quarta-feira, 23 de maio de 2012

UM DESABAFO E ESCLARECIMENTO SOBRE SALÁRIO, PREBENDA, CÔNGRUA (ESMOLA), REMUNERAÇÃO - CHAMEM DO QUE QUISER:


UM DESABAFO E ESCLARECIMENTO SOBRE SALÁRIO, PREBENDA, CÔNGRUA (ESMOLA), REMUNERAÇÃO - CHAMEM DO QUE QUISER.

Falo Como Pastor Presbiteriano (IPB), mas não falo pelos Pastores da IPB e nem por minha denominação.
Outra observação que considero importante é que como Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil em Mogi das Cruzes eu tenho sido tratado com humanidade, dignidade e honra. Portanto, o que escrevo aqui não tem nada a ver com minha situação atual, todavia exponho algumas dolorosas experiências ocorridas comigo no Pastoreio de outras Igrejas sem revelar quais Igrejas são ou mesmo dar nomes dos personagens. Deus sabe quem são, basta isso.

Escrevo aqui depois de ter lido um post sobre Silas Malafaia falando de salários de Pastores colocados sob seu comando e ter lido alguns comentários a respeito.

Decidi me posicionar e dizer o que eu penso sobre Pastor, Trabalho e Salário. É preciso que deixemos claros alguns pontos e toquemos nesse assunto de uma forma a não deixar dúvidas.

Vamos ao texto então: 

Sou Pastor há 27 anos, todos em tempo e consagração integral. Isto é, não divido meus afazeres, dons, talentos e potencialidades e tempo com nenhuma outra atividade a não ser o exercício do Pastorado. Consagro todo o meu tempo integralmente ao Pastorado. Com poucas e tristes exceções, sempre fui tratado com honra e dignidade.

Sou Pastor porque sinto que Deus me chamou para essa tarefa. Podia ser advogado, professor e trabalhar na área comercial de qualquer empresa. Aliás, foi o que fiz até meus 30 anos quando ingressei no STPJMC. Sempre fui muitíssimo bem remunerado. É que, imaturo, por motivos e razões que prefiro não expor aqui, gastava mais do que ganhava.

Não sou Pastor porque me faltam habilidades para ganhar salário, remuneração (ou chamem do que quiser) em outras atividades. Não estou abandonando a modéstia, mas também não pense que sou um primor de humildade. Eu tento ser, mas quando obtenho algum sucesso nessa área eu logo fico orgulhoso.

Não sou aquele tipo de pessoa que tentou de tudo e não tendo dado certo em nada, resolveu ser Pastor. É triste dizer isso, mas eu conheço alguns que vestem essa carapuça. Se fosse por isso eu não seria nem advogado, nem professor, nem palestrante em encontros motivacionais, nem trabalharia na área em que tenho mais conhecimento que é a área comercial; eu teria seguido a carreira como cantor, interprete de peças musicais, na condição de barítono. Não me faltaram oportunidades, nem no âmbito secular assim como também no mercado fonográfico "evangélico". Aliás, cantar é uma coisa que eu gosto e muito, mas sempre ressalto que não sou um cantor que pastoreia, mas sim um Pastor que canta.

Dedico todo meu tempo ao rebanho (I Pedro 5.1-4) colocado sob meus cuidados. Não bato cartão, não assino ponto de entrada e saída, não tenho horário fixo no gabinete pastoral, mas trabalho com extremada dedicação a maior parte do meu tempo. Levanto cedo por um hábito e sou notívago (gente que dorme tarde) por outro hábito. Minha esposa diz que não viverei muito tempo se continuar madrugando e levantando cedo. Ela deve ter boa dose de razão. Espero mudar para que ela não fique viúva tão cedo.

Já estou ficando meio "deprimido" porque tenho 61 anos e daqui 09 anos penduro as chuteiras se Deus em sua graça me conduzir até lá porque a IPB aposenta compulsoriamente os Pastores no dia do seu 70º aniversário. É um presente que a IPB dá ao Pastor que chega aos 70 anos de idade. Paradoxal, não?. 

Mas não deixarei de cantar e pregar. Ninguém precisa ser Pastor para fazer isso.

