sexta-feira, 8 de março de 2013

UMA NOVA CRIATURA



“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram eis que tudo se fez novo”. II Cor. 5.17

É interessante observar o uso dos verbos de ligação, estar e ser, neste versículo da Bíblia. A informação é que se alguém está em Cristo, ele é nova criatura e como consequência natural as coisas velhas passaram, tudo se fez novo.

Ser nova criatura é uma consequência natural de todo aquele que realmente está em Cristo Jesus e em quem Jesus está. Isso não é brincadeira, não é filosofia, nem o resultado de uma vida contemplativa, nem tampouco de uma vida de autoflagelação e mutilamento, ou mesmo de prática de “boas obras e caridade”. Em absoluto! Estar em Cristo é ser unido a Ele misticamente. Sabe como isso ocorre? Bem, quando o Espírito Santo convence e converte o coração do pecador ele é levado a enojar-se das coisas que praticava, dos seus valores, projetos de vida, dos seus ideais, dos seus imundos pensamentos, da forma vã com que levava sua vida. Com a conversão surge, então, um forte desejo de deixar tudo aquilo que Deus considera transgressão, pecado. Eis então a morte do velho homem e o renascimento de um novo homem. O velho homem é crucificado com Ele e o novo homem vem à lume. O velho homem morre e é sepultado com Cristo, mas um novo homem ressuscita com Cristo passando a viver em novidade de vida.

Por isso é uma aberração teológica admitir que alguém morreu e ressuscitou em Cristo e não amar a santificação. É um equívoco declarar que alguém está em Cristo e que esse alguém continua vivendo do mesmo jeito imoral e indecente como vivia. Uma criança recém-nascida revela ter saúde quando seu organismo se desenvolve dentro do que é esperado de acordo com o que preceitua a ciência. A criança recém nascida não tem passado. O cristão recém-nascido em Cristo, também é assim, alguém cujo passado, passou, pura e simplesmente. Tudo se faz novo. Uma criança começa a engatinhar e depois passa a andar. Balbucia as primeiras palavras, mas logo domina o linguajar. Com o cristão recém-nascido também é assim. Ele engatinha espiritualmente falando, mas progride ao ponto de poder andar em pé sobre suas próprias pernas. Ele fala com dificuldade sobre ele mesmo e sobre Deus, mas com o passar do tempo, a vida de leitura Bíblica, meditação e oração, comunhão com os santos, vai fazer dele uma pessoa com mais fluência em falar de Jesus e de sua nova vida.

A salvação, o novo nascimento, a regeneração, é obra divina, da economia do Deus eterno. Ele faz isso por conta de sua inexplicável misericórdia e maravilhosa graça. Ele enviou Jesus, seu único filho para pagar o preço que nossos pecados cobravam. Jesus morreu por nós (para expiar nossos pecados) e em nosso lugar (vicariamente). Entretanto, a santificação é um processo no qual participamos ativamente. Deus nos oferece os meios da sua graça para nosso progresso e crescimento espirituais de tal maneira que a cada dia que passa, por meio da santificação, nos pareçamos mais e mais com Jesus seu filho amado.

Veja o notável exemplo de Paulo. Um homem zeloso de sua origem, de sua formação teológica, de sua posição dentro do Judaísmo (fariseu), de seu cuidado em observar a Torá, a Lei de Deus, perseguidor da Igreja imaginando que ela era uma heresia e que Jesus não era o Messias que tanto os judeus esperavam. Mas Jesus, mesmo contra a vontade do próprio Paulo, veio a ele e o converteu de perseguidor dos cristãos a um nos mais notáveis cristãos da história do Cristianismo. Assim como foi com Paulo, ocorre o mesmo com milhares e milhares de pessoas. Por conta da graça de Deus elas são regeneradas e feitas novas criaturas que passam a amar a Lei de Deus e a ter fome e sede da justiça de Deus. Essas pessoas passam a  ansiar pelo crescimento espiritual, a desejar se parecer com aquele que por elas morreu na Cruz.

Conta-se que Agostinho bispo de Hipona viveu, antes de sua conversão, uma vida de licenciosidade e pecados de toda natureza. Após sua conversão, Agostinho caminhava por uma rua quando ouviu a voz de uma mulher a chama-lo: - Agostinho, Agostinho. Identificando a voz e sabendo de quem era e ainda mais, que aquela mulher fizera parte de um passado do qual ele não se orgulhava ele mudou de lado da rua. A mulher insistiu em chama-lo: - Agostinho, Agostinho. O bispo de Hipona acelerou seus passos. A mulher atravessou a rua, acelerou seus passos, se aproximou de Agostinho e tocou em seus ombros dizendo: - Agostinho, sou eu Agostinho. Ele então olhou para aquela mulher e com firmeza respondeu: - Mas eu não sou Agostinho. O que ele queria dizer com estas palavras? Bem, ele queria dizer: - Eu não sou mais aquele Agostinho, agora eu sou um outro Agostinho.

Há alguns anos certa dançarina e “cantora” se declarou evangélica. Mas não passou nem muito tempo e ela estava estrelando um filme pornográfico. Questionada a esse respeito deu algumas “explicações” absurdas que só revelaram mesmo que ela até podia ser membro de uma igreja evangélica qualquer, mas não alguém que realmente havia nascido de novo.

Olhe para o retrovisor da história. Olhe para quem você era e para quem você passou a ser depois de sua regeneração (conversão). O quanto de mudança para melhor aconteceu em seu caráter em sua personalidade? O seu linguajar é mais puro? Seus pensamentos são levados cativos ou sua mente ainda continua sendo reduto das paixões da carne, do mundo e do diabo? Você melhorou como filho (filha)? Passou a honrar seus pais como prescreve a Bíblia Sagrada? Você melhorou como marido e passou a amar sua esposa como Cristo amou a Igreja a ponto de se sacrificar por ela? Você é uma esposa que honra seu marido colocando-se no honrado posto de ajudadora idônea ou continua tentando usurpar a liderança que cabe a ele? Vocês são melhores pais ou continuam provocando a ira em seus filhos pela péssima forma como os disciplinam? 

Se não houve mudança radical é provável que não houve conversão. Se não há lágrimas agora em seu rosto é provável, ou que você não nasceu de novo, ou está calejado por uma vida de pecados e descompromisso com Deus. Pare e pense! Reflita e busque em oração, jejum, viver uma vida nova, Com Cristo, Em Cristo e Para Cristo de tal maneira que você possa se expressar como fez Paulo: “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a sim mesmo se entregou por mim”. Gálatas 2.19,20

De uma coisa você pode ter a mais absoluta certeza: “ninguém poderá ser o mesmo depois de ter sido encontrado por Cristo”.

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