segunda-feira, 25 de junho de 2012

AOS MEUS AMIGOS QUE UM DIA SE DISSERAM MEUS IRMÃOS EM CRISTO

EQUIPE LOUVOR E PLENITUDE DA IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL DO PARQUE CRUZEIRO DO SUL, SÃO PAULO. COM VIOLÃO (EU), HOMENS DA DIREITA PARA A ESQUERDA: ADAIR TONINHO, MAURO FORMIS, CLÁUDIO E CARLOS. MENINAS DA DIREITA PARA A ESQUERDA. MARIZA, ZÉLIA,  VANDA, TELMA, MARIA DO SOCORRO E MARIA SALETE. 07 DE SETEMBRO DE ALGUM ANO NA DÉCADA DE 70.....

"Não ameis o presente século". 

"Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". 
Romanos 12.1-2
 


Como eu gostaria que muitos dos meus amigos, que um dia se disseram meus irmãos em Cristo, pudessem entender que a verdade não é mutante.

Gostaria que eles entendessem que o tempo passou, mas que o homem continua o mesmo em essência.

Como eu gostaria que eles entendessem que a tecnologia não matou Deus e que quem morreu foi Nietzsche.

Gostaria que eles entendessem, que as informações chegam em quantidade maior a nós e numa velocidade impressionante, mas que o mundo ainda é o mesmo porque é habitado e gerenciado por humanos. Nós só sabemos muito mais e mais rápido. O impressionante é que mesmo com tudo isso, não conseguimos diminuir as filas nos consultórios de psicólogos e psiquiatras. Sabemos tudo sobre as máquinas e não sabemos nada de nós mesmos.

Eu gostaria que eles entendessem que naquele tempo trabalhávamos mais, em todos os sentidos, tínhamos menos, mas éramos muito mais felizes. E não se falava em depressão, estresse, bipolaridade e outros termos que se referem às doenças que matam quem acreditou que Deus morreu.

Como eu gostaria que eles pudessem ouvir as canções que cantamos sobre Deus com nossos corações cheios de amor por Ele e nutrindo no peito a nítida e clara compreensão de que quando cantávamos podíamos tocar o coração de quem nos ouvia. Não era apenas uma questão de nova arte e de novo mundo. Nós cantávamos porque queríamos que a verdade, que não é mutante, conquistasse corações como aparentemente havia conquistado os corações de nós todos.

Como eu gostaria que muitos dos meus amigos, que um dia se disseram meus irmãos em Cristo, pudessem notar que a Bíblia, a velha Bíblia, continua dizendo as mesmas verdades, que ela continua sendo a Palavra de Deus, mas são eles que não perceberam o quanto perderam nessa vida simplesmente porque, a exemplo de Adão e Eva, preferiram ouvir a proposta do tentador não mais representado pela serpente, mas das maneiras mais sofisticadas e multiformes.

Como eu gostaria que eles acreditassem, como acreditaram um dia, na história da criação e não no evolucionismo que nos lançou em um mundo relativista, sem pé e sem cabeça, sem propósito e vazio de sentido, nocauteando-os com os golpes das paixões e prazeres  e entorpecidos imaginam que seu novo estilo de existir é vida.

Como eu gostaria que eles olhassem para o relato da criação como uma verdade simples que nos mostra de forma epistemológica que somente uma história que tem começo e fim, pode dar sentido para o enredo, ou seja; é quando cremos que Deus nos criou que sabemos de onde viemos, para onde vamos, e então passamos a perceber o sentido de nossa existência; porque estamos aqui. Sem isso morremos com a filosofia tão fútil e sem graça que declara: “Vim não sei de onde, estou aqui não sei por quê e vou não sei para onde. Sinceramente; se é para pensar assim, melhor seria não termos vindo a este mundo porque não há sentido e nem graça em uma existência onde não se consegue perceber o propósito e a razão de ser. Gostaria que eles percebessem que é por isso que tentam suprir o seu vazio existencial com qualquer coisa, conquanto que não haja responsabilidades, a quem dar satisfação, e que lhes traga o maior prazer possível, ainda que passageiro. Podem não usar cocaína, heroína ou qualquer outro psicotrópico, mas estão se entorpecendo com outro tipo de droga chamada incredulidade. A Incredulidade alimenta a paixão, o desejo de ser reconhecido, o prazer em ter glória ainda que ela seja sepultada conosco.