Não sou um Pastor visitador, mas não deixo ovelha nenhuma que necessite de acompanhamento, sem assistência. Nisso incluo, idosos, hospitalizados, órfãos, viúvos e viúvas e também novos membros. Posso dizer que se houver necessidade estou disposto a varar noites em claro ao lado de uma ovelha que demande cuidados. 

Tento fazer o máximo e o melhor, mas a demanda é sempre grande e por isso, por mais que me esforce sempre alguém é deixado sem a assistência devida. E também há, entre nossas ovelhas, os reclamões de carteirinha que nunca estão satisfeitos por mais que se faça por eles. Por mais que você faça, nunca lhes é suficiente.

Sobre Igreja Local eu defendo a tese de que deveríamos ser um maior número de Igrejas com um menor número de membros. Igrejas com 400, 500, 1000 membros torna o relacionamento do Pastor com as ovelhas muito impessoal e distante. Aliás, a Igreja se torna impessoal. A maioria não conhece a maioria. Ainda mais em dias nos quais a indiferença e a individualidade são marcas tão características na sociedade pós-moderna.

Não desligo meu celular no meu dia de "folga". Lamentaria muito saber que uma ovelha minha tenha realmente necessitado de meus cuidados e eu não fui contatado. Se for o caso, trabalho no dia de minha "folga" e "folgo" outro dia.  Se você é um dos que desliga; respeito seu ponto de vista. Espero que você faça o mesmo com o meu ponto de vista. Deus é quem nos julgará. Sejamos amigos e irmãos. 

Se tiver que entrar em uma boca de fumo para resgatar minha ovelha, eu entro.  Se tiver que ir a uma delegacia para assistir uma família em conflito pelo aprisionamento de algum dos seus eu vou. Se tiver que fazer vigília e companhia para uma ovelha enferma no hospital eu faço.

Se tiver que estudar 15, 16, 20, 25 horas preparando um bom sermão que alimente e desafie minha ovelha a ter uma vida mais digna e honrada na presença de Deus eu gasto esse tempo (e só me levanto quando estiver convencido que aquilo que eu vou dizer está alinhado com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra).

Se tiver que escrever Pastorais, em vez de ficar copiando (crtl c, crtl v) de livros e da internet, eu escrevo sempre em oração (quem me conhece sabe que é assim), mesmo porque Deus me deu facilidade nessa área, e quem não tem essa facilidade tem que buscar se desenvolver. Se tiver que aconselhar casais e chorar com eles eu aconselho e choro. Se tiver que fazer aconselhamento pré-nupcial eu faço.

Se tiver que ir às reuniões das Sociedades Internas e Departamentos da Igreja eu vou (na verdade tenho mesmo que ir). Se tiver que trafegar entre os jovens e adultos eu o faço com a mesma solicitude e disposição com que me movo entre os adultos. Se tiver que ir na casa do rico e do pobre eu o faço sem levar em consideração o patrimônio, as coisas, mas sim as pessoas.

Se eu tiver que ensaiar  4, 5 horas à exaustão para cantar uma música no afã de abençoar minha ovelhas com meu talento eu faço isso, e muito, muito mais....eu faço e farei

Como se vê tem sobrado pouco tempo para mim, para minha esposa (os filhos já se casaram e não estão mais conosco, mas sofreram demais e pela graça de Deus são servos e servas de Deus). Não tenho tempo para fazer mais nada e às vezes o sono dura chegar. Tenho derramado lágrimas em ver as ovelhas colocadas sob meus cuidados passarem determinadas situações e eu não ter uma varinha de condão ou não ser tão "milagreiro" quanto alguns "tele-evangelistas" dizem que são para ajudá-las a não ser cair de joelhos e orar por elas.

Tudo isso, e muito mais, toma meu tempo todo. Certo dia uma amiga de minha filha Fernanda, perguntou a ela: - Seu pai é só Pastor e trabalha em quê? Ela riu e respondeu: - Meu Pai se dedica tanto ao Pastorado que não tem tempo nem para trabalhar. Riu, é claro, da ignorância de sua amiga, porque ela, sua mãe, irmã e irmãos, seus cunhados e cunhadas, sobrinhos, sabem como eu levo a sério o que faço, mesmo porque sei a quem irei dar contas.

