quinta-feira, 28 de abril de 2011

Pastor RICARDO GONDIM concede entrevista a Gerson Freitas da Carta Capital

( Minhas considerações em azul, negritado e itálico).
O que teria acontecido com esse Pastor? Quais são as lutas pelas quais ele tem passado a ponto de se desviar tanto das Escrituras? Não o critico pelo seu estilo de vida. Seria leviano, pois não o conheço.

Minhas considerações são fundamentadas em suas considerações feitas ao Sr. Gerson nessa entrevista que ele concede.

“Deus nos livre de um Brasil evangélico”. Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais. Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir:

CartaCapital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento?

Ricardo Gondim: Sim, mesmo porque, é notório o crescimento do número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro.

Quem são os evangélicos a quem o Gondim se refere? É notório o crescimento de comunidades catalogadas como evangélicas como Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus, Renascer em Cristo, Deus é Amor, Mundial do Poder de Deus, e outras do mesmo jaez. Mas, falando francamente, quem em sã consciência considera esses grupos realmente evangélicos, protestantes?

Se ele está falando dos grupos citados em minhas considerações devo dizer que eles não se deixam influenciar. Na verdade esses grupos são sincretistas porque querem agradar gregos e troianos. Eles é que influenciam uma classe de pessoas, em sua massacrante maioria, de classe média baixa e de um nível intelectual e cultural sofrível. São pessoas que passam por sérios problemas de assentamento social. Com exceção da tal Igreja Renascer em Cristo que se tornou um modelo diferente por conta da boa visão mercadológica do seu fundador, o Estevam Hernandez, as demais comunidades citadas têm como adeptos gente sem muitas condições de julgamento da realidade. Lamento, mas essa é uma triste verdade.

O que ele quer dizer por “rigor doutrinário”? O que ele quer dizer por “valores típicos de pequenos grupos”? Perfil religioso? Que perfil é esse?

CC: Como o senhor define esse perfil?

RG: extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos moldes do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhes assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.

Ah! Sim. O perfil é esse: ecletismo e ecumenismo. Mas se ele não deixar claro de quem ele está falando (suponho que se refere aos grupos por mim citados) vai ser difícil digerir suas palavras. Todavia se ele se refere aos tais grupos, é verdade; são mesmo ecléticos e ecumênicos. E digo mais, são extremamente criativos, diga-se de passagem, mal criativos.

É mesmo verdade e temos que admitir que o sincretismo desses grupos chamados “evangélicos” é terrível. A matemática deles, (na verdade aritmética) é inteligente. Quanto mais pessoas reúnem, se torna mais fácil manipular e induzir alguns “fenômenos” que eles rapidamente contabilizam à divindade. Por isso chamam qualquer um de “irmão” de “irmã”, convocam agrupamentos, lotam estádios, praças. E a coleta das ofertas os enriquecem. São empresários. É como disse alguém, não sei quem: “Pequenas Igrejas Grandes Negócios”. Só que já não são mais pequenas Igrejas e sim enormes agrupamentos com força política que não se deve substimar.

E eles são criativos ao extremo. Coreografia, música, passeatas (Marcha Para Jesus, por exemplo). Tudo isso faz parte do jogos de cena, todo mise-en-scéne, dos quais são craques e marqueteiros.

Os grupos tendem a perder a força com o passar do tempo. A Universal do Reino de Deus já não tem a mesma força que teve há dez anos. A bola da vez agora é a Mundial do Poder de Deus. Até viver sua experiência de declínio, de queda, cedendo espaço para outro grupo com um líder que apresente alguns trejeitos diferentes, um discurso mais adequado ao momento (como disse Paulo a Timóteo, gente que diz aquilo que o povo quer ouvir e não o que precisa ouvir).

Mas não concordo com Gondim quando ele diz que esses grupos têm escolhido temas como aborto, homossexualidade e crescimento da influência do islamismo no mundo. Uma prova de seu equívoco é o fato de que a Igreja Católica tem se pronunciado muito mais dura e incisivamente contra aborto e homossexualidade do que muitos segmentos dentro do protestantismo nacional.

