jesus busca imitar o mestre e assim se constituir verdadeiramente em luz do mundo e sal da terra.
       
Concluindo nossos raciocínios a respeito da Missão da Igreja, diríamos que conhecer teologia com profundidade e não cumprir a missão que é fazer discípulos para Jesus é um lamentável equívoco. Não se constitui em algo proveitoso saber tudo sobre eclesiologia, pneumatologia, escatologia, antropologia e cristologia se isso não resultar em ação kerigmática, ou seja, proclamadora na qual deixamos evidente o motivo pelo qual Deus se vestiu da nossa pele, encarnou, viveu, sofreu, morreu e ressuscitou.


Se em tua cosmovisão cristã você conhece tudo sobre Deus e a Salvação, mas esse conhecimento se constitui em algo inócou, sem frutos, então você sabe na mente, mas ainda não conhece no coração o que vem a ser a obra redentora de Cristo. Pode ser que você tenha vivido uma experiência psicológica com o evangelho, mas não a experiência do novo nascimento, que te faz entrar e ver o Reino físico e espiritual de Cristo.

QUEBRADOS NAS MÃOS DO OLEIRO (JEREMIAS 18)

Deus ordena a Jeremias que vá à casa do oleiro (fazedor de vasos de barro moldados à mão). Deus ordena que lá, Jeremias o profeta, esteja atento ao que Deus irá dizer. Em lá chegando o profeta se pôs a observar o oleiro em seu trabalho de moldar o barro dando forma a um vaso. Mas eis que aquele vaso se quebrou nas mãos do oleiro, ao que de imediato, usou o mesmo barro para fazer um outro vaso.
      
A essa altura Deus diz ao profeta que seu povo é barro em suas mãos e Ele é o oleiro. Assim como o oleiro fez do mesmo barro, outro vaso, do vaso que se quebrou em suas mãos, Deus faz assim também.

Destaco as seguintes lições:

1) Deus manda. Ele é Senhor. Dispõe-te, disse Deus a Jeremias.

2) Nós devemos obedecê-lo. Deus não quer presentes; Ele quer que o obedeçamos. Obedecer a Deus é caminho de felicidade.

3) Somos barro. Deus não mandou Jeremias na casa do ourives e nem na casa de quem esculpe joias preciosas, mas na casa do oleiro que trabalha o barro. Pare de pensar em ti além da fé que Deus repartiu a cada um de nós. Se te imaginas mais do que és realmente, então tua fé é pequena demais.

4) Nós quebramos facilmente. Somos inconstantes e Deus, não poucas vezes nos quebra também.

5) Estamos nas mãos de Deus. Ainda que imaginemos que somos donos de nossa própria vida e do curso de nossa história não somos donos dos nossos dias. Tolice imaginar que se houver amanhã isso é resultado do nosso querer e poder! Estamos nas mãos de Deus.

6) Deus nos conserta. É maravilhoso saber que estamos nas mãos de um Deus que nos molda de acordo com sua sábia, perfeita e soberana vontade. Jó foi quebrado, Paulo foi quebrado, Pedro foi quebrado, e tantos e tantos outros servos de Deus foram quebrados e ainda o são hoje para que Deus faça outro vaso.
      
Ao olhar para a situação em que você se encontra, não pergunte por que ou mesmo para que Deus está fazendo isso; espere em Deus. Sua obra é perfeita e completa. Descanse nEle. Se estivermos nas mãos de Deus Ele irá fazer de cada um de nós vasos novos e para a sua glória e honra.

Que Deus, o oleiro, abençoe cada um de nós, simples barros em suas mãos.


Amém!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 17º ATO – SAULO, O EVANGELHO E A PERSEGUIÇÃO - Atos 9.20-30.




A porção final do versículo dezenove (19) diz que Saulo permaneceu em Damasco alguns dias com os discípulos. Saulo desfrutou do convívio com seus irmãos em Cristo logo após Deus tê-lo convertido de uma forma humilhante. Isso foi muito bom para Saulo. Ele não só foi convertido do judaísmo para o cristianismo como também encontrou neste, irmãos, companheiros que tinham a mesma fé. O versículo vinte (20) nos diz que “logo pregava, nas Sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus”. Ele permaneceu em Damasco alguns dias, diz o texto, e então Lucas omite o fato de que ele saiu de Damasco ficou um período nas regiões da Arábia (Gálatas 1.15-24) e depois voltou à Damasco de onde acabou tendo de sair escondido em um cesto que foi baixado pelos irmãos em Cristo do alto de uma muralha até o chão, ato que lhe preservou a vida.

