sábado, 29 de maio de 2010

JOSUÉ: CHEFE DE CASA E LÍDER DA NAÇÃO.

Eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Essas palavras nós as encontramos no livro de Josué, mais precisamente em 24.15. Era um momento crucial na história do povo de Israel. Eles já haviam entrado na Terra Prometida e a estavam conquistando com duras lutas e guerras. Josué sabia muito bem que o sucesso de sua liderança e do assentamento do povo de Israel naquelas terras não dependia apenas de uma boa administração e de uma boa organização, mas também de um relacionamento sadio com o Deus que os havia livrado do cativeiro egípcio e os levado até aquele lugar.

Josué nos ensina que um líder é aquele que, antes de mais nada, vai à frente dos seus liderados. Ele disse...eu e minha casa. Não disse...minha casa e eu. Deus confiou, como bem sabemos, o privilégio e a honra da liderança da casa, da família e do lar, ao homem. Uma das razões da tragédia em que se encontra a humanidade hoje é que os homens têm se furtado a ocupar o seu lugar como líderes. É o homem que deve governar o lar, porque o homem é o cabeça da mulher assim como Cristo é o cabeça da Igreja (Ef. 5.23). Veja que privilégio, honra, mas enorme responsabilidade tem o homem em seus ombros. Isso implica em que Deus vai cobrar do homem os resultados positivos que se espera da família.

Nessas palavras de Josué aprendemos, também, que nenhum empreendimento pode ser considerado um sucesso, se a família não se submeter ao senhorio de Deus. Eu e minha casa serviremos ao Senhor implica em que o próprio Josué sabia que Deus estava no comando de sua família. Josué é mesmo um dos personagens mais notáveis na história de Israel. Ele foi general de Moisés e agiu sempre com competência. Ele, com Calebe, foram os dois únicos espias que, contrariando os outros dez, afirmou que confiava em Deus, o suficiente, para entrar e conquistar a Terra Prometida. Se a família é a base, o berço da sociedade, é nela que Deus deve ser servido, cultuado e adorado, em cada decisão, nos relacionamentos com primazia.

Josué foi um general, um homem de guerra, mas nele vemos as marcas de um homem verdadeiramente crente. Na primeira referência ao seu nome vamos encontrá-lo sendo comissionado por Moisés para lutar contra os Amalequitas (Êxodo 17.8-10). E ele atendeu o chamado, aceitou a tarefa e todas as demais que lhe foram confiadas. Um bom líder é, antes de mais nada, alguém que sabe se colocar sob o comando e ordens de outro líder. Quem age insubordinadamente, rebeldemente com respeito aos seus líderes, desqualifica-se para a liderança. Filhos desrespeitosos com respeito aos seus pais, certamente não serão bons maridos ou boas esposas. Josué pode dizer com autoridade: Eu e minha casa serviremos ao Senhor. Crieo que todos de sua família concordaram com isso, porque ele já havia angariado para si o respeito de cada membro do seu clã.

Uma família cristã liderada por homens da estirpe de Josué é uma benção para a Igreja e para o mundo. Os homens cristãos devem estar cientes de suas prerrogativas e não fugir de suas obrigações. Esposas cristãs devem estar atentas para não usurpar esse lugar de liderança evitando assim o caos que irá afetar, principalmente os filhos. Filhos devem estar atentos para a grande responsabilidade que pesa sobre os ombros do chefe de família e devem estar lembrados que a obediência, o respeito e a consideração a eles, são fatores determinantes para que eles mesmos venham ser bons líderes quando constituírem família.

Que Deus abençoe sua família e a você, homem; que sua liderança seja cheia de autoridade advinda de uma vida de real testemunho cristão. Contra isso ninguém pode se opor.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

AS DESCULPAS DA PREGUIÇA.

Preguiça é ócio, aversão ao trabalho, indolência. É uma patologia psíquica e vez por outra ronda você e eu tentando tirar o nosso foco e nossa atenção das responsabilidades que pesam sobre nossos ombros. Sempre que somos assaltados por esse vírus, nossa mente começa a elaborar desculpas para justificá-la. Vejamos algumas das desculpas da preguiça.

ESTOU CANSADO (A). Na verdade o preguiçoso está cansado de tanto descansar. Ele não percebe isso, ou seja, que a inoperância, a inércia, inutiliza e imobiliza de tal maneira, que uma pessoa assim pode ser vítima até da depressão que vem com aqueles sentimentos, por exemplo, de auto-comiseração. Quem se cansa do trabalho, sempre estará disposto a realizar outra obra após seu merecido descanso, porque afinal de contas só merece descanso quem trabalha mesmo. Pare de dizer estou cansado. Trabalhe e descanse!

É MUITO DIFÍCIL. Essa expressão é muito usada por preguiçosos. “É muito difícil é desculpa de quem não quer fazer”. O que é fácil, qualquer pessoa faz, com exceção do preguiçoso porque para esse tudo é difícil. Próverbios 13.4 diz: “O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta”.

DÁ MUITO TRABALHO. A excelência tem o seu preço e certamente não é dando essa desculpa que vamos remover os naturais obstáculos que surgem à nossa frente quanto temos uma missão a cumprir, um objetivo a ser alcançado. Quem quiser andar uma milha deve começar com o primeiro passo. Leia as biografias dos grandes vultos da humanidade e você verá que nunca se furtaram às suas obrigações, pelo contrário, trabalharam com denodo e dedicação, apesar das naturais dificuldades. Provérbios 19.24 diz: “O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca”.

SEMPRE FOI ASSIM. Isso é desculpa de gente preguiçosa que não quer mudar o curso da história. Bem: se Thomas Alva Édison pensasse desse jeito, nunca teríamos a lâmpada elétrica incandecente e se Lutero pensasse assim teria ficado no abrigo do Principe Frederico e a Reforma do Século XVI haveria abortado. Ora, se Neemias pensasse assim nunca teria reconstruído os muros de Jerusalém e devolvido à dignidade à pátria dos seus antepassados.

AGORA É A VEZ DOS OUTROS. Quer desculpa mais esfarrapada do que essa? Em Provérbios 14.23 lemos: “Em todo trabalho há proveito, meras palavras porém, levam à penúria”. Principalmente na obra de Deus e no reino de Deus, não há aposentados. Por mais que façamos, ainda há muito por ser feito. A Parábola dos Talentos é notável quanto a esse aspecto. Precisamos considerar, também, que uma ferramenta fora de uso, enferruja. O pior mesmo é que pessoas que agem assim acabam por se tornar ranzinzas, críticas, sempre ácidas e muito “exigentes”. Há aposentados, insuportáveis! Eclesiastes 10.18 doutrina: “Pela muita preguiça desaba o teto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa”.

NÃO TENHO TEMPO. Quem diz que não tem tempo é porque não administra bem o tempo que tem. O livro de Eclesiastes em seu capítulo 3 do versículo 1 ao versículo 8 nos mostra que há tempo para todo propósito debaixo do céu. Na dialética salomônica aprendemos que há tempo de nascer e tempo de morrer. O que não sabemos mesmo é o que fazer entre um e outro, ou seja, o que fazer com o tempo de viver. E se há alguém que desperdiça tempo, esse é o preguiçoso, porque para esse nunca há tempo para semear, trabalhar, amar ou qualquer coisa que faça o tempo ter valido a pena ter vivido e passado. Não tenho tempo, é o mesmo que dizer que não temos projetos, ideais, sonhos pelos quais lutar e que darão sentido à nossa vida e existência. Pare de dar essa desculpa e não perca tempo com ela.

Se há um sentimento saboroso de ser experimentado, esse é o sentimento do dever cumprido, da missão cumprida. Foram notáveias as palavras de Jesus no Gólgota ao dizer, depois de uma jornada de flagelo e dor: “Está consumado”.
O trabalho enobrece, fortifica, recria, traz progresso, prosperidade. A preguiça traz a doença, o vício e a pobreza e ainda tenta nos seduzir criando a ilusão de que podemos viver bem, sem tratablho e responsabilidade. Por isso, não são poucos os que se deixam levar pela vida da delinquência e da criminalidade.

Fuja da preguiça e aproveite para descansar quando estiver cansado do trabalho porque afinal de contas, somente quem trabalha faz juz ao descanso.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

COM A CAMA NAS COSTAS.


Extraordinária a passagem bíblica na qual aquele homem que vivia há trinta e oito anos a esperança de poder descer ao poço de Betesda e ser curado, foi curado por Jesus sem ter que descer ao poço. Jesus simplesmente disse a ele: “...Levanta-te, toma o teu leito e anda”. (João 5.1-9) Escreve João que imediatamente o homem se viu curado e, tomando o leito, começou a andar. Era sábado. João registra em seu evangelho que alguns judeus recriminaram o ex-paralítico dizendo que era por ser sábado não era lícito carregar o leito.

O ser humano é mesmo uma caixa de surpresas, ruins, como nesse caso. Com a mais absoluta certeza todos sabiam que aquele homem que carregava a sua cama nas costas se tratava do mesmo a quem ninguém deu muita importância, tanto é que não houve quem o ajudasse a descer ao poço de Betesda quando o anjo agitava suas águas e todos que nele estivessem eram curados.

Esse episódio nos mostra o grande poder de Cristo. Com suas palavras ele curou o homem enfermo há trinta e oito anos. Jesus é Deus e com suas palavras ele cria, recria, transforma, restaura. Ora quem repreendeu o vento e o mar trazendo bonança não teria poder suficiente para curar um paralítico? Não há nas páginas da história das religiões tantos relatos impressionantes de curas e de milagres como os que encontramos na Bíblia. Os liberais tentam explicar os milagres de uma forma natural, mas agem assim porque tentam esvaziar Jesus do seu conteúdo messiânico e também invalidar a sua Divindade.

Outra lição importante que precisamos registrar é que Jesus passou pelo poço de Betesda não porque precisasse de cura, mas porque tinha um encontro marcado com aquele desprezado paralítico, com aquele excluído, com um homem com o qual as pessoas agiam com indiferença. A providência divina se manifestou, depois de 38 anos de enfermidade. O poder de Deus, nesse sentido, não tem limites. As dores podem ser agudas, o sofrimento pode ser intenso, pode ser até que as pessoas te digam: “O teu Deus onde está?” (Salmo 115), mas a verdade é que Ele sempre se manifesta da vida daqueles que nEle esperam com fé e agem de acordo com essa fé. Isaque só nasceu depois de muitos anos em que a promessa foi feita. Deus tem seu tempo e quando tudo acontece de acordo com a vontade de Deus e no seu tempo, podemos experimentar a felicidade do milagre.

