domingo, 14 de outubro de 2018

RECONCILIAÇÃO: UM TRIUNFO DA GRAÇA.



Gênesis 33.1-20
Introdução.

Philip Yancey conta, em seu livro, Maravilhosa Graça uma linda história de perdão.  Ele diz: Nunca me esquecerei de uma cena que testemunhei na União Soviética em outubro de 1991. Na ocasião o império soviético estava desmoronando. Mikhail Gorbachev estava pendurado em seu cargo por um fio e Boris Yeltsin consolidava seu poder dia após dia. Eu acompanhei uma delegação de cristãos que se encontrou com líderes russos em resposta ao pedido deles para ajuda-los a “restaurar a moralidade” no país.

Embora Gorbachev e todos os oficiais do governo que visitamos nos recebessem calorosamente, os antigos do nosso grupo nos advertiram que aguardássemos tratamento diferente na noite em que visitamos o quartel general da KGB. Uma estátua do seu fundador Feliks Dzerzhinsky, podia ter sido derrubada do pedestal pela multidão do lado de fora do edifício, mas sua memória vivia lá dentro. Uma grande fotografia do conhecido líder ainda pendia de uma parede em nossa sala de reuniões. Agentes, com os rostos tão inexpressivos e impassíveis quanto aos estereótipos cinematográficos, estavam de pé junto à porta do auditório forrado de painéis de madeiras enquanto o general Nikolai Stolyarov, o vice-presidente da KGB apresentava-se à nossa delegação. Nós nos preparamos.

“Encontrar-se com o senhores aqui essa noite” começou o General Stolyarov, “é uma mudança no enredo que não poderia ter sido concebida pelo mais louco escritor de ficção”.

Ele tinha razão (diz Philip Yancey). Em seguida nos deixou perplexos dizendo: “Nós aqui na URSS entendemos que com muita frequência fomos negligentes em aceitar os seguidores da fé cristã. Mas questões políticas não podem ser decididas até que haja sincero arrependimento, um retorno do povo à fé. Esta é a cruz que eu tenho que carregar. No estudo do ateísmo eficiente, há a ideia de que a religião divide o povo. Agora vemos o oposto: o amor a Deus apenas pode nos unir”.

Nossas cabeças giravam. Onde ele havia aprendido a frase “carregar a cruz”? E a outra palavra – arrependimento? O tradutor havia acertado? Lancei um olhar para Peter e Anita Deyneka, banidos da Rússia há treze anos por causa de sua obra cristã, agora mastigando biscoitos no quartel general da KGB.
Yodel Nederhood, um homem gentil e educado que fazia programas de rádio e televisão para a Igreja Cristã Reformada, queria fazer uma pergunta a Stolyarov. “General, muitos de nós lemos o relatório de Solzhenitsyn a respeito do Gulag. Alguns de nós até mesmo perdemos parentes e membros da família ali! Seu atrevimento colocou alguns dos seus colegas em guarda, e a tensão na sala aumenta sensivelmente. “Seus agentes, naturalmente, são responsáveis pela fiscalização das prisões, inclusive aquela localizada no porão deste edifício. Como senhor responde a esse passado?’

Stolyarov respondeu cautelosamente: “Eu falei de arrependimento. Este é um passo essencial. Vocês provavelmente conhecem o filme de Abuladze com esse título (ARREPENDIMENTO). Não pode haver perestroika (reconstrução) sem arrependimento. Chegou o momento de nos arrependermos do passado. Nós transgredimos os Dez Mandamentos e por isso estamos pagando”.

Eu havia assistido a Repentance (Arrependimento) (diz Philip Yancey), de Tengiz Abuladze, e a alusão de Stolyarov ao filme foi assombrosa. O filme detalhava falsas denúncias, prisões forçadas, queima de igrejas – os próprios atos que deram à KGB sua reputação de crueldade especialmente contra a religião. Na era de Stalin, cerca de 42.000 sacerdotes perderam suas vidas, e o número total de sacerdotes declinou de 380.000 para 172. Cerca de mil mosteiros, sessenta seminários e 98% das Igrejas Ortodoxas foram fechadas.

Repentance descreve as atrocidades do ponto de vista de uma cidade provinciana. Na cena mais pungente do filme, mulheres da vila rebuscam a lama de um depósito de madeiras inspecionando um carregamento de toras que havia acabado de descer o rio. Elas estão procurando mensagens de seus maridos que cortaram essas toras em um acampamento de prisioneiros. Uma mulher encontra as iniciais gravadas na casca e, chorando, acaricia ternamente a tora seu único fio de conexão com um marido que ela não pode acariciar. O filme termina com uma camponesa pedindo o endereço de uma Igreja. Informada de que está na rua errada, ela responde: - Para que serve uma rua se não leva a uma Igreja?

Abruptamente, a reunião tomou um rumo mais pessoal quando Alex Leonovich levantou-se para falar. Alex tivera sentado na ponta da mesa traduzindo para Stolyarov. Nativo da Bielo Rússia, ele havia escapado do reinado do terror de Stalin e emigrara para os Estados Unidos. Durante quarenta e seis anos, havia transmitido programas de radio cristãos, às vezes com interferências, para a sua própria terra natal. Ele conhecia pessoalmente muito dos cristãos que foram torturados e perseguidos por sua fé. Para ele, estar traduzindo essa mensagem de reconciliação de um alto oficial da KGB era assustador e quase incompreensível.

Alex, um homem corpulento com aparência de vovô, representa a velha guarda de guerreiros que oraram por mais de meio século para que houvesse mudanças na União Soviética – essas mesmas mudanças que estávamos aparentemente testemunhando. Ele falou lentamente e com voz baixa ao general Stolyarov.

