domingo, 18 de setembro de 2011

A RIQUEZA É PECADO?

Na Bíblia lemos que “o amor do dinheiro é raiz de todos os males”. E ela tem razão. O que é que os homens não fazem por conta do vil metal, não é verdade? Mentem, matam, roubam, e por aí vai.

É que a sociedade valoriza o homem pelo que ele tem, por suas posses, por seu status social/econômico/financeiro e não pelo que ele é na sua essência, no seu caráter. Quase que não importa o que alguém fez desde que tenha se tornado rico.

Mas ninguém dorme em dez camas numa noite. Nenhum dinheiro pode pagar o preço que a morte cobra. Em muitos casos o dinheiro compra o remédio, mas não restitui a saúde. O dinheiro compra belas roupas só para adornar o corpo, mas não molda o caráter de quem as usa. O dinheiro compra coisas no presente, mas não garante o futuro. O dinheiro causa uma falsa sensação de segurança. A riqueza é a mola propulsora do orgulho e da soberba. Raramente uma pessoa rica é exemplo de humildade.

Quem ama o dinheiro, nunca ficará satisfeito; quem tem a ambição de ficar rico, nunca terá o suficiente. Não importa o quão rico você é em seu bolso, desde que você reconheça que sua alma é pobre e carente de Deus. Não importa se você possui muito dinheiro, desde que ele não possua você. Não importa quanto dinheiro você ganhou e tem o que importa, de verdade, é como você o ganhou e como você o gasta. Se o ganhou honestamente, saberá fazer uso dele com probidade e simplicidade.
 
 
Judas ganhou trinta moedas de prata, mas morreu ao constatar de que forma ele as ganhou. Onassis, o grande construtor de navios, e um dos homens mais ricos do mundo em seus dias, morreu amaldiçoando sua vida e existência.
 
 
Outro dia li no vidro traseiro de um carro: “Dinheiro não traz felicidade. Dê-me o seu e seja feliz”. Piadinha “engraçada”, mas infeliz. Quando alguém alcança certo status quo avantajado, certa posição social proeminente, já passa a olhar os outros com um ar e tom de desprezo. É interessante aquilo que Jesus disse a respeito dos ricos; “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus”, (Mateus 19,23-24), somente porque o rico, sem Deus, confia plenamente em sua riqueza, em suas posses. O coração de um homem rico, sem Deus, é tão duro que somente uma ação sobrenatural do Espírito Santo para humilhá-lo a ponto de crer em Jesus como Senhor e Salvador.
 
 
Ter riqueza não é pecado. Ser rico não é pecado. Mas Paulo faz uma dura advertência ao dizer: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentam com muitas dores”. (I Timóteo 6.2-10)

Aqui vai nossa exortação. Louve a Deus pelos bens que você possui. Trabalhe com zelo e denodo. Seja responsável porque há pessoas que dependem de você. Reconheça que Deus tem sido generoso com você e seja grato. Usufrua os seus dias ao lado de seus familiares, mas não se esqueça de que a simplicidade é fonte de felicidade, que Deus deve vir em primeiro lugar, que o serviço religioso não deve ser negociado e nem regateado e que nem um bem dessa terra pode ser comparado com as bênçãos do porvir.
 
 
Riqueza não é pecado. Não é pecado ser rico, desde que o seu patrimônio não ocupe o lugar de Deus em sua vida. 

Amém.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

AMAMOS, MESMO?

O Shemá implícita: ”Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”. (Deuteronômio 6.5)

Ao olhar para o mundo chamado cristão e para dentro de mim, eu pergunto: Será que amamos a Deus, mesmo, de todo o nosso coração, alma e força? Certamente poetizamos nosso “amor” a Deus, recitamos em prosa e verso, cantamos esse “amor”, falamos que amamos, confessamos que amamos, mas, será mesmo que amamos? Amamos a Deus, mesmo?

Quem ama a Deus tem prazer em estar em sua presença. Sabe o que isso significa? Bem significa que quem ama a Deus tem prazer em buscá-lo em constante e ininterrupta oração.

Aquele que ama como imperativa o Shemá tem um profundo prazer em buscá-Lo em oração. A alma e o coração de alguém assim vibram quando entram em comunhão com Deus por meio da oração.

A oração para alguém que ama mesmo a Deus é um deleite, não um fardo, é um prazer, não um dever, é um refrigério. Quando cada gota de sangue que corre em nossas veias, ama a Deus, então a vida de oração acontece de uma forma estupenda, linda e prazerosa.

Quem realmente ama a Deus como vemos no Shema, centraliza seus egos em Deus.

Todos os demais egos que nos habitam,  orbitam em torno dele e não se conflitam, pelo contrário, estão perfeitamente integrados e submissos. O ego do trabalho, da eclesia, do lazer, da família, do trabalho, todos eles, e outros mais, giram em torno do Centro da nossa vida que é Deus a quem amamos de todo coração, de toda alma e com todas as nossas forças.

                    Quem realmente ama a Deus como vemos no Shema, vive de serviço e não de desculpas e explicações, de adoração e não de momentos emocionais fortuitos quando tudo corre bem, de semeadura constante, de colheita abundante. Quem ama a Deus assim, contagia a todos ao redor.

      ”Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”.  Essas palavras foram ditas por Deus por meio do seu servo Moisés ao povo momentos antes deste adentrar a Terra Prometida. Orientação para o caminho por onde o povo deveria trilhar para ter vida longa, paz, prosperidade e vitórias nas conquistas. Amar a Deus de todo coração, de toda alma e de toda força era a prescrição. Ela é válida ainda hoje e com muito mais indicadores que nos fazem ter muito menos desculpas do que teriam os israelitas em sua peregrinação. Somente quando amamos assim a Deus é que o amor ao próximo se torna uma realidade extraordinária. Nossas "boas ações" que não são motivadas e impulsionadas neste amor se assemelham à do homem que trouxe um copo de água fresca ao perdido no deserto, mas não lhe mostrou o caminho do oásis.

     Hoje temos a declaração notável de que Deus nos amou de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.16). A Bíblia declara que Deus nos amou sendo nós ainda seus inimigos e que deu provas desse amor “pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.  (Romanos 6.6-11) Esse amor deve nos inspirar! Esse amor deve nos fazer amar sem medidas, porque como disse Agostinho, “a medida do amor é amar sem medida”.

               Amar a Deus é tê-Lo como Centro de nossa vida. Tudo o mais é, então, remodelado e integrado nEle. Por incrível que possa parecer nós às vezes estamos tentando cumprir o “amor ao próximo” sem perceber que isso só é possível se amarmos a Deus como está em Deuteronômio 6.5.

                    Amamos a Deus mesmo? Não responda confessionalmente, nem poeticamente. Responda com sua vida. Isso é o que conta e é um registro que ninguém, absolutamente ninguém, nem o próprio Deus pode (e quer) apagar.

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


FAMÍLIA.....

FAMÍLIA.....
O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOMEM É SUA FAMÍLIA

FILHOS

FILHOS
QUERIDOS