Lucas, parece omitir aqui, por entender que não era necessário aos seus propósitos, o que de fato aconteceu a Saulo depois de seu Batismo. Como vimos isso nos é informado pelo próprio Saulo na carta que escreveu às Igrejas da Galácia (Gálatas) quando o apóstolo dos gentios, faz dura oposição aos “cristãos judaizantes”, ou seja, aqueles que defendiam que um gentio, antes de se tornar um cristão, tinha que ser circuncidado. Ali naquela carta Saulo diz o seguinte sobre esse espaço de tempo que vai de sua conversão até o início de seu testemunho, tanto em Damasco como em Jerusalém e que parece ter Lucas omitido:

“Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu O pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue, nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia e voltei, outra vez, para Damasco. Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; e não vi outros dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor”. (Gálatas 1.15-19)

O máximo que podemos supor é que o período entre seu batismo, pregação em Damasco, sua saída para a região da Arábia, sua volta e fuga de Damasco e então sua volta a Jerusalém foi o de três anos. Devemos considerar também que os judeus contavam como um ano inteiro, parte de um ano.

Eis o gráfico que oferecemos para tentar ilustrar melhor esse período relatado aqui por Lucas de forma fragmentada e sob o qual Saulo em sua carta aos Gálatas lança luz.

                                     
                                               Testemunho em Damasco
Conversão e Batismo                Saída e Reclusão na Arábia          Volta a Jerusalém
                                                     Retorno a Damasco
                                                       Fuga de Damasco
                                                             3 anos

                                       

Por que Saulo agiu assim? Por que se reclusou durante um período que pode chegar a três anos? Por que teria Paulo, logo após sua conversão, ido para as regiões da Arábia? Seria para que pudesse refletir sobre sua vida, seu farisaísmo, sua conversão?

Seja qual forem as conjecturas a esse respeito, é preciso, mais uma vez, relembrar quem Saulo era no contexto da religião judaica e como ele agiu ao perseguir duramente os cristãos.

Saulo era um homem brilhante. Não é possível ler seus escritos sem que cheguemos a essa conclusão. Saulo era filho de israelitas, era da tribo de Benjamim, na religião judaica se tornou um fariseu, (intérprete da lei). Era um notável judeu. Um judeu convicto. Ele entendia que o cristianismo era um atentado contra o judaísmo e que o cristianismo era uma heresia e, como tal, algo pernicioso. Agora ele é um cristão! De perseguidor ele irá se tornar um perseguido. Talvez ele precisasse de um tempo para “digerir”, acomodar, adequar sua mente e coração diante de sua nova condição; ele que houvera sido perseguidor de cristãos, agora se tornara, surpreendentemente, um cristão.

Seja qual for, ou forem, as razões, Saulo afirma ter se isolado por um tempo e depois voltou a Damasco onde começou a expor, ousadamente, ser Jesus o Messias de quem tanto os Profetas do Antigo Testamento falaram.

É importante notar o que Paulo diz a respeito que em sua discussão com judeus quando apresentava Jesus como o Messias, ele mesmo disse aos Gálatas: “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo”. (Gálatas 1.11,12).

Em sua carta escrita aos Coríntios quando ele fala sobre a prática da Celebração da Ceia, ele diz: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei”....”. (I Coríntios 11.23a)

Parece-me que o aparente ostracismo auto imposto de Paulo, foi como que um curso intensivo com o próprio Mestre dos mestres, Cristo Jesus. É interessante notar que os outros discípulos também passaram o mesmo tempo com Jesus. Foram três anos de reclusão onde Saulo deve ter refletido profundamente sobre a sua vida passada, sobre seu encontro transformador com o Cristo de Deus e sobre como seria sua vida dali para frente.

O versículo vinte e um nós diz que a ida de Saulo à Damasco tinha como objetivo precípuo prender cristãos e leva-los amarrados aos principais sacerdotes. O evangelho parece ter chegado forte em Damasco.

O testemunho de Saulo deixou todos confundidos, principalmente os judeus. Saulo declarava sem medo e com poder, que Jesus era o Messias (Cristo) que tanto esperavam.

