sábado, 26 de novembro de 2011

A VIDA DEVOCIONAL DO PASTOR



Queridos irmãos Pastores:



Joel R. Beeke, afirma que em seu livro “The Autobiography of na Eminete Lancashire Preacher” John Kershaw disse: “Deus salva a todos os tipos de pessoas, inclusive o ministro”. Ele justifica essa assertiva ao dizer: “...embora o ministério seja uma grande vocação para remover o Pastor das atrações de um mundo pecaminoso e amaldiçoado, um dos maiores perigos enfrentados pelo ministro é que ele lida com o sagrado com tanta freqüência que acaba por banalizá-lo”. (Citado na obra “O Ministério Pastoral Segundo a Bíblia, Organizado por John Armstrong—Editora Cultura Cristã, São Paulo—SP, pg 59)

As cartas de Paulo a Timóteo são endereçadas a um Pastor. Timóteo era seu filho na fé e pastoreava a Igreja de Éfeso na ocasião em que Paulo lhe escreve a primeira carta. Paulo, mesmo já próximo do martírio, escreve a ele no afã de estimulá-lo e orientá-lo sobre alguns aspectos da poimênica. Nas duas cartas de Paulo a Timóteo, além de tratar de orientar seu “discípulo”  a refutar os falsos ensinos, encontramos princípios para o cuidado pastoral das Igrejas e as qualificações necessárias aos Presbíteros e Diáconos, os dois Ofícios reconhecidos na Igreja Cristã. Em um dado momento da carta Paulo escreve: “...Exercita-te, pessoalmente, na piedade”. (I Tm 4.8b)

Para Pastorear crentes é preciso que aquele que se propõe e se diz chamado (vocacionado) para essa tarefa seja crente, exemplo de vida piedosa. Não queremos dizer com isso que o Pastor é perfeito. Somente Jesus, o sumo pastor foi Pastor perfeito. Quando afirmamos que o Pastor deve ser exemplo de vida cristã nos referimos ao fato de que ele, mais do que qualquer pessoa da comunidade, é alguém que se esmera em estar em comunhão íntima com Deus Criador, Salvador e Senhor. Paulo escreve a Timóteo: “....Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”. (I Timóteo 4.11 – NVI)

Para que o Pastor venha se constituir em padrão para os fiéis, em modelo a ser imitado e seguido, é preciso que ele considere seriamente a vida devocional, a intensidade de sua comunhão com Deus quando O ouve na sua Palavra e quando fala com Ele por meio da oração. O ministro de Deus dever ser padrão no Exercício Devocional Pessoal e Diário.

É exatamente essa relação de intimidade que vai gerar vibração, brilho, ânimo, força e encorajamento ao ministro para poder enfrentar os obstáculos sempre constantes na lida ministerial.

Há um lindo hino que eu gosto muito de cantar que diz:

“Mais tempo a sós contigo o Cristo, mais tempo a sós, Senhor.

A sós pra conhecer-Te agora, pois falas-me de amor.

Profundo amor, que doce paz, em Tua graça posso já encontrar.

Mais tempo a sós contigo o Cristo, mais tempo a sós, Senhor”

É das devocionais que eu tenho encontrado alimento para minha alma, alento para minha vida. É no estudo devocional da Palavra de Deus que eu tenho sido desafiado a viver uma vida mais santa na presença de Deus. É nesse momento de retiro pessoal que eu sinto Deus me falando e respondendo os anseios de minha alma. Há momentos em que a Palavra é tão forte em meu coração que eu começo a escrever sem parar e não poucas vezes sou levado e tomado por uma emoção contagiante. É nessas devocionais que Deus me mostra, também, o que e como devo dizer ao seu rebanho colocado sob meus cuidados. Não seria exagero dizer que meus melhores Sermões nasceram dessas devocionais.

Das atividades que compõem a agenda de um Pastor, a exposição da Palavra de Deus é aquela para a qual o Pastor deve dar a máxima importância. Em seu livro “Nove Marcas de Uma Igreja Saudável”, Mark Dever defende a tese de que Deus cria tudo através da sua Palavra. Transcrevo aqui esse notável parágrafo da obra citada:

“Podemos tentar criar um povo em torno de um programa de coral totalmente harmonioso, ou centrado em um determinado grupo social, ou mesmo em torno de um projeto de construção, ou ainda da afirmação de uma identidade denominacional, ou mesmo centralizado em uma série de grupos de assistência social, ou ainda criar um povo ao redor de um projeto comunitário, etc...etc... Deus pode usar todas essas coisas, mas em última análise, o povo de Deus, a Igreja de Deus, pode ser criado, tão somente em torno da Palavra de Deus”.