Mas é mesmo interessante observar o quão terrível é o coração humano submetido ao pecado. Um homem que todos sabiam ser um paralítico andando perfeito, saudável carregando seu próprio leito é muito mais notável do que a observância comum da lei de Deus que proibia o trabalho no sábado. Na verdade o que deveria chamar a atenção dos judeus não era a cama nas costas, mas a cura da paralisia.
A mente humana reluta em aceitar o sobrenatural, o milagre. Quando Jesus disse que deveria ir para Jerusalém, sofrer, morrer e ressuscitar, Pedro o corrigiu, mas o Mestre disse a ele que sua mente era horizontalizada demais porque pensava só nas coisas dos homens e não nas de Deus. Para Pedro era fácil compreender sofrimento e morte, mas ressurreição era uma coisa que sua mente horizontalizada e naturalmente incrédula não registrou.

Aqui vemos com que facilidade engolimos camelos e nos engasgamos com mosquitos, o quão néscios somos para tratar a questão da prioridade. Ao invés de dar glórias a Deus pela cura, os judeus recriminaram o ex-paralítico por carregar sua cama num dia de sábado. Infelizmente não são poucos os que agem assim na Igreja hoje, ou seja, usam o microscópio da legalidade para ver atitudes que julgam indevidas na vida dos outros, e na Igreja, e se esquecem de que a lei foi feita para o homem e não o homem para a lei. Jesus deixou isso claro quando disse que o sábado foi feito para o homem e não o contrário. Jesus curou no sábado e o homem curado carregou a cama no mesmo sábado, e creio eu que ambos acertaram no que fizeram muito mais do que aqueles que durante os trinta e oito anos em que o paralítico jazia em um dos cinco pavilhões do poço de Betesda o observaram e nada, absolutamente nada, fizeram por ele.

A lei só tem sentido se garantir a dignidade do ser humano, se não for assim, ela desumaniza, ela engessa, ela coisifica, deixa de ser lei para ser instrumento de coerção, de autoritarismo, despotismo.

Para o ex-paralítico carregar a cama no dia de sábado, foi momento de testemunho e louvor, afinal ele fora tocado e curado pelo Senhor da lei e senhor do Sábado.

terça-feira, 25 de maio de 2010

REFLEXÕES SOBRE O TEMPO (Eclesiastes 3.1-11)


Matar o tempo não é um homicídio; é um suicídio”Paul E. Holdcraft

“Não tenho tempo” - é uma expressão usada com enorme facilidade hoje em dia. Mas será que isso é verdade? Será que não temos mesmo tempo? 

Eu concordo com a denúncia de que temos vivido dias corridos e extremamente agitados. 

Esses nossos dias são de enorme competitividade e individualidade. “Tu no teu cantinho e eu no meu” é quase que uma máxima universal hoje. “Cada um com seus problemas” ou “você pra mim é problema teu” como li, num dia desses em um para-choque de caminhão, é uma evasiva de quem quer ficar na sua sem se importar com o outro em suas carências. 

Mas será, mesmo, que não temos tempo?

Ouvi certa vez, uma expressão com a qual não concordei de imediato, mesmo porque quem a disse era meu opositor na discussão. Disse-me ele que “tempo é uma questão de prioridade”. Como disse, de imediato não concordei, por "marrudez", mas depois, raciocinando menos passionalmente, vi que estava equivocado e que o outro estava cheio de razão: tempo é mesmo uma questão de prioridade. 

Resta-nos definir, nesse nosso jeito agitado e corrido de viver, quais são as nossas prioridades.

Se minha prioridade é namorar, então eu vou arrumar e tirar tempo de onde não há tempo, para me dedicar à minha amada. Interessante é que nunca ouvi ninguém dizer que não tem tempo para namorar. Por outro lado já ouvi muitas vezes pessoas lamentando, dizer: “não tenho tempo de ler a Bíblia, de orar”.

Para a televisão sempre temos tempo. Por que? Ora, porque priorizamos aqueles momentos de ócio no qual nos deixamos hipnotizar pela telinha. Temos tempo para a Internet (e nesse particular não vemos nem o tempo passar). 

Sempre temos tempo para o esporte e qualquer outro lazer. Por que as coisas são assim? Ora, porque tempo é uma questão de prioridade!. Quando considero alguma coisa como prioritária, então eu ajeito daqui, arrumo dali, só para achar tempo para me dedicar a este algo.

O que mais me atrai na dialética "salomônica", (Eclesiastes 3.1-11) quanto a essa questão do tempo, é que ali ele declara que há tempo para tudo na vida. Neste mesmo livro, capítulo 11 Salomão diz que a mocidade é um tempo de alegria e de felicidade, mas de pronto, no primeiro versículo do capítulo 12, declara que Deus não pode ficar fora de tudo isso. “Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade antes que venham os maus dias, e cheguem os anos nos quais dirás: não tenho neles prazer”. Eclesiastes 12.1.

Tive que me curvar diante das evidências e aceitar que tempo é uma questão de prioridade. Tive que aprender, e confesso que ainda estou aprendendo, a administrar meu tempo de tal forma que Deus não fique com o que sobra, com o resto, com o tempo dividido com o sono e espremido entre outras atividades. Aprendi, também, e muito importante, que o tempo não volta mais; ele é implacável. Ninguém faz o tempo voltar, voltando os ponteiros do relógio. Por isso, temos que fazer tudo no tempo certo, apropriado, porque se o fizermos em outra ocasião estaremos roubando o tempo que seria para uma outra atividade, uma outra realização.

Tempo é coisa que sempre temos, o que não sabemos é como administrá-lo de tal forma que possamos tirar proveito, gozar alegremente cada atividade que desenvolvemos. 

Salomão diz que há tempo para nascer e tempo para morrer. Isso nós bem sabemos, o que não sabemos é o que fazer com o tempo que há entre o nascimento e a morte.

A luta contra o tempo é inglória. 

A cirurgia plástica mascara as rugas da pele, mas não do coração e da alma. 

Temos que ser aliados do tempo, tê-lo ao nosso lado, saber mais do que nunca buscar o reino de Deus e sua justiça para que as demais coisas almejadas venham no tempo que Deus quiser.

SIMPLESMENTE UM HOMEM


"Louvem eles o nome do Senhor, pois só esse nome é excelso; a sua glória é acima da terra e do céu”. (Sl 148.13)

Catão, o célebre político romano, afirmou certa vez: “Prefiro que a posteridade inquira porque não foi erigida uma estátua em minha homenagem a perguntar por que o fizeram!” E Cipriano, Bispo de Cartago, martirizado em 258, perguntou um pouco antes de sua execução: “É, porventura, o servo maior do que o seu Senhor, para querer ser tratado melhor do que ele?”

O Rei Luiz XIV (1638-1715) da França, durante o seu longo reinado, tomou decisões importantes no que diz respeito à expansão colonial francesa, envolvendo em conseqüência o seu país em muitas guerras. Seus sequazes, para o bajularem, promoveram o seu culto pessoal, e o apoiaram nos seus atos de prepotência, em detrimento da nobreza.

Quando o soberano faleceu e ia ser sepultado na cripta da catedral de Notre-Dame de Paris, o majestoso templo gótico estava profusamente ornamentado. A afluência inusitada de pessoas gradas ali reunidas representava o que havia de mais seleto da nobreza, que o mundo jamais contemplara. O corpo do rei morto estava ataviado com elegantes, vistosas, finas e ricas vestimentas; um colchete incrustado de diamantes sustentava uma penca de medalhas e condecorações, pregadas no seu peito inerte; e o flamejante cetro real repousava entre as suas mãos macilentas.

Militares em uniformes de gala formavam a guarda de honra e permaneciam em posição de sentido, em torno do esquife. Os nobres, políticos e embaixadores – que haviam chegado de países longínquos e das cercanias – esperavam ouvir um grandioso sermão durante a cerimônia fúnebre, como, segundo eles, mereciam a ocasião e o monarca falecido. Todavia, ficaram atônitos e perplexos quando escutaram o capelão real iniciar a sua homília: “Somente Deus é grande!”.

Sim, a judiciosa advertência do clérigo nos faz lembrar o que Deus proclamara através do profeta Oséias (11.9): “Porque eu sou Deus e não homem, e Santo no meio de ti....”. Igualmente, Jesus também declarara: “Porque teu é o reino e o poder, e a glória!” ( Mt 6.13); e também afirmara: “Ninguém é bom, senão um, que é Deus!”( Mr 10.18)

E permanece a edificante lição: “Uma pessoa pode viver como um conquistador, como um rei ou magistrado, mas morre como um homem!” ( Daniel Webster ). E mais: “Os reis e seus súditos, senhores e escravos, encontram-se no mesmo nível em dois lugares: ao pé da cruz e à beira do túmulo!”. ( C.C. Colton ).Por isso mesmo Jesus começou o Sermão do Monte declarando de forma bem clara: “Bem-Aventurados os humildes de espírito porque deles é o reino dos céus”.

Você e eu, meu prezado leitor, nada somos se Deus não agir por nosso intermédio.

Somos, e devemos sempre ser, instrumentos por meio dos quais Deus se manifeste de forma poderosa. Todo orgulho, jactância e soberba são obstáculos que impedem a ação do Espírito Santo de Deus em nós. Se estivermos cheios de nós mesmos, então estaremos totalmente vazios de Deus. Por isso Paulo disse: “A minha graça de basta (eis o maior de todos os bens), porque o poder (de Deus é claro) se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo”( II Cor. 12. 9 )

domingo, 23 de maio de 2010

A FAMÍLIA PERFEITA.


Não existe família perfeita. O que existe são famílias que se esmeram em busca da harmonia, da boa convivência. E temos que admitir que uma família harmoniosa, ajustada, equilibrada é um céu na terra. Depois de uma jornada de trabalho é bom saber que temos um lugar onde podemos descansar e encontrar paz.