Como eu gostaria que muitos dos meus amigos, que um dia se disseram meus irmãos em Cristo, pudessem entender que Jesus continua o mesmo. Que aquele que dissevenham a mim, todos que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendei de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11.28-30), ainda é o mesmo Jesus. Ele não mudou, fomos nós e o nosso mundo que mudou e mudou para pior porque insiste em se alienar de Deus e de seu Cristo. Um mundo sem Deus é um inferno presente. Um mundo sem Cristo é uma confusão total, uma plataforma filosófica de tolos que falam e repetem suas mentiras tentando fazer delas suas verdades pelas quais entendem ter razão para viver.

Como eu gostaria que muitos dos meus amigos, que um dia se disseram meus irmãos em Cristo, e que já morreram, pudessem ter morrido deixando meu coração menos pesaroso sobre o destino de suas almas. Eu me entristeço e me angustio em imaginar que alguns daqueles que tocaram e cantaram comigo, que frequentaram a mocidade da Igreja comigo e participaram de nossas programações, que oraram de joelhos comigo, que viajaram comigo para testemunhar de Jesus à pessoas de outros estados e municípios, de repente, negaram com suas vidas o que seus lábios disseram e morreram vazios, partiram sem Jesus, sem luz, para as trevas. Quanta dor, quanta tristeza invade meu coração e eu me pergunto: O que eu poderia ter feito por eles?

É por isso que eu escrevo.

Para dizer a vocês que um dia “creram”, que Jesus continua sendo a única ponte sobre o abismo do pecado. Ele mesmo disse: “Ninguém vem ao Pai se não for por mim”. Não há outro caminho. Ele é o único caminho. Deixe os atalhos fora de sua rota. Esses são caminhos de engano e vão te levar o mais longe possível de Deus.

Escrevo para dizer a vocês que aquilo que parece hoje uma brincadeira infantil do nosso tempo de juventude é uma verdade eterna e vale a pena viver e morrer por ela. 

Escrevo para dizer a vocês o quanto eu sou grato porque o tempo passou e Deus me manteve sob sua misericórdia que é causa de eu não ser consumido (Lam. 3.21).  


Escrevo para dizer que Deus revelou sua graça salvadora, justificadora e educadora para mim.  Eu não podia fazer nada e então Ele fez tudo. Oh! Louvado seja! Escrevo para dizer a vocês que ainda é tempo de cair de joelhos e clamar a Deus por um recomeço, por salvação.

Escrevo a vocês porque esse é um dom que Deus me deu. Não me importo que seja madrugada. Eu louvo a Deus porque ainda posso fazer isso, escrever àqueles a quem tanto amo e com quem anseio passar a eternidade, juntos, na presença do amável Redentor.

Eu escrevo a vocês para dizer que não basta olhar as fotos do passado e nostalgicamente reconhecer que “éramos” mais felizes, se podemos ser felizes com Jesus hoje. Éramos é passado. Somos é presente. Não basta ouvir aquelas canções e nos emocionarmos. Elas eram boas, mas hoje há muito mais canções, muito melhores e mais bem arranjadas do que as daqueles tempos. A diferença, entretanto, não está nas músicas, em seus arranjos instrumentais em sua sofisticação vocal, mas sim em nossos corações. A questão não é como as vemos e as ouvimos hoje, mas como as sentimos em nossos corações. Quão sentido elas têm. 

Se havia sentido naqueles tempos deve haver sentido hoje. Se não fazem sentido hoje, é porque provavelmente tenhamos vivido apenas uma paixão dos tempos de nossa mocidade e não a experiência extraordinária da regeneração. Sim, porque eu gostaria de lembrar a todos que me leem que para aquele que foi regenerado, que realmente nasceu de novo, foi feito nova criatura, tudo é sempre novo. Somente estes entendem com precisão as palavras do Salmista quando escreveu: “Cantai ao Senhor, um cântico novo”. (Salmo 96.1) Para gente assim, olhar para o passado não é olhar para algo passado.

Gostaria de dizer que escrevo porque amo você, independente de sua atitude, mas que eu ficaria imensamente feliz de saber que somos mais que amigos, que continuamos irmãos em Cristo, porque isso é para sempre e não apenas um tempo no passado.

Escrevo a você para dizer que é melhor ser feliz com Cristo hoje do que repetir o refrão de que "éramos" felizes e não sabiamos. 

Escrevo para dizer que quando encontro aqueles amigos de ontem, que disseram que eram meus irmãos em Cristo, e que, por incrível que possa parecer, assim continuam, que eu percebo o inconfundível fulgor que a presença de Cristo brilhou em seus rostos, brilhando hoje e eu fico emocionado e grato a Deus.


Que Deus abençoe você. Que Deus continue a nos abençoar.

Um comentário:

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Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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