Ler a Bíblia apenas para preparar sermões, palestras e estudos bíblicos pode nos levar pelo campo da banalização e da profissionalização do ministério. É óbvio que devemos ler e devemos buscar todo o preparo para que nossas prédicas sejam corretas do ponto de vista hermenêutico, compreensível e atraentes do ponto de vista homilético. Mas o Ministro do Evangelho deve desenvolver um relacionamento de intimidade com a Palavra de Deus de tal maneira que sua exposição seja alicerçada na contrição pessoal, e assim não haverá nenhum traço de juízo sobre sua audiência, pelo contrário ele será humilde na exposição da Escritura porque foi o primeiro a ser quebrantado por ela. E devemos confessar com notória sinceridade: humildade é o tempero que dá sabor à prédica.

Mas na devocional pessoal, no retiro individual há outra atividade indispensável e de valor incalculável, a todo cristão, e principalmente ao Ministro. Refiro-me à oração.

Todos grandes homens de Deus mostraram essa marca distintiva em suas vidas: a oração. Nisso conto minha experiência particular e sobrenatural: os meus melhores momentos em minha carreira como Ministro, foram os momentos em que ousei gastar mais tempo a sós com Deus em oração. É lamentável perceber que muitas vezes a correria que caracteriza a vida de um Ministro pode ser um empecilho para que ele exerça o indispensável habito da oração.

Jesus em seu ministério terreno demonstrou, em todos os momentos, o quão salutar e importante é a oração, a comunhão com Deus. Quando oramos demonstramos o quão dependente somos de Deus e damos um golpe certeiro no orgulho, esse inimigo oculto nos labirintos da alma humana. Quando oramos, e quanto mais o fazemos, mais claro fica o quanto precisamos orar. Martinho Lutero disse: “Quando você não sente o desejo de orar, aí é que você deve orar”.

Eu sei que os mais críticos vão objetar e dizer que sou simplista demais, mas eu uso a réplica para dizer que não há nada mais simples que o cristianismo puro e verdadeiro. A alma humana é tão complexa que ela se recusa em aceitar aquilo que é simples. Portanto, afirmar que a piedade individual de um cristão e de um Ministro Cristão exige maior contato com as Escrituras e mais tempo de oração pode soar simples, mas é essa simplicidade que vemos em Cristo e em todos que O imitaram e imitam hoje.

Quando Paulo escreveu ao seu filho na fé, Timóteo, ele o exortou nesses termos. (I Tm 2.1-8; 4.11-16, II Tm 2.15; I3.14-17). Oração, intercessão, ensino, doutrina, Escrituras, leitura, meditação, são palavras chaves quando se trata do exercício do Pastorado com verdadeira piedade.


A leitura da Bíblia sem a oração pode nos fazer intelectuais teologicamente falando, mas quando unimos as duas práticas laboramos em prol de uma vida piedosa. Oração sem meditação nas Escrituras pode nos fazer rasos e superficiais, frágeis demais e sem consistência.  

O ministro precisa zelar por sua vida devocional para que esteja sempre pronto e habilitado a cumprir a tarefa para a qual Deus o tem vocacionado e que exige uma vida exemplar na prática da verdadeira piedade.

Finalizo minhas considerações fazendo um forte apelo a todos meus irmãos Pastores: temos vivido dias em que não nos faltam escritores, palestrantes, congressos, conclaves e tantas outras atividades que visam injetar ânimo em nossa tão desgastante atividade. Tudo isso é útil. Devemos ler bons escritores e desenvolver um senso crítico acurado. Devemos ouvir outros irmãos que fazem suas palestras sobre vários temas da agenda cristã. Devemos freqüentar Congressos na medida do possível sem que o tempo gasto neles não seja subtraído do nosso cuidado com o rebanho (o que em alguns casos infelizmente acontece).Entretanto, o mais importante para qualquer cristão e muito mais para um Ministro de Cristo em Sua Igreja, é a vida devocional, a comunhão com Deus diária e ininterrupta, é o cultivo da meditação profunda nas Escrituras, do exercício da Oração e se necessário for, com jejum. Sem esses items, nem escritores, notáveis palestrantes ou incontáveis congressos poderão garantir o progresso e o bom desempenho que Deus espera de seus Ministros quando recebem a incumbência de cuidar do Seu rebanho.

Que Deus nos abençoe.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O PÚLPITO E O PREGADOR

PÚLPITO.....

