quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

EU COMEMORO O NATAL SIM

Por que será que ainda há, entre nós aqueles que se apegam a coisas tão pequenas? Não sabemos exatamente o dia em que Jesus nasceu, é verdade. Mas porque isso iria me impedir de comemorar o seu nascimento? Desde pequeno vibro com a montagem da árvore de Natal e nunca vi nenhum demônio escondido atrás dela.


Minha fé nunca foi abalada, pelo contrário ela cresceu forte ao embalo pedagógico das repetidas vezes em que minha família cristã comemorou o Natal. Nunca deixei de amar o meu Salvador só porque dizem que a origem da festa de Natal é pagã. Ela não pode ser uma festa pagã porque nela eu comemoro o nascimento do meu Salvador.



Tem gente ainda cometendo o equívoco de coar mosquito e engolir camelos (Mateus 23.24). Eu não comemoro a Páscoa porque ela é uma festa judaica, mas eu comemoro a ressurreição do Cordeiro Pascal, aquele de quem disse João Batista: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29).



O que seria de mim se Jesus não tivesse nascido? O que seria do mundo sem a linda história do Natal de Jesus? Seria possível cantar algo tão lindo como Aleluia de Handel ou Jesus a Alegria dos Homens de Johann Schop, se Jesus não tivesse nascido? Ora, confessemos; contamos a história com os famosos AC e DC. Como a contaríamos se Jesus não tivesse nascido?



Foi por isso que, por boca do profeta Isaías, Deus se pronunciou nos seguintes termos: “Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios”. (Isaías 9.1)



Quando chega essa época do Natal parece que certo encanto toma conta das ruas, das lojas, dos shoppings, das vielas, dos lares, das avenidas, dos prédios, das Igrejas. Não haveria isso tudo se Jesus não tivesse nascido e por mais que o tempo passe há sempre um remanescente fiel que acende a chama que parecia se apagar comemorando o seu nascimento.



Noite Feliz, é a canção que sempre cantamos nessa época do ano. Não haveria essa canção se Jesus não tivesse nascido. O que cantaríamos? Oh! Que linda história é a história do nascimento do meu redentor. Oh! Como eu gosto de cantá-la, de ilustrá-la com encenações e poesias.



Meu netinho Gabriel entrou na sala de casa. Ela está toda decorada com tudo aquilo que lembra que é epoca do Natal. Ele olhou, arregalou seus olhinhos de uma criancinha de apenas três anos, sorriu com um brilho especial em seu rosto e disse: - Que maravilhoso! Quando chegou a noite e ascendemos as luzes que decoram a varanda e a garagem da casa onde moramos, ele disse à minha esposa: - Vovó, como está lindo! Isso mesmo, tudo que lembra o Natal de Jesus, é lindo, maravilhoso. Isso porque Jesus nasceu. Que mundo sem graça, em duplo sentido, seria esse mundo sem Jesus.



Já dei muitas voltas no quarteirão da vida. Já vivi tantos natais. Já cantei muitas músicas de Natal, e a magia é sempre a mesma, o encanto o mesmo, a alegria e a esperança se renovam, o coração acelera. Deus nos livre de vivermos em um mundo sem a comemoração do Natal de Jesus.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O TRAPEIRO

A manhã de sexta-feira ainda não havia clareado quando avistei um moço bonito e forte, caminhando pelas vielas da parte baixa da cidade. Ele empurrava um velho carrinho, cheio de roupas novas e coloridas, e gritava com voz clara de tenor:

- Trapos.

Ah! o ar poluído e os primeiros raios de luz empoeirados não combinavam com aquela voz melodiosa.

- Trapos! Troco trapos velhos por novos! Levo embora os seus trapos! Trapos!

Que maravilha! pensei. O moço tinha uns dois metros de altura. Seus braços fortes e musculosos faziam lembrar dois galhos de árvores. De seus olhos faiscava inteligência. Será que ele não teria um trabalho melhor para fazer do que trocar trapos numa cidade do interior? 

Resolvi segui-lo. Foi levado pela curiosidade. E não me decepcionei.

Logo depois, o Trapeiro avistou uma mulher sentada na varanda dos fundos de sua casa. Ela chorava com um lenço no rosto, suspirando e derramando lágrimas em profusão. Seus joelhos e cotovelos formavam um triste X. Os ombros tremiam. Seu coração estava despedaçado. O trapeiro parou de empurrar o carrinho. Sem dizer nada, ele caminhou até à mulher, contornando latas, brinquedos velhos e fraldas.

- Dê-me seu trapo - ele disse gentilmente. - Vou trocá-lo por outro pano.

O moço pegou o lenço da mulher, ela ergueu a cabeça, e ele lhe entregou um pano de linho que brilhava de tão limpo e novo. A mulher olhou para o presente e, depois, para o moço, piscando sem entender nada.

Em seguida, quando voltou a empurrar o carrinho o Trapeiro fez uma coisa estranha: cobriu o rosto com o lenço da mulher manchado de lágrimas e começou a chorar. O choro era tão triste quanto o dela. Seus ombros tremiam. A mulher havia parado de chorar.

Que maravilha! pensei.

Segui o Trapeiro como se eu fosse uma criança querendo desvendar um mistério.

- Trapos! Trapos! Troco trapos velhos por panos novos.

Pouco depois quando o céu começou a ficar acinzentado por trás dos telhados e eu consegui enxergar as tiras das cortinas penduradas nas janelas escuras, o Trapeiro encontrou uma menina com a cabeça enfaixada e olhar inexpressivo. As ataduras empapadas de sangue deixavam escapar um filete vermelho que lhe escorria pelo rosto.

O Trapeiro  olhou para aquela criança com piedade e tirou um lindo boné amarelo do seu carrinho.

Dê-me seu trapo - ele disse, passando o dedo no rosto dela. - Vou trocá-lo pelo meu.

A menina limitou-se a olhar para o moço enquanto ele desenrolava as ataduras e as amarrava na própria cabeça. O boné foi colocado na cabeça dela. E eu prendi o fôlego diante do que vi: o ferimento saiu grudado nas ataduras! Da testa do moço corria um filete de sangue mais escuro, mais grosso. O sangue dele!

- Trapos! Trapos! Aceito trapos! gritava o Trapeiro forte e inteligente chorando e agora sangrando.

A claridade do sol ofuscou o céu e, agora, ofuscava meus olhos; o Trapeiro parecia estar com muita pressa.

- Você vai trabalhar? ele perguntou a um homem encostado a um poste de telefone. O homem balançou a cabeça negativamente. O Trapeiro insistiu: - Você tem emprego?

- Você é louco? - esbravejou o homem.

Ao afastar-se do poste, ele deixou à mostra a manga direita de uma jaqueta - solta, com o punho enfiado no bolso. Ele não tinha um braço.

- Dê-me sua jaqueta - disse o Trapeiro. - Vou trocá-la pela minha.

Apesar de suave, que autoridade tinha sua voz!

O homem de um braço só tirou a jaqueta. O Trapeiro fez o mesmo - e eu tremi diante do que vi: o braço do Trapeiro saiu com a manga da jaqueta e, quando o homem a vestiu, tinha dois braços perfeitos, fortes como galhos de árvores; mas o Trapeiro tinha só um.

- Vá trabalhar - ele disse.

Depois disso, ele encontrou um bêbado deitado inconsciente debaixo de um cobertor do exército - um velho, curvado, magro e doente. O Trapeiro pegou o cobertor e o enrolou em torno de si, deixando cobertores novos para o bêbado. 

Agora eu tinha de correr para acompanhar os passos rápidos do Trapeiro. Embora ele estivesse chorando incontrolavelmente, sangrando na testa, puxando o carrinho com um braço só, tropeçando, caindo várias vezes, exausto, velho, muito velho e doente, ele caminhava com uma velocidade incrível. Com passos rápidos e largos, ele atravessou rapidamente as vielas, quilômetro após quilômetro, até chegar ao limite da parte baixa da cidade. Em seguida, caminhou mais apressado ainda.