E a oposição a Saulo não foi tardia. Os judeus, enraivecidos decidiram tirar-lhe a vida. O texto dá a entender que eles espreitavam para mata-lo. Todavia, os discípulos sabendo disso, o colocaram em um cesto e o desceram pela muralha. Saulo então retorna a Jerusalém.

Em Jerusalém Saulo procurou os irmãos em Cristo, mas é óbvio que havia muita desconfiança. Talvez imaginassem que ele estava se passando por um discípulo de Cristo apenas para descobrir que eram os discípulos e então prendê-los. Sua fama como perseguidor de cristãos era notória. É como diz o ditado: “Fez a fama, deita na cama”.

Eis então que surge um personagem notável – Barnabé. Bem, já vimos que esse era o apelido pelos apóstolos a um homem chamado José (Atos 4.36,37). Barnabé quer dizer “filho da exortação”. Foi esse José, apelidado Barnabé que levou Saulo aos apóstolos e contou aos apóstolos o que lhe acontecera no caminho para Damasco. Barnabé disse também que Saulo pregava ousadamente em nome de Jesus, na cidade de Damasco.

Saulo então foi aceito e fez o mesmo que em Damasco; pregava ousadamente a respeito de Jesus. Saulo falava e discutia com helenistas, que como já sabemos, eram judeus com nomes gregos e foi duramente rechaçado. Nem Damasco, nem Jerusalém; um começo pouco recomendável, aparentemente desmotivador para alguém a quem Deus convertera de forma tão singela e confiara um ministério notável (Atos 9.15).

CONCLUSÃO E APLICAÇÃO

·   Nenhuma conversão é isenta de humilhação. Zaqueu teve que descer do Sicômoro, depois de ter que subir nele por ser de pequena estatura. Uma vez lá em cima, ouviu as palavras de Jesus: “Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa”. (Lucas 19.5b) Não foi um pedido ou convite. A Saulo, Jesus igualmente chamou pelo nome – Saulo – e o fez em tom imperativo – “levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer”. (Atos 9.6)

·    A proclamação do Evangelho não pode ser uma aventura sem preparo e adequação. Saulo tinha conhecimento avantajado das Escrituras Sagradas, mas ele precisava rever alguns conceitos e princípios, ele precisa rever posicionamentos, preparar-se para defender, agora, sua nova posição. Há muitos que se convertem e imaginam que as Escrituras são óbvias e saem fazendo asseverações sobre Cristo que não correspondem ao que é real e bíblico. Muitos naufragam quando a embarcação de suas vidas convertidas ainda navegam por águas rasas simplesmente porque a emoção da conversão não vem acompanhada do necessário aprendizado que o testemunho a respeito de Cristo exige. Outros induzem multidões ao erro e desviam outros tantos do caminho da salvação. Vejam os pregoeiros da teologia da prosperidade. O evangelho por eles pregado não é o verdadeiro evangelho que inclui as perseguições e aflições que são naturais para todos aqueles que primam por uma vida de piedade e santidade. Não foram poucos os que tentaram pregar outro evangelho, mas Paulo não; ele primou por pregar o verdadeiro Evangelho, aquele que o próprio Cristo, o cerne, a essência do Evangelho lhe revelou quando estava recuso nas regiões da Arábia.

·    O resultado da pregação nem sempre é a conversão de almas. Saulo havia sido testemunha do homicídio de Estevão. Os judeus cheios de ódio o mataram sem que houvesse sido proferida qualquer sentença contra ele. Esse foi o resultado do testemunho poderoso de Estevão. O capítulo oito (8) de Atos diz que Saulo consentia com a morte de Estevão. Agora Saulo prova do mesmo juízo cheio de ódio. Ele prega nas Sinagogas. O Evangelho é primeiro para os judeus. Essa seria sua temática em todo seu ministério como missionário. E ele demonstra que Jesus é o Messias. Ele prega com ousadia. Então tentam contra a vida dele em Damasco. Foram os judeus que tentaram contra a vida dele. Nem sempre o resultado do nosso testemunho cristão resulta em conversões. Ele se vê obrigado a sair de Damasco escondido em um cesto que foi baixado pelos discípulos de Jesus, seus irmãos em Cristo. Que paradoxal; aquele que ele antes queria prender, o livram de morrer.