Queridos irmãos Pastores:

C. H. Spurgeon, um dos mais consagrados Pastores da história do Cristianismo, e tido como exímio pregador de sua época (Século XIX), afirmou que o púlpito servia bem para ocultar os joelhos trêmulos do pregador.

O Púlpito é aquele móvel utilizado pelo pregador sobre o qual ele apóia a Bíblia e o esboço do sermão que se propõe pregar. Em alguns templos ele é colocado no lado esquerdo e, em outros ele ocupa o lugar central em frente à audiência.

O Púlpito exerce certo fascínio sobre algumas pessoas.

Recordo-me dos meus tempos de criança quando minha tia Duzolina Dalceno Spilla, zeladora da Igreja Evangélica Congregacional do Belém, na Rua Cesário Alvim, me levava, quando ia para fazer a faxina. Em um dado momento eu subia ao Púlpito, abria a enorme Bíblia e começava a “pregar”. Lembro-me também do Púlpito da Igreja Evangélica Congregacional do Parque Cruzeiro do Sul quando era usado pelo competente Pastor Jair Álvares Pintor, ou quando ele trazia pregadores excelentes como John Grant, John Barnet, por exemplo.

Como Pregador do Evangelho já vi Púlpitos de vários modelos e materiais. Quando preguei na Igreja Presbiteriana Central de Itapeva, o Púlpito era um pedaço de um tronco de árvore. Já preguei em Púlpito de acrílico, todo luminoso. Em uma Igreja havia um Púlpito todo de pedra. Há Igrejas em que o Púlpito é quase um lugar intocável. Poucas pessoas podem chegar perto dele. E é bom que saibamos respeitar mesmo esse instrumento, sem exageros, todavia.

Mas, o Púlpito é só um móvel, pura e simplesmente, e tenho a mais absoluta certeza que Pedro, ao proferir os primeiros sermões nas suas experiências em Atos dos Apóstolos, não fez uso deles. O Pregador não precisa do Púlpito para pregar sermões bíblicos. O que o pregador precisa para pregar sermões bíblicos é de Bíblia, uma boa hermenêutica e igualmente uma apreciável homilética associados à uma vida santificada, constituindo-se assim em um canal de bênçãos quando prega.

Devemos entender que a vida do pregador é mais útil do que o móvel que chamamos Púlpito, de tal maneira, que com ou sem ele, o pregador seja o meio pelo qual Deus comunica as verdades bíblicas que irão transformar pessoas.

Púlpito não é trincheira de onde disparamos nossos dardos contra os ouvintes, mas sim lugar para admoestações e exortações que oferecem cura. Há pregadores que fazem do Púlpito um lugar onde a ovelha é flagelada por seus sermões de juízo. Muitos dos que agem assim citam o famoso sermão do Puritano Congregacional Jonathans Edwards—Pecadores nas mãos de um Deus Irado— para justificar a constantes chicotadas como se esse tivesse sido o único Sermão pregado por ele. Mas se formos analisar a vida desse Puritano veremos que não era um chicoteador contumaz, mas um homem que sabia fazer uso da palavra para abençoar seus ouvintes com a Palavra. Esse Sermão citado foi como que uma ilha em meio a um oceano de exortações amorosas e cheias de misericórdia, com certeza.

Há pregadores que usam o púlpito para expor suas considerações pessoais sobre a vida, ou também aqueles que o usam apenas como tribuna de lustro intelectual desfilando seus conhecimentos de teologia totalmente desassociado da tão necessária intimidade com Deus. O Pregador da Palavra de Deus não pode se esquecer, jamais, que ele prega baseado na Palavra de Deus. Usando as boas ferramentas da hermenêutica, o Pregador Sacro vai às Escrituras e tira delas os ensinamentos que julga serem pertinentes a ele mesmo e às ovelhas colocadas sob seus cuidados. O caminho inverso pode gerar, (e isso tem acontecido ao longo da história do Cristianismo), equívocos, e porque não dizer, até heresias. O pregador não pode nunca se esquecer de que as pessoas podem duvidar de suas palavras, mas com certeza irão pensar mais seriamente nelas quando observarem o sermão sendo vivido por ele.

O Púlpito não é lugar onde o pregador mostra que tem “razão”, mas sim lugar onde o caminho da reconciliação com Deus é apontado por alguém que o tem trilhado. O Púlpito é lugar de compaixão e de misericórdia mesmo quando a palavra for de exortação porque, quem prega deve estar incluído na mensagem. Quando o ancoradouro se torna amargo, o navegante pode querer acomodar-se em outro porto.

O Púlpito não é lugar para recados escondidos em palavras de duplo sentido, ou mesmo um lugar para defesa pessoal de nossa particular cosmovisão.