Chorei ao ver a mudança ocorrida naquele moço. Chorei ao ver sua tristeza. Mesmo assim, eu precisava ver onde ele estava indo com tanta pressa, talvez para saber o que o levava a fazer isso.

O Trapeiro, agora velho e pequenino, chegou a um aterro sanitário. Ele chegou perto dos fossos de lixo. Eu queria ajudá-lo no que ele fazia, mas permaneci afastado, escondido. Ele escalou um morro. Com muito trabalho limpou um pequeno espaço no alto do morro. Em seguida deu um longo suspiro. Deitou-se. Fez uma espécie de travesseiro com um lenço e a jaqueta e pousou a cabeça ali. Cobriu o corpo esquelético com um cobertor do exército. E morreu.

Ah, como eu chorei ao presenciar aquela morte! Afundei dentro de um carro transformado em ferro-velho e chorei como alguém que não tinha mais esperanças - porque eu passara a amar o Trapeiro. Todos os outros rostos haviam-se misturado ao rosto maravilhoso daquele moço, e eu o amava muito; mas ele morreu. Chorei até pegar no sono.

E eu não sabia - e como poderia saber? - que dormi a noite inteira de sexta-feira, e continuei dormindo durante o dia e a noite de sábado.

De repente, na manhã de domingo, fui despertado abruptamente.

Uma luz - pura, forte, insistente - bateu em meu rosto amargurado, e eu pisquei, olhei e vi a última e a primeira maravilha. Lá estava o Trapeiro, dobrando o cobertor com muito cuidado, com uma cicatriz na testa, mas vivo! E, além de vivo, cheio de saúde! Não havia sinais de tristeza, nem de idade em seu rosto, e todos os trapos que ele recolhera, brilhavam de tão limpos.

Abaixei a cabeça e, tremendo diante de tudo que presenciara, caminhei até o Trapeiro. Eu lhe disse qual era o meu nome, envergonhado demais porque, ao lado dele, eu não passava de uma triste figura. Em seguida, tirei as minha roupas e lhe disse com voz de súplica:

- Vista-me, vista-me.

Ele me vestiu. Meu Senhor, Ele me vestiu com trapos novos, e fiquei maravilhoso ao lado dele. Ao lado do Trapeiro, do Trapeiro, ao lado de Cristo!

Walter J. Wangerin

Aplicação: 

Chegamos à época em que comemoramos mais um Natal. Comemoramos o aniversário do nascimento de Jesus. Sim daquele judeu, filho de José e Maria, que nasceu tão humilde em Belém, numa rude estrebaria. Não há suntuosidade em seu nascimento. Ele é o Rei dos Reis, mas não nasceu em um palácio. Ele nasceu em uma casa que nem era sua. 

Ele veio e desde o seu nascimento se identificou com toda a humanidade. Ele se identificou com você e comigo em nossas mazelas e misérias, apesar de nos imaginarmos grandes demais. Ele sofreu as nossas dores e pagou o preço do nosso pecado. Ele se vestiu da pele humana e morreu sem nunca ter pecado apesar da morte ser o pagamento justo pelo pecado.

Mas quando tudo parecia sem sentido e a luz da esperança parecia haver se apagado, eis que o túmulo onde ele jazia foi aberto e Ele saiu, ressurreto e glorificado. Isso porque Deus se agradou de seu nascimento, vida, obra e morte. Isso porque Ele cumpriu a sua parte na minha e tua redenção. Isso porque Ele foi como um de nós e assumiu a nossa morte. Agora ele está vivo e o Natal deve ser celebrado com base nessa maravilhosa verdade. Podemos comemorar o Natal daquele que morreu, mas que ressuscitou, ouve, vê e sente quando celebramos sua vinda. 

Podemos nos aproximar dele e dizer: Vista-nos, vista-nos!

Feliz Natal a todos.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ERA PARA SER MAIS UM JOGO DE FUTEBOL E NÃO UMA BATALHA CAMPAL.


O que dizer das cenas lamentáveis que vimos hoje (08.12.2013) na briga torcida do Clube Atlético Paranaense com a do Vasco da Gama na cidade de Joinville? Uma vergonha, um descalabro, um vexame. Mais um ato de barbárie desses que se arvoram de torcedores, mas que na verdade não passam de desajustados emocionais, gente sem condições de viver em sociedade, passionais, medíocres, e muitos deles membros de gangs que se auto intitulam torcidas uniformizadas.

Outro dia, depois das terríveis cenas vistas nas arquibancadas do “majestoso” Morumbi, escrevi um artigo para o meu blog e como não sou muito lido, não teve a repercussão que, penso eu, deveria ter tido. Hoje, depois de assistir a briga entre “torcedores” do CAP e do CRVG eu me enojei além da conta. Senti náuseas ao ver até que ponto vai o “ser humano” levado pela tolice da paixão por um clube.

Já passou da hora das autoridades futebolísticas desse país assumirem a responsabilidade. Como é possível uma partida onde um clube busca a vaga para a Libertadores da América e outro procura, às duras penas, não cair para a segunda divisão, não ter contingente policial que garanta a integridade do evento? E onde está o Estatuto do Torcedor? Paga-se caro para se assistir a um jogo de futebol e nem segurança os responsáveis pelo espetáculo oferecem! O que é isso se não uma vergonha.

Os culpados, além dos próprios arruaceiros, são:  os dirigente de futebol, as famílias de onde esses desajustados saem, a impunidade com que se trata essa turba de malfeitores.

Muito se falou da morte do menino em Oruro na Bolívia, mas ninguém penalizou o clube por permitir que uma torcida entrasse no estádio com sinalizadores. Eu já estive muitas vezes no Pacaembu e Morumbi para assistir partidas de futebol e fui examinado de “cabo a rabo”. Certa vez não me deixaram entrar nem com o jornal que eu havia comprado para ler enquanto esperava a partida começar. E eu me pergunto: Como é que essa turma entra nos estádios com bombas, sinalizadores e outras coisas mais? Parece que tem prevaricação nisso aí e quando acontecem tragédias como aquela na Bolívia e essa hoje em Joinville, a culpa vai recair sobre o torcedor apenas. Mas não é só ele o culpado.

Já que estão fazendo estádios para a Copa do Mundo e estão gastando uma grana preta, por que não investir um pouco mais com a segurança dos e nos estádios? Sim, colocar câmeras de filmagem em todo estádio, colocar seguranças nos banheiros, nos estacionamentos, ter uma unidade de polícia civil e militar, principalmente nos grandes eventos. A questão é prender e autuar em flagrante delito e impedir que o desordeiro e desajustado entre em estádios. Vamos esvaziar a audiência por um breve tempo até o chefe de família ter a garantia de poder levar sua esposa, filhos e filhas aos estádios, sem correr o risco de voltar para casa sem alguns deles.  Que invadam a privacidade de quem quer que seja dentro de um estádio de futebol. Essa anarquia radicalizada exige uma atitude radical da parte das autoridades que gerenciam o futebol nesse país que, aliás, gera muito lucro. Dinheiro há, só não há organização.

A família também é responsável por esse status quo de violência e batalha injustificável nas arquibancadas. Sim, a família. De onde é que essa turba de desordeiros vieram? De uma família, de uma casa. Alguém já disse com santa sobriedade: “O costume de casa vai à praça”. Pode ter a mais absoluta certeza de que, com raras exceções, esses briguentos de carteirinha, são maus filhos, péssimos maridos, gente sem nenhum equilíbrio emocional, gente destemperada e que gosta de agredir com palavras, gestos e atitudes de pugilismo e outras formas. Um moço que recebe boa educação em sua casa, que aprende desde a mais tenra idade a respeitar o próximo, que aprende pelo exemplo de seus pais como se comportar quando se está só ou em público, não age dessa maneira. O que temos visto nos estádios, acontece em menor escala e proporção nas escolas, nos salões onde se dança o tal funk, e em outros ambientes que são os preferidos por essa gente para poder colocar para fora o sujeito ruim que mora dentro deles. Gente bem educada nem se senta ao lado de gente dessa espécie em estádios de futebol. Eu gostava de ficar bem de longe das torcidas uniformizadas porque, eles vão aos estádios movidos à maconha. E a maconha misturada com o álcool faz do camarada um sujeito corajoso demais da conta. Um moço que recebeu boa educação e refinado doutrinamento em sua casa, não participa desse tipo de coisa como a que vimos hoje.