· A proclamação evangélica deve ser continuada, jamais interrompida. Saulo vai para Jerusalém. Foi de lá que ele saiu há aproximadamente três anos. Sai para perseguir e volta como um fugitivo, que teve que se esconder em um cesto. Que golpe! Que mudança de rumo! Que mudança de vida! Deus tem planos e esses planos não podem ser frustrados. (Jó 42.2) Parece, todavia, que em Jerusalém, também, assim como o próprio Salvador, ele, Saulo, não seria aceito.

·      A comunhão é importante para o exercício de nossa fé. A fé tem um forte componente comunitário. Que proveito há na fé de um ermitão. Somos seres sociais. Amamos o relacionamento com outros humanos e principalmente com aqueles que comungam da mesma fé, esperança, sonhos e desejos. Então Saulo procurou os discípulos. É assim mesmo; queremos sempre estar entre os nossos. A Igreja é a família de Deus porque somos irmãos uns dos outros e Jesus é nosso irmão mais velho. Mas, lá em Jerusalém ele também iria enfrentar oposição dura.

·   Em nossa proclamação evangélica jamais estamos sozinhos. Jesus disse, na Grande Comissão, que estaria presente até a consumação do século (Mateus 28.20). Entretanto, além de sua doce presença, temos também irmãos valorosos. Na vida de Saulo surge então José, apelidado Barnabé, e esse personagem notável o inseri na comunidade cristã de Jerusalém. E ele, como em Damasco, prega com ousadia. Em Jerusalém são os helenistas, judeus nascidos fora dos limites de Israel e que preferiam a língua grega ao aramaico. Saulo era um helenista, em certo sentido. Barnabé esteve ao seu lado, mas a situação se agravou e ele teve, com a ajuda dos irmãos em Cristo que sair de Jerusalém. Diz o texto que “levaram-no até Cesaréia e dali o enviaram para Tarso”. (Atos 9.30)

Paulo vai permanecer em Tarso por alguns anos. Ele voltará ao cenário do livro de Atos dos Apóstolos no capítulo 13 quando o mesmo Barnabé o busca em Tarso para uma obra da qual ele se incumbiu de forma notável. 
Isso veremos mais à frente.

Até lá....

terça-feira, 13 de junho de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 16º ATO – SAULO ANTES DE SER PAULO – Atos 9.1-19


Um dos maiores personagens da história do Cristianismo é o Apóstolo Paulo. Isso é indiscutível

Ele é considerado uma das mentes mais brilhantes da história da humanidade.

A forma como ele é inserido na história do cristianismo e como ele levou o cristianismo à Ásia Menor e à Europa é assunto assaz empolgante.

Saulo nasceu na cidade de Tarso. Seus pais eram hebreus (judeus, israelitas) e provavelmente tenham nascido em solo israelita. 

Tarso era uma cidade no país que hoje é a Turquia. Ela estava localizada na região da Cilicia. Era uma cidade que gozava o status de cidade romana. No século 1 d.C., Tarso foi a principal cidade da Cilicia, e possuía importante riqueza comercial e agrícola. Tarso também era um importante centro cultural e intelectual, possuindo uma grande universidade da época que a equiparava com outras cidades como Atenas e Alexandria. A cidade de Tarso também se orgulhava por ter muitos eruditos importantes da época entre seus cidadãos. Embora muitas escavações já tenham sido realizadas na região de Tarso, até agora muitos detalhes ainda impedem que a cidade dos dias de Paulo seja recriada com exatidão. As ruínas da antiga Tarso encontram-se debaixo da cidade atual e de fazendas da região.

Na lei judaica, um garoto deveria iniciar seus estudos das Escrituras aos cinco anos de idade e aos dez anos devia estudar as tradições legais. Aos treze anos um garoto se tornava um bar mitzvah (“filho do mandamento”), período no qual ele se tornava emancipado diante da lei e os garotos mais promissores eram levados para as escolas e colocados aos pés dos Rabinos, mestres mais capazes.

Assim, com grande probabilidade, foi com essa idade, ou um pouco mais maduro, que Paulo foi para Jerusalém. Provavelmente sua irmã o tenha acolhido nessa cidade no período de sua formação. Podemos supor que os pais de Saulo tinham posses.