“General, muitos membros de minha família sofreram por causa desta organização” disse Alex. “Eu mesmo tive de sair do país que amava. Meu tio, que me era muito caro, foi para um campo de trabalhos forçados na Sibéria e nunca mais voltou. General, o senhor diz que se arrepende. Cristo nos ensinou sobre como responder. Em nome de minha família, em nome do meu tio que morreu no Gulag, eu o perdoo”.

E, então, Alex Leonovich, um evangelista cristão, estendeu os braços para o general Nikolai Stolyarov, vice-presidente da KGB, e lhe deu um abraço de urso russo. Enquanto eles se abraçavam. Stolyarov sussurrou alguma coisa para Alex, e só mais tarde ficamos sabendo o que ele disse. “Apenas duas vezes em minha vida, eu chorei. Uma vez foi quando minha mãe morreu. A outra é hoje a noite”.

O tema de nossa prédica hoje tem a ver com isso, ou SEJA, RECONCILIAÇÃO.

RECONCILIAÇÃO – UM TRIUNFO DA GRAÇA

Jacó havia lutado a noite toda como o Deus/Homem.

O resultado daquela luta foi que Jacó teve seu nome mudado para Israel. Isso vai ser reafirmado no capítulo 35.

Na luta como o Deus/Homem Jacó ele foi ferido e começou a mancar. O Deus/Homem insinua que já é dia e que Jacó deveria deixa-lo ir, mas Jacó disse que não o deixaria ir sem que antes ele fosse abençoado.

Jacó reconheceu no Deus/Homem a fonte da benção que precisava receber. O Deus/Homem, como vimos, mudou seu nome. De Jacó o embusteiro, o trapaceiro e usurpador agora ele passaria a ser chamado por Israel, aquele que lutou com Deus.

Assim que o sol surgiu no horizonte, Jacó pode ver seu irmão se aproximando.

Em sua mente deve ter passado o filme de todos os momentos em que ele enganou seu irmão e seu paí.

Ele faz um arranjo e se coloca a frente de sua comitiva.

Quando Esaú vai se aproximando, Jacó se adianta e começa a se prostrar. Por sete vezes ele se prostra na presença de seu irmão. (Versículo 3)

Então Esaú correu até Jacó, o abraçou, agarrou-se ao pescoço de Jacó e o beijou. Ambos choraram. (Versículo 4)

Aquele que havia tramado matar seu irmão, agora o perdoa se reconcilia com ele.

Nesse episódio, aprendemos que:

1.  A RECONCILIAÇÃO SÓ É POSSÍVEL SE AS PARTES SE COMPROMETEREM.
Ambos; Jacó e Esaú foram ao encontro um do outro.
Jacó se ajoelhou sete vezes.
Esaú – 1) Correu ao encontro do irmão. 2) Esaú abraçou seu irmão. 3) Esaú agarrou-se ao pescoço do seu irmão.
Ambos choraram.

2.  A RECONCILIAÇÃO SÓ É POSSÍVEL QUANDO HOUVER HUMILHAÇÃO.
Jacó foi mancando # Do homem forte que outrora havia sido.
Jacó se cursou sete vezes. Isso era feito pelo servo quando estava diante do seu senhor.
Esaú não proferiu nenhum insulto, não pediu nenhum tipo de retratação, nenhuma palavra de desagravo.

3.  A RECONCILIAÇÃO SÓ É POSSÍVEL QUANDO HOUVER SINCERIDADE.
Sinceridade = Sem cera. Sem fingimento, sem disfarce.
Jacó foi sincero sobre a intensão de levar presentes ao seu irmão. (Versículo 8b)
Esaú foi sincero em dizer que nada daquilo era necessário.

4.  A RECONCILIAÇÃO SÓ É POSSÍVEL QUANDO HOUVER GENUÍNO PERDÃO.
Paul Tillich uma vez definiu o perdão como lembrar o passado para que ele possa ser esquecido.

Embora o perdão nunca seja fácil e possa demorar por gerações o que mais poderia quebrar as cadeias que escravizam as pessoas ao seu passo histórico? Somente, e unicamente o perdão pode.

Se errar é humano, perdoar é divino.

Não há legítima reconciliação se não houver perdão.

4.1.     O PERDÃO É A ÚNICA ALTERNATIVA QUE PODE DETER O CICLO DA CULPA E DA DOR INTERROMPENDO A CADEIA DA AUSÊNCIA DA GRAÇA.

Jacó havia prosperado, se tornado um homem bem sucedido, rico, mas ainda era um homem incompleto. Havia uma pendência a ser resolvida.

Deus criou algo em nós chamado consciência e não importa onde estamos, nem quem nós somos, ela nos acusa, nos fustiga, nos faz olhar para o retrovisor e ver que há situações que precisam ser tratadas para podemos continuar nossa jornada livres e de cabeça erguida.

A vida só terá prazer e graça quando aprendemos a reconhecer nossos erros, pedir perdão e a perdoar aqueles que pecam contra nós.

Não há graça sem perdão, não há perdão sem graça.

4.2. O PERDÃO E SOMENTE ELE PODE ALIVIAR A FORÇA OPRESSORA DA CULPA.

Em 1993, um membro da Klu Klux Klan, chamado Henry Alexander fez uma confissão à sua esposa. Em 1957, ele e diversos outros membros da organização arrancaram um motorista negro da cabine de seu caminhão, levaram-no para uma ponte deserta por cima de um caudaloso rio e o fizeram pular dali, gritando, para que morresse.

Alexandre foi acusado pelo crime em 1976 – levou quase vinte anos para ser julgado – alegou inocência e foi absolvido por um júri de brancos.

Durante trinta e seis anos ele insistiu em sua inocência, até 1993, quando confessou a verdade à esposa. Ele disse: “Nem sei o que Deus planejou para mim. Nem mesmo seu orar por mim mesmo”, disse ele a esposa. Alguns dias depois ele morreu.

