sábado, 13 de abril de 2013

O RÓTULO NÃO CONTA

Isso é uma grande verdade! 

O rótulo não conta, porque quem vê cara não vê coração. 

Há um ditado popular que afirma:"As aparências enganam". Sim, enganam. Vejam por exemplo o caso do rei Saul. Os israelitas viviam sob o governo dos juízes até que resolveram ter um rei, um monarca, assim como era com os outros povos. (1 Samuel 8). Deus lhes advertiu no que redundava isso, quais os resultados desse tipo de governo, mas o povo insistiu. E não apenas isso, o povo escolheu com base nessa premissa, ou seja, olhou o exterior. E não era para menos que a escolha recaísse sobre Saul. Diz o texto sagrado: "Havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afias, benjamita, homem de bens. Tinha ele um filho cujo nome era Saul, moço tão belo, que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo". (1 Samuel 9.1,2) O resultado não podia ter sido pior. Saul foi um péssimo rei.

O que eu e você precisamos entender é que o conta não é a capa do livro, nem o rótulo do produto, mas o seu conteúdo. O marketing trabalha a questão do rótulo porque a questão toda é vender o produto alcançando assim os objetivos mercadológicos preestabelecidos. 

Devemos, também, compreender que não somos contra o rótulo e a aparência. É bom ver bons produtos com rótulos que lhes correspondam. É bom conhecer pessoas bonitas e que têm bom caráter. Por outro lado rótulos mal elaborados sobre conteúdos ruins é o suprassumo do que devemos rejeitar.

A questão que enfocamos nesse artigo é a do rótulo porque vivemos tempos difíceis. As pessoas se deixam seduzir pelo rótulo, pela capa, pelo aspecto externo de uma instituição, de um evento e até de uma pessoa. É notável ver o que o texto profético que fala sobre Jesus em Isaías 52.1-3 afirma sobre o maior homem que já pisou esse planeta: "Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso". 

O cristianismo atual, de quase todo, se deixou seduzir pela questão do rótulo. Igreja lotada agora virou sinônimo de benção e aprovação divina. Em um sábado desses eu assistia a televisão e rodando os canais sintonizei em um programa que era a pregação de um pastor em sua Igreja, com uma grande audiência. O pastor, impecavelmente vestido, a retórica, apesar de não ser lá um primor, revelava um certo treino. As expressões corporais, a forma de se expressar com o rosto e o uso do microfone, o aparato todo de música ao fundo. Então ele começou a cantar (aliás não tão afinado assim) acompanhado por um grupo (que cantou mais afinado que ele - ainda bem) revelaram um certo teatralismo. Todavia, quando parei para analisar a questão do conteúdo de sua mensagem, a base bíblica, a revelação especial de Deus, vi puerilidade, superficialidade, infantilidade teológica, irrelevância, a não ser pelo fato do ufanismo, da marcante caraterística que enfatiza o pensamento positivo. 


Não era um sermão bíblico. Era um discurso com algumas citações da Bíblia e, quase todas,fora do seu contexto

Ao ver e ouvir aquilo eu me lembrei da daquela séria advertência que Paulo fez ao Pastor Timóteo em 2 Timóteo 4.1-5: "Conjuro-te, perante deus e Cristo Jesus que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, s~e sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério".

As pessoas embevecidas batiam palmas. Elas se emocionavam! Fico a pensar que o sermão de Jonathan Edwards - PECADORES NAS MÃOS DE UM DEUS IRADO -pregado em 07 de julho de 1741 não faria o menor sucesso, não agradaria, aquela audiência. Pecado? Deus irado? Essas coisas não atraem, não agradam. Então vamos ao discurso politicamente correto. A questão toda é agradar a audiência e poder ter dela o retorno financeiro. E o que dizer dos duros e severos sermões que Pedro proferiu em Atos dos Apóstolos. Mas, mesmo não tendo os mesmos aparatos que tem esse pregador da televisão, os resultados foram totalmente diferentes simplesmente porque o primeiro faz um discurso e o segundo prega um sermão bíblico com a motivação correta e sob a égide do Espírito Santo. Foi isso que impactou o mundo do primeiro século e mudou vidas. Os missionários foram rotulados como aqueles que "transtornaram o mundo". (Atos 17.6)