Já que não tenho tempo para "trabalhar", por conta de que o Pastorado toma todo o meu tempo, peço, por favor, que não me deixem morrer de fome, não me deixem sem roupas, não me deixem sem moradia, não me deixem sem o mínimo de conforto e de dignidade. 

Não quero morar em uma mansão, não preciso comer manjares, nem me vestir de linho finíssimo ou viver regaladamente, não preciso andar de BMW, Porche, Mercedes, etc.. Aos meus irmãos Pastores que têm carros dessas marcas, aproveitem. Se vocês podem, amém. Não lhes invejo. Tenho um Étios, comprado com o suor daquilo que muitos não chamam trabalho. Sim porque se acham que eu não deveria ser remunerado é porque pensam que Pastorado não é trabalho o que é um enorme absurdo. 
 
Eu só quero viver com dignidadeEu só quero dignidade para poder pagar minhas contas. E hoje eu gasto menos do que ganho.

Eu só quero dignidade para poder levar minha esposa para passear, porque afinal de contas o vocacionado sou eu e não ela. Afinal de contas meus filhos não são vocacionados. Eles só deram o "azar" de serem filhos de Pastor (estou sendo irônico, eu admito).

Ah! os membros podem ir ao cinema, ao teatro, viajar em férias, mas o Pastor não. Se ele quiser que trabalhe. Essas coisas são para humanos normais (mais uma vez estou sendo irônico). O membro comum, o humano normal pode crescer em sua carreira profissional e como resultado auferir melhores remunerações, mas esse Pastor aqui, já foi Presidente de Presbitério e de Sínodo, Segundo Secretário (aquele sortudo que faz as atas dos Concílios), Secretário Executivo, compõem Comissões do Supremo Concílio da IPB, é membro de um Conselho de Curadores de uma Fundação, mas mesmo que tenha chegado até esses honrosos status, ele não recebe melhores ganhos e remunerações. O que ele faz mesmo é enfrentar a dura situação da "mais valia". O que lhe cabe é mais por fazer e nada mais receber em troca, a não ser confiar que o Deus de toda providência lhe dará saúde para desempenhar bem esses variados papéis.

Eu só quero dignidade para poder ir a um restaurante bom com minha esposa e filhos em uma ocasião especial e comemorativa e poder ajudar pagar a conta. E não é que certo Presbítero motejou de mim por ter me encontrado em um restaurante com meus filhos, em uma disfarçada ação de crítica? Ele podia estar ali com sua esposa e filhos. Eu não! Para ele aquilo era um absurdo! Bem afinal das contas ele tinha uma faculdade. Ele nem se deu conta de que esse Pastor ignorante tem três faculdades e um curso de pós-graduação. A esposa e os filhos dele podiam desfrutar de um restaurante e não ter que lavar louça de domingo, mas a minha esposa e filhos além de terem que me acompanhar em minhas atividades na Igreja ainda tinham que incluir isso tudo em sua agenda de domingo. Mas que falta de carinho e de amor por seu Pastor! Já que ele era tão importante deveria ter pagado a minha conta. Mas ele saiu e de fininho e nem se despediu de mim e de minha família. Lindo papel de cristão!

Um recado aos "mais fervorosos" que vivem dizendo que o Pastor deve viver pela fé. Sim eu vivo pela fé.  Mas vivo pela fé que eu tenho em Deus e não pela fé que eles têm, porque se depender da fé que eles têm eu vivo como um mendigo e de favores.

Eu ainda tive que viver a triste experiência de ser criticado por conta do salário que eu ganhava, mas pasmem vocês que leem meu desabafo; esses que assim agiam não eram e nunca foram dizimistas fiéis. Nem ofertantes eles eram....só críticos. 

Eu só quero dignidade.....isso mesmo, aquilo que podemos chamar de salário, remuneração, côngrua (esmola), prebenda. Chame do que você quiser. Eu chamo de dignidade.        Um forte abraço.


14 comentários:

  1. Palavras sábias e cheias de dignidade! Pastor, o seu trabalho não é vão no Senhor, e eu sei que você sabe e conhece bem esse versículo na Palavra e na prática. Não sei quanto ganha mas ainda é pouco, pois vidas salvas custaram o sangue de Jesus, que não tem preço. Quero deixar aqui meu abraço e glorifico ao Senhor pela sua vida de dedicação, mas acima de tudo, de amor que tem pelas almas. Quem o critica é porque não conhece o Reino de Deus. Deus o abençoe sempre!