A esposa de Alexander escreveu uma carta pedindo perdão á viúva do homem negro, uma carta que foi depois impressa pelo The New York Times. Ela escreveu: “Henry viveu uma mentira toda a sua vida, e me fez vive-la também”. Todos aqueles anos ela acreditado na inocência do marido. Ele não demonstrou nenhum sinal exterior de remorso até os últimos dias de sua vida, tarde demais para tentar uma retratação pública. Mas não conseguiu levar o terrível segredo da culpa para a sepultura. Depois de trinta e seis anos de veementes negativas, ainda precisava de libertação que apenas o perdão poderia conceder.


4.3.     O PERDÃO TRAZ UMA NOVA E GENUÍNA DIMENSÃO AO CULTO QUE OFERECEMOS A DEUS.

Jesus disse:

Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Mateus 5.23,24

Tanto a adoração individual quanto a adoração comunitária só terá sentido e fará sentido, só será vivenciada sob a nuvem e o manto da graça, quando nós aprendermos o quão imprescindível é perdão pedido e o perdão ofertado.

CONCLUSÃO

Nessa semana faça um exercício. Pegue uma folha de papel. Faça uma lista de pessoas que te ofenderam e com as quais teu relacionamento é meramente administrativo ou o relacionamento já não existe mais.

Pegue uma outra lista e coloque nela os nomes daquelas pessoas que você sabe que ofendeu, mesmo que a pessoa não tenha consciência de sua ofensa, do prejuízo que você lhe causou.

Busque essas pessoas; perdoe e peça perdão. Reconcilia-te com teu irmão. Viva cheio de graça!

Os consultórios de psicólogos e psiquiatras estão cheios de pacientes aos quais os psiquiatras prescrevem alguns medicamentos. É possível que muitos de nós estejam tomando esses medicamentos, mas ainda não se deu conta de que a mágoa, o ressentimento, tem causado teus males e dores, tua falta de graça e alegria na vida. Então a cura está no perdão dado e no perdão recebido, na reconciliação.

Procure a reconciliação e ela irá curar você.

CRISTO

Paulo escrevendo aos coríntios disse: Pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não levando em conta as transgressões dos seres humanos, e nos encarregou da mensagem da reconciliação”.

Eis  o maior exemplo da graça que traz a reconciliação, e a reconciliação que nos remete a esfera da graça inefável de Deus. Ele deu o paço em nossa direção e nos regenera fazendo com que andemos na direção dele e nos reconciliemos com Ele em Cristo seu filho.

A paz que temos com Deus repousa nessa doce verdade teológica e nessa realidade de nossa reconciliação com Ele. E no caso de nossa reconciliação com Deus, podemos ficar seguros porque tudo partiu dele, unica e exclusivamente dele e isso é para a eternidade.

Que Deus nos abençoe com sua graça.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

ONDE LHES DOESSE MAIS (Um recado aos pais)



Hoje (11.10.2018), no fim da tarde, depois de ter encerrado minhas atividades, voltei para casa. 

Como é bom ter um lugar para onde voltar depois de um dia de atividades. Só lamentei não ter Angela comigo. Ela está viajando e ajudando nossa filha que mora em outro país. Dou-me conta de que a casa fica enorme sem ela, sinto que o tempo passa mais lenta e demoradamente.

Liguei a televisão em meu quarto e sintonizei a Netflix. O filme que aparecia na chama era 22 de Julho, que rememora um dos ataques terroristas recentes mais chocantes, executados por apenas um homem, Anders Behring Breivik, um terrorista da extrema direita política. Anders era contra o multiculturalismo no país, além de ser opositor à política migratória. E, por vontade própria, planejou um ataque a bomba no prédio do governo na capital do país, matando oito pessoas, para menos de duas horas depois, atacar um acampamento de verão da ilha de Utoya, matando sessenta e nove pessoas, na maioria adolescentes e jovens que pertenciam a divisão da juventude do Partido Trabalhista na Noruega, representando a esquerda política.  

Esse caso se tornou conhecido em todo mundo.

O que chamou minha atenção neste filme é o primeiro diálogo travado entre o terrorista Andres Behring Breivik, e o advogado que tinha a responsabilidade e obrigação de defendê-lo. Em um dado momento o terrorista pergunta ao advogado se ele tinha filhos O advogado responde que sim; que tinha cinco filhos. Há um certo suspense no diálogo já que a maioria dos mortos no atentado eram adolescentes. O terrorista então respira fundo e diz ao advogado como que querendo dizer a razão pela qual havia agido: EU QUIS ATINGI-LOS ONDE LHES DOESSE MAIS.

E realmente é assim: quando os filhos são atingidos, quando as crianças são atingidas, quando os adolescentes são atingidos, isso se torna uma dor quase que insuportável para os pais.

Pus-me a me questionar: O que eu fiz que pudesse ter ferido meus filhos? O que foi que lhes privei que fosse necessário e importante em sua formação e habilitação para viver na macro sociedade como pessoas férteis, frutíferas, integradas, generosas, boas, amorosas? Onde foi que eu errei na educação deles? Eu os amei como deveria? Protegi-os como precisavam? Disciplinei-os na dose certa? Fui bom exemplo como cristão, à eles?

Os pais do terrorista de Oslo são separados. Parece que a relação com o pai não era amistosa e com a mãe era distante. A irmã vive na Califórnia. Ele parece um lobo solitário. Talvez a revolta contra a forma como a vida familiar lhe foi oferecida produziu um impacto terrível no coração e mente, dele. Dá a entender que uma revolta incandescente tomou conta do seu coração. E como um vulcão pronto a entrar em erupção, naquele fatídico dia 22 de Julho de 2011 tirou estupidamente a vida de 77 pessoas.