Mas há outro responsável e esse é o diretor de futebol. Muitos diretores de futebol não passam de torcedores. Quando desandam a falar nas entrevistas é um desastre só. Eles falam contra as arbitragens como se todos os juízes fossem ladrões. Eles desmerecem (não generalizo, é bom que se diga), o outro clube de futebol. Cansei de ouvir entrevistas com esses torcedores que se vestem de diretores falando coisas que revelam o quanto são despreparados para o cargo que ocupam. O uso de microfone e das câmeras de televisão pode desencadear uma onda de violência. Eu particularmente me ofendo quando os torcedores do Corinthians são taxados de analfabetos, bandidos e escória, assim como deixou de ser gozação chamar os são paulinos de gays. Há gente de todo tipo em todas as torcidas e julgar o todo pela parte mostra o quanto somos medíocres em rotular e julgar pessoas e instituições.

Os dirigentes, as famílias, as autoridades, deveriam tornar o episódio de Joinville como um marco. Está na hora dos dirigentes assumirem sua responsabilidade em fazer estádios com segurança. Os pais devem educar seus filhos. Fazer filhos é prazeroso, educa-los é oneroso. Educar é uma arte que exige sacrifício. Ninguém se torna excelente sem que se sacrifique. A excelência e a superficialidade andam em mãos opostas. Será que os pais dos que estão hospitalizados em Joinville sabem do que seus filhos são capazes?
As autoridades devem dar uma resposta adequada e justa para esse tipo de desvio de comportamento. Não deve haver impunidade. Não se deve tratar esses marginais como pessoas comuns. Eles não estão nem aí com o direito e por isso não devem gozar de nenhum privilégio incluindo aqueles que os dirigentes oferecem às torcidas uniformizadas. Na verdade essas tais torcidas não deveriam nem existir. Elas se tornaram em superestruturas que geram muito lucro. Viraram empresas. Uma vergonha. Os clubes são amadores e as torcidas, profissionais. Você vai ao estádio e fica à mercê dessa súcia de malfeitores.

O que se viu em Joinville deve ser a gota que fez a taça derramar. Se não for assim ainda teremos e veremos muitas lágrimas sendo derramadas como foram, por exemplo, as do Luiz Alberto, zagueiro do CAP ao ver o que acontecia nas arquibancadas. Imagem as lágrimas dos familiares que tiveram a triste notícia da hospitalização dos seus por conta de uma guerra sem causa justa.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

EU E O MEU GPS

A maior parte de condutores de automóveis já adquiriu o famoso aparelho GPS (Global Positioning System). Com ele você pode chegar a lugares onde ainda não foi e por isso não sabe qual o caminho que o leva lá.

Certa vez tive que ir a um Ofício Fúnebre em um cemitério que eu não conhecia. Liguei o tal GPS, digitei o endereço e me pus a caminho. Fui seguindo as orientações da “moça do GPS”. Cheguei à rua do Cemitério e enfim, ao endereço pretendido. Uma bandeirinha tremulou no visor do GPS e a “moça do GPS” disse: - Parabéns; você chegou ao seu destino final. Bem, não tenho mais GPS, por essa e por outras razões. Eu não preciso dele para saber qual é o meu destino final.

Todos nós, ainda que não queiramos conversar a esse respeito, caminhamos para “aquele” lugar. Todos nós nascemos, vivemos e morremos. Podemos até saber, de antemão, qual é o lugar em que seremos sepultados, mas o que precisamos mesmo saber é para onde vai a nossa alma (ou espírito). Quanto a isso, tanto eu como você, precisamos saber muito bem qual é o caminho que nos leva para o outro lado do rio, para o lado de lá da vida que continua.

Os homens têm feito suas considerações a esse respeito. Tenho lido, há anos, várias teorias, tenho lido várias propostas. A filosofia materialista ou a idealista, e quase todos os filósofos, já se pronunciaram de uma ou de outra maneira, sobre esse assunto. Os teólogos se dividem em conservadores, fundamentalistas, ortodoxos, liberais, neo-liberais, neo-ortodoxos e assim por diante. A cada dia que passa eu vejo na televisão, ouço no rádio, leio nos jornais, a respeito de mais uma religião que se apresenta, assim como no GPS, aquela possibilidade de caminhos para chegarmos a Deus.


Então eu ouço uma inquietante voz, um forte apelo á minha consciência, uma declaração que ninguém pode e nem teve condições de repetir ou igualar. Eu ouço a voz de Cristo quando disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai se não por Mim”. (João 14.6) Meu coração se enche de esperança, não apenas pela declaração que aponta meu destino final, mas por saber que quem fez tal declaração é, indiscutivelmente o Deus que chama e cujo chamado traz significado e razão para minha jornada para a eternidade.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

MINHA OPINIÃO SOBRE JOGOS NA INTERNET

A Internet é uma benção do mundo moderno. Pode crer. Eu a utilizo a maior parte do meu tempo para ler e escrever. Meu computador, na verdade, é uma máquina de datilografar muito sofisticada. Se eu erro, não preciso mais usar o tal branquinho. Volto atrás apago e escrevo certo. O programa que eu mais utilizo é o Word (editor de texto do pacote Office da Microsoft).

Outra ferramenta que eu uso na Internet é o correio eletrônico, também chamado de "e-mail". Uso também as ferramentas de busca para encontrar artigos, textos, livros e tantas outras informações que examino quando estou escrevendo um artigo, preparando uma palestra, um sermão, uma aula. 

Mas há coisas na Internet das quais tenho verdadeira ojeriza, asco. Refiro-me aos tais joguinhos (e são milhares e milhares). Não gosto de jogo na Internet. Fico admirado em observar como alguns adolescentes, mal adquirem seus PCs e já entram nesse mundo dos jogos. Eu sou totalmente contra esses joguinhos pelas seguintes razões.

1) Eles roubam o tempo dos que se deixam viciar. E esses joguinhos são altamente viciantes. E vício é coisa sempre reprovável. O pior é que esse vício ilusiona, ou seja, o indivíduo nutre a ideia de que pode largar a hora que quiser, mas ao chegar a esse ponto a porta da gaiola se fechou. É como qualquer outra droga.

2) Ele criam um mundo virtual tão apaixonante que os que jogam passam a confundir virtualidade com realidade. Alguns já mataram e ate suicidaram por influência desses joguinhos.

3) Muito acreditam que passam a imagem de intelectuais ao jogarem tais joguinhos. Mas esses jogos não são intelectualizantes em muitos sentidos. Algo que rouba seu tempo, molda sua linguagem, te faz um viciante, pode até te passar muitas informações, mas o que fazer com essas informações? O indivíduo só passa a viver para essa coisa chamada joguinhos.

4) Os que jogam passam a pensar que os que não jogam são todos uns tolos e que não sabem o que é bom na vida. Quando eles estão em grupo só se relacionam uns com os outros excluindo os demais. 

5) Os que jogam se colocam diante do monitor e vivem a experiência precoce e inútil da vida sedentária. Tive um aluno que dormia na primeira e segunda aula. Ao investigar o motivo fiquei sabendo que o tal passava as madrugadass jogando os tais joguinhos. 

6) Os tais "jogadores" passam a viver à margem da sociedade. Tenho visto alguns adolescentes que vão, por exemplo à Igreja, mas não sabem falar de outra coisa, não sabem discutir qualquer outro assunto, a não ser falar a respeito dos tais jogos. E quando esses tais estão em meio à pessoas eles usam uma linguagem código, própria dos tais joguinhos. Quem não joga, fica a ver navios.