Essa questão do rótulo é grave. Veja agora para onde a megalomania e os princípios faraônicos levam o cristianismo atual; temos a ideia da construção de um templo à semelhança do templo que Salomão erigiu em Jerusalém. É óbvio que em uma análise histórica mais acurada poderemos observar claramente que o contexto das motivações é totalmente dispare. Fora isso, sou tentado a pensar no discurso que Paulo fez no Areópago quando em um dado momento afirmou: "O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuário feitos por mãos humanas, nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse...". (Atos 17.24,25) Não estou advogando que não devamos ter os templos onde possamos nos reunir com conforto para adorar a Deus, para ouvir sua Palavra sendo pregada com fidelidade. O que eu questiono é a luxúria usada como atrativo e como pseudo prova de que Deus está de acordo e presente. Deus não precisa de absolutamente nada disso. Paulo evangelizou Lídia à beira de um rio e testemunhou ao carcereiro dentro do cárcere, ambos na cidade de Filipos. Jesus pregou à beira-mar, em um monte assentado, na casa de um fariseu chamado Simão. 

Não devemos concentrar nossa atenção no rótulo, mas sim, e cuidadosamente, no conteúdo.

Não é a estrutura que dá credibilidade a uma instituição ou evento, mas sim o conteúdo. Você vai aos cemitérios e vê algumas obras de arte acolhendo carne em putrefação e ossos secos. 

Veja, por exemplo, as Pirâmides do Egito (e outros mausoléus espalhados por todo o mundo). Contraste essas obras faraônicas com o túmulo de um verdadeiro servo de Deus e veja quanta diferença. É o conteúdo que conta.

Vivemos um cristianismo de aparência, que se deixou seduzir pelo populismo e pelo mercantilismo. 


Lamento, mas prefiro o anonimato na terra e ser reconhecido como servo de Deus na glória, do que ter toda a fama e glória deste mundo, e padecer ignorado no inferno.

Jesus mesmo disse, no final do Sermão do Monte, que muitos alegariam terem feitos grandes coisas. Jesus não irá dizer que eles não fizeram, mas acrescentará: "Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mateus 7.23b), porque afinal das contas o que deve ser considerado é a conteúdo e não o rótulo.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A MATEMÁTICA DO REINO DE DEUS


Não me julgue com muito rigor. Eu sou e sempre fui muito ruim de matemática. Entretanto, há algumas coisas que eu não me esqueço. Uma delas, por exemplo, é a questão dos sinais. Na operação (-5+4) o resultado só pode ser (-1). Isso é lógico. Se por outro lado eu tenho (-3+5), o resultado será (+2). Se a operação for só com números positivos é mais fácil ainda de entender. (+8+5) = (+13). Se a operação só tiver números negativos o resultado será negativo. Exemplo: (-6-9) = (-15).


O que podemos depreender desses raciocínios matemáticos é que o sinal positivo sempre resultará em positivo quando o valor for maior do que o negativo. Veja um exemplo: (+7-6) = (+1); (+13+6) = (+19) É lógico que se o valor negativo for maior, o resultado será negativo. Veja só: (-9+8) = (-1); (+7-9) = (-2). Creio que todos entenderam.


Muito bem, isso aqui não é aula de matemática porque seria muita pretensão minha fazer isso já que sempre fui uma lástima nessa disciplina. Até hoje tenho verdadeiro horror quando ouço falar de equação do segundo grau, em trigonometria, e por aí vai. O que eu pretendo, na verdade, é fazer uma analogia com o reino de Deus. Porque no reino de Deus podemos fazer uso desses conceitos, ou seja, atos positivos sempre resultarão em coisas positivas enquanto forem maiores que os atos negativos.