Eu proponho quatro palavras que começam com a letra “P”, a mesma de perfeição, que muito podem nos ajudar nessa tarefa de fazer do lar, da família, um lugar abençoado, abençoador. São elas:

Planejamento: Sem planejar, vivemos a triste experiência de ter que improvisar e nem sempre o improvisado é o melhor que podemos fazer. Planejar a agenda da família, planejar as finanças. “Quem sai sem saber para onde ir, já está perdido mesmo antes de sair”. Ainda está em tempo de sentar e planejar o segundo semestre de 2010.

No planejamento compartilhamos nossos sonhos, nossos ideais. É notável observar que a maioria dos casais se conhece bem pouco mesmo estando vivendo há muitos anos juntos. Compartilhe sua agenda, suas obrigações, suas responsabilidades, seus sonhos, e juntos será mais fácil obter sucesso nas empreitadas.

Participação: Para que os projetos pré-postos sejam plenos de êxito é preciso que todos se envolvam, que cada um faça a sua parte e se houver necessidade é de bom tom que sejamos solidários nas tarefas dos outros. Edgard W. Howe disse: “Planeje seu trabalho! Trabalhe no seu plano”.

Quando compartilhamos nossos sonhos e projetos, e planejamos juntos, iniciamos um processo cooperativo pró-ativo. A participação de todos será uma vitória de todos e quando o insucesso acontece, não há culpados isolados, porque a responsabilidade é de todos.
Perseverança: O êxito exige de nós perseverança. Charles H. Spurgeon disse em tom de bom humor, é claro: “Foi pela perseverança que o caracol atingiu a arca”. No planejamento podemos antever obstáculos que podem ser contornados, ou mesmo superados. Na participação de todos, de forma perseverante, não haverá tarefa sem ser realizada.

Piedade: Piedade vem de pio, santo, puro. O lar para ser harmonioso precisa de piedade, de pureza, precisa de Deus. Assim no planejamento, a primeira pessoa a ser considerada é o próprio Deus. James D. Burns disse: “A piedade é o conhecimento de Deus na mente; a graça de Deus na alma; o amor de Deus no coração; a obediência de Deus na vida”.

Sem Deus em casa, não haverá Deus em mais nada. Deus tem que ser adorado, servido e obedecido na convivência dos cônjuges, e estes no seu relacionamento com seus filhos. Sem altar em casa, não haverá altar em lugar nenhum. O lar, a casa da gente, essa micro-sociedade chamada família nuclear, é o lugar onde treinamos e aprendemos os princípios mais elementares que irão nos equipar para vivermos de forma harmoniosa na macro-sociedade. Honoré R. Mirabeau disse: “Os sentimentos e costumes que são a base da felicidade pública formam-se no lar doméstico”.

A família que busca a perfeição precisa de planejamento, participação¸ perseverança e piedade. E o bom é que nunca é tarde para começar.

sábado, 22 de maio de 2010

QUANTAS VEZES SENHOR?


Quantas vezes eu devo perdoar a quem me ofendeu? Pedro, discípulo de Jesus fez essa pergunta em um contexto no qual sete vezes era o número que limitava o ato de perdoar. Sete vezes, depois disso, nada de misericórdia ou compaixão, seria então a a dedução lógica. Jesus ensinou que na numerologia do amor, perdoar é um ato que não tem limites.

“O perdão é o filho primogênito do amor”. Quem ama...perdoa. Demonstramos o quanto amamos ao perdoarmos. Isso implica em que: se não perdôo, não amo. Se não amo, então não conheço a Deus, como diz João: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”.

Deus perdoa porque ama. Diz o texto sagrado: “Deus amou ao mundo de tal maneira que Deus seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna”. João 3.16

Nos nossos relacionamentos em nível de família, de trabalho, lazer, religioso e em qualquer segmento no qual atuamos sempre surgem situações que acabam por se transformar em conflitos nos quais as pessoas deixam de se cumprimentar, conversar e ter comunhão um com o outro. Quanto mais o tempo passa, mais difícil será o processo de restauração, de reconciliação. Nessas horas é mister que coloquemos o amor em prática. É preciso que oremos ao Deus de toda graça que encha nossos corações de amor e que então possamos ir em busca daquele irmão que nos ofendeu e procuremos a restauração, ou mesmo, busquemos o irmão a quem ofendemos e peçamos-lhe perdão.

Jacó levou anos para entender que deveria voltar e pedir perdão. Fico imaginando o coração irrequieto de Jacó na casa de seu primo Labão; imagino o quanto ele deveria pensar em seus familiares, em seus amigos de infância, nos dias felizes onde podia andar com alegria entre os seus em sua terra. Na casa de seu parente ele ficou rico, construiu um patrimônio extraordinário. Mas não era feliz...era preciso que se reconciliasse com seu irmão. E foi o que fez....Gostamos de falar de Jacó e citar o que significa seu nome, falar da trama na qual ludibriou e enganou para ter as bênçãos da primogenitura, da forma astuta como tratou Labão. Entretanto, devemos ter em mente que este personagem extraordinário teve coragem para fazer o tempo voltar e pedir perdão. A vida de Jacó começou a adquirir contornos mais espirituais quando decidiu reconciliar-se com seu irmão. Foi nessa viagem que ele lutou com Deus e teve seu nome trocado de Jacó (usurpador) para Israel (Príncipe de Deus).

O perdão dado e o perdão recebido são duas bênçãos que não têm preço. O valor do perdão é incalculável. Ele faz bem ao coração, faz bem ao espírito e é saúde para o corpo. Elizabeth O´Connor escreveu: “Abençoar as pessoas que oprimiram nosso espírito, que nos feriram emocionalmente ou de outras maneiras nos aleijaram, é a obra mais extraordinária que qualquer um de nós poderia fazer”.

Que hoje seja um dia de perdão, um Yom Kippur pessoal, um momento de graça e misericórdia, porque afinal de contas nós oramos: “... perdoa as nossas dívidas (pecados) assim como nós perdoamos aos nossos devedores”...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PRECISAMOS DE UMA NOVA REFORMA


Cristãos! Precisamos de uma Reforma. Uma parcela do cristianismo dos dias de hoje comete muitos dos equívocos daqueles dos dias do reformador Lutero. Não temos papa, mas há uma parcela de apóstolos que cresce e, como o papa, enriquecem. Sabe-se lá o que vem pela frente. Pregam: sem oferta não tem bênção (cura, prosperidade patrimonial etc).

A comercialização da fé e das bênçãos é idêntica à venda das indulgências. Deus não precisa de nossa oferta para abençoar. Com Deus não fazemos negócio. O paralítico na Porta Formosa do templo, tudo pedia e nada tinha, mas foi curado. Não estou dizendo que não devemos ofertar ou dizimar. Na verdade, ofertar e dizimar já são bênçãos.

Temos a Bíblia, mas e daí? Poucos a leem como deveriam. Como naqueles dias da Reforma. Aliás, não liam a Bíblia porque não havia Bíblias disponíveis. A atitude mais urgente tomada por Lutero foi traduzir a Bíblia para o alemão e assim, ajudar a colocá-la nas mãos do povo. Mas, apesar de termos hoje, Bíblias aos montões, em todas as versões e até modalidades (Biblia de Genebra, Bíblia Comentada de Ryrie, Bíblia da Mulher, Bíblia Plenitude, etc....) o povo se nega a lê-la e meditar nela. E comete-se o mesmo erro dos dias da Reforma de Lutero, ou seja, o que os tais papas falam têm o mesmo valor da Bíblia, ou até mais valor. É “profetada” sem conta e novas revelações (as encíclicas apostolares). Cegos, guiando cegos.

O exorcismo e o enfoque nas curas e milagres reduzem o cristianismo. O culto que a Igreja deve prestar é a Deus e não ao diabo. Eu creio em milagres, mas milagres não produzem fé. Se eu creio em milagres eu não preciso de milagres para crer. Se assim fosse, o povo de Israel teria chegado à Terra Prometida em duas semanas já que, mesmo antes de sair do Egito já haviam presenciado milagres nas dez pragas que assolaram aquele pais escravagista. Eu também não preciso ver para crer, porque a fé que precisa ser vista, não é fé. Lembre-se de Tomé, prezado leitor, e daquilo que Jesus disse a ele! Você gostaria de ouvir o mesmo do Mestre?

Eu não vou à Igreja porque Deus precisa de mim. Se eu vou à Igreja é porque sinto em minha alma e coração a necessidade de adorá-Lo, não pelo que Ele fará, mas por aquilo que Ele já fez.

Bem, o espaço aqui é pequeno e a necessidade de reforma é grande. Não me critique por tentar ajudar. Talvez essa seja minha parcela de contribuição.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O SENHOR É O MEU PASTOR





É interessante notar que se por um lado a tecnologia tem progredido e oferecido ao mundo contemporâneo muito mais conforto físico, por outro lado o mundo anda mais desesperançado, mais enfermo do ponto de vista da alma. Podemos até dizer que encontramos cura para muitos males físicos por meio dos avanços científicos e tecnológicos, mas estamos mais doentes psicológica e psiquiatricamente falando. Não tenho dados para poder expor aqui, mas pelo que tenho visto e ouvido, a cada dia que passa aumenta o número de pessoas que procuram os serviços de Psicólogos e Psiquiatras por causa de seus problemas.

São pessoas deprimidas, inseguras, e um número enorme de outros problemas. Creio sinceramente que essas ciências podem contribuir com a melhora do quadro deste ou daquele paciente. Entendo que estas ciências já têm dado sua parcela indiscutível de contribuição no tratamento de problemas que acometem a alma humana. Mas, por outro lado, também creio que há determinadas doenças mentais que são mais espirituais do que qualquer outra coisa. Entendo também que há psicólogos e Psiquiatras que não podem tratar problemas que se relacionam com a fé em Deus, a não ser que sejam profissionais de confissão cristã. Mas se o forem, mesmo assim eles podem encontrar dificuldades se alguns de seus pacientes não nutrirem a mesma fé.

Também sou daqueles que entendem que muitos dos problemas de depressão, estresse, insônia, alguns tipos de dores de cabeça, e outras patologias têm como origem, a falta de fé em um Deus Providente. Muitas enfermidades na alma humana têm origem em um coração que se recusa a crer e lançar sua vida nas mãos de Deus. Gosto muito do hino que diz: “Nas mãos de Deus eu vou sereno e clamo. Nas mãos de Deus eu gozo plena paz. Vou sossegado até o fim, bem sei Deus cuidará de mim. Seguro estou, nas Suas mãos”. Além de ter uma bela melodia, a letra é como um bálsamo. Cantar essa música como uma oração, é algo que faz bem ao coração.