Esse filme me fez olhar para a educação oferecida às nossas crianças e jovens hoje. Nos meus tempos de Grupo Escolar e Ginásio nós éramos instruídos em Matemática, História, Geografia, Inglês, Frances e outras disciplinas. Nossos mestres eram respeitados. Havia ordem e disciplina na sala de aula e nos recintos das escolas. Não havia patrulhamento político nem de direita e nem de esquerda. Posso dizer, pelo menos pelo que vivi que éramos jovens felizes e alegres, sem a embocadura dos jovens de hoje que, mesmo não sabendo nada sobre a vida, desandam a gritar slogans contra as autoridades em todos os níveis.

Os jovens evitavam falar palavrões. Quando algum era dito, ele ficava envergonhado. Hoje, infelizmente os próprios artistas que são formadores de opinião são um péssimo exemplo nesse sentido. Não há uma sessão de Stand Up que não seja regada à maior baixaria e vernáculo o mais podre possível. A incompetência em fazer humor fez com que os “humoristas” apelassem para o que é vil e deforma o caráter. Interessante é assistir Chaves e redescobrir que é possível ser engraçado sem apelar. O que estão fazendo com as nossas crianças? A sociedade bateu forte naquilo que temos de mais precioso. Os loucos não percebem que matando a semente não haverá horizonte e nem futuro.

Parece-me que as autoridades não se dão conta disso. Crianças são sementes e precisam ser semeadas em um terreno bom, adequado, regado, cuidado, para que ervas daninhas não impeçam seu desenvolvimento e que as pragas não destruam suas folhagens e por fim as façam secar e morrer.

E soa em meus ouvidos a fala do terrorista: EU QUIS ATINGI-LOS ONDE LHES DOESSE MAIS.

E ele colocou todo um país de joelhos. Todo um país derramou abundantes lágrimas. Todo país ficou como que tentando procurar uma explicação. O próprio Primeiro Ministro reconheceu que houve falhas e pediu perdão aos pais. Bem, pelo menos é o que vemos no filme.

Que o Brasil desperte, antes que seja tarda. 

Matar a semente ou contaminá-la irá destruir a lavoura, produzir árvores fracas que produzirão frutos ainda piores. 

Veja como está nossa sociedade, nossos adolescentes! Veja!

Talvez para você que é dessa geração as coisas sejam simplesmente normais, mas para nós de gerações passadas onde havia ordem, ética e uma moralidade sadia, onde havia respeito pelas instituições, havia família centrada e sadia, sexualidade sadia, não....para nós o mundo caminha a passos largos para um caos total.....E o que nossos governantes estão fazendo é nos atingindo onde nos dói mais....NOSSOS FILHOS. 

Eis um terrorismo imperdoável. Eis o sepulcro do futuro.

Acorda Brasil!

domingo, 7 de outubro de 2018

DE JACÓ A ISRAEL - UMA HISTÓRIA DE CONVERSÃO


Genesis 32.22-32
Introdução
Um jovem cristão subiu a montanha que ficava de frente ao mar, onde no topo morava um grande mestre cristão, conhecido por ter uma vida de grande comunhão e proximidade com Deus.

Perguntou o jovem ao Mestre:  – Mestre, o que eu preciso fazer para encontrar Deus e ter profunda comunhão com ele? Qual o segredo?

O sábio mestre, sem responder palavra alguma, se levantou, foi até à porta e sinalizou ao jovem que lhe acompanhasse por um caminho.
Desceram a montanha em um silêncio ensurdecedor, pois o jovem estava inquieto para saber a resposta sobre o segredo para se chegar mais perto de Deus.

Chegando à praia o mestre continuou caminhando em direção à água. A água batia nos pés, depois nas canelas, nos joelhos e o mestre continuava a ir cada vez mais para o fundo.

O jovem cristão hesitou, mas o mestre insistiu que ele o acompanhasse. A água já estava na altura da cintura quando, de repente, o mestre derruba o jovem e segura sua cabeça debaixo d’água, sem dar-lhe qualquer chance de se levantar.

O jovem se debate, tentando escapar dos braços do mestre, se esperneia, bebe água do mar — mas o mestre o segura com a maior firmeza possível.

Quando o jovem cristão já estava quase sem forças, o mestre lhe solta. O rapaz se levanta com violência, finalmente respira engasgado, cospe água salgada e não consegue esconder a raiva que estava sentindo:

– Você está louco?! Você quer me matar?! Disse o jovem.
O velho e sábio mestre cristão responde:
– Eis o segredo da comunhão com Deus que você está buscando!
– Qual é esse segredo? Pergunta o jovem ainda assustado.
– O dia em que você buscar a Deus como você buscava o ar para respirar enquanto estava com a cabeça debaixo d’água e quando te soltei, você O encontrará.

Aqui temos, provavelmente, um dos textos mais estranhos e difíceis da Bíblia. O encontro de Jacó com Deus no vau do Jaboque, um rio que desemboca no rio Jordão.

A vida de Jacó é marcada por encontros notáveis.

Logo após ele ter saído, meio que às pressas de sua casa e de sua terra, ele foi encontrado por Deus em um lugar chamado Luz. Ele tinha então 71 anos de idade. E aquele lugar teve o nome mudado para Betel (A Casa de Deus).

Depois ele vai ser encontrado por Deus novamente em um lugar que ele chama Peniel. Então já se havia passado 20 anos e ele estava com 91 anos de idade. A essa altura ele já era um homem rico, casado, tinha duas esposas, duas concubinas e 12 filhos.

Mas até o seu encontro com Deus no vau do Jaboque, o Senhor era Deus de Abraão e Deus de Isaque e não o seu Deus, o Deus de Jacó.

VEJAMOS, NOVAMENTE, O QUE ACONTECEU NO PRIMEIRO ENCONTRO.

Jacó está fugindo para Padã Harã.

Ele foi enviado para lá por seus pais, ao encontro de Labão seu tio e irmão de sua mãe para fugir da fúria do seu irmão.