Paulo escreveu: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. (Romanos 12.21|). Paulo faz essa assertiva justamente na parte da carta que ele escreve aos romanos, quando passa a discorrer sobre os aspectos práticos da vida cristã. Ele começa dizendo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável, a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Romanos 12.1) Em seguida ele vai dizer como é esse sacrifício vivo, santo e agradável. Trata-se da forma como nós nos vemos a nós mesmos e a partir daí como tratamos nosso semelhante e nosso irmão em Cristo. E então Paulo chega nessa cláusula na qual ele prescreve como devemos vencer o mal, o que é negativo; sempre com o bem, com aquilo que é positivo.


Assim, para Paulo, que não era nenhum matemático, esse princípio dos sinais é útil, ou seja, sempre quando o bem é maior que o mal o resultado é positivo e sempre quando o mal é maior que o bem, o resultado é negativo.


Você e eu temos um compromisso inadiável, intransferível e impostergável de vencermos o mal com o bem o que representa um enorme esforço de nossa parte. 


Não somos naturalmente afeitos a reagir positivamente quando somos atingidos em nossa honra, ofendidos ou magoados. Nossa propensão natural é reagir de igual modo.  Jesus ensinou no Sermão do Monte o mesmo princípio ao dizer: “..não resistais ao perverso; mas a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes...amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. (Mateus 5.39-42,44). 


Lembre-se, querido leitor, que o cristianismo é a única religião em que a renúncia redunda em vitória. 


Lembre-se que dar, sem esperar nada em troca é um ato positivo que redunda em dividendos, pois essa é a matemática do reino de Deus, bem diferente da matemática do reino dos homens.


Lembre-se que lançar o pão sobre as águas pode parecer um empreendimento maluco, mas a Palavra de Deus garante que redundará em dividentos.


Lembre-se que fazer o bem, faz bem!


Lembre-se que atitudes positivas revelam o coração que temos e nada é mais lindo do que um coração benigno e bondoso.


sábado, 6 de abril de 2013

ABIEL E SEU CORDEIRO


Abiel era um menino realmente diferente dos outros. Era um dentre os sete filhos de Dara e Betuel, mas se destacava por ser o mais obediente e o mais atento. Era o filho número seis e sua chegada alegrou o coração dos seus pais.


Ele era filho de israelitas nos tempos em que o povo de Israel ainda era escravo no Egito. Seus pais serviam ao Faraó o rei do Egito e Abiel era testemunha das lágrimas dos seus pais por causa da crueldade com que eram tratados. Muitas vezes Abiel viu seu pai chegar em casa no entardecer, cansado de tantas humilhações e açoites. Os israelitas viviam sob o poder e chicote dos feitores. Muitos pais não retornavam para suas casas, pois morriam de tanto apanhar. Abiel orava sempre quando via seu pai sair pela manhã pedindo ao Deus de Israel que o protegesse e permitisse que ele voltasse são e salvo para casa.


Abiel sempre ouvia de seus pais a história sobre origem do seu povo. Ele foi educado ouvindo a história de Abraão, Isaque e Jacó. Ele sabia que o povo de Israel vivia no Egito por causa da grande fome que assolou o mundo nos dias de José, filho de Jacó. Ele sabia da linda história de José e de como ele, pela providência divina havia se tornado um homem poderoso no Egito apesar de passar por muitas situações difíceis em sua vida desde jovem quando seus irmãos o venderam para uma caravana de midianitas que iam para o Egito e mentiram para a Jacó seu pai, ao inventarem a história de que ele havia sido morto por um animal no campo. José era uma inspiração para o coração do pequeno Abiel.