No Salmo 23, o Salmo do Pastor, vemos que o Salmista mostra uma confiança inabalável em Deus. Neste Salmo há lições sobre fé, confiança em um Deus todo Providente e que realmente cuida de cada um daqueles que lhe pertencem, daqueles que fazem parte do seu rebanho. Quem o escreveu foi o Rei Davi, e é muito importante que nos lembremos que antes de se tornar Rei de Israel, Davi foi pastor de ovelhas. É dessa experiência do seu cotidiano como pastor de ovelhas, que Davi tira lições que, se bem compreendidas pela mente e plenamente aceitas pelo coração, surtem efeitos extremamente benéficos para a alma humana tratando de muitas de suas enfermidades.

Davi começa com uma expressão maravilhosa. Ele diz: “O Senhor (Jeová, o Deus do Pacto), é o meu pastor; nada me faltará”. Você pode perceber o quão lindo é isso? É um pastor de ovelhas dizendo isso.

“A primeira observação a respeito desta expressão é a de que o Salmista não discute se há ou não um Deus. Ele sabe, em seu coração que Deus existe. Para ele, essa questão está fora de discussão. Aliás, é assim, com essa fé imorredoura que o Salmista e Salmistas, começam a maioria dos Salmos.

A segunda observação é de que o salmista sabe que esse Deus é o seu pastor, e por isso ele afirma confiante e seguramente: “nada me faltará”. Isso não quer dizer que tudo que a ovelha quer, o Pastor dá, mas sim que tudo o que é necessário, o Pastor providencia.

Não sabemos ao certo quando Davi escreveu este Salmo, mas, olhando para a biografia do salmista podemos concluir que isso foi verdade na vida dele. Foi Deus que lhe deu coragem suficiente para lutar contra o gigante Golias e derrotá-lo de uma forma extraordinária. Davi foi implacavelmente perseguido pelo rei Saul, mas Deus o protegeu de todas as tentativas contra a sua vida. Lutou em muitas batalhas contra os filisteus, incansáveis inimigos dos israelitas, mas Deus lhe deu vitórias, sempre. No momento mais doloroso de sua vida, já como rei, quando pecou de forma fragorosa e vergonhosa, Deus foi misericordioso com ele.

Talvez você que nos lê esteja enfrentando batalhas contra os diversos Golias que te rodeiam tentando te destruir. Nesta hora você se sente pequeno tanto quanto pequeno era Davi. Mas saiba que se você pertence a Deus, se é ovelha do seu pastoreio, certamente, é mais que vencedor (Romanos 8.37).

Lembre-se aquilo que o Salmista diz: “Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará. Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia”. (Salmos 37:1-60)

Se Deus é o pastor e nós ovelhas do seu pastoreio, por que andamos sobressaltados, ansiosos, desconfiados, inseguros, deprimidos a respeito do futuro?

Nenhuma dessas atitudes mentais podem nos ajudar em circunstâncias de conflito ou de desafio.

Murmurar, trovejar, praguejar, derramar lágrimas de inconformismo, são atitudes que agravam essas situações. É preciso crer que há um Deus que nos pastoreia e que esse pastoreio supre nossas necessidades as mais básicas.


É bom poder dizer: “O Deus Eterno me pastoreia, nada do que preciso, há de me faltar”.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

SARDES: A IGREJA “DA HORA”



Sardes era uma pequena cidade que vivia das glórias do passado. Geograficamente era um lugar por onde as tropas de Roma passavam e assim tornou-se rica por causa do comércio. Apesar de pequena, era próspera. Nessa cidade havia uma Igreja Cristã e como o texto deixa transparecer, gozava de um bom conceito dos de fora: “tens nome de que vives e estás morto”. Era, portanto, a Igreja “da hora”. Mas Jesus diz que isso era só uma questão de aparência porque na realidade era uma comunidade morta.

Quer algo pior do que isso? Ter aparência de vida e carregar a morte dentro de si? Quem sabe se tratava de uma Igreja com diversos programas, jantares, reuniões, festas, conclaves, e por isso passava para os de fora, ou quem sabe até para os seus membros, uma impressão de vida, um constante pulsar. Mas Jesus disse que era uma Igreja morta. Para quem olhava de fora, era a vida, mas quem conhecia por dentro, sabia que era a morte.

Não é preciso muito esforço para perceber no cenário evangélico de nosso país, ou mesmo do mundo, igrejas e comunidades que se parecem com a comunidade de cristãos da cidade de Sardes. Igreja com aparência de vida, mas apenas vida aparente.

O problema principal da Igreja de Sardes, e de muitas Igrejas hoje, é a questão da integridade. Jesus diz que as obras que a Igreja de Sardes produziam não eram íntegras. A palavra íntegra significa literalmente completa, plena, perfeita. Uma obra só pode ser considerada íntegra quando nasce de uma motivação correta. Quando a motivação é errada, a obra carece de integridade. Com grande probabilidade a Igreja de Sardes estava tão preocupada com a popularidade e por causa disso acabaram por negociar princípios que são inegociáveis.

Não resisto a tentação de comparar aquela comunidade de cristãos de Sardes com algumas comunidades em nossos dias. Muitas comunidades cristãs de hoje, em busca da popularidade, em busca de templos lotados, transformaram o culto em um desfile de talentos, em um show. Para estes a Igreja é como um teatro. Essas comunidades pregam um tipo de evangelho aquoso, superficial e um evangelho assim não produz verdadeiros discípulos de Cristo. São as Igrejas “da hora”, do “agito”, do “oba-oba”!

É notável ver em Jesus os traços daquele que se furtou a popularidade. O Senhor Jesus sempre evitou a multidão, a proeminência. Ele não estava disposto a negociar princípios. Ao jovem que o procurou ele disse que deveria vender seus bens e depois seguí-lo. Não somos contra templos cheios! Somos contra a criação de artifícios sem respaldo bíblico para fazê-la encher. Somos contra a idéia pragmática que afirma que os fins justificam os meios.

Não temos nenhuma restrição contra a popularidade, a menos que essa popularidade venha da negociação de princípios bíblicos nos quais o homem ocupe o centro das atenções e seja ele, servido.

Que o Deus de toda graça mantenha a Igreja Presbiteriana do Brasil uma Igreja bela por fora e muito mais bonita ainda por dentro independentemente do que julgam os homens.

IRA INCONTROLADA



Ira incontrolada é um ato falho.


Nem sempre estamos errados em nossas considerações, mas é mais comum cometermos ato falho ao expô-las. Lamento ao ver que falhei ao tentar expor minhas idéias e considerações simplesmente porque o fiz da forma errada. Veja, não é o conteúdo que se torna desprezível, mas a forma utilizada é que pode comprometer. É horrível conviver com pessoas que estão sempre armadas até os dentes. É como pisar em ovos ter que se relacionar com pessoas irascíveis. A ira repetida, e não controlada, quase sempre desemboca em atitudes pouco recomendáveis.


Jesus mostra, no Sermão do Monte, que a mansidão deve ser o antídoto eficaz para combater a ira incontrolada. Eu fiquei, então, imaginando como é que a mansidão se aloja dentro de nós de tal maneira que possamos evitar cometer atos falhos como o da ira incontrolada. Descobri, em oração e na leitura das Escrituras, que a mansidão só é possível no coração onde mora a humildade. O hóspede da mansidão é o coração verdadeiramente humilde. Pessoas orgulhosas, arrogantes, são impacientes, intolerantes e vítimas da ira, que se não for contida poderá acarretar danos sem conta.


Pedro diz com sobriedade singular: “Rogo igualmente aos jovens, sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns para com os outros, cingi-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo aos humildes concede a sua graça. Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. (1 Pedro 5.5-7)


A ira incontrolada é um ato falho, não apenas quando deixamos que ela nos domine e determine nossas palavras e atitudes, mas é um erro grave porque não produz a justiça de Deus, Tiago escreveu:: “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. (Tiago 1.19,20)


Amados, não estou afirmando aqui que não devemos nos insurgir contra as injustiças. Em absoluto! Não estou advogando em prol da indiferença. Tem se tornado cada vez mais comum, entre nós, a expressão: “Para que o mal vença, basta que os bons se calem e não façam nada”. Repito: não estou dizendo que devemos cruzar nossos braços, cerrar nossos lábios diante do mal e da injustiça. O que estou procurando firmar aqui é o princípio de que devemos ser prudentes no tratamento dos conflitos que nascem por conta do estreitamento do relacionamento fraterno que temos. Estou procurando mostrar que nossa forma de agir deve passar pela compreensão do quão frágeis somos, do quão limitados somos. Um auto-conceito exageradamente positivo não só é demonstração de fé pequena, como é, também, a inequívoca manifestação do orgulho que precede sempre a queda.


Tendo feito um inventário de minha vida, das decisões que tenho tomado, conclui que tenho falhado nessa questão. E descobri que já é tempo de parar com essa desculpa de que é uma questão genética, porque a obra de Deus é completa. Deus vai na raiz do problema! Também de nada adianta ficarmos dizendo que somos sinceros para poder falar o que queremos e justificar atitudes pouco cristãs.


Deus me ensina em sua palavra que mansidão e domínio próprio são componentes do fruto do Espírito Santo e que se eu quiser produzir o bom fruto que Deus espera de mim, devo também evitar a ira incontrolada. Conclui que se a ira não me pode fazer ser melhor cristão, devo contê-la.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O MERCADO ESTÁ VAZIO....



Há uma famosa versão de um cântico americano de cunho escatológico que começa com essa expressão... ”o mercado está vazio”.

Mas para alguns pregadores da “teoria da prosperidade” o mercado está cheio:

Cheio de criatividade para arrancar dinheiro dos incautos, dos menos avisados, dos mais desesperados, daqueles que travestidos de pessoas simples se deixam possuir por um desejo incontrolável de se tornarem ricos e abastados e por isso agem como loucos à semelhança daqueles que fazem sua “fezinha” nas loterias da vida que são tantas nesse país que fazem do Brasil um grande cassino a céu aberto.