Se você é um desses que vive para os tais joguinhos eu aconselho você a largar isso de lado, comprar boa literatura e aproveitar para exercitar sua imaginação. Ler ou não ser, eu creio que isso é que o tal dramaturgo inglês deveria ter dito. Livros fazem aguçar a imaginação, melhoram teu vocabulário, informam de verdade, fazem da pessoa que lê um ser mais eclético, que quanto mais lê, melhor lê e quanto melhor lê, melhor entende e quanto melhor entende, melhor se explica. 

Para quem acha que eu sou um bitolado, um quadrado, ou como me rotularam a pouco, um mente fechada eu quero dizer que tenho enorme saudades dos meus tempos de infância e adolescência quando jogávamos bola (no campinho capinado por nós mesmos), brincávamos de "mão na mula", de "policia e ladrão", "esconde-esconde", e tantas e tantas outras brincadeiras e jogos que nos faziam pegar no sono profundamente. Eu gosto de joguinhos do tipo, Rumi Kubi, e outros joguinhos nos quais enquanto jogamos batemos papo, conversamos e depois que acabou, acabou, pura e simplesmente.

Você já tentou conversar com um desses viciados em joguinhos pela Internet? Impossível. O nível de relacionamento deles com seus pais, irmãos e outras pessoas é baixíssimo a não ser com os que fazem parte da mesma tribo. Com os tais, os famosos viciados nesses joguinhos, conversam a largo sorvos. E sempre a respeito da mesma coisa; adivinhe você sobre o que eles falam. Fácil não?

Rev. Mauro Sergio Aiello

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O PERIGO DA VANGLÓRIA


Com Moisés aprendemos lições riquíssimas para as quais devemos dar total atenção. Esse extraordinário servo de Deus do passado se tornou, em um determinado momento de sua vida terrena, o homem mais manso da terra (Múmeros 12.3).





Alguém já disse, e o fez com muita propriedade, que Moisés viveu 40 anos de sua vida pensando que era alguém (enquanto vivia no Palácio como neto do Faraó), 40 anos como um ninguém (enquanto esteve na terra de Midiã para onde foi fugido do Egito por ter matado um egípcio) e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com alguém que se considera um ninguém (o deserto conduzindo o povo de Israel para a Terra Prometida)

Parece-nos que a humilhação precede a exaltação enquanto o orgulho precede a queda.
     
Com Moisés aprendemos que Deus não escolhe, necessariamente, os mais capazes, mas que capacita aqueles a quem arregimenta, aqueles a quem chama e quanto mais humildes forem os servos chamados, mais fácil será o aprendizado. 

É para Moisés, como líder, que eu olho quando me sinto desprestigiado ou até mesmo perseguido. Sua liderança nunca foi aceita de todo. Sua liderança sempre foi questionada, mas mesmo assim ele conduziu Israel por quarenta anos andando daqui para lá, de lá para cá, no deserto, por causa da desobediência e da sua dura cerviz.  
     
Gostaria de chamar a atenção dos meus assíduos leitores para um aspecto e um momento da vida desse notável servo de Deus. Refiro-me ao lamentável episódio ocorrido em Cades. Não havia água povo e então os israelitas se juntaram para fazer o que lhes era comum fazer – murmurar contra Moisés e Arão seu irmão. Moisés e seu irmão buscaram a Deus em oração e Deus disse a Moisés: “Toma a vara, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe retirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais”. (Números 20.8) 

O que vem em seguir foi um ato insano da parte de Moisés. Ele ajuntou o povo como Deus ordenara, mas passou-lhes um pito, uma descompustura e em vez de falar à rocha ele bateu nela, duas vezes, com a vara. O episódio se tornou ainda mais grave quando, em sua dura palavra exortativa ele chamou para si e para seu irmão o poder de fazer a água verter da rocha. Vejamos o que ele disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água da rocha para vós outros?”. (Nm 20.10b) Deus fez a água sair da rocha, não Moisés. E Ele o fez não por causa de Moisés, e sim apesar de Moisés. Na verdade Moisés foi impedido de entrar na terra prometida por esse lamentável deslize. Deus disse ao seu servo Moisés: “Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar esse povo na terra que lhe dei”. (Nm 20.12)
       
Não devemos roubar a Glória de Deus. Não podemos ousar reter ou nos apropriarmos daquilo que Lhe pertence. 

Toda nossa vida, nossos talentos e dons, nossos sonhos, projetos e ideais, quer seja no âmbito da religião ou mesmo na família, ou ainda na profissão, ou lazer, devem ser meios nos quais a Glória de Deus se manifeste. “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (I Cor. 10.31) 

Não há nada de errado em que nos sintamos bem com o resultado do trabalho de nossas mãos, a menos que nos deixemos envaidecer e seduzir pela vanglória. 

Não há absolutamente nada de errado em que nos esforcemos em fazer tudo da melhor maneira possível, seja em que âmbito for. Não há absolutamente nada de errado em que nos alegremos com as conquistas e vitórias e as celebremos. Todavia, não podemos nos deixar seduzir pela vanglória. A vanglória é genitora de muitas outras atitudes ruins. 

Ela gera um filho chamado autossuficiência. O sujeito cheio de si mesmo é totalmente vazio de Deus e uma pessoa vazia de Deus é uma total tragédia. John Falvel escreveu: "Quando Deus pretende encher uma alma, Ele primeiro a esvazia. Quando Deus deseja enriquecer uma alma, ele primeiro a empobrece". Mas a pessoa autossuficiente imagina de forma inútil e vã que pode alcançar seus objetivos sem que Deus participe do projeto. Esse foi um dos erros cometido pelo rei Saul. 

Outro filho gerado pela vanglória é o preconceito. 

O cristão vitimizado por essa enfermidade começa a olhar os outros de baixo para cima. Uma pessoa assim começa a nutrir o sentimento terrível de que é insubstituível.


Julgamentos precitados, a ilusão de que suas opiniões são mais abalizadas que as opiniões de outras pessoas são posturas naturais em pessoas preconceituosas. Uma de minhas filhas refere-se a pessoas assim dizendo que elas se sentem a "última bolacha do pacote". O povo de Israel entendeu de forma equivocada sua vocação. Eles, em vez de se tornarem uma benção para as outras nações, se tornaram um estorvo, um povo cheio de si mesmo. Para o fariseu, por exemplo, um gentio não passava de combustível para aumentar o fogo do inferno.

O orgulho é mais um filho gerado pela vanglória. O cristão que se deixa enfermar pela vanglória se torna uma pessoa orgulhosa e pessoas orgulhosas não são misericordiosas. Normalmente pessoas orgulhosas têm sérias dificuldades em se deixar conduzir e são, na maioria das vezes, rebeldes, insubmissos e motinadores. Elas gostam de usar os pronomes "eu" e "meu". O orgulhoso é egocêntrico. 

Os cristãos precisam entender, urgentemente, que estão aqui de passagem e que suas vidas só terão sentido se forem pautadas pela humildade, principalmente nos momentos de conquistas. Santo Agostinho escreveu: "Foi o orgulho que transformou anjos em demônios, mas é a humildade que faz de homens anjos". 

Devemos estar atentos às palavras de Jesus, o maior de todos os conquistadores, aquele que venceu o pior e mais terrível algoz do homem, a morte: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração". (Mateus 11.28-30)

Não nos deixemos vencer pela vanglória. Quando completarmos com êxito nossos objetivos, coloquemos tudo na presença de Deus e digamos com sinceridade de coração: - Tens aqui Senhor, o trabalho de minhas mãos. Peço que julgues com misericórdia, pois Tu mereces algo muito melhor do que te ofereço. Perdoe teu Servo Inútil.

Amém.                

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ARQUIBANCADA OU CAMPO DE GUERRA?