Ele já havia andado aproximadamente 80 quilômetros e chegou a um lugar chamado Luz. O sol já havia se posto e ele dorme tendo como travesseiro uma pedra. Em seu sono ele sonha com uma escada que liga a terra ao céu e por onde os anjos do Senhor sobem e descem.

Naquele sonho Deus fala como Jacó dizendo: Eu sou o SENHOR, Deus de Abraão, teu pai e Deus de Isaque....

Observe que Deus não diz: “eu sou o Deus de Jacó”.

Deus reafirma a Jacó a mesma promessa que havia feito a Abraão e Isaque e diz que estará com ele e que faria com que ele voltasse à sua terra e que não o desampararia.

Então Jacó faz uma coluna a partir da pedra que usara como travesseiro, derrama sobre ela óleo e faz um voto.

“Se Deus for comigo; se Deus me guardar, nesta jornada que empreendo e me der pão para comer e roupa que vista, de maneira que eu volte para a casa do meu pai, então o Senhor será o meu Deus. Ele também prometeu que daria a Deus a décima parte de tudo que recebesse nessa sua empreitada”.

Jacó mudou o nome daquele lugar para BETEL, que quer dizer – CASA DE DEUS.

Podemos dizer que nesse primeiro encontro Jacó conheceu o Deus de seus antepassados.

Mas definitivamente, o Deus de seu avô e o Deus de seu pai, ainda não era seu Deus.

O que Jacó conhecia sobre Deus era fruto dessa revelação do próprio Deus e também por aquilo que ele ouvira do seu avô e seu pai. Em outras palavras, Jacó conhecia Deus só de ouvir falar.

APLICAÇÃO

Nesse episódio Jacó representa a muitos que conhecem a Deus porque seus pais são crentes e piedosos. Representa a muitos que frequentam ao longo dos anos a Igreja, mas que jamais tiveram um encontro transformador com Deus.

Deus pode ser o Deus do seu avô, do seu pai e mãe. Isso é relativamente importante. O absolutamente importante é Deus ser o teu Deus.

ALGUMAS PERGUNTAS?
O Deus da Bíblia é o Deus da tua vida? Ele tem sido o Senhor dos teus pensamentos? Ele é visto em tuas palavras? Ele é visto em tuas atitudes, nas escolhas que você faz, nas amizades que você cultiva, nos lugares que você frequenta, nas músicas que você ouve, naquilo que você considera seu lazer, nos projetos de sua vida para o futuro, nas decisões que você toma?

Se o Deus da Bíblia ainda não é o teu Deus, então você vai continuar andando e errando e, assim como Jacó, você vai tentar por teus meios, por tua própria força, e até ludibriando a outros, encontrar a alegria, a paz, a esperança, a satisfação, o regozijo, o sentido para a vida, que só podemos encontrar nEle.

O que Moisés está ensinando aqui ao povo de Israel com a história de Jacó é que é possível conhecer Deus de ouvir falar. Mas isso não é suficiente.
Mas Moisés vai mostrar o quão importante é que ele seja o Deus com quem temos intimidade. Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” Oséias 6:3

EXPLICAÇÃO DO TEXTO – Gn 32.22-32

O ENCONTRO DE DEUS COM JACÓ EM PENIEL

Eu e você já vimos que apesar da dureza do coração de Jacó, ele prosperou a olhos vistos em Padã Harã, como genro de Labão.

Nos capítulos 29, 30, 31 e parte do capítulo 32, encontramos a saga de Jacó em Padã Harã.

Seu relacionamento com Labão seu sogro foi acidentado e repleto de enganos e embustes. Teve que trabalhar 14 anos para ter a mulher que realmente amava, mas ela era estéril, enquanto a que ele desprezava, lhe dava filhos aos montões.

Quando a mulher do seu coração, Raquel, concebeu, engravidou, Jacó então resolveu voltar para sua terra e parentela. Mas seu sogro o enganou novamente e ele teve que trabalhar mais seis anos nos quais se tornou um homem rico e poderoso.
Por conta da inveja dos seus cunhados, e da mudança de comportamento de Labão em relação a ele Jacó decidiu então voltar para casa.

Mas ele sai meio que fugido, às escondidas. Jacó sempre sendo Jacó.

Seu sogro vai ao seu encontro, mas na noite do dia anterior ao encontro com Jacó, um Anjo da parte de Deus adverte a Labão que não faça mal nenhum a seu genro. Eles fazem uma aliança de não agressão e celebram o pacto com uma refeição. Jacó continuou sua jornada em direção à sua terra natal.

O Deus de Abraão, o Deus de Isaque, ainda não era o Deus da Jacó.

Ele toma a direção de sua vida, toma as decisões a bel prazer. Acumula riquezas, mas é um homem triste. Vive em meio a uma família numerosa, mas sente saudades de sua casa paterna.

Na volta para casa Jacó enviou mensageiros ao seu irmão para que lhe dissessem sobre seu retorno.

Os servos de Jacó retornam e o fazem saber que seu irmão vem ao seu encontro com quatrocentos homens.

Jacó se deixa possuir por temor. Ele então divide o seu grupo em dois grupos. Ele raciocinou: “Se vier Esaú a um bando e o ferir; o outro bando escapará”.

Jacó orou ao Senhor (Versículo 9 a 12). É a primeira vez que vemos Jacó indo em direção a Deus, buscando a Deus em oração. Mas.....
a)Continuava sendo o Deus de Abraão e Deus de Isaque (ainda não era o Deus de Jacó).
b) Reconhece sua indignidade.
c) Reconhece a fidelidade de Deus (Deus havia prometido que estaria com ele em sua jornada no sonho em Betel).
d) Pede livramento.

Jacó separou alguns “presentes” a seu irmão. E os enviou no primeiro grupo que o antecedeu lhes dando instruções de como deveriam proceder ao se encontrarem com Esaú.