E permita-me dizer que aborto e homossexualismo devem ser combatidos com abnegação. A Bíblia é clara quando trata da questão da vida e da sexualidade. Se a excluirmos no momento da discussão desses tópicos, então perdemos o referencial e caímos no mundo do relativismo. Se isso acontecer, a tragédia está à vista, com a mais absoluta certeza.

Quanto ao islamismo, é só fazer uma visitinha aos países onde o Islã domina e pronunciar-se como cristão. Quem conhece o Islã sabe muito bem que a estratégia deles é destruir o cristianismo, muito mais do que criar um mundo muçulmano. Eles dizem que a Trindade é composta de Deus Pai, Maria e Jesus. No entendimento deles, Deus engravidou Maria e essa gerou Jesus. Veja o que o Islã diz a respeito de Jesus. Estudemos o Islã a fundo e veremos que eles tem estratégia para assumir o mundo. Na Europa onde o mundo cristão caiu na escuridão ao abandonar a Bíblia como livro sagrado, foi fácil colocar qualquer outra coisa como o Alcorão, por exemplo. Na Espanha, por exemplo, Maria tem mais espaço na liturgia do que o próprio Cristo. É a ditadura da ignorância.

Em um estado laico, como o brasileiro e onde você pode se expressar religiosamente da maneira que quiser, desde que não infrinja as leis do estado, tanto cristãos quanto muçulmanos podem coexistir e coabitar.

Gondim devia deixar claro o que ele quer dizer quando afirma: “No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes”.

De que conservadorismo ele está falando? De quem ele está falando? Onde é que há relaxamento? E que aberrações éticas são essas de que fala?

CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?

RG: Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o Presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da Igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, é o de facilitar a expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.

Sinceramente. Por que será que ele não diz quem são os evangélicos aos quais se refere. Eu sou evangélico, e o que ele diz não me diz respeito. Por Deus, que projeto é esse que impõe espiritualidade, cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico?

Ele diz que precisamos de diversidade cultural e religiosa. Mas o Brasil tem disso de sobra. Será que ele quer mais?

Minha denominação, a Igreja onde sirvo a Deus e ao meu Redentor, como instrumento do Espírito Santo, imerecedor e indigno somo sou, não tem nenhuma pretensão de fazer Presidente da República. Ele diz que isso fica mais evidente na Igreja Universal do Reino de Deus. Mas sinceramente, será, mesmo?

Falando francamente; essas comunidades não precisam de que membros delas se tornem Senadores ou mesmo Deputados Federais para que possam se expandir mais ainda. Como já disse essas comunidades são criativas e se desenvolveram bem dentro do marketing para crescer, ocupar espaço sem precisar de políticos no Senado ou Congresso Nacional. Na verdade essas comunidades deveriam era permitir que os atuais políticos corruptos e que não ligam para a saúde e a educação se perpetuassem no poder porque o resultado seria um povo ignorante e assim mais fácil de ser manipulado.

CC: O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?

RG: O movimento brasileiro é filho do fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seu american way life de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das principais. As lideranças daqui lêem basicamente os autores norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial, o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência prestadora de serviços religiosos, de cura, libertação, prosperidade financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos, a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é a de que Deus abre portos de emprego para os fiéis. Eu ensino minha comunidade a se desvincular dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?

Quanto a essas colocações entendo que Gondim tem certa parcela de razão. Mas aqui também bato na tecla de que ele deveria dizer que evangélicos norte-americanos são esses que influenciam os “evangélicos” aqui no Brasil.

É lamentável que ele não dê nome aos bois. Na verdade ele parece, (só parece) que coloca todos os evangélicos no mesmo tacho, excluindo a ele, é óbvio. Ele, por exemplo, diz que em sua comunidade quando alguém ouve dizer que um político arrumou emprego para um apadrinhado todos se revoltam e perguntam: Por que seria diferente com Deus?

CC: O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.

RG: Uma igreja que, para se sustentar, precisa de campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico, transcendental, estão a minha mensagem está fragilizada.