O mercado está cheio de “caras de pau” que usam o espaço na mídia para arrancar, despudoradamente, a prata e o ouro dos tolos e com isso se manter no ar formando um círculo vicioso (já que esses recursos servem apenas para manter sua visibilidade na mídia multiforme) onde em momento nenhum a Glória de Deus e a Honra do Seu nome são prioridades. Os mercadores, nesses mercados, não pregam o santo evangelho e gastam um termo enorme, que custa caro na televisão, se defendendo dos ataques que lhe assacam aqueles que não suportam mais tamanha vileza oculta por trás do manto de uma pseudo- espiritualidade.

O mercado está cheio de gente que encontrou o caminho da visibilidade e trabalha com os números de uma forma muito mais eficiente e criativa do que muitos economistas de renome. Veja o caso do tal do “Dr”. Mike Murdoch que aparece no programa do “Pastor” Malafaia com o discurso de que o Senhor teria uma benção especial para doze pessoas que iriam ligar e se comprometer a ofertar R$1.000,00 cada uma. Veja a “criatividade”. Doze é o número dos apóstolos, das tribos de Israel. Mas, sinceramente, duvido que só doze pessoas tenham ligado. Não são poucos os que acreditam em tais bobagens ditas e vistas na telinha. Ou você acredita que os responsáveis por arrecadar esse dinheiro irão desligar o telefone e deixar um recado dizendo ao 13º, e daí por diante, que ligaram tarde demais e não fazem parte dos 12 abençoados?

A cada dia que passa o mercado enche!

Enche de líderes que não mostram arrependimento quando são pegos em suas maracutaias como o tal casal Apóstolo Estevão e sua esposa a Bispa Sônia Hernandez. Condenados pela justiça norte-americana, depois de terem cumprido sua pena e voltado ao Brasil, aparecem diante do Presidente da República Brasileira, Luiz Inácio “Lula” da Silva, com a maior desfaçatez oferecendo-se como representantes dos “evangélicos do Brasil”. Quero deixar registrado aqui que esse casal não me representa e tão pouco representa a denominação na qual eu sirvo a Deus na condição de Pastor. Eles deveriam era ter vergonha e dar explicações sobre o dinheiro não declarado e escondido dentro da Bíblia com o qual pretendiam entrar nos EUA.

O mercado está cheio de crendices e fetiches um dia tão condenados, tais como o copo com água (água benta evangélica), a prática de ir orar no monte (fazendo do cume do monte um lugar sagrado à semelhança dos macumbeiros que fazem seus despachos nas encruzilhadas, cachoeiras e proximidades de cemitérios), a rosa branca que atrai o mau olhado, a balinha ungida, as coreografias tão “criativas” como aquela de dar a volta em torno das muralhas de Jericó, o trízimo (ele não usou esse termo, mas disse isso) do tal “apóstolo” Valdomiro (ou Valdemiro, sei lá) Santiago, trinta por cento representando a trindade, da promessa de caroços curados como fez o tal do R.R. Soares que faz dos seus “cultos”, verdadeiras aberrações às quais ele intitula o Show da Fé numa criatividade mercadológica sem o menor pudor e temor a Deus.

O mercado está cheio de apóstolos que nunca viram o Cristo Ressurreto e que, se não se arrependerem logo e partirem para a eternidade sem terem experimentado aquele novo nascimento de que Cristo falou a Nicodemos, apenas O verão quando receberem a justa condenação que seus atos e meio ilícito de vida e enriquecimento merecem receber.

Infelizmente o mercado está cheio. E a cada dia que passa ele cresce e a multidão de freqüentadores aumenta. Gente que crê em um Deus utilitário, um Deus negociante, de gente que vê a Igreja como um balcão de negócios, de barganhas. Os freqüentadores de tais mercados não estão interessados em buscar um Deus que lhes transforme a vida de tal maneira que eles se tornem sal da terra e luz do mundo. As pessoas que freqüentam esses mercados nunca ouvem dizer desses senhores do mercado, que o maior de todos os milagres é Deus trabalhando nossa vida de tal maneira que a cada dia que passa nos pareçamos mais com seu Filho Jesus Cristo, a quem Ele não poupou por amor a nós.

Um certo casal da Igreja que Pastoreio, (com uma postura sempre muito pueril do ponto de vista teológico) me procurou para dizer que estavam deixando a comunhão conosco porque haviam decidido freqüentar a Igreja do tal apóstolo “Valdomiro”. Perguntei a eles porque haviam tomado essa decisão e eles me responderam que o motivo pelo qual estavam freqüentando os cultos lá é que lá eles viam os milagres acontecendo. Lembrei-os daquele episódio no qual os saduceus e os fariseus pediram um sinal para Jesus e que o Mestre dos Mestres após respirar profundamente disse a eles: “Quando a tarde vem, você dizem; Vai fazer bom tempo, porque o céu está vermelho, e de manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está vermelho e nublado. Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos! Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhes será dato, a não ser o sinal de Jonas. Então Jesus os deixou e retirou-se”. (Mateus 16.2-4) Disse a eles que se eu creio em milagres (e creio mesmo) eu não precisava de milagres para crer. O povo de Israel foi testemunha de inúmeras manifestações milagrosas de Deus, mas isso não foi suficiente para fazer aquela geração suficientemente capaz para entrar na Terra Prometida. Eles não se satisfaziam nunca. Disse a eles, também, que os milagres que Jesus realizou foram meios para certificar a todos que ele era o Messias de quem tanto os profetas falaram no Antigo Testamento, mas que mesmo assim muitos não creram. É lamentável, mas mesmo diante desses comentários e outros que fiz, eles saíram da Igreja e foram para aquela onde Deus é manietado e submetido à vontade de um indivíduo semelhante à Simão que em Samaria era chamado “o grande poder”. Lá em Samaria, todavia, quando o evangelho foi pregado sob a perspectiva correta, as mentes foram esclarecias e o tal do Simão perdeu sua audiência sendo superado por um homem simples, chamado Felipe. O próprio Simão cometeu o equívoco de achar que o poder de Deus podia ser comercializado. (Atos 8)

O mercado está cheio de engano e mentira, de ilusões e de tolos que buscam a prosperidade do presente século e por isso correm o risco de perder a eternidade com Deus, pois, agem à semelhança de Esaú que pensou mais no seu estômago do que nas bênçãos inefáveis advindas da primogenitura.

Não sou tolo a ponto de desprezar a prosperidade financeira.

Deus sempre teve, em suas mãos, homens ricos e abastados, bem como usou gente simples, porque Ele usa a quem quer e da maneira que quer usar. Todavia é primordial que entendamos que todos os ricos a quem Deus usou, receberam a benção da prosperidade como fruto do trabalho honesto, e sinceramente, honestidade não parece ser a marca distintiva dos atuais pregadores da “teoria da prosperidade”. Eles sempre acabam rompendo com a sua denominação de origem, são dissolutos, enfatuados, arrogantes.

De uma coisa eu sei que o mercado está vazio. O mercado está vazio da Graça, da Imensa, Incomparável e Sublime Graça.

Nesse mercado a graça de Deus não pode entrar porque tudo nele tudo custa alguma coisa. A oração “forte”, a “cura divina”, “os dons de Deus”, “a casa própria”, “o sucesso nos negócios”. Nesse mercado, que chamam indevidamente de Igreja de Cristo, essas coisas não têm nada a ver com a Graça, simplesmente porque a Graça é de graça e nesse mercado, tudo é vendido, tudo é comercializado, como disse alguém bem humoradamente ao referir-se a um dos maiores deste mercado: “Se Jesus é o caminho, o bispo Macedo é o pedágio”.

Eu prefiro ficar com o mais notável de todos os milagres que somente Deus pode fazer; agir com justiça fazendo com que o pecado seja punido em seu filho, manifestando assim, nEle, naquela cruenta cruz, a salvação, ao sermos perdoados, derramando sobre aquele que crê, pura e simplesmente, a sua Graça, inefável Graça, que nada custa, para nós, porque não poderíamos simplesmente pagar.

Foi Jesus, o Filho amado quem pagou e nos deu....de Graça.

Rev. Mauro Sergio Aiello

quinta-feira, 13 de maio de 2010

PAIS EDUCADORES



Não tenho a menor sombra de dúvida de que a educação é fundamental na formação moral e ética de quem quer que seja. Não basta ter nascido em um berço privilegiado. Por outro lado não é justificativa plausível optar por uma vida de delinqüência e crime só porque alguém nasceu em um lar simples e humilde.

Na história da humanidade temos exemplos de pessoas que, há despeito de terem nascido em berço privilegiado, enveredaram pelos caminhos do ilícito, da imoralidade e do crime e também temos casos de pessoas que mesmo tendo nascido sem muitas condições, alguns até sem condições nenhuma, galgaram com esforço e dedicação os mais altos postos na área do empresariado, das ciências e assim por diante.

A diferença não está no berço, mas na educação oferecida no convívio e relacionamento familiar. Não seria exagero dizer que lares cristãos que primam pela boa educação têm maior probabilidade de formar cidadãos mais produtivos e integrados na sociedade. Deus diz na Bíblia: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6).

Max Jukes viveu em Nova Iorque. Ele era ateu. Ele não acreditava em Cristo e não permitia que seus filhos fossem à Igreja, mesmo quando esses lhe pediam. Ele teve muitos descendentes, porém, 310 morreram como indigentes 150 foram criminosos, sendo 78 assassinos, 100 eram alcoólatras, mais da metade das mulheres, prostitutas, Os descendentes de Jukes custaram ao Estado 1.250.000 dólares. Ele costumava combater os sermões de Jonathan Edwars, seu contemporâneo. O pregador amava ao Senhor e levava seus filhos à Igreja todos os finais de semana. Ele dedicou sua vida ao serviço de Deus e teve muitos descendentes. 3 se tornaram presidentes de universidades, 3 Senadores dos Estados Unidos, 30 juízes, 100 advogados, 60 médicos, 65 professores de universidades, 75 oficiais de exército e marinha, 100 pregadores e missionários, 60 escritores de destaque, 1 vice-presidente dos Estados Unidos, 80 altos funcionários públicos, 250 formados em universidades, entre eles governadores de Estados e diplomatas enviados a outros países. Os descendentes de Jonathan Edwards não custaram ao Estado um dólar sequer. (Ext.Internet - Paulo Barbosa, Um cego na Internet)

A questão é que os pais devem ensinar com suas próprias vidas. Essa é a melhor e mais eficiente pedagogia. Certa ovelha me disse que tinha horror do seu pai, que era membro e oficial da Igreja. Ela disse que freqüentava a Igreja porque realmente tinha seu coração convertido, mas estava convicta de que seu pai era um mau crente (na melhor das hipóteses) ou nem era crente. Perguntei a ela o porquê daquilo tudo (confesso que tremi). Ela me disse que ele maltratava sua mãe, e a mãe dela, sua sogra, não cumpria suas obrigações, quando alguém lhe telefonava e ele não queria atender, ele a mandava dizer que não estava e muitas outras coisas incompatíveis com nossa pública profissão de fé em Jesus Cristo.