Destaque para a expressão: “São de teu servo Jacó.....é presente”. (Vers. 18)

Depois dos seus servos terem partido, Jacó seguiu atrás deles levando suas esposas (Lia e Raquel), suas concubinas (Zila e Bila) e seus doze filhos.

Ele fez com que suas esposas, suas servas e filhos atravessassem o vau do Jaboque. Jaboque é um rio que desagua no Jordão entre o Mar da Galiléia e o Mar Morto.

O vau é uma parte mais rasa por onde se pode atravessar.

Naquele lugar Jacó lutou com O Anjo do Senhor. O texto fala de um homem, mas Oséias 12.4 identifica esse homem como o Anjo do Senhor.

O Anjo do Senhor pergunta a ele como ele se chama. Ora, a pergunta se revela inquietante se levarmos em consideração o significado do nome Jacó.

E isso se acentua quando ele tem seu nome trocado por Israel. De usurpador, enganador, a Israel – aquele que luta com Deus.

Jacó implora a benção do O Anjo do Senhor e este o abençoa.

Jacó coloca o nome de Peniel àquele lugar. Peniel significa “Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva”. O Anjo do Senhor fere a coxa de Jacó e este começou a mancar.

É nessa condição, humilhado e ferido que Jacó, agora chamado Israel, vai ao encontro do seu irmão Esaú.

O capítulo 32 nos informa que Jacó se encontrou com seu irmão e houve reconciliação.

Mas veremos isso em outra oportunidade. Hoje queremos ver as implicações desse encontro de Jacó com Deus. O que aprendemos?

APLICAÇÃO

Aprendemos que:

A prosperidade e a numerosa família (duas esposas, 11 filhos e uma filha, duas concubinas) não lhe são ainda fonte de prazer e deleite para sua alma. Isso ainda não é suficiente.

Nunca se é feliz, se não temos Deus conosco, se há pendências a serem resolvidas, se há conflitos a serem solucionados.  Jacó disse ao Anjo do Senhor: “Não te deixarei ir se não me abençoares”.

Mas como assim? Abençoar em que sentido? Ele era um homem bem sucedido, um homem com uma numerosa família. Seus cunhados e o próprio sogro o invejavam. Ele era um homem forte.

Qualquer conquista nessa vida aqui, à parte de Deus, não pode nos fazer felizes e realizados. Na verdade essas conquistas sem a presença de Deus se tornam peso para a nossa alma.

Veja a história de Zaqueu; um homem rico e infeliz, inseguro e sem paz.  Veja a história do jovem que procurou Jesus querendo saber o que deveria fazer para herdar a Vida Eterna e que disse a Jesus que era alguém zeloso da lei, mas a quem Jesus disse: Então vá, venda tudo o que tens, dá aos pobres e então me siga. Diz a Bíblia que aquele jovem saiu da presença de Jesus triste porque o seu coração estava nas riquezas e não em Deus.

A linda história do Filho Pródigo mostra um jovem que saiu da casa paterna, de sua terra e foi para um lugar distante e lá dissipou toda a sua riqueza vivendo de forma dissoluta. Ele pensou que naquele tipo de vida, e longe do pai ele podia ser feliz, mas descobriu que seria melhor viver como servo na casa do seu pai porque era perto do pai onde ele seria tratado com dignidade e honra.

Se em Betel, Jacó conheceu o Deus de seu avô Abraão, e de seu pai Isaque, aqui em Peniel ele conheceu o Deus de sua Salvação. Aqui Deus passa a ser seu Deus também.

Nossa salvação é a transformação daquilo que éramos, naquilo em que Deus nos torna.

Essa transformação é o resultado de uma luta onde Deus, por mais fortes que sejamos como Jacó, nos humilha para Deus nos exaltar.

JESUS

Nossa salvação não é sem luta.

Somente quando nos encontramos com Jesus é que percebemos o quão pecadores e indignos somos.

Somente quando nos encontramos com Jesus é que claramente compreendemos que não somos capazes de conquistar Deus por nossos próprios recursos. Jesus é o caminho, Jesus é a verdade, Jesus é a vida, sem ele não chegamos a Deus.

Somente quando nos encontramos com Jesus é que percebemos o quão ilusórias são nossas conquistas e que elas não podem nos trazer a verdadeira felicidade e sentido para nossas vidas.

Somente quando encontramos Jesus é que somos libertos da tola e maligna insinuação de que sem Deus é possível ser realmente feliz, de quem sem ele encontramos sentido e razão para nossa vida.

Assim como aquele jovem que aprendeu com o sábio que se quisermos encontrar a Deus em nossas vidas é preciso busca-la de todo nosso coração, sem reservas, deixando de ser o que somos e permitindo que Deus nos humilhe e nos molde na pessoa de Jesus, nós precisamos fazer o mesmo se quisermos que o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó se torne também o nosso Deus.

É preciso que entendamos que cada um de nós assim como Jacó, e também o filho da Parábola do Filho Pródigo precisamos nos humilhar perante a face de Deus para que ele tem tempo oportuno nos exalte.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

VIAJANDO COM JACÓ PARA HARÃ.


Gênesis 29/31.1-19
Introdução.

A vida de Jacó é uma fonte inesgotável de lições. Eu divido a vida de Jacó em seis distintas partes. Já estudamos duas delas. Hoje estudaremos a terceira parte:

I PARTE
Jacó em Canaã com seus pais e irmão. Uma convivência acidentada e cheia de dramas. Jacó é um homem querendo levar vantagem em tudo. Trama contra seu irmão por duas vezes para ver seus sórdidos objetivos plenos de êxito. Ele não espera em Deus e age a seu bel prazer.

II PARTE.
Jacó a caminho de Harã. A caminho de Harã ele é confrontado por Deus. Ele teve que fugir de sua casa, do convívio com seus pais. Ele sai para não ser morto por seu irmão Esaú e Deus vem ao seu encontro reafirmando as promessas feitas a Abraão e a Isaque. Deus declara que estará com Jacó nessa jornada.

