quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

OS SOFRIMENTOS DA VIDA


“Creio do fundo de minha alma e sinto em minha consciência que,
se o homem pudesse viver neste mundo isento de todo sofrimento,
acabaria por se embrutecer”.

 Joseph De Maistre

Agostinho, bispo de Hipona disse certa vez: “Deus só teve um filho que não pecou, mas nenhum que não tenha sofrido”. O sofrimento faz parte da realidade humana. Não querer sofrer já é em si um sofrimento se considerarmos a grande frustração que acometerá aquele que nutrir tal esperança em seu coração.


Por que sofremos? Qual a origem, ou origens do sofrimento? Se Deus é bom por que então não nos poupa de sofrer nesta vida aqui? Ora, quem de nós ainda não questionou assim?

Nossa intenção, ao escrever este capítulo, é levar você a raciocinar de uma forma mais sensata sobre esta questão do sofrimento ou sofrimentos. Esperamos que você não sofra ao lê-la, se nos permite o humor numa hora como essa.

Os sofrimentos têm, basicamente, três origens. Em primeiro lugar devemos entender que sofremos muitas vezes simplesmente por que deixamos de observar determinados preceitos divinos. Quando desobedecemos a Deus, em qualquer área de nossa vida, o sofrimento virá, estejamos certos disso. O apóstolo Pedro escreveu: “Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócio de outrem;...”. I Pedro 4.15

Mas o sofrimento também muitas vezes nos acomete sem que sejamos responsáveis por ele. Ninguém quer sofrer determinadas doenças, mas elas vêem e nos adoecem causando dor e tristeza. Quem de nós pode, com segurança, afirmar que está livre de uma doença terminal? A resposta óbvia é...ninguém. Quem de nós pode evitar um desagravo, uma ofensa, um ato de crueldade e violência, uma perda de um ente querido? A resposta aqui também é óbvia...ninguém. O sofrimento, nesse caso, faz parte da realidade humana e, quer sejamos cristãos na mais profunda acepção do termo, ou não, ninguém, absolutamente ninguém, está livre dessas experiências. Vivemos em um mundo que sofre, direta e indiretamente, os resultados da desobediência dos nossos primeiros pais (Adão e Eva). (Romanos 8.18-25)
  
Em terceiro lugar, o sofrimento também é real quando testemunhamos com eficácia, quando nossa vida é santa e reta. É claro que uma pessoa justa, santa, honesta, piedosa, cristã, sofre num mundo onde sobejam os atos de injustiça, pecados multiformes, desonestidade explícita, impiedades em todos os níveis. E quando seu testemunho é claro como a luz do sol ao meio dia, sua vida é uma denúncia contra o pecado em todas as suas modalidades. Por isso sofre; por ser perseguido e excluído. Como disse Pedro: "Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus”. I Pedro 4.14.

Nestas nossas considerações sobre os sofrimentos, é bom que ressaltemos que quer seja por um motivo ou por outro, Deus espera que cada um de nós corra para Ele: que nos apeguemos a ele assim como fez Davi, Ana, Jó, Paulo e tantos outros homens e mulheres que se tornaram notáveis porque souberam enfrentar as vicissitudes desta vida aqui, sem nunca terem negado sua fé no Deus dos impossíveis.

Nunca se esqueça de que as provas mais difíceis são reservadas para os melhores atletas e as batalhas mais duras para os melhores soldados, como concluiu Paulo ao dizer: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”, II Timóteo 4.7.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ONDE ESTÁ O SENSO DO DEVER?

Assisti, recentemente, um documentário sobre o Dia D, 06.06.1944, quando as tropas aliadas desembarcaram na França dando início à ofensiva que colocaria um final na Segunda Grande Guerra que ceifou nada mais, nada menos, do que 50.000.000 de vidas.