Além dos estudos na Torá e todos os demais aparatos culturais do povo, Saulo também aprendeu uma profissão que era de fazedor de tendas. Para os dias atuais essa profissão talvez não tenha a dignidade que tinha naqueles dias. Era costume dos pais judeus oferecer ensino formal aliado à instrução em uma profissão. Havia um conceito de que se um pai não ensinasse a seu filho uma forma de trabalho com a qual ele iria ganhar seu pão, ele estaria ensinando seu filho a roubar.

Saulo, então, foi criado e instruído nas Escrituras, na tradição dos seus antepassados e tinha uma profissão digna com a qual adquiria os meios para sua subsistência.

O que podemos saber a respeito de Paulo é mais bem descrito por ele mesmo no clássico texto de Filipenses 3.2-11 onde lemos: Acautelai-vos dos cães! Acautelai-vos dos maus obreiros! Acautelai-vos da falsa circuncisão! Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne. Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para O conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos”.

Saulo, portanto, no judaísmo, era um fariseu. Era um doutor da lei. A aversão do judeu e, principalmente do fariseu, a respeito do gentio (gentio = quem não é judeu), é notável. Um fariseu considerava o gentio como combustível para o fogo do inferno. Os problemas de relacionamento entre os judeus e os samaritanos se acentuaram ao longo dos séculos por conta de que estes assimilaram muito rapidamente a cultura gentílica enquanto os judeus ofereciam maior resistência.

O que estou tentando fazer nesse meu escrito não é justificar os atos de Saulo contra a Igreja como vemos descrito no texto de Atos 9.1,2. O que pretendo é mostrar ao leitor as razões que levaram Saulo a se opor ao cristianismo de forma tão violenta. Saulo entendia que o cristianismo era uma heresia que precisava ser erradicada. Saulo via no cristianismo um enorme perigo contra o judaísmo. E ele era um homem obstinado!

Homens com esse perfil tendem a ser uma maldição ou uma grande benção. Você não pode deixar de admitir que pessoas como Hitler, Stalin, Gandhi, Golda Meir, M. Tatcher, W. Churchill, José, Moisés, e tantos outros, não foram obstinados. Sim foram! Notadamente foram. E Saulo era assim; um homem obstinado e convicto de que deveria acabar de vez com o cristianismo. Talvez ele não tenha ouvido o conselho de Gamaliel, seu mestre, quando do inquérito dos apóstolos no Sinédrio disse: Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os ir; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus”. (Atos 5.38,39)

No texto que lemos vemos com que violência Saulo investe contra os cristãos. Se fosse preciso ele os mataria ou seria conivente com a morte deles.

Como veremos mais à frente nesse capítulo no versículo 21, Paulo desejava ir à Damasco para prender cristãos, razão pela qual pediu cartas para serem levadas às Sinagogas daquela cidade. Todavia, Deus tinha outros planos para ele. E como disse Jó, depois de sua experiência com Deus: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado”. Jó 42.2 O que sabemos ao certo é que já havia cristãos em Damasco. O evangelho já havia chegado “aos confins da terra”.

Saulo chega a Damasco, mas de uma forma acentuadamente diferente. Ele agora é, aquilo que ele persegue – um cristão. Ele que conduzia, agora é conduzido por mãos de membros de sua comitiva. Uma luz brilhou no céu e ao seu redor. Saulo caiu ao chão e uma voz lhe disse: “Saulo, Saulo, porque me persegues?

Saulo pergunta quem era que falava com ele, e a resposta é: Eu sou Jesus, a quem tu persegues, mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer”.  Quanta mudança em um ato só: muda-se o homem – muda-se sua agenda! Irresistível salvador esse Jesus!

Seus companheiros ouviram uma voz, mas eles mesmos não viram ninguém. O texto não diz que Saulo viu, mas parece que somente ele entendeu o que Jesus lhe disse. Ele se levantou cegado pela luz e seus companheiros o guiaram até seu destino e lá ele ficou três dias sem ver e sem comer e nem beber absolutamente nada.

Como já nos referimos, o evangelho já havia frutificado em Damasco e ali havia um discípulo de Jesus de nome Ananias a quem Deus ordenou e convence a que fosse ao encontro de Saulo. A fama de perseguidor de cristãos de Saulo já era conhecida e foi preciso que Jesus esclarecesse a Ananias o que pretendia com esse obstinado judeu/fariseu: “Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome”. (Atos 9.15,16)

Ananias foi onde estava Paulo e disse: “Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”.  (Atos 9.17)

Imediatamente Paulo passou a ver, levantou-se e foi batizado. Depois comeu, sentiu-se fortalecido e permaneceu alguns dias em Damasco.