É mesmo uma verdade indiscutível; se ensinarmos com nosso exemplo de vida, estaremos oferecendo uma educação extraordinária e de efeitos positivos. Repito: isso independe das condições sociais e econômicas. Você deve estar lembrado daqueles jovens que, para se divertirem, atearam fogo em um índio Pataxós levando-o à morte na cidade de Brasília. Eram jovens de famílias de destaque.

Pais cujas vidas revelam compromisso sincero com Deus na oração, na leitura e meditação das Escrituras, e vidas marcadas por atitudes inequívocas de verdadeira piedade, tornam-se em boa influência, sobre seus filhos. Lembre-se: Educar não é informar, mas sim formar.

terça-feira, 11 de maio de 2010

INTELECTUALIDADE VERSUS ESPIRITUALIDADE.


Onde é que a intelectualidade se relaciona com a espiritualidade? Há relação de dependência entre intelectualidade e espiritualidade? A intelectualidade é impreencindível para o desenvolvimento da espiritualidade?

Intelectualidade é a propriedade de todo aquele que povoa sua mente com conhecimentos variados, por meio da academia ou de forma autodidata. Espiritualidade é a propriedade de todo aquele que desenvolve e dilata o espírito. O cristão entende que espiritualidade é proximidade com Deus pelo relacionamento através de Jesus Cristo e pela iluminação do Espírito Santo. A questão que abordamos aqui é: até onde pode a intelectualidade auxiliar nesse processo de desenvolvimento e dilatação espiritual?

Meu questionamento se justifica já que vivemos tempos nos quais se valoriza mais os indivíduos pelos títulos que possuem. Outro dia em uma cerimônia de colação de grau, quando o Pastor teve a oportunidade de falar, ele foi apresentado como Reverendo Mestre fulano de tal. Por que não apenas Reverendo, ou mesmo, como eu prefiro, Pastor fulano de tal já que sua função é a de Capelania?

Na Bíblia encontramos homens simples, como Pedro, João, Amós, Marcos, que foram espirituais tanto quanto foram espirituais homens como Paulo, Isaías, Moisés que revelaram bom nível de intelectualidade. Paulo, por exemplo, foi considerado uma das mentes mais brilhantes da história da humanidade.

É óbvio que não advogamos a ignorância como fonte de espiritualidade, mas também não acreditamos que a intelectualidade possa nos fazer mais espirituais. A espiritualidade, para o cristão, está atrelada à santidade e não à intelectualidade. Quanto mais nos santificamos, mais espirituais nos tornamos, sejamos cultos ou incultos. Nessa minha trajetória de vida, na verdade, tenho encontrado homens que, por sua intelectualidade notória se deixaram possuir pelo orgulho e até mesmo pelo culto à personalidade que lhe prestam seus admiradores. Também encontrei pessoas com bom nível de instrução e que foram exemplos de vida piedosa por sua espiritualidade inconteste, assim como vi gente inundada no orgulho, apesar de seus parcos recursos intelectuais.

Paulo instrui os irmãos de Éfeso a que se encham do Espírito Santo (Efésios 5.18; 6.1-9) para poderem viver em todos os níveis, (esposo/esposa, filhos/pais, pais/filhos, empregadores/empregados e vice versa) de forma harmoniosa como conseqüência dessa plenitude. A vantagem nisso é que ela independe da nossa intelectualidade e, se porventura ela existir, a espiritualidade coloca o indivíduo em um nível de humildade mais do que aceitável.

Talvez fosse adequado assimilar mais conhecimentos e menos pecado, assim teríamos uma espiritualidade na qual a intelectualidade lhe seria servil. Intelectualidade sem compromisso de santidade pode desviar o foco e nos fazer deuses de nós mesmos e isso é terrivelmente letal. Espiritualidade sem intelectualidade por nos fazer simplórios e superficiais no momento da argumentação e aprofundamento no debate sobre a fé evangélica.

Concluímos esse nosso ensaio sobre o tema Intelectualidade X Espiritualidade, reafirmando o princípio de que o saber não ocupa espaço desde que a espiritualidade seja o alicerce sob o qual essa intelectualidade repouse. Não devemos julgar o livro pela capa, assim não devemos concluir espiritualidade de ninguém por conta dos títulos que possui. Teologia é instrução para o intelecto, mas se essa instrução não produzir vida piedosa ela se torna tão vã quanto a formosura que o tempo transforma em rugas.

É maravilhoso contemplar pessoas que alcançaram alto nível de intelectualidade, mas não desprezaram a conversa diária com Deus através da oração, a leitura e meditação na Palavra de Deus e o exercício da verdadeira humildade. Que Deus nos faça espirituais nos enchendo do Seu Espírito e que nossa intelectualidade não apague o mesmo.

O SESQUICENTENÁRIO DA IPB.


Em 2009 a IPB completou seu 150º aniversário. No dia 12 de Agosto de 1859, Ashbel Green Simonton desembarcou na Baia da Guanabara e ficou encantado com a beleza natural daquele lugar. Beleza que perdura, diga-se de passagem. É mesmo uma cidade maravilhosa por sua topografia, pelos contrastes geográficos, pelo espírito criativo e depreendido do carioca.

Quando completamos aniversário, dentre outras atitudes, é muito comum fazer um inventário, uma contabilidade dos progressos, dos avanços que foram alcançados, mas também é tempo de observarmos, com equilíbrio, quais foram os projetos que frustraram, que foram sendo abandonados por sua inviabilidade ou mesmo por um número múltiplo de razões. Não resta dúvida que pela longevidade de nossa denominação, pelo momento histórico em que ela chegou ao Brasil e teve que enfrentar duras oposições, louvamos a Deus por ela se manter firme. Nessa jornada de 150 anos, em um momento de sua história, mais precisamente em 1903, tivemos o cisma que fez sair do seio da Igreja Presbiteriana do Brasil aquela que veio ser a Igreja Presbiteriana Independente, com quem, apesar o episódio que nos fez caminhar separadamente, temos relacionamento fraterno. Se isso não tivesse ocorrido, com grande probabilidade seríamos muito maiores numericamente falando e quem sabe teríamos uma maior representatividade política.

Por outro lado, amados, todos esses 150 anos foram de muitas lutas e desafios, mas mesmo assim aqui estamos nós fincados no solo pátrio, com a alegria de poder pregar o Evangelho de Cristo Jesus sob a perspectiva dos princípios que nortearam, principalmente, a segunda reforma.

Os desafios continuam dentro e fora de nossas fileiras. Precisamos crescer por dentro, buscar voltar sempre aos princípios que nortearam a Reforma do Século XVI, Sola Fidei, Sola Gracia, Sola Scripturae, Solo Cristo e o Sacerdócio Universal dos Crentes. Se amadurecermos e sempre nos renovarmos com base nesses princípios, cresceremos por fora, seremos mais sal e mais luz e influenciaremos, muito mais pelo nosso estilo de vida do que por nossos discursos. Alguém já disse com notória sabedoria: “A lâmpada não fala; brilha”.

A volta de Cristo se aproxima. Seria redundante dizer que está mais próxima do que nos dias do Cristianismo Primitivo, mas é verdade. A Igreja, à semelhança das cinco virgens prudentes, deve zelar por ter suficiente quantidade de azeite para poder manter a luz que ilumina a escuridão e conduz os eleitos de volta à casa do Pai Pródigo em amor.

Que Deus continue a abençoar a IPB!

VIVENDO COM EXCELÊNCIA


"Nada menos do que a excelência”. Esse deve ser o lema de todo cristão. O cristão tem um encontro marcado com a excelência porque tem um Salvador excelente, um Senhor excelente, um Evangelho cujos princípios são excelentes.

Mas a verdade é que vivemos em um mundo medíocre. Para nos referirmos, primeiramente ao nosso querido Brasil: Aqui temos uma rainha; a Xuxa. Recebíamos lições de moral, ética, bons costumes do falecido Clodovil. O país se diverte assistindo Big Brother Brasil, tem uma classe política que causa náuseas. Apesar dessa quadro, o brasileiro faz piada de tudo e quem faz piada de tudo na vida, acaba fazendo da vida uma piada. Talvez por isso mesmo, há algumas décadas o primeiro ministro francês, Charles De Gaulle afirmou, após visitar nosso país, que o Brasil não era um país sério. Assim é bastante difícil viver com excelência em meio a uma sociologia tão mediocrisada, permitam-me o neologismo.

E essa coisa de medíocre ultrapassa nossas fronteiras já que vivemos em um mundo no qual a maior economia é responsável por uma das maiores crises econômicas de todos os tempos. O mundo investe em pesquisa para descobrir vida em outros planetas enquanto a vida aqui, em nosso velho e cansado planeta terra, vai de mal a pior. Gastou-se 5 bilhões de dólares para se construir um aparelho que reprisaria o tal do Big Bang e depois de tê-lo posto para funcionar o resultado foi um fiasco. Talvez esses 5 bilhões pudesse ajudar alguns países onde milhares vivem em campos de refugiados e morrem como conseqüência das epidemias e da fome.

Realmente é difícil ser excelente em um mundo tão medíocre.

Para que possamos nos contrapor a esse mundo tão superficializado e mediocrizado, é preciso que:

1. ENCONTREMOS CAUSAS PELAS QUAIS POSSAMOS VIVER OU ATÉ MORRER.

Ao escrever a carta aos efésios, no capítulo 3 do versículo 1 ao 13 Paulo fala da causa pela qual ele dedicava sua vida, ou seja, pregar o evangelho para os gentios.