Abiel tinha seis anos de idade quando seu pai resolveu comprar um presente para ele. Betuel, pai de Abiel comprou um cordeiro de apenas dois meses de vida. O animalzinho era todo branquinho. Parecia mais uma bola de neve quando se encolhia. Era um animal dócil. Abiel de pronto se apaixonou por aquele cordeirinho recém-nascido e ficou grato pelo presente. Betuel, entretanto, disse ao seu filho:


- Abiel, eu estou te dando esse presente porque você é um bom menino. Você é um menino obediente, que respeita a mim e a sua mãe, é um bom irmão, mas os cuidados desse cordeiro ficam sob tua responsabilidade. É você que irá alimentá-lo, limpar a sujeira que ele fizer, construir um lugar onde ele irá dormir e ficar atento para que ele não destrua a horta onde eu cultivo as minhas plantas.


O coração de Abiel bateu mais rápido de tanta alegria. Ele pensou em vários nomes para colocar em seu cordeirinho até que o batizou com o nome de “Ahava” que quer dizer amor na língua hebraica. Abiel agradeceu a Jeová, o Deus de seus pais pelo presente recebido:

Deus bondoso e eterno
Pelo presente que recebi agradeço de coração
Esse cordeiro será meu amigo em minha jornada
Será meu companheiro, mais um irmão.


Deus bondoso e eterno
Prometo cuidar dele com carinho
Dar-lhe comida e água
Cuidar do seu ninho


Quero vê-lo crescer
Quero poder escovar sua lã
Quero deitar-me em seu peito
E acordá-lo em toda manhã


Eram tempos difíceis aqueles. Não era fácil morar em um assentamento de refugiados. Não era fácil ser visto com preconceito como se fosse um leproso. Um incômodo, um peso. Abiel olhava para as crianças egípcias e se sentia desprezado e humilhado. As crianças egípcias podiam ir à escola, mas ele tinha que estudar em casa. Afinal de contas quando ele crescesse ele iria ser mais um escravo trabalhando como seu pai na produção de tijolos de palha e barro. Ahava, o presente que seu pai lhe dera era um bálsamo nas suas aflições. Ter que dar água e comida, cuidar da sujeira que Ahava fazia, escovar seus pelos branquinhos eram obrigações que faziam com que Abiel se esquecesse, um pouco, dos sofrimentos e das humilhações terríveis que seus pais e seu povo sofriam.


Entretanto, Havia uma história que alegrava o coração de Abiel. Era algo que arrebatava seu coração e o enchia de esperança e ânimo todas as vezes que seu pai contava a ele, e a seus irmãos, quando a família se reunia. Betuel dizia a eles que Jeová enviaria ao Egito um libertador e que esse homem poderoso iria tirá-los daquela humilhante situação. Betuel dizia que eles voltariam para a terra onde Jacó, pai de José, vivera antes de vir para o Egito por causa da falta de comida e da grande fome na sua terra natal. Betuel falava da esperança em viver em outro lugar onde teriam sua própria casa e onde poderiam cuidar dos seus rebanhos de carneiros e cabritos, e poderiam cultivar suas próprias terras.


O cordeiro que Betuel havia dado a Abiel cresceu e ambos se afeiçoaram um ao outro. Havia um grande amor cultivado no coração de Abiel por aquele animal e esse amor era correspondido na mesma intensidade. O cordeirinho conhecia a voz e até o som do andar de Abiel.  Mesmo que ele nada disse, o cordeirinho conhecia seus passos e ficava alegre quando ele se aproximava e lhe fazia carinho coçando suas costas. Nada faltava ao cordeiro Ahava e este correspondia ao amor com que era tratado. Todos ficaram admirados em ver um menino tão pequeno cuidando de uma animal com tanta responsabilidade.