Precisamos, urgentemente, parar e fazer uma avaliação do futebol brasileiro em todos os seus níveis. Precisamos rever o Estatuto do Torcedor. 1) Não há segurança para gente de bem que quer ir ao Estádio ver uma partida de futebol. 2) Os estádios são horrorosos. Vão melhorar um pouco por conta da Copa do Mundo, mas se não fosse isso continuariam sendo aquela lástima. E depois da Copa como vão ficar? Um sinal de que as coisas deixam essa dúvida em minha mente é o Engenhão. O gramado nunca foi lá grande coisa e agora está interditado porque as estruturas estavam prestes a cair sobre o torcedor. Um Estádio "novinho" em folha. 3) Não há segurança para estacionarmos nossos carros. O Morumbi, a esse respeito, é um transtorno há décadas. Transtorno para torcedores e os moradores no entorno do estádio. E queriam a abertura da Copa lá. Só mesmo a empáfia de um Juvenal Juvêncio para supor uma coisa do tipo. Não deveria se chamar Estatuto do Torcedor, mas sim Está Duro Para o Torcedor (o verdadeiro).

É PRECISO PARAR E PENSAR SE NÃO QUEREMOS CHORAR. Os dirigentes precisam, realmente, se profissionalizar. Vejo algumas entrevistas de Presidentes e Diretores, em que suas respostas às perguntas são de torcedor e não de dirigente. São passionais demais. Em vez de acalmar os ânimos, insuflam a violência. Sem contar com a vergonha da prevaricação com as tais torcidas uniformizadas. Já passou, e há muito, da hora de acabarem com essas torcidas uniformizadas. Elas viraram empresas, e são dirigidas por pessoas que não sabem e nem querem fazer qualquer outra coisa na vida a não ser ficar de cima para baixo brigando e causando arruaças. É preciso uma ação enérgica e os dirigentes deveriam deixar suas picuinhas e bairrismos de lado e se unir contra essas cambadas de desocupados que acabam com a beleza do futebol. 

BRIGAS DE TORCIDAS. Tenho já 59 anos de idade sou cidadão paulistano e já frequentei muitos estádios de futebol. É um dos espetáculos mais lindo de ser ver. A grama verde, a bola que rola sobre ela, os uniformes dos jogadores, dos juízes e bandeirinhas, e assim por diante. De noite então, no Pacaembu! Não tem igual gente! É muito lindo aquilo tudo! Mas as cenas protagonizadas pela torcida do São Paulo, domingo no Morumbi, foram horríveis. As cenas em Brasília da briga da torcida desse mesmo São Paulo contra a torcida do Flamengo, com torcedor acabando por ser hospitalizado e ficar em estado de coma, da torcida do Corinthians contra a torcida do Vasco, em Brasília também, do Castelão em Fortaleza, do Estádio Independência entre a torcida do Galo e do Cruzeiro só reforçam minha tese inicial - TEMOS QUE REPENSAR O FUTEBOL BRASILEIRO ANTES QUE ALGUMAS TRAGÉDIAS SE TORNEM NATURAL NO COTIDIANO DO FUTEBOL NO BRASIL. E, por favor, (peço à imprensa que se una em torno disso) não há torcida uniformizada melhor e nem pior. TODAS SÃO MUITO RUINS.

ADVERSÁRIO SIM, INIMIGOS NÃO. É preciso que se compreenda que o futebol é praticado por agremiações adversárias e não exércitos inimigos. Não se entra em campo para humilhar o adversário, mas para vencê-lo, com um desempenho melhor, obedecendo as regras e normas. Só há três resultados possíveis: vitória, derrota e empate. Se alguém imagina que a agremiação da qual é simpatizante só deve vencer age e pensa tolamente. Ninguém saberá valorizar mais a vitória do que aquele que aprendeu o quanto dói a derrota. Quão inútil seria existir uma agremiação que, mesmo antes de começar a porfia, e o campeonato, já fosse considerada campeã de antemão. A falta de lógica no futebol é, também, o que garante o seu encanto.

VIOLÊNCIA. E não é só a violência nas arquibancadas ou nos entornos dos estádios, ou mesmo em emboscadas nas estradas (como todos nós sabemos acontecem). Também devemos ficar atentos à violência dentro das quatro linhas. A entrada que o menino Rodrigo Caio deu no menino Romarinho no último clássico São Paulo e Corinthians, deveria ser punida com a marcação da falta e a expulsão do jogador. O juiz não deu falta porque se o fizesse o mínimo que deveria fazer era expulsar o Rodrigo Caio. Até hoje eu me lembro, com tristeza, da entrada do Baiano no jogador Rogério, do São Paulo, que fez com que esse ficasse por muitos meses fora dos gramados. E o que dizer da entrada do "jogador" Márcio no Zico? E a entrada do Edmundo no Paulo Sérgio em uma final no Morumbi entre Palmeiras e Corinthians, de triste lembrança quando o tal José Aparecido, tido como árbitro, foi o protagonista de uma das piores e mais coniventes arbitragem de todos os tempos se rivalizando talvez ao Castrille em Portuguesa e Corinthians. É preciso que se tenha peito para dizer que muita violência começa pelas declarações de alguns dirigentes e pelas botinadas e pernadas de alguns jogadores cuja inteligência só lhes permite abater o craque com sua truculência e conversa de intimidação. Joguei bola e eu sei o que isso.

PUNIÇÃO: Jogador que não é punido exemplarmente, e juiz que faz o que quer, são coisas igualmente danosas. A impunidade é geradora de violência, tanto dentro, quanto fora das quatro linhas. Sou favorável a que um jogador fique suspenso enquanto o jogador agredido por ele não se recuperar da lesão e não voltar aos gramados. Juiz, como o que fez o senhor Wilson Luiz Seneme no último clássico paulista, (refiro-me à entrada do Rodrigo Caio e não à polêmica do penalty que eu penso que se fosse para o outro lado ele não daria MESMO) deveria tomar um belo gancho. Errar todos erram, mas há erros que na verdade são fruto de uma certa maldade e simpatia de alguns árbitros. Quem já jogou bola, sabe muito bem que certos juízes tem bronca de diversos jogadores e clubes e sempre fazem uma certa vista grossa em alguns lances. Ah! Pelo amor dos meus filhinhos (como diria o Silvio Luiz), não me venham dizer que isso não é verdade. Tem juiz aí muito escolado. 

E por fim um pitaco a todos torcedores. Uma lição que confesso, preciso aprender. Precisamos ser menos passionais. Precisamos torcer mais e distorcer menos. Precisamos ser tão honrados nas derrotas quando ab-rogamos honra nas vitórias. Precisamos aprender que vencer não é o mesmo que humilhar. Precisamos entender que cada um é grande à sua maneira e que a alegria de uma conquista e bem mais passageira do que a tristeza de uma derrota, mas que essa, afinal de contas, é resultado do desporto em qualquer modalidade. Precisamos ser bons exemplos de torcedores para as futuras gerações.  



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

PARABÉNS MARISA LOBO!


A que ponto chegamos. Já não basta a falta de amor pela pátria tão patente nas decisões da parte de alguns juízes do STF, e agora tenho que ler essa reportagem: 

"Associação de Psicologia do Brasil forçou um de seus membros a remover a referência à sua religião de seu blog, mas ela recusou-se alegando que é seu direito de mostrar isso.
Loucura é a única palavra que pode descrever adequadamente o incidente. Uma mulher no Brasil acrescentou a descrição “psicóloga cristã” em seu blog e perfil no Twitter. Isso não caiu bem ao Conselho Federal de Psicologia (CFP) de seu país e, como resultado, de acordo com um relatório do Christian Post, Marisa Lobo, uma cristã evangélica, corre o risco de ter sua licença para exercer a profissão revogada. Isso ocorre porque de acordo com o código de ética da associação, a sra. Lobo poderia “influenciar os pacientes”, declarando sua fé. Aparentemente, o CFP foi particularmente crítico do trabalho de Lobo, no campo das terapias de orientação sexual.
Mas a sra. Lobo não está tendo nada disso. Em uma carta PCP, ela chamou o código da associação de “inconstitucional” e escreveu. Leia mais: http://logosapologetica.com/denuncia-psicologa-proibida-chamar-crista/#ixzz2fwcKwd00
Isso é o que eu chamo de Teofobia. Qual é o problema em que qualquer profissional, em qualquer área se declare crente em Deus? Bem, para aqueles que não creem em Deus, parece que existe problemas. Mas isso é puerilidade. Ora que implicações terão tais declarações dos profissionais que assim se afirmam para aqueles que não creem em Deus? Oras bolas; se Deus não existe que mal se poderá produzir? Um nada, nada pode fazer.