III PARTE
Jacó em Harã: Nessa terra do oriente ele é  enganado por seu sogro e tio. Ele vive a terrível experiência da turbulência no seu lar. Ele enriquece, mas ele não é um homem feliz.

IV PARTE
Jacó em seu retorno para casa. Uma jornada de lutas e transformações.

V PARTE
Jacó em Canaã com sua família.

VI PARTE
Jacó no Egito se torna uma nação e essa nação é escravizada por 430 anos. Jacó não volta vivo para Canaã.

PROPOSIÇÃO. Hoje veremos que (Proposição): Deus disciplina aqueles a quem ele ama, elege incondicional e graciosamente, moldando-os a se tornarem úteis para cumprimento de seus planos e propósitos.

Hoje, como dissemos, estudaremos a terceira parte da vida de Jacó, a sua estadia em Harã, sua convivência com Labão seu tio e sogro e os dramas familiares que ele enfrentou.

Nós já vimos que Jacó seguiu o conselho de seus pais e seguiu para Harã, mais precisamente para a casa do irmão de sua mãe, Rebeca, cujo nome era Labão.

Vimos que ele parou em um lugar onde teve um sonho no qual Deus se revelou a ele e lhe fez lindas promessas.

Depois disso, seguiu Jacó adiante em sua viagem para a terra do Oriente.

LEITURA E EXPOSIÇÃO DO TEXTO

JACÓ EM HARÃ Gênesis 29.1-14

Jacó chega ao seu destino.

Chegou a um lugar e viu um poço.

Viu ali, próximo ao poço, três rebanhos de ovelhas.

Os pastores estavam esperando o momento oportuno de dar água às ovelhas.

Jacó perguntou se eles conheciam a Labão, ao que os Pastores responderam que sim e que ele estava bem.

Os Pastores também disseram a Jacó que uma das filhas de Labão, Raquel, que era Pastora, se aproximava dali para dar água também as suas ovelhas.

Jacó então os aconselhou a que eles dessem águas às ovelhas e as levassem para o pasto. O que Jacó queria, na verdade, era ficar sozinho com Raquel.

Os pastores se recusaram dizendo que era preciso que todos chegassem juntos para poderem remover a pedra que era pesada e então dar de beber aos rebanhos. O poço ficava coberto para evitar contaminação da água, ou mesmo, que ela evaporasse.

Então, Raquel, cujo nome significa ovelha, chegou.

Ao ver Raquel, Jacó sozinho, removeu a pedra que encobria o poço e deu de beber ao rebanho de seu tio. Eis, um exemplo do quanto Jacó era um homem forte.

Depois disso, Jacó saudou sua prima Raquel com um e beijo chorou emocionado.

Esse choro de Jacó era uma mistura de alegria por ter encontrado um parente e ao mesmo tempo de alívio por ter chegado com segurança ao lugar para onde seus pais o enviaram para fugir da fúria de Esaú.

Jacó então contou a Raquel que era seu primo, filho de Rebeca, irmã de Labão seu pai.

Raquel correu ao seu pai para contar a novidade.

Labão ao ouvir o relato de sua filha Raquel, correu ao encontro de Jacó, abraçou-o, beijou-o e o levou para casa.

Jacó contou a Labão os acontecimentos na viagem.

Labão o acolheu e permitiu que ele ficasse em sua casa.  

O PRIMEIRO DRAMA COM LABÃO Gênesis 29.15-30

Passado trinta dias, Labão propôs dar um emprego para Jacó e eles acertaram que Jacó trabalharia sete anos e, findo esses sete anos, ele receberia como pagamento, a mão de Raquel em casamento.

Labão tinha duas filhas: a mais velha, Lia (Léia), que tinha apenas os olhos bonitos, enquanto Raquel era toda formosa. Jacó se enamorou de Raquel.

Passado os sete anos, Jacó reclamou seu pagamento e Labão, em vez de lhe dar Raquel, o enganou lhe entregando Lia.

Depois da noite de núpcias, Jacó descobrindo que fora enganado, procurou seu sogro e reclamou, mas Labão lhe disse que o costume de seu povo era casar, em primeiro lugar, a filha mais velha.

Labão então disse a Jacó: Depois dos sete dias de lua de mel, eu prometo dar a mão de minha outra filha Raquel desde que você trabalhe mais sete anos para mim. Jacó concordou. Passada a semana de lua de mel, Labão entregou Raquel a Jacó. E Jacó continuou a servi-lo por sete anos.

Mas a situação de Jacó vai se complicar e se tornar ainda mais complexa. E agora o problema não é apenas com Labão, mas com suas esposas.

O DRAMA FAMILIAR DE JACÓ Gênesis 29. 31 a 30.1-25

COMPETIÇÃO ENTRE LIA E RAQUEL
Ocorre que Lia é fértil e Raquel, a mulher que Jacó amava é estéril. Mas não é só isso. Lia se sentia desprezada, na verdade odiada.

Ao ter seus filhos ela colocou nomes neles que tinha a ver com sua humilhante situação. Ruben o primeiro, significa “O Senhor viu a minha aflição” Simeão significa, “O Senhor tem ouvido o quanto sou odiada”, Levi, “Meu esposo se unirá a mim” e Judá, “Eu louvarei ao Senhor”. Uma mistura de lamento com palavras de esperança.

Raquel, por sua vez, mesmo se sentindo amada vive a tristeza da esterilidade. Então ela cobra duramente ao seu marido como se ele tivesse o poder de mudar sua sorte.

Então ela oferece a Jacó sua concubina, (Bila), e Jacó tem dois filhos com ela: Dã (Deus me defendeu) e Naftali (Ao lutar por Deus).

Lia reage e oferece sua concubina (Zila) a Jacó e e então ele tem dois filhos com ela – Gade (Que boa fortuna) e Aser (As mulheres me chamarão feliz).