Não importa de que tipo é o Púlpito, nem onde ele é colocado. Há aqueles que o querem no centro porque entendem que a Palavra de Deus deve estar no centro. Mas essa é uma questão física. A Palavra de Deus deve estar mesmo no centro, mas no centro de nossa atenção, consideração, respeito e coração. De que adianta o púlpito no centro do templo se o sermão pregado não é bíblico? Por outro lado um sermão bíblico não depende do lugar onde o púlpito é colocado.

Para pregarmos o evangelho, doutrinarmos o povo de Deus e alimentá-lo com a Palavra é preciso que sejamos suficientemente humildes para nos lembrarmos que antes de dizermos aos outros sobre o caminho que devem seguir nós já o experimentamos e sabemos onde ele nos leva. Para isso o único instrumento indispensável é a Bíblia, Palavra de Deus, que nos ensina que o caminho da misericórdia é sermos misericordiosos.

Meus joelhos ainda tremem escondidos por detrás do Púlpito, não pelo julgamento que os homens farão de minha Prédica, mas pelo julgamento daquele a quem representamos no momento da profecia e sobre quem fazemos asseverações que demonstram nossa intimidade com Ele. O Púlpito é só um instrumento onde pregamos a Palavra de Deus, a Escritura Sagrada, a Bíblia, por que é ela que nos mostra como devemos viver de tal maneira que Ele tenha prazer em nossa companhia. Se não houver Bíblia de pouco importa a suntuosidade do púlpito, por outro lado se houver Bíblia, sendo pregada com fidelidade, o púlpito é apenas um personagem coadjuvante na pedagogia divina.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

GRATIDÃO


A gratidão é a reação natural de uma alma humilde que recebe um benefício.
                    - Muito obrigado. São duas palavras apenas, mas com um significado profundo quando quem as pronuncia é sincero. São palavras encantadoras e mantém às portas abertas. A pessoa grata, pode não ter merecido o favor recebido, mas é aquela que compreendeu que o ciclo do benefício se completa com a palavra e o ato de gratidão.


                    Se por um lado a gratidão faz bem a quem dá e a quem recebe o benefício por outro lado a ingratidão é um veneno amargoso próprio do coração cheio de orgulho e autosuficiência. Geralmente o indivíduo orgulhoso é ingrato. Devemos ser sempre gratos, Deixe-me contar-lhe uma linda história que ilustra bem a questão do valor emocionante de uma ato de gratidão que nos inspira:


Teddy Vieira foi um dos compositores que mais teve canções transformadas em grandes clássicos da música sertaneja. Seu nome não é tão conhecido fora do meio sertanejo por conta de seu precoce falecimento, no ano de 1964, em um acidente de carro, aos 42 anos. Vieira é autor, entre tantos outros sucessos, de “O Menino da Porteira”, gravado pela primeira vez por Luizinho, Limeira e Zezinha, mas transformada em sucesso nacional por Sérgio Reis.


Na casa do Serjão, hoje, está em um lugar reservado a viola que Teddy Vieira compôs a maioria de suas músicas. O presente foi dado pelo filho do compositor, muitos anos após o falecimento de seu pai.


Quando a viola chegou em sua casa, Sérgio Reis não entendeu ao certo o porquê de ter recebido o presente, já que se tratava de um dos pertences mais importantes de Teddy Vieira.


A ideia foi da esposa de Vieira, que explicou ao filho que apesar de todo o reconhecimento que Teddy Vieira tinha, somente após Sérgio Reis regravar “O Menino da Porteira”, por conta dos direitos autorais, foi que ela pôde dar uma vida digna a ele.


Por esse motivo, uma das principais relíquias do compositor foi parar nas mãos de Sérgio Reis, como agradecimento. Foi nessa viola que Teddy Vieira compôs, por exemplo, “O Rei do Gado”, um dos hinos de Tião Carreiro e Pardinho, e a tristíssima “Couro de Boi”.


Serjão, que contou essa história durante a gravação do DVD de Cezar e Paulinho, finalizou emocionado: “Eu ganhei duas vezes o Grammy Latino, sou o artista com mais indicações para o Grammy. Os dois troféus não valem a viola do Teddy Vieira”. http://universosertanejo.blogosfera.uol.com.br/2011/04/16/uma-pequena-grande-historia-de-gratidao/


                                O cristão verdadeiro é alguém que cultiva o agradecimento, a gratidão, tanto ao próximo quanto ao próprio Deus, pois ele O reconhece como fonte de toda as bênçãos. Paulo escrevendo aos Efésios (5.10) diz que uma pessoa cheia do Espírito Santo é alguém que explode em gratidão terna, porque uma pessoa cheia do Espírito Santo é vazia de si mesmo. Confúcio dizia: “Quando beberes a água não te esqueças da fonte”.