Por outro lado eu penso que cada cliente deve mesmo se informar ao máximo sobre quem é o profissional que ele vai consultar. Aliás, a consulta não é de graça. Eu tenho todo o direito de saber nas mãos de quem minha vida estará. Tenho ou não tenho, esse direito? Se eu tiver que ser submetido a alguma cirurgia, por exemplo, eu quero ter a opção de escolher o melhor cirurgião que eu puder. Então vou me informar sobre as estatísticas, sobre a ética, sobre o preço, sobre a equipe, de tal médico. E se eu quiser ser operado por um cirurgião que seja um crente em Deus, quem vai me impedir? E diga-se de passagem que, entre um mau cirurgião teísta, e um bom cirurgião ateísta, eu fico com esse. E você? Diga-me; quem você escolheria?

Então é bom mesmo saber tudo que se puder sobre o profissional que iremos consultar. O Conselho Federal de Psicologia está amarelando, isso sim, como o estão grande parte da imprensa que se arvora de auto defensora de suas prerrogativas em poder opinar, mas está meio que no muro nessa questão. É como diz o ditado: "Pimenta nos olhos do outro é açúcar no meu". (Apesar de que creio que ambos irão arder).

Teofobia. Como é que é? Eu não posso ser médico e ao me identificar eu não posso dizer que sou crente em Deus? Não só posso dizer isso como posso dizer para que time eu torço. Eu sou livre para me identificar. Pode ser que não haja necessidade de se identificar como Psicólogo Teísta (cristão, muçulmano, budista, hinduísta) Corintiano, Palmeirense, santista, etc....

Creio mesmo, que não é necessário, mas também não deve ser proibido. Onde está escrito que dizer a verdade a respeito de si mesmo é errado? Errado é omitir, mentir, agir clandestinamente, ficar nas sombras para sair quando se sentir forte para prejudicar o semelhante.

Sim, teofobia. É o que está acontecendo.

Sou contra a homofobia (atos de violência verbal ou física contra os homossexuais). A Bíblia condena a violência. A Bíblia diz que devemos amar o próximo, seja ele quem for, faça a opção sexual, clubística, gastronômica, etc...etc...que fizer.. Mas também não posso concordar com esse jeito despótico, ditatorial, antidemocrático em querer calar a minha boca ou moldar minhas opiniões sobre qualquer aspecto da vida". Sou contra essa interferência indevida. Se a Psicóloga colocar na placa do seu consultório - PSICÓLOGA CRISTÃ - é seu direito inalienável.  Parece-me, se entendi, que não é o caso. Ao que me parece ela assim se identifica nas redes sociais e aqui há mais um fator a seu favor.

Ora, senhores do CFP e órgãos que regulam essa profissão (Psicologia): Parem de coar mosquitos e engolir camelos. Não se deixem usar por uma minoria que faz tanto barulho quanto duas caveiras dançando samba sobre uma folha de zinco. Tenham pulso e regulamentem a profissão sob outros parâmetros e não estes. Isso revela que parece haver pouco a ser feito e quando não há nada para fazer estamos a um passo de fazer o que não devemos.

Parabéns à Sra. Marisa Lobo. Ela tem o meu apoio e admiração. Se eu precisar de um Psicólogo é gente assim que eu procuro. Gente de opinião, firmeza de propósito e convicção. Imagine você tendo que se consultar com um Psicólogo que não tem opinião e nem consciência do que e de quem é. Contrassenso, não?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

ROCK IN RIO E O CRENTE

O tal do Rock In Rio aconteceu! Quais os resultados de todo esse agito, de toda essa movimentação? Quais os resultados para a cultura, a moralidade, a ética, os bons costumes, a família e, principalmente, para a espiritualidade que tal evento produziu? Eu pergunto até em tom de desabafo. Não é uma situação agradável você ser interpelado por pessoas que você ama e que ainda nem trocaram as fraldas, que vivem debaixo do financiamento dos pais, que não sabem escrever e nem raciocinam com inteligência e ponderação,  tirando onda com a minha cara ao ficar elogiando esse evento danoso e funesto. Eu repito: Que proveito isso trouxe à sua moralidade, aos aspectos éticos da vida. Enquanto rolava esse desfile de homens mal vestidos (alguns nem vestidos) e mulheres sensuais, num ambiente para lá de barulhento o STF dava uma demonstração de falta de coragem e brasilidade. E a moçada pulando, saltando, e se divertindo!

Eventos como esse são como correr atrás do  vento ou imaginar que do outro lado do arco-íris há mesmo um pote de ouro. Sim, há muito ouro sendo levado aos bolsos dos organizadores desse evento e aos seus personagens (bandas, cantores, dançarinos, etc...). Esse evento e outros que tais, Carnaval, Virada isso, Virada aquilo, Marcha para Jesus, inclusive, são meras abstrações, um tipo de entretenimento perigoso onde aqueles que participam se deixam seduzir pela psique da multidão se tornam um contingente enorme de alienados. Lembro-me do famoso festival de Wood Stock: Muita maconha, cocaína, LSD, perventim, cerveja, Whisky, e muito sexo casual e sem compromisso sob a égide do tal Paz e Amor. Não havia nem paz e nem amor naquilo. Sobrava irresponsabilidade, isso sim. 

Agora eu fico atônito ao ver crentes que frequentam um evento tão funesto, tão danoso a espiritualidade do cristão do que esse. E tem até Pastor que fica tricotando com alguns jovens sobre as caraterísticas dessa ou daquela banda. Há pais de jovens que professaram sua fé em Jesus que financiaram a incursão dos filhos em tal evento. Será que têm medo de formar fileira ao lado daquilo que é justo e verdadeiro e querem se passar por pais moderninhos, democráticos, "amigos dos filhos", o "pai e a mãe da hora"? Se é isso eu lamento, mas se dependesse de mim eu não levaria meus filhos e até onde pudesse eu os proibiria de frequentar tal ambiente.

Há crentes que querem ser moderninhos. Eles vão na onda. Não têm força para simplesmente ficar à parte de tudo isso, para dizerem não ao apelo da carne e das paixões. Eles não querem serem vistos como radicais, como ultrapassados, como retrógrados, bitolados e outros adjetivos depreciativos. 

Porventura há algo mais radical, trágico, do que o pecado? O pecado é sutilmente danoso. O que aconteceu com Eva no Éden, se repete todos os dias em formatos diferentes. Para os que querem ir ao Rock In Rio o papo da serpente é esse: - Que mal há nisso? É apenas música. Você não vai se contaminar. Isso é cultura. Você não pode ficar desatualizado. Vá, mas não faça sexo e nem se drogue. Curta as "músicas" o agito apenas. Você tem direito a ser feliz e se divertir. Todos seus amigos vão. Só você vai ficar em casa? Lá você vai ver de perto (não tão perto assim) as bandas tal e tal.....!!!!!!!!  E a maioria cai na lábia da serpente e ainda alguns dizem que não vão se contaminar, que não vão fazer nada. Bem para começar eu desconfio mesmo de alguém que se declare um cristão e goste desse tipo de evento. Rock In Rio é isso: barulho, drogas, sexo casual, ficar, azarar e muito mais de coisas ruins. 