CONCLUSÃO E APLICAÇÃO

Foi Deus quem fez ser Saulo o que era antes de sua conversão. E Deus agiu assim para mostrar que:

Religião não pode salvar. Somente Jesus tem esse poder. Saulo era um exemplo como homem religioso, mas mesmo assim, ele precisou ser encontrado pelo próprio Cristo. Ele não argumentou, não discutiu, não murmurou; ele simplesmente, como se espera de um regenerado, teve sua história totalmente mudada. 

Ninguém é suficientemente ruim que não possa ser salvo. Saulo mostrou sua crueldade na perseguição que empreendeu contra os cristãos. Entendemos que sua ação cruel contra a Igreja era na realidade um ato de extremado zelo por Deus, mas era um ato injustificável.

Ninguém é tão “justo” que não necessite do salvador. Saulo era um homem que, em sua religião, era um exemplo de piedade, mas mesmo assim ele estava completamente perdido.

A conversão é um processo doloroso de humilhação. Saulo viu luz, mas ficou cego, caiu por terra e precisou de outras mãos para conduzi-lo ao seu destino. Os humilhados, todavia, serão exaltados, aqui e no porvir.

Jesus muda o homem e o homem transformado por Jesus, tem sua agenda mudada. Somos salvos para servir, sermos santos e irrepreensíveis. Somos salvos para vivermos para a glória daquele que nos salva. Aleluia! Depois de Jesus jamais seremos as mesmas pessoas que fomos antes dele.

Nossa conversão (regeneração) é um ato divino. Podemos intelectualmente compreender que somos pecadores, mas não temos forças para abandonar o pecado como uma prática prazerosa. Essa disposição somente Deus é capaz de produzir através da regeneração.

Quem persegue a Igreja; quem persegue ao cristão, está perseguindo o próprio Cristo que neles está representado.

Precisamos estar convencidos de que sofrer por Cristo está na agenda divina do cristianismo. “...eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome”. Paulo escreveu: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo, não somente de crerdes nele, pois tendes o mesmo combate que vistes em mim e, ainda agora, ouvir que é o meu”. (Filipenses 1.29,30)

Saulo ficou três dias sem comer, beber, e completamente cego. Eu me ponho a pensar o que não deve ter passado na mente de Saulo nesses três dias de escuridão. Imagino que ele olhou para dentro de si mesmo e pode ver claramente o quanto ele estava errado a respeito de Jesus de Nazaré, o quão injusto ele havia sido com Estevão e os demais cristãos aos quais aprisionou e até foi responsável por suas mortes. Parece que ao ser batizado e cheio do Espírito Santo sua cegueira acabou e ele pode ver claramente o que Deus tinha planejado para ele.

Ananias deu demonstração de amor cristão ao aceitar batizar e acolher a Saulo. A Igreja deve estar atenta ao recebimento e acolhimento dos novos convertidos. 

E a esse respeito veremos nos próximos atos nesse livro de Atos dos Apóstolos.

Que Deus nos abençoe.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

BUSCAR A DEUS ENQUANTO SE PODE ACHAR!


Recentemente li (07.06.2017), sem confirmar e conhecer o contexto, que o ex-técnico do Santos Futebol Clube afirmou que “o Brasil se esqueceu de buscar a Deus”. Como disse, não conheço o contexto e nem posso confirmar se ele disse isso, mesmo. 

Todavia, impendentemente disso, essa é uma frase cheia de verdade.

Houve um tempo em nosso país no qual os cristãos, tanto protestantes quanto católicos, ensinavam que os filhos devem honrar seus pais conforme preceitua o quinto mandamento. Eu ainda sou daquele tempo. E os filhos respeitavam, reverenciavam, obedeciam e amavam seus pais conforme lhes era ensinado. Mas hoje o que se vê é uma total desconexão com a verdade bíblica. Hoje encontramos filhos que são motivo de vergonha para seus pais; são alimentados, financiados e sustentados por seus pais, mas não honram os pais.