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  2. keilla Di Pietro23 de maio de 2012 14:26

    Como sempre arrasou...... palavras sábias e pertinentes.....privilégio para poucos, admiro sua sabedoria.......

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  3. Caríssimo e Querido Mano Mauro...
    Concordo com você em gênero, número e grau...!!!
    Parabéns pelas suas palavras, coragem e, principalmente, pelo seu Ministério Abençoado e pela Querida Família que tem...
    Continue sempre assim e que Deus o Abençoe cada vez mais e o livre de alguns lobos disfarçados de ovelhas que têm por costume rondar o rebanho...!!!
    Um Grande e Carinhoso Abraço do seu Mano que muito o estima e que, além de Filho de Pastor..., é Sogro de sua Linda Filha e também Avô de seu Lindo Netinho Gabriel...
    Mano Flávio Chaves.

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  4. Excelente texto. Percebe-se que fluiu do coração. Tenho 30 anos, sou pastor há um ano e meio e me identifico com o desabafo.
    Que Deus o abençoe!

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  5. Parabéns Maurão pelo post. Sou um pouco mais novo q vc tanto na idade como no ministério. Porém nesses 13 anos de pastorado já vivi muita coisa q vc disse. Gostaria compartilhar várias situações q já passei e outras que conheço, porém vpu citar apenas uma situação.Lembro de uma igreja q pastorei no ano de 2000, fui questionado porque não morava na casa pastoral, sendo q essa nem um membro da igreja gostaria de morar,mesmo a igreja pagando agua e luz. Agora por-que o pastor deveria morar? Graças a Deus estou em uma igreja que sabe tratar o seu pastor com dignidade. Um gde abraço e saudade daquela época de seminarista do PLSP. Cesar Augusto Chaves

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  6. Como sempre, querido amigo e Pastor Mauro, palavras muito fortes e sábias, desde o dia em que o conhecemos e posso falar em nome de minha esposa Kaká, nós te veneramos, como um grande sacerdote e líder espiritual, conhecemos um pouco de sua luta e dedicação ao "rebanho", o qual fazemos parte. Obrigado e parabéns por ser digno deste sacerdócio.Um grande abraço. Serjão e Kaká

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  7. Ótimo post Maurão, graças a Deus também não tenho dificuldades atualmente (com minha igreja local - que é muito generosa), mas já passei por grandes problemas nesta área, quase perdendo a dignidade de bom pagador de contas.

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  8. Oi Rev. Mauro, gostei de ler o seu post, de fato o pastor é muitas vezes tratado com indignidade nessa questão do sutento. Eu pessoalmente já enfrentei muitas crises no início do meu ministério por conta desses enfrentamentos, mas Deus nos capacita a enfrentar essas situações com dignidade. O trabalhador é digno do seu salário! Que Deus continue abençoando seu ministério e sua família.

    Falando em família, eu sou primo do Pr. Juliano, pastor da Igreja Batista de Itapeva.

    Grande abraço!
    Seu colega, Paulo.

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  9. Continue assim Reverendo, o SENHOR continuará a falar através de sua boca

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  10. Excelente reflexão!
    Lamentavelmente existem igrejas que tratam seus pastores de modo abnsolutamente anticristão.
    Abraços,
    Renato Vargens

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  11. Pr. Mauro, respeito sua opinião, porém, discordo de algumas colocações e me permito comentá-las para promover o início de um diálogo. O senhor afirma que dedica-se integralmente ao pastorado, respeito sua escolha, mas creio que essa seja uma das maneiras que os Conselhos das igrejas encontram (e aproveitam) para controlar, ou manipular, seus pastores, tratando-os como serviçais dependentes.
    O senhor se reservou ao direito de não mencionar o nome das igrejas, ou pessoas, que agiram inconvenientemente contigo, porém, creio que o excesso de sigilo mantenha este ciclo pernicioso que habita nas denominações evangélicas, particularmente na IPB, de desrespeito com seus pastores e, pior, famílias.
    Em relação à aposentadoria compulsória, apenas podemos tentar analisar seu mérito, no entanto, entendo que seja necessária, pois, a atuação ilimiada de pastores mais experientes têm inibido muitos jovens pastores talentosos no desenvolvimento de seus ministérios.
    Por último, me sensibilizo com sua colocação, onde o senhor diz: "peço por favor que não me deixem morrer de fome, não me deixem sem roupas, não me deixem sem moradia, não me deixem sem o mínimo de conforto e de dignidade". Ora, vejo como uma responsabilidade da igreja para com seu pastor, nunca como opção.