O CASO DAS MANDRÁGORAS: Rúbem encontra mandrágoras e as trás par sua mãe, Lia. Raquel quer para si as Mandrágoras. Mandrágoras eram plantas às quais se atribuía algum poder afrodisíaco.

Raquel fica com as mandrágoras, mas Lia fica com o marido e tem mais três filhos. Raquel negociou as Mandrágoras cedendo Jacó por uma noite à sua rival. Nascem, como resultado, dois meninos e uma menina – Issacar, Zebulom e Diná.

Eis então que Raquel concebe e tem um filho a quem põe o nome de José.

Jacó tem então, até aqui, 11 filhos homens e uma mulher. 

O SEGUNDO DRAMA DE JACÓ COM SEU SOGRO E CUNHADOS. Genesis 30.26 a 31-1-19. 
Jacó quer voltar para sua terra e família. Agora que Raquel teve José, Labão não podia impedir dela ir com Jacó.

Labão não quer deixar Jacó sair, pois reconhece que Deus havia usado seu genro para sua prosperidade.

Eles fizeram um trato, mas Labão o enganou de novo e Jacó trabalhou mais seis anos para acumular riqueza e assim poder voltar para sua terra e gente.

Jacó conversa com suas mulheres e elas concordam em ir embora com todos os bens que Jacó conquistou com seu trabalho.

CONCLUSÃO DA ANÁLISE DO TEXTO

DEUS PROMETEU ESTAR COM JACO EM TODA A SUA JORNADA, MAS NÃO LHE GARANTIU ISENÇÃO DE CONFLITOS. (Genesis 28.15)

APESAR DA GRAÇA DE DEUS SOBRE A VIDA DE JACÓ, ERA PRECISO QUE DEUS O DISCIPLINASSE, PORQUE A DISCIPLINA DIVINA VISA:

Deixar evidente que Deus não se alegra com a injustiça e não tem por inocente o culpado, ainda que este seja seu eleito e agraciado como é o caso de Jacó.

A disciplina visa moldar o caráter do homem que Deus escolheu incondicionalmente e graciosamente.

Deus usou Labão para esse propósito.

Jacó que havia enganado seu irmão e seu pai, agora é enganado por seu sogro e tio.

Assim como Jacó havia usado da escuridão da cegueira de Isaque para enganá-lo, Labão usou a escuridão da tenda nupcial para enganar Jacó.

Assim como Jacó usou a comida para iludir seu pai e seu irmão, Labão usou a bebida, embriagando-o para que ele não descobrisse a trama em trocar Raquel por Lia.

JACÓ QUE SERIA AQUELE A QUEM SEU IRMÃO MAIS VELHO, ESAÚ, IRÁ SERVIR, TEM QUE APRENDER A SER SERVO.

Do versículo 18 ao versículo 28 temos o uso do verbo servir em várias declinações referindo-se à pessoa de Jacó.

José foi servo até se tornar senhor. Moisés o mesmo. Josué o mesmo. Davi o mesmo.

Jesus foi servo (obediente até a morte e morte de cruz pelo que Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome diante do qual todos dobrarão os seus joelhos).........antes de se tornar Senhor e Salvador.

JACÓ TEVE QUE APRENDER QUE O CAMINHO DA EXALTAÇÃO PASSA PELO TRECHO INEVITÁVEL DA HUMILHAÇÃO.

JACÓ, SUAS ESPOSAS E SOGRO, NÃO CONSIDERARAM A DEUS PLENAMENTE EM SUAS VIDAS E POR ISSO VIVERAM VIDAS PELA METADE.

Ausência de oração, de adoração e louvor. Eles não buscavam a Deus.

Jacó era forte por fora, mas fraco por dentro.

Jacó não foi um homem de oração, como seu pai (no encontro com Rebeca), ou como seu avô. Você não vê Jacó orando, invocando e adorando a Deus. Tampouco Labão e suas filhas.

Jacó ficou rico em terra estranha e ansiava por voltar à sua terra. Pobre em Canaã e rico em Harã. Que proveito havia nisso?

Labão tinha filhas e filhos, se tornou um homem rico, mas demonstrou ser insaciável.

Lia tinha filhos, mas não tinha o amor de seu marido como tinha Raquel sua irmã.

Raquel tinha o amor de seu marido, mas não tinha filhos como sua irmã.

APLICAÇÃO

Deus nunca nos prometeu uma jornada isenta de conflitos e tribulações. Mas ele garantiu que estaria conosco.

Jesus disse: No mundo tereis aflições...(João 16.33)

Tiago escreveu que devemos suportar as provações....(Tiago 1.1-4)

Jesus disse que estaria com seus discípulos até a consumação do século. (Mateus 28.20b)

Se somos filhos de Deus, ele nos disciplina visando nosso próprio amadurecimento e crescimento espirituais. O escritor da carta aos Hebreus registrou: “Mas, se estais sem correção o, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos”...“Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça”.

Se quisermos ser considerados bons líderes, precisamos aprender a honrar nossos pais, nossos líderes na Igreja e também nossos líderes no ambiente secular.

Se quisermos encontrar o sucesso, é preciso aprender que teremos que passar pelo sacrifício; a exaltação vem depois da humilhação. humilhai-vos sob a poderosa mão de Deus, para que Ele vos exalte em tempo...(I Pedro 5.6)

Precisamos considerar plena e prioritariamente Deus em nossas vidas se não quisermos viver pela metade.

Como é triste observar entre os crentes, gente com talento e dotes extraordinários, mas que jamais se dão bem, que nunca decolam na vida profissional, nem social e nem familiarmente.

Se o engajamento com Deus for pela metade, a vida cristã é igualmente vivida pela metade.

Que Deus se apiede de nós em nossa jornada. Que ele esteja conosco e nós com Ele.


SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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