Houve um tempo em nosso país, e por que não dizer, no mundo, em que os pais eram exemplos de honestidade, piedade e de justiça para seus filhos. Eram tempos nos quais mais valia a palavra dita do que assinatura em qualquer contrato. Meus pais foram um exemplo de luta e de dignidade. Meus sogros foram um exemplo pelo estilo simples de vida, mas com dignidade, honestidade e honra. Naqueles tempos a disciplina era mais severa e os pais tinham a consciência de que preparavam seus filhos para a vida e não para viver à custa deles numa dependência patológica.

Houve um tempo em que havia mais respeito e o tratamento entre as pessoas era mais cordial. Hoje vemos um mundo em convulsão no trânsito, nas lojas, nos hospitais, nas escolas, nas academias, nos supermercados. Vivemos dias nos quais se cuida da estética, mas abandonou-se completamente a ética. A cada dia que passa cresce o número de pet shoppings, O homem ama mais o animal irracional do que o próprio filho. O homem corre atrás da beleza do corpo inibindo as rugas de fora enquanto adquiri rugas na alma.  

Eu não tenho dúvida de que isso tudo é assim porque nos esquecemos de buscar a Deus, nos esquecemos de que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria e que são loucos os que desprezam a sabedoria e o ensino que de Deus emanam (Prov. 1.7) Oremos e aceitemos o alerta do Profeta quando escreveu: "Buscai a Deus enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto". Isaias 55.6-13

Cristãos: é tempo de parar, refletir e tomar posição sempre tendo do lado o Deus da Palavra e a Palavra de Deus.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS – 15º ATO – O DIÁCONO E EVANGELISTA FILIPE – Atos 8.4-40


Entra em cena, na história do cristianismo e sua expansão um personagem chamado Filipe. Ele é um dos sete que foram eleitos para um trabalho específico: servir as cestas de alimentos aos menos privilegiados procurando impedir que as viúvas dos judeus helenistas fossem discriminadas. Filipe é considerado um dos sete Diáconos eleitos em Atos 6.1-8.

Filipe está entre aqueles que, fugindo da grande perseguição contra os cristãos, deixa Jerusalém. Ele vai para o norte e chega a uma das cidades da região de Samaria, capital do Reino do Norte. O texto diz que os que saíram de Jerusalém foram pregando o evangelho e é isso que Filipe faz. Ao verem os sinais que fazia, o poder com que testemunhava, as multidões lhe davam atenção. Diz o versículo 8 que “assim houve grande alegria naquela cidade”.

No relato que Lucas faz dessa saga de Filipe ele nos coloca em contado com Simão, um mágico que impressionava as pessoas com as mágicas que fazia. Ele era chamado de “O Grande Poder”. Mas Lucas diz que quando Filipe chegou, até Simão foi deslocado e ficou atônito com os sinais que ele fazia. Ele até quis comprar esse poder, no que foi duramente repreendido.

Os apóstolos haviam permanecido em Jerusalém e quando ouviram dizer que em Samaria havia conversões enviaram Pedro e João para conferir se isso era possível. E confirmaram. Oraram impondo as mãos sobre os convertidos e esses receberam o Espírito Santo. Ao voltarem para Jerusalém iam pelo caminho testemunhando a respeito de Jesus Cristo.

Enquanto isso Deus desloca Filipe para a estrada de gaza por onde um alto oficial de Candace a rainha dos etíopes passava com sua carruagem. O tal oficial lia Isaías 53.7,8. Filipe alcança a carruagem, ouve o homem lendo (era costume ler em voz alta) e o questiona se ele sabe do que o texto fala. Então aquele oficial etíope responde que não, ao que Filipe se dispõe o esclarece aproveitando a oportunidade para pregar-lhe as boas-novas. O etíope ao ver um lugar onde havia quantidade de água questiona se ele pode ser batizado, ao que Filipe concorda batizando-o. De imediato Filipe é tirado de cena e vai surgir em Azoto próximo de Cesaréia, mais ao norte, onde evangelizava em todas as cidades.

CONCLUSÃO E APLICAÇÃO

1.   Deus usa aqueles que Ele quer, onde quer e da maneira que quer usar. Felipe foi usado por Deus como um poderoso evangelista.