Há "crentes" que não percebem que isso é como o carnaval, ou seja festa da carne. Alguns não vão ao Sambódromo do Rio ou de São Paulo, não vão atrás dos Trios Elétricos em Salvador e Recife. Muitos deles se refugiam em Acampamentos no Carnaval. Fazem isso dizendo que estão fugindo da festa da carne. Mas eu fico a me perguntar: Que diferença há entre Rock In Rio e Carnaval? As modalidades musicais são diferentes, concordo. O ambiente não é um Sambódromo mas um lugar aberto e preparado para as bandas se apresentarem. Mas a despeito dessas diferenças, ambas as festas visam satisfazer as paixões da carne.

Esses "crentes" deveriam se perguntar se Jesus frequentaria tal evento. Pedro escreveu: "Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância, pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo" (I Pedro 1.14,15). Tiago escreveu: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus". (Tiago 4.4)

O argumento de que alguns vão, mas não se drogam e nem se prostituem cai por terra se lembrarmos o que Paulo escreveu à Igreja de Tessalônica na porção em que trata dos aspectos práticos da vida cristã: "Não apaguem o Espírito. Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem-se de toda forma de mal. Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo". (I Tess. 5.19-23)

Tenho para mim que quando não estamos onde deveríamos estar sempre somos levados a fazer o que não deveríamos fazer. Quando estamos onde não deveríamos estar deixamos de ser bençãos e passamos a ser escárnio para o santo evangelho de Cristo. Ora, imagine alguém pulando, saltando, com uma garrafa de cerveja na mão, em um evento como esse e se declarando um discípulo de Cristo. Com a mais absoluta certeza até o incrédulo vai duvidar de tal declaração. 

A multidão tem um poder de sedução extraordinário. Vide o que acabou acontecendo nas manifestações do MPL (Movimento do Passe Livre), que começou em São Paulo e inflamou o Brasil todo. Havia um enorme contingente de pessoas no meio da multidão que gritavam slogans, ofendiam as autoridades, sem saber porque faziam isso. E nesse meio havia os marginais infiltrados para promover os saques e as agressões de que todos somos testemunhas. A televisão deixou isso bem claro. Dizer que vai ao Rock In Rio e não vai se contaminar com aquilo que acontece lá é mesmo um discurso difícil de acreditar. Mesmo que a pessoa seja bem intencionada, se ela não praticar o que é comum acontecer em eventos como esses, ela se sentirá um peixe fora da água. 

Mas há uma outra consideração que eu quero fazer e ela tem a ver com o Salmo 1. Na Nova Versão Internacional lemos o Salmo 1 assim: "Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores e nem se assenta na roda dos escarnecedores. Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que faz prosperará. Não é o caso dos ímpios! São como a palha que o vento leva. Por isso os ímpios não resistirão no julgamento nem os pecadores na comunidade dos justos. Pois o Senhor prova o caminho dos justos, mas o caminhos dos ímpios leva à destruição". 

Ora, o que é ir ao Rock In Rio se não seguir o conselho dos ímpios, imitar a conduta dos pecadores e se assentar na roda dos escarnecedores? Sim é isso mesmo. Quem frequenta tal ambiente e ambiente similares está cometendo um grave erro e equívoco lamentável.

Essa minha palavra é Pastoral e de alerta ao jovens e aos seus pais. Os jovens cristãos devem ter forças para poder dizer não a isso. Eu amo música. Quem me conhece sabe muito bem disso. Eu sou da geração que mudou muita coisa em termos de música, tanto no mundo quanto dentro da Igreja. Mas depois de minha conversão eu simplesmente senti que fui liberto do Egito com seus pepinos e bolos de carne. Quando me recordo das minhas incursões no mundo da música e dos efêmeros relacionamentos que curti naqueles salões e ambientes eu não sinto nenhum orgulho. Pelo contrário eu sinto que perdi meu precioso tempo com futilidades e pecados. Graças a Deus que redimido perdi todo o gosto por aquilo. Continuo amando música, e quem me conhece, como já escrevi acima, sabe muito bem o que eu faço com meu dom e com a música na Igreja. Essa arte foi contaminada pelo pecado, mas é possível fazer música para a alma e coração humanos sem que nos leve à sentimentos e atitudes pecaminosas.

Jovem...não vá ao Rock In Rio. Economize seu dinheiro, seu tempo, sua saúde. Faça uma viagem, conheça outros lugares, invista em um curso de aperfeiçoamento profissional, compre alguns bons livros. Invista seu dinheiro, saúde e tempo naquilo de que você não irá lamentar no futuro. Deus disse certa vez ao povo da aliança, por boca do profeta Isaías: "Venham, todos vocês que estão com sede! venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum, venham comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo. Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Escutem, escutem, e comam o que é bom, e a alma de vocês se deliciará com a mais fina refeição". (Isaías 55.1-3)

Lembrem-se, jovens, do Filho Pródigo que se deixou seduzir pela estúpida ilusão de que seria feliz longe da casa paterna e acabou por desejar comer do que era dado aos porcos. Lembrem-se de Deus na sua juventude em tudo o que fazem, incluindo suas diversões, e creiam que Ele tem o melhor para seus corações, para suas vidas e que por fim pedirá conta de tudo que tiveres feito.

Que Deus te dê forças para poder ter a coragem para simplesmente dizer não quando todo mundo espera que você diga sim.



terça-feira, 3 de setembro de 2013

PERGUNTAS INQUIETANTES.

Certa vez eu ouvi dizer que o que movimenta o mundo não são as respostas, mas sim as perguntas. Aliás, saber fazer perguntas é mesmo uma arte. Recordo-me de que ao participar de um Congresso, houve em um determinado momento, um período de perguntas ao palestrante. Foi mesmo um momento de teste para a paciência de todos, aquele momento. Conclui, com aquilo tudo, que deveríamos fazer um Congresso cujo tema seria - APRENDENDO A FAZER PERGUNTAS EM CONGRESSOS.


Tenho eu aqui algumas questões que quero propor. Veja se você pode respondê-las e perceba o quão inquietantes são elas.


A Igreja é sal, o mundo é terra, a Igreja é Luz, o mundo, trevas. A Igreja tem como comandante, Cristo, o mundo o Diabo. A Bíblia, em seu todo, afirma que não pode haver comunhão entre luz e trevas, entre a Igreja e o mundo. Não se trata de olhar o mundo apenas, mas sim tentar acomodá-lo nos limites da Igreja. Impossível as trevas coexistirem onde brilha a luz. Onde você está? A quem tu pertences?
                 

A Igreja de Cristo é o próprio Cristo na terra. O mundo, jaz no maligno. O mundo tem seu sistema implantado a partir da queda dos nossos primeiros pais. A Igreja é o povo selecionado e eleito antes que houvesse mundo. Percebe você que não se trata apenas de serem diferentes. Igreja e mundo são duas realidades antagônicas, oponentes, irreconciliáveis sem nenhuma possibilidade de comunhão e suas origens revelam que é impossível qualquer tentativa de aproximação. Na carta que Jesus escreveu à Igreja de Laodicèia (Apocalipse 3.15,16), o Mestre condena essa tentativa de miscigenação espiritual e diz: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente: Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou pronto a vomitar-te da minha boca”.  És quente ou frio? Ou és morno?
                    

A qual dessas sociedades você pertence, meu caro leitor? Você é membro da Igreja de Cristo ou és associado ao mundo? Você é soldado de Cristo ou és membro do exército do maligno? Você é sal ou terra, és luz ou trevas, és quente ou frio,  és Igreja ou és mundo? Essa questão é de vital importância, pois sua resposta define  seu destino eterno. A Bíblia deixa evidenciado que aqueles que pertencem a Igreja de Cristo irão reinar com Ele eternamente, todavia, aqueles que pertencem e amam o mundo irão viver a eternidade na total alienação de Deus em um lugar chamado inferno. É inferno porque será um lugar de sofrimento eterno. Responda: você de que lado você está?