Emocionei-me em ver com que bravura e espírito obstinado os soldados aliados continuavam desembarcando nas praias chamadas de Utah, Omaha, por exemplo. Mesmo vendo seus companheiros, jovens em média com 21 anos de idade, caindo mortos, ou sériamente feridos dos balaços desferidos pelos soldados alemães bem guardados e protegidos, eles continuavam em frente. Muitos soldados foram poupados porque faltou munição aos soldados alemães.

Por fim a França foi libertada! Os alemães foram expulsos. Não sem custo. O preço foi de muitas, incontáveis vidas que se foram, outros que voltaram mutilados para casa e outros que irão carregar em sua memória, até descansarem pela morte, as cenas, os sons de tudo aquilo pelo que tiveram que passar em busca da vitória contra o nazismo do louco Hitler.

Era manhã do dia seis de junho e o tempo no Canal da Mancha havia dado uma trégua, mas ainda não era o tempo ideal para uma invasão. Mesmo assim, aproveitando uma janela no tempo e na tempestade, aqueles jovens soldados desembarcaram em uma manhã cinzenta, inesquecível, mesmo para mim que só nasci dez anos depois.

Nesse documentário ouvi o depoimento de um soldado alemão que depois de alguns anos conheceu um soldado aliado. O soldado alemão disse que eles rezavam durante aquele entrevero. O soldado aliado disse o mesmo. Então concluíram, chocosamente: "rezávamos e nos matávamos". O senso do dever contra a própria consciência.

Falta a muitos cristãos, hoje, esse senso do dever.

Hoje vivemos dias nos quais queremos ganhar guerras sem batalhas.

Queremos subir a escada do sucesso sem os degraus do sacrifício.

Queremos o êxito sem suor.

Queremos conhecimento e sabedoria sem leitura.

Queremos a riqueza sem responsabilidade.

Queremos Deus, sem compromisso.

A vida cristã, é uma constante luta contra os valores deturpados da sociedade que nos rodeia e é bom que se saiba que não há como mesclar esses valores. A Igreja não é apenas diferente do mundo. Igreja e mundo se opõem, são inimigos. O Senhor e General da Igreja é Cristo, o comandante deste mundo é Satanás. Nessa luta muitos caem feridos, ou mesmo morrem, como morreram os três missionários recentemente na Turquia, ou aqueles que morreram na Indonésia e outros que continuam morrendo porque são do Exército de Cristo, Soldados de Deus nas prisões da Coréia do Norte, por exemplo.

Então eu fico observando o exército de soldados de Deus aqui no Brasil.

Fico observando o tipo de cristianismo que nós presbiterianos (para falar da minha denominação) esboçamos e me entristeço em ver como levamos esse combate tão pouco a sério. Fico imensamente triste ao ver soldados que perderam o senso do dever com a Igreja de Cristo na Escola Bíblica Dominical, nos Cultos Vespertinos, nas reuniões das Sociedades Internas e dos Departamentos e assim por diante. Fico triste ao ver que damos a Deus o que sobra.

Outro dia perguntei a um membro de Igreja porque ele não estava vindo aos Cultos. Ele me respondeu: - Pô Pastor, estou de férias. Então eu lhe disse: - Você faz parecer que frequentar a Igreja durante onze meses é um peso, um fardo e que você precisa de um mês para descansar disso. Quero dizer a você que eu como Pastor, mesmo nas minhas férias, vou à Igreja todos os domingos. Isso não me pesa na alma, pelo contrário, isso sustenta minha alma, fortalece meu coração.

Não se tem perdido só o prazer.......tem-se perdido, também, o senso do dever. Lamentavelmente!


Ainda bem que aqueles soldados continuaram desembarcando. O mundo foi libertado das amarras do facismo de Mussolini e do nazismo de Hitler. Ainda bem que o senso do dever foi maior do que a consciência, do que o medo e do que a própria morte.


O TEMOR DO SENHOR

Temer a Deus.

Eis um sábio princípio para o ano de 2011 e todos os anos de vida que Deus nos conceder. "Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor..." (Salmo 128.1a).