2.   Os samaritanos ao longo dos anos se tornaram inimigos ferrenhos dos judeus. Agora, eis um judeu, de nome grego, entre eles, testemunhando a respeito de Jesus e apresentando-O como o Messias de quem tanto os profetas do Antigo Testamento falaram. Aquela era uma região de conflagração, hostil aos judeus. Isso fica evidente no encontro de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó. Portanto, quando Deus está presente ele transforma um ambiente hostil em oportunidade especial para testemunho. Não devemos temer. Precisamos estar cheios do Espírito Santo. É isso que fará a grande diferença. E fez com Filipe naquela região. “Houve grande alegria naquela cidade”.

3. Foi preciso que Pedro e João empreendessem uma viagem para se certificarem de que os samaritanos também estavam ouvindo o evangelho e crendo. O fato de orarem e imporem as mãos, segundo Lucas, é porque eles ainda não haviam recebido o Espírito Santo. Lucas diz que depois desse ato, os convertidos recebiam o Espírito Santo. Podemos crer que no caso deles a constatação de que receberam o Espírito Santo era porque eles falavam em línguas? Ora, pode ser. Todavia, não devemos crer que essa seja uma benção adicional à salvação. Nossa regeneração já é o resultado da presença do Espírito Santo em nós. É ele quem nos converte, nos regenera. (João 3.1-16). Em meu particular entendimento, se houve aqui uma manifestação do falar em línguas então isso só serviu mesmo como prova aos apóstolos, judeus convertidos ao cristianismo, de que o evangelho deve ser pregado a qualquer criatura e se ela vier a crer, será salva, assim como foi no caso deles.  

4.   O evangelho é a luz que ilumina as mais densas trevas. O evangelho é mais poderoso que qualquer poderoso mágico e ilusionista. Quando é mesmo o evangelho que é pregado, não há dúvida nenhuma de que é Deus que está salvando e agindo. Simão podia fazer mágica, mas seus “poderes” estavam bem aquém do poder do Espírito Santo em Filipe.

5.  O poder de Deus não se adquire com dinheiro. Isso é uma ofensa ao Deus todo gracioso e bom. Simão precisava mesmo se arrepender dos seus pecados. Hoje muitos pensam que podem, com suas ofertas, dízimos e contribuições financeiras, atrair o favor divino. Era isso que Tetzel pregava enquanto procurava sustentar a luxúria do Papa Leão X e do clero dos seus dias, com a venda das indulgências. Precisamos estar convencidos que contribuir financeiramente com o reino de Deus já é uma benção, uma honra, um privilégio. Com Deus não fazemos negócio. Ele não precisa do nosso dinheiro e se tivéssemos que pagar, não haveria rico suficiente para pagar o preso de nossa ofensa.

6.   Um homem, mesmo que piedoso e bom, ainda sem Cristo está perdido em seus delitos e pecados. Esse era o caso do oficial etíope, um homem temente a Deus. Ele precisou ouvir o evangelho para poder crer em Cristo e assim ser salvo. Deus escolhe seus eleitos e os meios pelo qual esse eleito será chamado eficaz e irresistivelmente. O instrumento humano para a salvação daquele oficial etíope foi Filipe, mas o instrumento sobrenatural para a sua conversão foi o testemunho a respeito de Jesus. Como disse Paulo: De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. (Romanos 10:17).

7.   Os louros das grandes realizações serão os galardões entregues na eternidade em momento propício. Filipe foi tirado de cena e levado para outro lugar. A obra de regeneração do etíope já havia sido completada e outros precisavam ouvir o evangelho.

8.   O desejo de ser batizado é um dos indicadores da verdadeira conversão. Esse foi o desejo explícito daquele etíope. Ele veio como um homem que temia a Deus. Ele veio a Jerusalém para adorar e agora volta para seu país, salvo, nova criatura, alguém que teme a Deus sob uma nova perspectiva, que busca observar a lei de Deus com maior alegria e desprendimento.

9.   Filipe batizou o etíope convertido? Sim, batizou. Mas como se Filipe não era um presbítero? Bem, ainda não havia esse oficialato na Igreja daqueles dias. As mais altas patentes da Igreja eram os apóstolos e como sabemos eles estavam em Jerusalém. O batismo aconteceu de forma legítima assim como legítima foi a conversão daquele homem.

Que Deus nos abençoe de tal maneira que por onde formos possamos, a exemplo de Filipe, testemunhar de Jesus, o Cristo. Amém!!!

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Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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