Bem, ele não dá nomes aos bois, mas quando fala de campanhas mirabolantes, discurso histriônico (vil), promessas absurdas, certamente não se refere a cristãos de verdade, a evangélicos de verdade. Tudo que ele diz nessa resposta aqui, tem a ver com as comunidades que citei em minhas considerações iniciais da primeira resposta de Gondim.

CC: Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?

RG: Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez mais dos que estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os sentidos, ao Tea Party, à guerra.

CC: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?

RG: Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou com a heterossexualidade.

Aqui eu fiquei atônito. Tenho mais perguntas para fazer ao Gondim e a quem me lê: O que Gondim entende por união civil homossexual? Seria possível uma união civil homossexual sem sexo, ou para dizer de uma maneira mais cômica, sem fazer aquilo? Não sou contra dois homens ou duas mulheres morarem no mesmo domicílio, comer na mesma mesa, dormir na mesma cama (vejam eu escrevi dormir), construir um patrimônio juntos, terem respeito e consideração mútuas, e que se um deles morrer, o outro deve ficar com a herança. Nada mais justo. Mas eu sou totalmente contra se chamarmos isso de união civil homossexual, porque para mim homossexualidade só tem sentido se houver relacionamento sexual, senão poderíamos simplesmente chamar, que me permitam o neologismo, de homorelacionamento.

O que os homossexuais querem não é o reconhecimento de sua união civil, mas sim o reconhecimento de seu relacionamento sexual, e sinceramente, com isso eu não posso concordar. Não posso concordar que dois homens se tratem como casal e nem duas mulheres façam o mesmo. Para mim isso é aberração, é pecado, abominação. Fundamento meu entendimento a esse respeito na Bíblia Sagrada, portanto sou contra o reconhecimento dessa união civil.

Sou contra a prática homossexual, mas não saio por ai dando pauladas em homossexuais e nem agredindo verbalmente a quem quer que pratique isso. Sou contra esses imbecis que atacam e agridem homossexuais. Ninguém está livre de ter em sua família alguém homossexual.

Mas sou contra, também, a forma violenta com que tentam calar minha voz quando quero dar minha opinião a esse respeito. Sou contra a violência estética que vejo em algumas avenidas onde alguns transexuais (homens vestidos de mulher), que mais parecem monstros com seus corpos mutilados pelo silicone e com suas roupas mínimas causam ao meu senso de pudor e de santidade.

Gondim é estupidamente ingênuo ao dar a entender que existem relações homossexuais pudicas e sem prosmicuidade. Sim, é estupides e ingenuidade, mesmo.

CC: O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?

RG: Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.

Neste trecho então ele ganha nota dez em falta se sobriedade. Onde está a Bíblia do Gondim? Um Deus que não é Onipotente é o quê? O próprio conceito da divindade pressupõe Onipotência. Um Deus que criou tudo do nada é impotente? Ora onde Gondim estudou? Será que ele nunca teve aulas de hamartiologia (Doutrina do Pecado)? Favela, córrego poluído, tragédia, guerra....Ah! Tudo isso só ocorre porque Deus não se envolve na história humana. O Deísmo burro. Eu diria a ele que se Deus deixasse tudo mesmo ao sabor das nossas decisões o mundo não mais existiria. Gondim deveria ler mais a Bíblia em oração e com os joelhos no chão. Se Deus não é todo-poderoso, porque a Bíblia se refere a Ele como El-Shadday?

Prefiro uma concepção infantilizadora da vida a uma concepção de um Deus humano e impotente onde não posso depositar esperança.

CC: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.

RG: Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.

Senhor dos anéis! Será que ele concorda com os autores aos quais ele se refere? Parece-me que sim.

Agora a Europa virou paradigma porque as Igrejas estão vazias. Será que esvaziar igrejas fazia parte dos pacotes de objetivos do protestantismo na Europa? Igrejas vazias lá na Europa fizeram dos cidadãos europeus mais cidadão? Eu não sei de onde Gondim tirou essa idéia.