Não há como negar; um homem sem causa é um homem inútil. Por outro lado, nada é mais útil do que alguém cuja vida é dedicada a uma ou algumas causas.

Ao observarmos a trajetória desse personagem de primeira grandeza nas páginas da história do cristianismo, vemos como foi possível alcançar a excelência ao encarar a tarefa que Deus lhe havia confiado. (Cf. Atos 9. 15,16). Com Paulo nós aprendemos que para vivermos com excelência em um mundo medíocre é preciso, também que:

2. CONHEÇAMOS NA ÍNTEGRA O CONTEÚDO DA CAUSA OU DAS CAUSAS QUE ABRAÇAMOS.

A leitura da passagem citada deixa isso bem claro no caso de Paulo. Ele conhecia a fundo qual era a causa que abraçara. Há um adágio popular que afirma: “Quem sai sem saber para onde ir, já está perdido mesmo antes de sair”. Creio sinceramente que isso é um fato contumaz no mundo tão influenciado pela filosofia relativista pós-moderna. Para que sejamos excelentes é preciso conhecer a fundo a causa, ou causas que abraçamos. Somente quando isso acontece é que sabemos qual é o sentido de nossa existência e a razão da nossa vida. Entretanto, a vida excelente exige também que:

3. ESTEJAMOS DISPOSTOS A PAGAR O PREÇO QUE A CAUSA OU CAUSAS QUE ABRAÇAMOS, EXIGEM.

A carta de Paulo aos efésios faz parte do elenco de cartas denominadas, cartas da prisão. Ele estava preso em Roma, quando escreve essa carta. Preso injustamente por conta de um falso testemunho de que havia introduzido um gentio no templo de Jerusalém e também de que pregava contra a lei de Moisés. Isso nunca foi comprovado.

Todavia, Paulo sabia que a questão era outra. Na verdade ele sabia que o diabo estava por trás de toda aquela trama para cerrar seus lábios e impedir que ele pregasse o evangelho de Cristo Jesus. Os judeus queriam que não se falasse mais nem em Jesus e muito menos que Ele havia ressuscitado de entre os mortos. Paulo sabia que os judeus, mesmo os convertidos ao cristianismo resistiam e relutavam contra a verdade de que ao gentio também fora dado o direito e privilégio de ouvir o evangelho e crendo ser feito filho de Deus.

Foi por essa causa que Paulo abraçou e pela qual viveu intensamente. Ele era cônscio do conteúdo de sua missão, da causa que abraçara; pregar aos gentios. Estava disposto a pagar o preço que a causa exigia.

Conclusão:

Fico boquiaberto ao olhar para a Igreja e ver quantos estão de braços cruzados, sem missão, sem causa.

Fico estupefato ao observar com que facilidade muitos fogem de suas responsabilidade no âmbito da Igreja local, quantos abandonam ou tratam com irresponsabilidade o oficialato ou mesmo o cargo de liderança em uma sociedade interna ou mesmo em qualquer um dos nossos concílios, quer seja Conselho, Presbitério, Sínodo ou Supremo Concílio.

Talvez a pusilanimidade com que encaremos nossas responsabilidades seja o motivo maior da falta de um crescimento real.

Mandela ficou preso por 27 anos e mesmo na prisão tornou-se o maior porta voz contra o apartheid na África do Sul. Ao sair, não só ganhou o prêmio Nobel da Paz como foi eleito o primeiro Presidente nas eleições livres em seu país.

Mahatma Gandhi lutou contra a divisão de seu país e acabou se tornando um mártir, vítima de um atentado, por conta disso. É notável observar que em sua luta contra o neo-colonialismo britânico ele jamais empunhou uma arma sequer.

Rebeldes sem causa se constituem em causa rebelde. Cruzar os braços pode nos levar a agir como o acomodado rei Davi no palácio enquanto Urias lutava por sua segurança.

Prezado leitor: Fomos chamados e comissionados como o apóstolo Paulo, e como ele conhecemos qual o conteúdo dessa causa que abraçamos e o preço que ela exige.
Então, mãos à obra e que Deus nos abençoe.

APÓSTOLOS?


Seriam os apóstolos de hoje, apóstolos como o foram Paulo, João, Pedro? Essa é uma pergunta que exige de nós uma resposta convincente tendo em vista que desde a morte de João, considerado o último apóstolo, não se usou mais essa forma de tratamento a nenhum vulto dentro do cristianismo, a não ser o papa. Mas nós protestantes não reconhecemos base bíblica para o papado. Agora, “evangélicos” atribuem esse título para alguns de seus líderes.

Agostinho, o Bispo de Hipona, os notáveis reformadores, Lutero e Calvino, o inglês Spurgeon chamado O Príncipe dos Pregadores e outros nomes de missionários do cristianismo como, por exemplo, D. L. Moody, a quem se contabiliza aproximadamente a conversão de 500.000 pessoas, ou Hudson Taylor o maior missionário para o interior da China, e tantos outros, alguns dos quais deram sua própria vida por causa do evangelho, jamais arrogaram para si esse título.

Estariam eles errados? Seria uma injustiça da parte da Igreja de seus dias ter deixado de reconhecê-los como tal?

Lembro-me que uma empresa me contratou para expor seus produtos na área da informática a um destes “apóstolos”. Apresentei-me na portaria. Disseram-me para aguardar, pois o referido apóstolo estava por chegar. Sentei-me e, passados alguns minutos, todos se levantaram, ficaram como que em posição de sentido quando o recepcionista anunciou em voz alta: - O “apóstolo” chegou. Olhei e vi o referido personagem dentro de um carrão entrando com seu staff na garagem do prédio. Desisti da entrevista e sai daquele lugar enojado com o culto à personalidade que prestaram àquele mortal, hoje tão questionado em sua vida do ponto de vista da moral.

A credencial principal para ser apóstolo é ter visto Jesus e ter sido testemunha ocular de sua ressurreição. Foi isso que determinaram aqueles que resolveram eleger o décimo segundo apóstolo para ocupar o lugar de Judas, o traidor. (Atos 1.21,22). Essa era uma das condições para que a pessoa pudesse ser indicada e depois escolhida como apóstolo. E observe que naquele grupo de pessoas é bem possível que outros tenham sido testemunhas do Cristo ressurreto.

Fico boquiaberto e atônito ao observar a desfaçatez desses “apóstolos hodiernos”. Certa vez, em tom de chocosidade alguém zombeteiramente me disse: - Mauro você está com inveja do sucesso deles. Sucesso? Lutero, Calvino, Taylor, Savonarola, Spurgeon, M. L. Jones, Peter Marshal... você ousaria dizer que eles não foram sucesso? Você não me vê e nem me ouve criticá-los. Quando critico os tais “apóstolos” não o faço motivado por inveja do “sucesso” deles. Eu o faço por zelo pela verdade e pela palavra de Deus. Não posso me calar diante de um erro tão sério.

Não posso confundir, todavia, aquelas pessoas necessitadas, carentes, vivendo momentos de incertezas e dores e que buscam uma saída, socorro, alívio, com os tais “apóstolos” que se oferecem como solução. Muitos milagres acontecem mais por conta da misericórdia de Deus do que pelo “poder destes ditos apóstolos” Lembre-se sempre que no episódio de Cades Barnéia, Deus faz jorrar água da rocha mais pelo amor por seu povo do que pela ação de Moisés que agiu de forma carnal e arrogante.

Os “apóstolos” de hoje não são apóstolos como o foram Pedro, João e Paulo, definitivamente. Erram eles quando admitem tal tratamento, erram todos aqueles que os tratam como tais e lhes oferecem tão digno tratamento dos quais não são mercedores.

JESUS E AS FRASES HUMANAS.




1. Se você não puder fazer tudo, faça tudo que puder.
Concordo plena e totalmente. Não é possível fazer tudo, mas aquilo que podemos fazer devemos fazer e bem feito. É maravilhoso ver alguém envolvido em uma obra e atuando com excelência. Fazer tudo que podemos e fazer bem feito nos faz sentir o quão úteis somos.

2. Estou cansado da realidade, eu quero sonhar.

Essa frase foi dita pelo Pastor Ricardo Gondim em um dos seus sermões que tive o privilégio de ouvir. Precisamos sonhar mesmo. Porque afinal de contas a grande maioria daquilo que se tornou doce realidade, começou como um sonho. Ashbel Green Simonton sonhou com o Brasil e nós presbiterianos somos a concretização desse sonho. Heny Ford sonhou com o homem andando sobre rodas e o homem começou a chegar mais rápido, Santos Dumont sonhou que o homem podia voar e as distâncias se tornaram menores.

3. Ninguém é insubstituível.

Mas será mesmo que isso é uma verdade absoluta? Certo diretor começou uma reunião com essa frase até que alguém ergueu a o braço e perguntou: “Mas e Beethoven? Quem foi que o substituiu?”. E onde estão os substitutos de Sena, Pelé, Mandela, por exemplo? Veja, não é uma verdade absoluta que ninguém é insubstituível. Ninguém, por melhor que seja, poderá ocupar o lugar de minha mãe e do meu pai. Por melhores que sejam as madrastas e os padrastos, mães e pais são insubistituíveis. Bem falo de verdadeiros pais, não de alguns que são apenas arremedos.

4. O artista é eterno, enquanto sua obra permanece.

Quando lemos Os Luzíadas nos lembramos de Camões, Les Miserables, nos lembramos de Victor Hugo, Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa e assim por diante. Quando olhamos as Pirâmides do Egito, nos lembramos dos Faraós. Quando vemos o Coliseu de Roma nos lembramos daqueles cristãos que perderam sua vida ali por causa de sua fé. Ao olharmos para a cruz lembramos-nos de Jesus, nosso Salvador e Senhor.

O curso dos eventos e da história não é movido por meros espectadores, por acomodados ou críticos.
A história é dinâmica e mutante por causa daqueles que reconhecem suas limitações, mas fazem o melhor dentro de suas possibilidades, de gente que ousa sonhar e que se torna insubstituível deixando sua marca distintiva que os torna perenes nas mentes e nos corações.

É assim que vemos Jesus. Ele que podia fazer muito mais, disse que os que creriam nele fariam mais do que Ele mesmo fez, mas é indiscutível que jamais alguém fará tão bem quanto Ele fez. Jesus via a cruz como um caminho para o trono ao lado de Deus o Pai. Ele é insubstituível e sua obra permanece viva, transformadora, atual e relevante.