                    Devemos ser sempre gratos. Um casal israelense elogiou emotivamente seu único filho. A audiência na sinagoga ouviu com simpatia enquanto o casal falava sobre o caráter do jovem, sua apreciação pela vida, e profunda devoção à Terra Santa. Pouco depois de seu 19º aniversário, ele foi brutalmente assassinado enquanto defendia seu amado país. Em memória ao filho, os pais fizeram uma generosa doação à sinagoga que freqüentavam. Após a apresentação, uma mulher na audiência voltou-se ao marido e sussurrou:  - "Vamos doar a mesma quantia pelo nosso filho." Mas o marido, admirado questionou: "O que está dizendo?" "Nosso filho não perdeu a vida!" Então a mãe respondeu: "Por isto mesmo!""Vamos fazer caridade porque ele foi poupado."


               Quem nunca diz “obrigado”, nem se expressa em atitudes de gratidão, jamais se sacia. O agradecido se satisfaz ainda que o benefício seja pouco e pequeno.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

FEDERAÇÃO - QUANDO FUNCIONA É BOM....

FEDERAÇÃO – QUANDO FUNCIONA É BOM.....





ESSA É EXCLUSIVA PARA PRESBITERIANOS....

Nessa minha estrada na lida Pastoral (22 anos), tenho convivido com algumas realidades difíceis de digerir. Uma dessas coisas difíceis de digerir é a má interpretação da federatividade. Com federatividade estou me referindo às Federações de UMP, UPA, SAF, UPH, UCP, que são as Sociedades Internas das Igrejas Presbiterianas do Brasil, reconhecidas pelo Supremo Concílio da IPB.
 
Eu escrevo na condição de alguém que já foi Secretário Presbiterial por uma boa quantidade de vezes e uma vez Secretário Sinodal. No meu caso, trabalhei com a Federação e Confederação Sinodal de UMPs.

Há um distanciamento entre Sociedades Internas e suas Federações, bem como das Confederações que é fruto de mau conhecimento de nossa estrutura, de um péssimo desempenho na área da comunicação, do descaso com nosso MUSI (Manual Unificado das Sociedades Internas que alguns até chegam a desprezar e criticar de forma pediátrica), e mais especificamente por conta daquilo que considero abaixo. O que ocorre é o seguinte:

1) Os Presbiterianos precisam compreender que a Federação só existe por causa da Sociedade Interna e não o contrário.

É claro que a Federação deve se esforçar para fortalecer as Sociedades Internas da Igreja, mas aquela só existe por causa desta e não o contrário. Para exemplificar isso citamos a questão do Presbitério, ou seja, um Presbitério só existe a partir do momento em que um número de Igrejas, em uma determinada região se unem para fazê-lo existir. É verdade que tanto Presbitério, quanto Federações têm certa jurisdicionalidade sobre as Igrejas e as Sociedades Internas, respectivamente. O Presbitério, como Concílio, tem uma jurisdição maior sobre a Igreja do que a Federação tem sobre a Sociedade Interna, mas essa deve prestar respeito e consideração à sua federação. A questão toda é que tenho visto pessoas dentro da Igreja cometendo o sério equívoco de dar mais valor à Federação do que à Sociedade Interna da Igreja. Refiro-me àquelas pessoas que não dão a mínima importância para a Sociedade Interna de sua Igreja, mas atuam em nível de Federação. Aliás, tenho conhecido algumas figurinhas carimbadas que minam, denotam suas sociedades internas, mas estão sempre lá no Congresso das Federações dessas Sociedade Internas e têm o desplante de aceitar, inclusive, compor sua diretoria. Isso me leva ao segundo ponto interessante para o qual queria dar destaque.

2) Somente devem participar dos Congressos de Federações aqueles que são notáveis nos trabalhos das Sociedades Internas.

Nisso eu chamo a atenção dos Conselheiros das Sociedades Internas. Infelizmente, o Conselheiro, em muitos casos, se tornou uma figura decorativa na estrutura organizacional da IPB. O Conselheiro é o elo entre a Sociedade Interna da Igreja e o Conselho. O Conselheiro deve se fazer presente nas reuniões das Diretorias, das Plenárias e dos eventos promovidos pela Sociedade Interna. Inclusive deve estar atento no caso de alguma coisa transpirar incorreta do ponto de vista doutrinário, algo que fira os bons costumes, que promova a desunião, o partidarismo.