Considerações finais:

O posicionamento humanista, arminiano, deísta, universalista de Gondim não é nada novo. Outros sucumbiram ao apelo da alma caída. Também não entendo ser tarefa fácil conciliar a Soberania de Deus com a Responsabilidade Humana. Não é fácil entender os atributos de Deus e olharmos ao mesmo tempo para a realidade do mundo em que vivemos. Entretanto, se cremos que a Bíblia é a Palavra infalível, inerrante e inspirada, de Deus, se cremos que ela é a nossa única regra de vida, fé e prática, então precisamos ser mais humildes e não cair na desgraça de tentar adequar Deus ao nosso entendimento. Isso implicará em humanizar o divino e quando isso acontece, estamos a um passo de divinizar o humano.

Se tirarmos a Bíblia de nossas mãos e passarmos a tratá-la como um livro e literatura apenas, nos deixaremos seduzir pelo relativismo tão em voga nesses tempos pós-modernos.

Lamento esse posicionamento do Gondim e creio que ele deveria deixar mais claro quem são esses “evangélicos” de quem fala, e também passe a olhar mais para o Deus da Bíblia,  pois ao que parece, deve ter esquecido ou nunca conheceu de verdade.

Rev. Mauro Sergio Aiello

quarta-feira, 20 de abril de 2011

OVO OU PÃO? EU PREFIRO PÃO E OVO!

 Eu como ovo de "Páscoa". Na verdade nem eu e ninguém come esse ovo. Nós comemos mesmo é ovo de chocolate na época em que se comemora a ressurreição de Jesus. Mas eu sei o que é Páscoa e sei muito bem no que consiste o fato e a verdade da ressurreição do meu Redentor. E você, o que sabe a respeito?

O cristão não comemora a Páscoa. Já me pronunciei a esse respeito em outras ocasiões. Todo cristão bem informado (porque há cristãos mal informados sim senhor) sabe que o povo de Deus, Israel, ficou cativo no Egito mais de quatrocentos anos.

Muitos hebreus nasceram, viveram, procriaram e morreram no Egito e como escravos. Que situação terrível não? Os Faraós, que eram os reis Egípcios, tinham prazer em fazer o povo de Deus sofrer sob o chicote do feitor. Deve ser horrível viver em uma terra que você não pode chamar de minha pátria. Deve ser horrível não ter direito à propriedade e ser estrangeiro em terra estranha. Muitos descendentes de Jacó (Israel) deviam se perguntar sobre a razão de tal situação e o clamor por libertação devia ser constante.

Deus, então, em Seu tempo, comissionou Moisés para ser seu representante perante o povo (um tipo de profeta) e também para representar o povo diante Dele (um tipo de sacerdote). O chamado deste homem, que se deu quando ele tinha oitenta anos era específico, ou seja, ele deveria liderar o povo de Israel em sua saída do Egito e em sua jornada até a Terra Prometida, Canaã. Moisés relutou, mas aceitou a incumbência e tarefa que Deus lhe confiara.

O Faraó foi duro na queda. Ele não queria permitir que o povo de Israel (mão de obra gratuita) saísse do Egito. Deus então enviou nove pragas. Mas o Faraó resistiu. Todavia, o mais duro golpe contra o Egito, desferido por Deus, foi a décima praga – a morte dos primogênitos. Deus disse que iria passar (Pesha - Páscoa) pelo Egito e mataria todos os primogênitos, desde humanos até animais, mas nenhum israelita ou mesmo qualquer um dos seus animais seriam afetados. Deus ordenou que na casa dos israelitas fosse observado certo rito que incluía a escolha de um cordeiro (ovelha ou cabrito novo) para cada família e se a família fosse pequena poderia convidar seu vizinho mais próximo. O animal escolhido não poderia aparentar nenhum defeito nem por dentro e nem por fora e ser macho de um ano. Esse animal deveria ficar sob a guarda da família nos primeiros quatorze dias do primeiro mês do ano (Abibe). No décimo quarto dia, então, o animal deveria ser imolado, o seu sangue aspergido em ambas as ombreiras e na verga da porta. Os israelitas deveriam assá-lo e comê-lo com pães asmos (sem fermento) e ervas amargas. Deveriam comer a cabeça, as pernas e fressura (traquéia, pulmões, coração e fígado). Se houvesse sobra deveria ser queimada. Deveriam comer com lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. (assim como se estivem prontos para sair – como foi o caso). Então, com a mortandade dos primogênitos, inclusive de sua própria casa, o Faraó do Egito permitiu a saída dos Israelitas.