Vivemos em dias nos quais os homens tem se esquecido de Deus. Eles têm vivido como se Deus não existisse. Há aqueles que falam de Deus, mas falam de forma tão irresponsável que só posso concluir que o fazem apenas para manter um certo status, pois suas opiniões sobre Deus estão tão distantes da Palavra de Deus que parecem que não consideram que terão que prestar contas daquilo que dizem a respeito do Eterno.

Certa vez ouvi uma ilustração interessante. Nela conta-se que os cientistas, orgulhosos de suas conquistas chegaram à conclusão de que não precisavam mais de Deus. Quem sabe, raciocinaram, o melhor mesmo seria deixar Deus cuidando de uma outra criação, porque esta aqui já andava por suas próprias pernas.

Assim nomearam o mais antigo dos cientistas, o mais experiente, para fazer esse comunicado a Deus. O cientista foi recebido e comunicou a decisão. Deus então propôs um teste no qual provaria que eles estavam redondamente errados. Disse Ele: - Vocês aceitam um teste? O cientista, cheio de soberba, anuiu. Então foi-lhe proposto que criasse um homem, como Ele o fizera no princípio de todas as coisas. O homem então preparou o barro, fez uma escultura com ele, ligou alguns eletrodos e deu vida ao homem em forma de barro. Houve silêncio, os anjos todos olharam para o Trono e o cientista, limpando suas mãos pensava consigo mesmo: "Pronto, agora Ele deve estar convencido". O Senhor de tudo e de todos então disse: - Está faltando um detalhe, meu caro cientista. Faça o barro antes. E do nada, por favor. O cientista, estarrecido, desculpou-se e voltou para seu insignificante laboratório, ciente de que Deus ainda era indispensável.

Outro dia li muitos artigos sobre o evolucionismo. Tentei me distanciar de meus pressupostos criacionistas, o que foi impossível, mas confesso que tentei. Sai mais convencido e fortalecido de que o evolucionismo é um ardil do inimigo de nossas almas. Darwin que me perdoe o juízo, mas ele deveria ter notado na complexidade da criação que é impossível concebê-la de forma casual. O homem sempre tentou alixar Deus de suas considerações. O iluminismo tentou, mas está provado que foi um lamentável erro.

Deixar de considerar Deus é um grave equívoco e um lamentável erro. Temê-lo, por outro lado, é o princípio da sabedoria.

Não há maior prazer e alegria do que nutrir no coração a fé de que existe um Deus que tudo vê (Provérbios 15.3), que controla todos os eventos e que irá manifestar-se glorioso. Tudo está em Suas mãos, nosso futuro lhe pertence. (Salmo 24)

Crer em um Deus soberano, com todas as implicações que isso representa, traz ao coração do fiel, uma certa sensação de segurança, paz e tranquilidade como podemos ver expressos nas palavras do Salmo 131.

Crer em um Deus soberano, com todas as implicações que isso representa, faz com que aprendamos uma das mais difíceis lições da vida - esperar. (Salmo 40)

Crer em um Deus soberano, com todas as implicações que isso acarreta, faz com que evitemos o erro lamentável da murmuração. (I Cor. 10.1-13)

Crer em um Deus soberano, com todas as implicações decorrentes, faz com que sejamos adoradores mais fervorosos e crentes mais cuidadosos. (Romanos 12)

TEMER A DEUS. Eis o antídoto para a auto-suficiência e o orgulho. Ele nos faz sábios em tempos de tantos loucos e de tanta loucura.

"Deus, tu que és Soberano, que conheces todas as coisas e possibilidades, olha esse pequeno ser que sou, mas a quem amas-te de forma singular, e faz brotar em meu coração esse Temor por Ti, de tal maneira que minha vida reflita essa sabedoria, no que penso, falo e faço e Tua Glória seja manifesta em minha existência e vida. Em nome de Teu Filho, meu Amado Redentor, Cristo Jesus, o Senhor".



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Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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