Nessa questão, chamo a atenção também, dos Pastores. Além da maioria dos Pastores não darem a devida atenção para o que acontece nas Federações, muitos deles, até por conta desse descaso, não estão nem aí para aqueles que vão representar as Sociedades Internas da Igreja que Pastoreia nos Congressos das Federações. Normalmente, ao assinar as credenciais, em meu caso, eu sempre pergunto à pessoa que me traz as credenciais, se as pessoas que irão estão preparadas para representar bem a sua Sociedade Interna.

O ponto aqui é esse: quem não presta bom serviço à Sociedade Interna de sua Igreja, desqualifica-se para ser representante dela no Congresso de sua Federação. Nada mais lógico e fácil de compreender isso. E isso é inegociável.

Para minha tristeza já tive que conviver com a triste realidade de pessoas que minavam, trabalhavam contra a Sociedade Interna da Igreja que eu Pastoreava, mas tinha que receber tal pessoa na Igreja e dar-lhe a devida vênia quando vinha na condição de membro da Diretoria da Federação. E algumas delas ainda se achavam no direito de exortar a Sociedade Interna. Reclamavam dizendo que a Sociedade Interna da Igreja não contribuía com a Federação, e tal e tal........... Que tristeza e decepção ouvir isso da boca de alguém que está em sua própria Igreja, passando um pito da sociedade interna para a qual não dá a mínima importância. Sinceramente? Procuro adjetivos para qualificar tal atitude. Isso me leva ao terceiro ponto de minhas considerações.

3. A Agenda das Federações devem respeitar as Agendas das Sociedades Internas e não, obrigatoriamente, o contrário.

Essa visão de que a Federação tem proeminência sobre as Sociedade Internas é realmente equivocada e, normalmente, insuflada por aqueles que pensam em Federação de forma equivocada se levarmos em consideração o primeiro ponto aqui dessas minhas considerações. A Federação tem suas datas de eventos e seus eventos próprios, mas essas datas e eventos não devem disputar espaço com a Agenda das Sociedades Internas das Igrejas. As Diretorias das Sociedades Internas devem ser eleitas antes do Congresso da Federação. No Congresso da Federação deveria ser muito bom que existisse uma Comissão de Calendário e Agendamento que recebesse os calendários de todas as Sociedades Internas dessa Federação e fizesse, a partir daí, seu Calendário. Seria muito bom ter a Diretoria das Federações nos Cultos de aniversário das Sociedades Internas, algo tão difícil de ver. Na verdade as Diretorias das Federações estão distantes das Diretorias das Sociedades Internas, e isso não é bom já que aquela deve ser suporte para esta. O contrário também não deixa de ser verdade. Assim justificamos o título de nossas considerações - FEDERATIVIDADE - QUANDO FUNCIONA É BOM....

Precisamos de Sociedades Internas fortes. Sociedades Internas fortes têm mais condições de compor Federações e fazê-las mais fortes. Federações fortes contribuem de tal maneira positivamente que fortalecem ainda mais as Sociedades Internas. Vejam que aqui é um círculo que injeta sentido para a existência de um e de outro, porque se não for assim continuaremos a disputar importância e na verdade esse tipo de disputa só enfraquece tanto um quanto o outro.
 

Pense a respeito.

domingo, 20 de novembro de 2011

FIQUE FIRME.

ACONTEÇA O QUE ACONTECER...ESTOU EM PAZ.

É notável como o homem que teme tudo, é exatamente aquele que não teme a Deus.
O escritor do Salmo 15 diz:

 “Quem, Senhor, habitará na tua tenda? quem morará no teu santo monte? Aquele que anda irrepreensivelmente e pratica a justiça, e do coração fala a verdade; que não difama com a sua língua, nem faz o mal ao seu próximo, nem contra ele aceita nenhuma afronta; aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas que honra os que temem ao Senhor; aquele que, embora jure com dano seu, não muda; que não empresta o seu dinheiro a juros, nem recebe peitas contra o inocente. Aquele que assim procede nunca será abalado”.

Tenho a nítida impressão de que o homem que considera Deus em seus caminhos é aquele que não se deixar abalar, tanto por realidades quanto por fantasias que são tão naturais na mente e no contexto do homem sem Deus.


Veja a questão no campo da numerologia. A poucos dia nos vimos diante do calendário que apontava o dia 11.11.2011. Não faltaram aqueles que se deixaram seduzir por considerações fantasiosas a respeito desses números. Há até um filme 11.11.11.