Qualquer ser humano, seja de que nacionalidade for, à semelhança daqueles israelitas, nasce escravo do pecado, subjugado não ao Faraó, mas morto em seus delitos e pecados e subjugado à vontade da carne, do mundo e do Diabo. Em seu coração há um clamor por libertação. Então Deus, escrevendo a história da nossa redenção, mais uma vez intervém. Ele envia Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29), sacrifica-o fazendo seu sangue inocente, aspergir o madeiro. O Cordeiro de Deus morre, mas no terceiro dia, sob o poder de Deus ele ressuscita dentre os mortos. Jesus vence a morte em todos os sentidos, quebra os grilhões, liberta a todo aquele que nele crê. (João 8.32)

É isso que nós cristãos comemoramos. Comemoramos a ressurreição de Jesus, porque assim como ele ressuscitou nós também ressuscitamos espiritualmente e nascemos de novo, assim como Ele ressuscitou, nós também ressuscitaremos no último dia quando o mesmo poderoso Deus enviar Jesus seu filho e recriar novo céu e nova terra lugar de nossa eterna habitação.

Bem, quem assim crê pode comer o ovo da páscoa, que retrata um mito, porque é gostoso, mas vibra na alma porque sabe que a verdade é Jesus o pão que desceu do céu e que realmente satisfaz.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

É MESMO FALTA DE DEUS E PRONTO.....

Um louco entrou na escola e atirando com seu revolver tirou a vida de 12 adolescentes (há outros em estado grave). Chocante! Parece que estamos vivendo no primeiro mundo porque coisas como essa só víamos acontecer nos Estados Unidos da América. Agora um tal de Wellington (não sei porque, mas acho que tenho a impressão que sempre que eu ouvir esse nome vou me lembrar desse episódio) resolveu americanizar o Brasil.

Deixando essa questão de lado, não se falava de outra coisa no rádio ou mesmo na televisão. Não faltaram as famosas entrevistas dos psícólogos. Ouvi uma entrevista da irmã do tal atirador (percebe que eu reluto em escrever o nome?) na qual ela dizia que ele era quieto, ficava no computador o dia inteiro e que era bastante "estranho".

Um dos entrevistados falou a respeito da carta (estranha carta) do homicida. Uma carta escrita para instruir a respeito do seu sepultamento e o destino que deveria ser dado aos seus pertences. A carta tem um teor de radicalismo religioso, mas mesmo não sendo um psicólogo ou psiquiatra deu para perceber que o tal atirador era desequilibrado, ou para dizer de uma forma mais popular, não batia bem da cabeça.

Independentemente dessas coisas, o que nos ocorre quando nos vemos diante de um quadro desse é: o que poderíamos fazer para evitar uma tragédia como essa? Quais seriam os mecanismos que, sendo utilizados seriam fortes o suficiente para que um episódio como esse não se repetisse?

Não me sai da cabeça aquele episódio lamentável de um menino de 11 anos apenas, que foi morto com um tiro de um revolver calibre 38 já que o menino que disparou o tiro tinha acesso à essa arma que pertencia a seu pai e a levou à escola. Se houvesse um meio de impedir que armas entrassem em escolas tanto um quanto o outro caso não teria acontecido. Os bancos tem aquelas porta malucas que parecem dificultar a entrada de pessoas armadas. Bem, parece, porque eu me pergunto, como é que acontecem os famosos assaltos a banco?

Fico imaginando que a mídia é culpada. Vocês já viram a quantidade de filmes violentos que passam nos cinemas e na televisão? E o que dizer daqueles joguinhos em que o cara sai dando tiro para todo lado e fazendo jorrar sangue para todo lugar? Talvez se diminuíssimos a quantidade de filmes violentos e impedíssemos a edição de jogos de violência em computador e dos tais vídeo-games poderíamos diminuir a gana de certas pessoas fracas da cabeça e que se deixam seduzir por esse tipo de coisa. Mas sinceramente, mesmo sendo simpático a essas medidas, creio que elas não erradicariam o problema. Uma pessoa que se deixa seduzir por esse tipo de filme e esse tipo de "joguinho" já mostra uma certa patologia instalada. Essa é a minha opinião.