    Forte abraço,

    Pr. André

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    1. Prezado Pastor André: Igualmente respeito sua opinião e também igualmente discordo de algumas de suas colocações, e o faço amorosa e respeitosamente. 1) Quando fiz contato com os Conselhos com os quais trabalhei e trabalho eles não me impuseram o tempo integral. Foi um acordo. Pode ser que alguns Conselhos façam como o irmão disse, mas pela minha experiência, e pelos anos de Pastorado desconheço esse procedimento doloso e premeditado. Apesar de algumas agruras pelas quais passei, nenhum Conselho me tratou como serviçal. Um ou outro Presbítero tentou, é verdade, mas não o Conselho como um todo. Nesse meio, crassa a ignorância Bíblica e Constitucional. 2) Não mencionei e nem mencionaria os nomes das Igrejas ou daqueles que me fizeram padecer. Uma vez que ore e perdoei sigo adiante. Para que citá-los denegrindo suas imagens. A atitude deles não irá determinar a minha atitude. Mas de uma coisa o irmão pode ter a mais absoluta certeza, e essa é de que meus sucessores foram devidamente alertados do perigo que corriam. 3) Não creio que um Pastor que chegue aos 70 anos com vigor e experiência irá determinar o "sufocamente" dos ministros mais novos. Querido André, o que tenho visto é o contrário. Tenho visto muitos colegas jovenzinhos zombarem e motejarem dos mais idosos. Alguns até desprezam os mais idosos. Por certo há os mais idosos que também temem o vigor e o arroboudo dos mais jovens. Mas isso não deve determinar que a IPB trate tão injustamente (em minha opinião) aqueles que vestiram a camisa, arregaçaram as mangas, deixaram seu legado e depois ganham uma medalha, um diploma de honra ao mérito. Troco tudo isso por um pecúnio, por uma pensão que me de dignidade. Seria possível? Sim! Veja quanto a tesouraria da IPB recebe de Dízimos. 4) Minha redação foi num tom de ironia - "peço por favor que não me deixem morrer de fome, não me deixem sem roupas, não me deixem sem moradia, não me deixem sem o mínimo de conforto e de dignidade" -. Estou ciente de que é obrigação da Igreja remunerar condignamente aqueles que trabalham, como é o meu caso. No mais meu amado, precisamos estar unidos porque válha-me Deus...como nós Pastores somos desunidos. Um fraternal e carinhoso abraço.

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  12. Gostaria de dar os parabéns pela coragem de tratar os bastidores da vida pastoral com tanta dignidade e sinceridade. Vejo a figura do líder como um ser muitas vezes isolado. O, que chega para ele é pela boca dos outros, muitas vezes carregado de exageros, isso se não for de muita maldade, egoísmo e falta de compaixão para com o próximo. A sinceridade de coração na obra é o que importa e o mérito deve vir do Alto, somente de lá. Vejo que mencionou a questão de visitas (acho que ser visitador de quinze minutos para fazer belos relatórios pastorais é fácil, mas ter o coração ligado ao que a ovelha realmente necessita é que é difícil). Convivo de forma próxima com alguns pastores e sei o que muitos enfrentam pela vida. O membro comum vê na figura do pastor como a de um super homem, porém este tem igualmente suas fragilidades e necessita dos cuidados integrais que todos precisam e querem. Te conheço de ouvir falar e te acompanhar pelo Facebook, porém sei do seu cuidado para com suas ovelhas e de sua sinceridade de coração por ovelhas que passaram pela sua vida. Deus te abençoe na obra e que ele te mantenha sempre com este vigor.

    Fraternalmente em Cristo,

    Amaury Clemente Ferreira

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    1. Querido. Obrigado pela leitura do texto e sensibilidade. Um fraternal abraço.

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Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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