Ouvi algumas considerações místicas a respeito desse dia, mas isso é banalidade pura. Somos tolos demais se ficarmos pensando nessas coisas. A mente humana é muito frágil e às vezes refém dessas tolices. Não devemos temer os dias, nem as épocas, nem as estações.....

O que devemos fazer mesmo é temer a Deus! Quem tem o temor do Senhor não precisa temer mais nada, pois vive com o compromisso inadiável de uma vida santificada.
O temor do Senhor produz sabedoria. O escritor de Eclesiastes disse com sobriedade: “Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau” (NVI Eclesiastes 12.13,14)

Gostaria que você refletisse naquilo que disse Deus por boca do profeta Isaías:

“Lembrem-se disto, gravem-no na mente, acolham no íntimo, ó rebeldes. Lembrem-se das coisas passadas, das coisas muito antigas. Eu sou Deus e não nenhum outro; eu sou Deus, e não há nenhum como eu. Desde o início faço conhecido o fim, desde temos remotos o que ainda virá. Digo: Meu propósito permanecerá em pé, e farei tudo o que me agrada. Do oriente convoco uma ave de rapina, de uma terra bem distante, um homem para cumprir o meu propósito. O que eu disse, isso farei acontecer; o que planejei, isso farei. Escutem-me, vocês de coração obstinado, vocês que estão longe da retidão. Estou trazendo para perto a minha retidão, ela não está distante; e a minha salvação não será adiada. Concederei salvação a Sião, meu esplendor a Israel”. (Isaias 46.8-13)

O Deus da Bíblia é Soberano e tudo faz segundo o beneplácito de sua vontade e sua vontade e santa, justa e perfeita.

Assim aconteça o que acontecer, meu Deus controla tudo, Seus planos não podem ser frustrados, (Jó 42.1-6) e por isso não tenho o que temer a não ser temê-lo como o único e verdadeiro Deus porque esse temor não é um ato de covardia, mas da mais pura e nítida coragem em viver de acordo com Sua vontade e quem assim anda não poder ser abalado.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

PROVAÇÕES - A ESTRADA DA MATURIDADE.

PROVAÇÕES
A ESTRADA DA MATURIDADE

Tiago 1.2-4

Philip Gulley conta que tinha um vizinho chamado Sr. Gibbs . Um médico que gostava de dedicar parte de seu tempo cuidando do seu jardim. Aquele homem, já idoso, era sempre gentil, mesmo quando as crianças brincavam em seu quintal.


Quando Dr. Gibss não estava salvando vidas ele estava plantando árvores.  Aquele bom homem tinha algumas teorias sobre agricultura. Uma delas é que ele não regava muito as árvores que plantava. Um dia, Philip Gulley perguntou para ele por que agia assim, e ele respondeu dizendo que era para que elas não ficassem mal acostumadas com os bons tratos. Philip achou aquilo meio estranho.


Mais estranho foi, certo dia, ver que o Dr. Gibbs sempre aplicava alguns golpes com o jornal em um carvalho que ele havia plantado. Philip perguntou para o médico porque ele fazia aquilo e o Dr. Gibbs respondeu. – Ah! Isso é para chamar a atenção dele.


Os anos se passaram, e o bom velhinho já havia morrido, mas as árvores que ele plantara, incluindo aquele carvalho, estavam lá, vigorosas, com raízes profundas, mostrando, pelo menos a Philip, que havia algo de ciência na forma estranha como ele tratava as árvores que plantava.


Isso se tornou mais evidente quando Philip observou que as suas árvores que ele plantara as quais que regava constantemente, se tornaram frouxas e com raízes superficiais.


Se pararmos para analisar essa história veremos que aquele Dr. Gibbs tinha certa dose de razão.


Martin Luther King disse: “A capacidade de um homem não deve ser medida quando ele se encontra em momentos de conforto e conveniência, mas nos momentos de desafio e controvérsia”.


No texto de Tiago 1.2-4 aprendemos isso mesmo, ou seja, a PROVAÇÃ É A ESTRADA PARA A MATURIDADE. Por isso:
1.         Não devemos encarar as provações com tristeza e sim com alegria.



Não devemos preguejar, murmurar e nem reclamar. O povo de Israel ficou retido no deserto por quarenta anos por conta da murmuração. Tem gente que sabe reclamar, murmurar, mas nunca se ajoelha para orar e dizer....Em ti Senhor, minha alma espera.


2.       As provações não nos testam intelectualmente, mas sim espiritualmente.


Os psicólogos e os psiquiatras, e os medicamentos podem ser paliativos, mas quando o cristão é provado, ele precisa mesmo entender que sua fé é provada.