Lembro-me de que houve um plebiscito que consultou o povo brasileiro sobre o desarmamento no Brasil. A Wikipédia registrou o resultado desse referendo da seguinte maneira: O referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições, ocorrido no Brasil a 23 de outubro de 2005, não permitiu que o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10826 de 23 de dezembro de 2003) entrasse em vigor. Tal artigo apresentava a seguinte redação: "art. 35 - É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei". Aí fiquei, diante do episódio do bairro do Realengo no Rio de Janeiro, pensando: será que se impedíssemos a comercialização de armas não teríamos de alguma forma impedido que esse maluco fizesse o que fez? Mas a resposta a essa pergunta também é difícil de responder.

É como diz o ditado popular: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Diante de um quadro de dor como esse de Realengo ou como aquele no Condado de Jefferson, Colorado, Estados Unidos, no Instituto Columbine, onde os estudantes Eric Harris (apelido ReB), de 18 anos, e Dylan Klebold (apelido VoDkA), de 17 anos, atiraram em vários colegas e professores, ficamos boquiabertos e aparentemente impotentes. Medidas e providencias são tomadas, mas sempre nos deparamos com eventos extremamente dolorosos como esses.

Olhamos com espanto para esses acontecimentos e somos levados pelos campos da Filosofia, mas não encontramos nenhuma resposta que nos satisfaça. O sociólogo dá sua opinião e, a despeito de algumas considerações interessantes, também não conseguem responder e aplacar nossa gana com uma resposta adequada. A Psicologia é aparentemente boa para diagnosticar, mas é pobre, muito pobre a meu ver, quando se trata de propor terapias. As vezes acerta em cheio, mas a psicologia dá cada bola fora, vide o laudo que quase permite que o tal do Champinha voltasse para as ruas depois de matar com requintes de crueldade os adolescentes  Felipe Silva Caffé e Liana Bei Friedenbach. Sinceramente, o Champinha é um monstro que deve se dar por satisfeito porque no Brasil  a reclusão é garantida pelos impostos recolhidos de trabalhadores honestos e dignos como é o caso dos pais de Felipe e de Liana.

Então vamos à Teologia, tentar encontrar um parecer que satisfaça. Já sei que irão me acusar de simplista, de fanático, de radical ou mesmo de aproveitar um momento como esse para expor minha teorias bíblicas tolas e ultrapassadas. Podem me rotular, mas sinceramente um indivíduo que teme a Deus, não escreveria uma carta tão idiota como aquela e nem faria o que fez. O temor do Senhor é que nos faz sábios para viver em qualquer século e enfrentar as mais difíceis circunstâncias da vida. Se aquele estudante de medicina que entrou em uma sala de cinema de um shopping e atirou com uma metralhadora matando pessoas que estavam ali, aparentemente seguras assistindo um filme, realmente tivesse um relacionamento sadio como Deus, jamais seria responsável por ato tão bárbaro.

Alguns críticos de plantão vão falar das cruzadas e da mortande perpretada por esse movimento, mas sinceramente quem faz tal alegação não conhece o Deus que eu conheço, ou seja, o Deus que se revela na Bíblia. Muito bem, já sei que muitos irão condenar meu biblicismo, que irão dizer que a Bíblia é mais um livro de religião dentre tantos que existe por aí. À esses que taís alegações fazem eu digo que devem ler esse livro para constatarem que não se trata de um livro qualquer. A Bíblia apresenta um Deus que é amor, mas que prima por justiça, e que também não economiza em misericórdia. A Bíblia fala de um Deus que é Deus e não um ser divinizado pelo homem. Esse Deus habitando com seus princípios os corações de homens e mulheres, muda de fato o curso da história de indivíduos e de sociedades. Deus não estava no coração de "Wellington" na manhã do dia 07.04.2011 lá no bairro do Realengo, com a mais absoluta certeza, apesar de ter citado Jesus em sua tresloucada carta.