Mas deixa eu dizer mais uma coisa que julgo importante. E isso tem a ver com algumas pessoas que vivem dando desculpas dizendo não pertencerem à Igreja de Cristo. Sou sincero em dizer que se você se diz crente, e não age assim, não se engaja, não se relaciona, não serve a Cristo na Igreja, não a frequenta, não contribui, não ora por ela, então você não é regenerado. Você pode até se simpatizar em algum aspecto com ela, mas ainda não pertence a ela, pois ainda não nasceu de novo. Seria difícil, intelectualmente compreender, que a Igreja é o Corpo de Cristo, e que Cristo é a cabeça desse corpo? Pois sendo assim, se você não ama a Igreja de Cristo, você não ama o próprio Cristo. E por favor, não me venha com essa desculpa de que na Igreja de Cristo tem muitas pessoas hipócritas, porque Jesus teve entre seus discípulos gente de todo tipo e Ele os amou até o fim. Jesus mesmo nunca ocultou a verdade de que a Igreja está no mundo é que o mundo é o campo onde o inimigo semeou o joio. A questão toda não é o outro, meu prezado leitor, mas sim você. Quem é você? Joio, ou trigo, luz ou trevas, sal ou terra? Jesus disse em sua oração sumo sacerdotal referindo-se aos crentes: “Eles não são do mundo, como também eu não sou”. (João 17.16) Quem é você em relação a Igreja?


A Igreja está no mundo, mas não é do mundo. A Igreja está no mundo para testemunhar ao mundo a respeito de Jesus como Salvador e Senhor e isso só é possível se nosso nível de engajamento e responsabilidade com a Igreja for profundo e não superficial. “A igreja é a realidade e a extensão de Cristo como vida a Seus crentes para formar uma esfera na qual Deus governa em vida.” (Witness Lee)


A Igreja não é um museu, nem teatro, tampouco mercado, ou confraria. A Igreja é a noiva de Cristo, pela qual ele deu sua própria vida e derramou seu precioso sangue. Se você não estiver disposto a se dedicar a ela isso é evidência clara e inequívoca de que você ainda não é um cristão de verdade. A Igreja continuará a ser, até sua plena redenção, uma agência divina conduzida por mão humanas. Onde está a tua mão, prezado leitor?

domingo, 25 de agosto de 2013

ESPERO VER VOCÊ LÁ....






Howard Andrew Williams, conhecido como Andy Williams (Wall Lake3 de dezembro de 1927 - Branson25 de setembro de 2012) foi um cantor estadunidense famoso por sucessos como a canção-tema do filme Bonequinha de Luxo, "Moon River". 

Começou cantando na Igreja Presbiteriana local, depois formou um quarteto com seus irmãos e se apresentou no show de Bing Crosby, em 1944.1 2 Começou sua carreira-solo em 1952e emplacou diversos sucessos3 , até se tornar um dos mais populares cantores do país na década de 1960. Ganhou dezoito discos de ouro e três de platina, atrás apenas de Frank Sinatra, Elvis Presley e Johnny Mathis. Combinando bom gosto, técnica vocal e carisma, chegou várias vezes ao topo da lista da revista Billboard.

Teve seu próprio show de televisão, o The Andy Williams Show, o mais popular da época e que venceu três prêmios Emmy, entre 1962 e 1971, tendo cantado ao lado de Julie Andrews,Ella FitzgeraldBobby DarinJerry LewisBing CrosbyJudy GarlandRobert GouletSammy Davis Jr., os irmãos Karen e Richard CarpenterTony BennettDorival Caymmi (de quem gravou Roses, Roses, Roses) e Tom Jobim, que o considerava o melhor cantor americano de bossa nova. Nos anos 90 fundou seu próprio teatro, chamado Moon River Theatre, emBransonMissouri. Gravou oito álbuns de músicas natalinas, o que lhe valeu o título de Mr. Christmas, e apresentou por sete anos seguidos a cerimônia do Grammy.

Em 1961 casou-se com Claudine Longet, com quem teve três filhos, separando-se dela em 1969. Casou-se pela segunda vez em 1991 com Debbie Haas. Williams e Debbie moravam em BransonMissouri e La Quinta, na Califórnia, numa casa de arquitetura notável pela sua arte moderna. Williams era golfista amador e manteve-se em plena atividade mesmo em idade avançada.

Faleceu em 25 de setembro de 2012, aos 84 anos, devido a complicações ocasionadas por um câncer de bexiga. (Wikpédia)


Em que e em quem repousa nossa esperança? O que pensamos sobre a vida vindoura? Será que há vida depois dessa aqui?  Se há como será essa existência? O que diz e pensa meu coração? O que podemos encontrar na religião a esse respeito? 

Fui criado com a Bíblia ao meu lado, com a visão de uma mulher que orava à semelhança de Ana, minha mãe. Meu pai partiu cedo para a estimativa de vida dos brasileiros. Ele morreu com somente 59 anos de idade, exatamente a idade que tenho hoje. Meu querido pai enfrentou sua enfermidade como um verdadeiro homem. Lembro-me do dia em que me chamou ao seu quarto e me pediu que eu cuidasse de meus irmãos mais novos e de minha mãe. Ele sabia que o seu tempo estava terminando aqui nessa terra e que iria partir em breve. Isso aconteceu no dia 15.02.1974, mais precisamente às 13H00, no Hospital Brigadeiro. Recordo-me de vê-lo, pela última vez deitado sobre aquela pedra com seus lindos cabelos que embranqueceram por conta da dor que ele suportou até o último suspiro.

Não me importo com o que me dizem a respeito da minha fé. Eu hoje estou convencido mais do que tudo que ela é mesmo um milagre. Eu sei que ela é um tesouro depositado em meu coração, por Deus. Paulo escreveu de forma notável: "Combati o bom combate, completei a carreia, guardei a fé". Guardar aqui não é acondicionar a fé no coração como guardamos um tesouro em um baú, mas o sentido aqui é "pratiquei" a fé. É como se ele dissesse: "Combati o bom combate, completei a carreira e fiz isso observando em todos os momentos a fé". Essa fé é um dom de Deus e por isso é eterna como eterno é o Deus que a doou. Eu tento observá-la e é nela que eu coloco minha esperança, é com ela em meu coração que eu penso e canto a esperança da vinda vindoura. Oh! Meu coração se alegra profusamente ao ver que se essa vida aqui é maravilhosa, a vida por vir, como esperamos em Cristo, é infinitamente superior.

Eu gosto de cantar uma música que tem como título original Danny Boy que eu posto abaixo interpretada por Andy Williams um dos meus intérpretes prediletos. Na versão que eu canto o título é Há Um País. É interessante como Danny Williams, como era conhecido também, se parecia fisicamente com meu pai. Meu pai era um exímio músico e foi ele quem me fez amar a música como uma expressão artística que eu uso como instrumento para louvor de Deus, para testemunho dessa fé, para compartilhar minha vida com Deus a todos que me circundam, Essa poesia abaixo é a letra composta para essa melodia. Talvez a música mais linda que meus ouvidos já ouviram.


Há um país além do grande rio
Cheio de flores de prazer e luz
Que é destinado as almas resgatadas
Lá não terão nem morte, nem mais cruz
Lá é aonde a morte não mais entrará
Nem mais pecado o riso tirará
Jesus o Rei, nessas mansões tão lindas
Os salvos todos com prazer abraçara.

Lindo país eu vejo a brisa mansa
Acariciar campinas e jardins
E a embalar, as palmas prateada
Dos vales perfumados por jasmins
Enquanto o sol se põe no horizonte
Eu julgo ver em sonho esse lar
Vejo amigos já ressuscitados
E todos nós ao nosso bom Jesus louvar
E todos nós ao nosso bom Jesus louvar.



Em que repousa sua esperança? Ah! Que bom sua esperança está em Cristo. Então espero ver você lá....

Amém.

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


FAMÍLIA.....

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O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOMEM É SUA FAMÍLIA

FILHOS

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QUERIDOS