A VIDA ETERNA.


“É preciso saber viver” é o título de uma música de Roberto Carlos. A música fala de ilusão, caminho, espinhos, escolher, viver. Ela é interessante, apesar do contexto se limitar à questão amorosa. Entretanto, o título e o refrão da canção expressa uma verdade insofismável, ou seja, é preciso saber viver (e viver no sentido de sentir a vida em todas as suas nuances)..

Saber viver passa pela necessária atenção à questão dos princípios. Para vivermos é necessário que adotemos princípios, os quais irão determinar nossas escolhas, e essas escolhas irão determinar como será nossa existência, de tal maneira, que se as escolhas foram boas, então vivemos, se forem más, é como se tivéssemos morrido. Goethe disse: “Uma vida inútil é apenas uma morte prematura”. Uma existência sem princípios é como um barco com suas velas içadas, açoitado pelos ventos (e quanto ventos são esses) e sem um leme a determinar o seu curso e rumo.

Já tentei por diversas veses fazer uma lista desses princípios no afã de sempre tê-los diante de mim. Dei-me conta de que eles estão fincados na Bíblia, a Palavra de Deus. Creio que a Providência laborou em meu favor nesse sentido, já que se dependesse de mim essa lista, sendo eu de natureza corrompida, certamente seria eivada de equívocos, para dizer pouco. Assim desde a infância fui educado com base nesses princípios. Vejamos alguns deles (creio serem essenciais):

1. Crer e obedecer a Deus. A fé é um dom de Deus, mas precisamos exercitá-la com base na obediência. Afirmar que cremos em Deus e não obedecer seu imperativos é um grave erro. Lembrem-se que até os demônios crêem e tremem, (Tiago 2.19) mas neles só há rebeldia e insubordinação. Acredito que esse é o princípio principal, pois ele, inclusive, vai regular nossa compreensão sobre os demais.

2. Crer somente em Jesus como meu salvador e senhor. Bem, se a Bíblia é nosso único livro de regra, fé e prática, temos que adotar esse princípio porque nela essa verdade é clara, inquestionável e inegociável. Ela diz que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. (I Tm 2.5). Somente Cristo!

3. Crer que Deus tem seus planos, e ainda que eu tomemos nossas decisões e façamos nossas escolhas, a Providência irá cuidar para que tudo seja favorável a que esses planos sejam cumpridos à risca. Jó chegou a essa conclusão depois de uma experiência extraordinária. Ele disse: “Bem sei que tudo podes, e nenhum de teus planos pode ser frustrado”. (Jó 42.2) Não estou advogando aqui a libertinagem. Leia a carta de Judas e você entenderá esse ponto, pois ali essa questão é tratada com maestria. Lembre-se, querido leitor, do primeiro princípio acima, ou seja, crer e obedecer. Estes princípios (crer em Deus e obedecê-lo, crer em Cristo como único salvador e senhor e crer que Deus tem planos perfeitos e que serão plenos de êxito), entendo, são de vital importância, e veja que eu uso o termo vital, propositalmente.

Olhem o mundo ao redor e percebam claramente o quão essencial seria que todos os homens adotassem esses princípios para suas vidas. Se assim fosse nosso mundo seria melhor, porque é preciso saber viver, em todos os sentidos. É mesmo como disse Jesus: “E a vida eterna (no sentido qualitativo, principalmente) é esta: que Te conheçam (creiam de verdade) a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem tu enviaste” (João 17.3).
Lembrem-se...todos viveremos eternamente. A questão crucial é como e onde!

SE PODEMOS…FAÇAMOS….


“...mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas...”. (Atos 1.8). Nesta frase há duas palavras que chamam nossa atenção de uma forma singular e especial: poder e testemunha. No grego, poder é dínamos e testemunha é mártir.

Sobre a primeira me lembro de uma peça que era colocada na roda da bicicleta que, em contato com ela, enquanto se pedalava, girava fornecendo “energia” para ascender uma lanterna colocada no bagageiro de trás. A palavra dinamite também vem do termo grego “dynamus”. Quando acionada, a dinamite libera energia em forma de explosão.

Jesus disse que receberíamos o “dynamus”, ou seja, a energia que nos impulsionaria a sermos suas testemunhas. Vejam que para sermos testemunhas eficientes é preciso que tenhamos esse poder.

Ao lermos o livro de Atos dos Apóstolos encontramos esse poder para testemunhar ao observarmos a atitude de Pedro quando defende os cristãos que eram acusados de embriaguez. Ele repete essa façanha dentro do templo,e, mais sério, diante do sinédrio. É a mesma coragem que Estevão teve para enfrentar o mesmo sinédrio tendo se tonado o primeiro mártir do cristianismo (aqui o sentido do termo “mártir” tem a ver com alguém que morre por causa de seu testemunho).
Esse poder, essa energia, é para ser testemunha de Cristo. Testemunhar de Cristo é o mesmo que evangelizar, ou seja, proclamar as boas novas de salvação na pessoa de Cristo Jesus. Jesus disse “....sereis.minhas testemunhas...”. Testemunhar de Jesus não é o mesmo que fazer apologia dessa ou daquela instituição. Foi Jesus quem morreu na cruz para quitar a dívida do pecador. O cristão só vê sentido nos ensinos de Jesus porque foi alcançado por Sua cruz. Doutrina só tem sentido para pessoas que foram alcançadas pelo salvador Jesus. Admirar os ensinos de Jesus é algo que muitos podem fazer, mas só aquele que foi alcançado por sua cruz pode entender e praticar tais ensinos.

Li, recentemente, no Boletim da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo, a extraordinária história de Mr. Genor, um marinheiro australiano. Ela conta que em uma das crises de um de seus companheiros, um cristão, de quem ele sempre zombava, se aproximou dele e o conduziu até Jesus. Diz ele: - A minha vida foi transformada da noite para o dia. Eu estava tão grato que prometi a Jesus que daria testemunho d’Ele a, pelo menos, dez pessoas por dia. Fiz isso durante quarenta anos. Nos próximos quarenta anos ele cumpriu sua promessa a ponto de ter influenciado pelo menos 146.000 pessoas a buscarem o Senhor Jesus como Salvador e Senhor.
O evangelho, como se expressou Paulo, é o poder de Deus para salvação, tanto de judeus quanto de gregos. Não tenho nenhuma duvida de que hoje crescemos menos mais pela pusilanimidade dos crentes do que pela ferocidade do inimigo, mais pela inoperância dos crentes que não exercem o poder para testemunhar do que pelo poder do inferno em se contrapor à proclamação do evangelho. Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja quando essa proclamasse, sem temor e com ousadia, sua fé.

Realçamos que o tema de nossa Igreja para 2010, (e porque não dizer para sempre, por sua relevância) é Tendo Intrepidez Para Compartilhar Nossa Fé passa pelo assentimento intelectual, mas também pela responsabilidade da práxis. É preciso que arregacemos nossas mangas e compartilhemos com alegria a respeito de nossa fé em Jesus como nosso único e suficiente salvador. Na Bíblia lemos que os anjos anelaram pregar o evangelho, mas que Deus não lhes permitiu tal tarefa. Deus nos dá do seu Espírito e por meio do seu Espírito nos concede o poder para testemunhar. Se Ele nos concede poder, podemos e se podemos, arregacemos as mangas e façamos nossa parte.

O PODER DO AMOR E DA GRAÇA DE DEUS


O cristianismo se distingui de todas as demais religiões e é, sem sombra de dúvida, a única religião de fato e de verdade. A religião é tentativa de uma reaproximação do homem com Deus, mas iremos perceber que no caso do cristianismo ocorre o contrário, ou seja, ele é o ato Divino de reaproximação de Deus com o homem. Por isso, exclusivamente, o cristianismo é verdadeiro e único.

A sã teologia deve concordar que o homem é totalmente corrompido, e de tal maneira corrompido, que se tornou inábil em suas tentativas de reatar seu relacionamento com Deus. É por isso que observamos o surgimento de mais religiões que têm como motivação precípua voltar à comunhão com Deus.

Além de o homem ser totalmente corrompido, e por isso inábil em suas tentativas de reaproximação com Deus, há também que considerar que o problema do pecado precisa ser solucionado, coisa que o homem de per si não pode, também, fazer. Foi o pecado que causou a separação do homem de Deus. O pecado da desobediência precisa de satisfação, ou seja, precisa ser removido. Deus é amor, de fato, mas ele também é justiça, como já tivemos a oportunidade de observar em outro artigo. O homem não pode auto-justificar-se. Então aí vemos o quanto o cristianismo é incomparável, pois nele vemos o poder do amor e da graça de Deus.

No cristianismo vemos o poder do amor na encarnação do Verbo Divino. Para dizer em outras palavras; no cristianismo aprendemos que Deus assumiu nossa humanidade em Cristo e cumprindo toda a lei se tornou o único homem capaz de representar todos aqueles que crêem nele, lá naquela cruz. Você lê a esse respeito em João 3.16. Na encarnação do Verbo Divino temos a demonstração do mais puro amor de que temos notícia. Só o cristianismo fala do amor com tanta suficiência!

No cristianismo vemos o poder da graça de Deus na ressurreição de Cristo. Foi o poder da graça que removeu a pedra e tirou Cristo ressurreto daquele túmulo. Foi a graça, a maravilhosa e incomparável graça com seu poder que fez Cristo ressuscitar. Cristo nasceu, viveu, sofreu e morreu como qualquer homem, mas na sua ressurreição Deus mostrou que nem tudo estava perdido para quem crê.

Dois milagres; a encarnação do Verbo Divino e sua ressurreição são verdades que distinguem o cristianismo de todas as demais religiões. O cristianismo nasceu no coração de Deus e por isso ele proveu todos os recursos para que o mesmo fosse pleno de êxito. O mundo tremeu quando o Cristo expirou no calvário, mas a natureza toda se alegrou quando a pedra daquele túmulo foi removida e o Cristo Glorificado e Ressurreto saiu como Rei para continuar o seu Reinado que é sempiterno.

O cristianismo mostra sua distinção ao jungir justiça e graça, encarnação e ressurreição. Não dá mesmo para comparar.

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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