Cada vez que a minha fé é provada,
Tu me dás a chance
De crescer um pouco mais.
As montanhas e vales,
Desertos e mares que atravesso
Me levam pra perto de Ti.

Minhas provações não são
Maiores que o meu Deus
E não vão me impedir de caminhar.
Se diante de mim, não se abrir o mar
Deus vai me fazer andar por sobre as águas

Rompendo em fé,
Minha vida se revestirá do Teu poder
Rompendo em fé,
Com ousadia vou movendo o sobrenatural
Vou lutar e vencer, vou plantar e colher,
A cada dia vou viver Rompendo em fé.


3.       As provações, quando enfrentadas de forma positiva, nos fazem perseverantes.


Perseverar é terminar melhor do que começamos. Perseverar é manter-se em pé quando a maioria já caiu. Perseverar quando tudo vai bem é fácil, mas manter-se perseverante quando os desafios são grandes é tarefas para vencedores. Foi a perseverança que levou o bicho preguiça até a Arca de Noé. A história de Willian Wilbforce que lutou por 17 anos para acabar com a Escravidão na Inglaterra é um notável exemplo de perseverança. Tomás Alva Edison descobriu a luz incandecente depois de milhares de tentativas. Neemias perseverou em uma prova que muitos teriam desistido.


4.       A perseverança nos aperfeiçoa.

Quanto mais repetimos uma ação, melhor nos tornamos. Lembro-me das dificuldades em fazer pestana, a dedilhar, fazer acordes dissonantes, quando aprendia a tocar violão. Foi a repetição, a prática que me deu a destreza que o instrumento exige para ser executado. Recordo de que foi uma época em que os violões começavam a ser aceitos como instrumento litúrgico. Muitos dos meus amigos de Igreja desistiram, mas eu perseverei.


Não devemos nos desesperar diante das provações. A excelência nada tem a ver com a superficialidade. Indivíduos superficiais tendem a compor a multidão e caminhão para onde ela vai. Aquele que é excelente move-se para o sentido e direção que desejar.

Provações podem nos abater, mas não nos inutilizar. Precisamos encará-las e enfrentá-las com perseverança porque, se nas provações, somos provados, então estamos a caminho da maturidade.

AMAMOS PESSOAS E NÃO COISAS.

AMAMOS PESSOAS E NÃO COISAS


          Paulo Harvey conta que certa manhã Carl Coleman estava dirigindo o carro e indo para o trabalho quando bateu no para-lama de outro carro.


            Ambos pararam, e a mulher que dirigia o outro carro desceu para ver o estrago. Ela ficou angustiada. Assumiu a culpa e disse que seu carro era novinho em folha. Fazia dois dias que havia saído da loja. Ela estava com medo de enfrentar o marido.

Colemam sorriu com simpatia, mas precisava apresentar seus documentos e ver os dela. Ela retirou do porta-luvas um envelope contendo os documentos. Na frente dos documentos, escritas com a letra característica de seu marido, estavam estas palavras: Em caso de acidente, lembre-se, querida: é você que eu amo, e não o nosso carro.


As estatísticas atuais apontam para os problemas de ordem financeira como sendo os maiores responsáveis pelo aumento no número de casos de divórcios, desquites, abandono do lar.  Parece que tudo vai bem enquanto o casal está vivendo de forma equilibrada em suas finanças, mas diante do primeiro impasse o que acontece é que um dos dois, ou ambos, resolvem iniciar um outro relacionamento, quem sabe, mais promissor.

Este é um dos sintomas do materialismo que tanto tem caracterizado os dias atuais. As pessoas valem pelo que elas possuem e não pelo que elas são em essência. Ser ou não ser, eis a questão, já não tem mais sentido. Agora é: ter ou não ter, eis a questão.

Nosso sincero desejo e oração é que os casais aumentem o patrimônio mas que também aumentem o amor com que se amam, pois é esse amor, exercitado, experenciado, vivido com intensidade, que fortalecerá a ambos e o seu lar, naqueles momentos em que as circunstâncias forem adversas. Oferto-lhes este poema para que seja o lema, a canção e o anseio de todos os casais durantes suas vidas.

Amo-te sobre todas as coisas
Pois as coisas vão e vêm
E nenhuma delas para mim
Possui o valor que você tem


Amo-te ainda que haja trevas
Ainda que venha intensa dor
Amar-te-ei ainda, contra tudo e todos
Amar-te sempre é o que mais quero, meu doce amor.

Deus os abençoe.

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


FAMÍLIA.....

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