Assim resta-me dizer que mais do que seguranças, desarmamento, uma boa plataforma educacional, uma sociedade que prime pela melhor distribuição de rendas e que ofereça igualdade de condições na disputa pelo espaço acadêmico ou pela fatia do mercado de trabalho, mais do que tudo isso esse mundo precisa de Deus. O Salmista escreveu: "Se o senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela". Ou seja, façam tudo que estiver ao seu alcance, mas não sejam autosuficientes ao ponto de pensar que essas coisas bastem. È preciso que Deus seja configurado, considerado, temido. É preciso que Deus esteja em cada casa determinado a agenda da família, porque se não a casa vai mal e a opção é ficar diante de um aparelho de televisão, jogando joguinhos no vídeo-game ou mesmo invadindo o espaço internético que oferece muitas coisas boas mas que está cheio de lixo, também.

Sem Deus em casa não há interesse no bem estar do outro. O que funciona é a máxima: "Cada um com seus problemas", ou "Você para mim é problema teu". Sem Deus esse mundo se torna pior do que odioso, ele se torna indiferente. Sem Deus esse mundo perde o encanto e a graça. Sem Deus esse mundo não tem sentido porque vivemos por viver, sem saber de onde viemos, por que estamos aqui e para onde vamos depois daqui, se é que há "depois daqui". Sem Deus somos seduzidos por nossos próprios recursos e nos deixamos possuir pelo orgulho e soberba diante do menor sucesso obtido, afinal de contas Deus não existe e não teve nada a ver com isso.

Sem Deus esse mundo se torna uma escola qualquer onde eu ou você podemos entrar, sacar uma arma e atirando tirar vidas preciosas de filhos e filhas traumatizando pais, avós, irmãos, irmãos.....Ah! Ok! Você vai dizer que não crê em Deus mas não faria isso que esse louco fez. Será mesmo? Você tem certeza disso? A mesma velha Bíblia diz que "..enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?". (Jeremias 17.9) Tenho visto e ouvido pessoas cometerem torpezas como a desse jovem e depois não saberem explicar porque agiram como agiram. E quando pessoas próximas desse tipo de gente é entrevistada elas dizem que jamais poderiam imaginar que aquela pessoa fosse capaz de agir como agiu.

Sem Deus esse mundo é doente e o pior é que não percebe essa patologia.

É a falta de Deus que faz da mídia essa porcaria chamada Big Brother Brasil e coisas do gênero. Quer maior violência do que essa?

É a falta de Deus que faz do mundo da música um ambiente barulhento e que confunde arte com gritaria,  loucura encharcada de àlcool, drogas e prostituição.

É a falta de Deus que faz com que o casamento se torne uma instituição humana volátil e sem importância.

É a falta de Deus que produz religiões que confundem santidade com prosperidade patrimonial transformando esse deus em um utilitário.

É a falta de Deus que faz com que acreditemos que qualquer coisa pode nos satisfazer levando você e a mim às compras de forma irresponsável, sendo consumidos pelo consumismo.

O que aconteceu hoje em Realengo é a mais pura e nítida demonstração de que precisamos nos voltar para Deus e ouvir o que Ele tem a nos dizer em Sua Palavra. O que aconteceu hoje deve nos levar não apenas a ouvir, mas também a obedecer sem detença o que Ele nos ensina. Diz a Bíblia que os loucos desprezam o ensinamento de Deus (Prov. 1.7)

Lamento e me solidarizo com as famílias enlutadas, incluindo a família do louco homicida, mas lamento também que tenhamos muito pudor para ouvir o sociólogo, o psicólogo, o educador, o historiador e continuemos a fechar nossos ouvidos para o que Deus tem a nos dizer em sua palavra.

Enquanto agirmos assim, sempre haverá Columbines e Tasso da Silveira.

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


FAMÍLIA.....

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O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOMEM É SUA FAMÍLIA

FILHOS

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