Mas algo começou a acontecer no Egito. Abiel ficou perturbado em ouvir que um tal Moisés, um hebreu que havia vivido como neto do Faraó e fugido porque matara um egípcio havia voltado ao Egito depois de um tempo. E o que mais intrigava seu coração era o que vinha acontecendo coincidentemente com a volta do tal Moisés; as águas no Egito viraram sangue, houve alguns tipos de pragas – rãs, piolhos, moscas, e outras pragas. Ele também ouviu dizer que o tal Moisés dizia ser o libertador que Israel tanto esperava. Seria mesmo? O dia tão aguardado por tantas gerações havia chegado? Essas coisas perturbaram o coração daquele pequeno israelita.


Certo dia Abiel viu que seu pai conversava com sua mãe com o semblante cheio de tristeza e preocupação. A mãe olhou em sua direção com um olhar singular e diferente da forma habitual com que olhava para ele. Ela balançava a cabeça dando a entender que não concordava com as palavras do seu esposo Betuel. Então eles se abraçaram e ficaram assim por um tempo. Abiel saiu e foi ao encontro de Ahava seu cordeirinho tão querido.


– Ahava, disse Abiel. Não tenho bons pressentimentos. Algo muito sério está para acontecer. Nunca vi meus pais tão tristes e parece que tem tudo a ver comigo porque mamãe me olhou, enquanto conversava com papai, de uma forma muito diferente do normal.


Outros pensamentos ocuparam a mente do pequeno Abiel a ponto de adormecer ao lado do seu cordeiro, seu amigo Ahava.


Abiel foi acordado por seu pai. – Abiel, Abiel! Acorde menino! Eu e sua mãe precisamos conversar com você.


Abiel esfregou os olhos, se levantou e seguiu seu pai. Sua mãe estava sentada na sala junto com seus outros seis filhos e tinham o semblante bastante entristecidos. O que teria acontecido? Qual era a razão de tão grande preocupação estampada nos rostos de todos? Abiel logo iria saber e as palavras de seu pai iriam trazer enorme tristeza ao seu coração.


Abiel – começou seu pai – você já deve ter ouvido falar sobre Moisés, o filho de Joquebede. Quando você nasceu ele já não vivia mais aqui no Egito. Ele teve que fugir porque matou um egípcio. Agora ele voltou, depois de quarenta anos ausente. Nós até imaginávamos que ele já estivesse morto, mas não, ele está vivo e voltou dizendo que Jeová o escolheu para libertar nosso povo da escraviDano e conduzir Israel para uma terra que Deus prometeu a Abraão nosso pai. Você também sabe que Moisés tocou com seu cajado nas águas do Rio Nilo e elas se transformaram em sangue. Os peixes morreram e todas as águas do Egito se tornaram em sangue de tal maneira que houve grande mau cheiro e também sede, pois não havia água para beber. Depois disse aconteceram mais oito pragas como você bem sabe. Moisés tem dito que isso tudo aconteceu para que o Egito fosse punido por Deus por manter nosso povo sob o regime de humilhante escravidão, Abiel. Hoje nós recebemos a orientação de que Deus vai mandar mais uma praga para punir os egípcios. Deus vai matar todos os primogênitos tanto dos homens quanto dos animais. Para que o mesmo não aconteça conosco e, por exemplo, seu irmão mais velho, Dan não morra, nós precisamos fazer algo que tem a ver com seu cordeiro Ahava.


O coração de Abiel acelerou. Agora já não eram meras suspeitas. Tudo tinha a ver com a conversa que seus pais haviam tido pela manhã. E ele sentia no seu coração que o que seu pai iria lhe dizer era algo que não seria algo agradável. – Pai, o que teremos que fazer? O que Ahava tem a ver com tudo isso?


Abiel – respondeu Betuel – nós precisamos de Ahava porque ele é o único cordeiro que temos. Ele é perfeito. Você fez um bom trabalho filho. Ele tem um ano de idade e é macho. Ele se enquadra perfeitamente nas exigências que Deus faz para que possamos oferece-lo, pelo nosso primogênito, como um sacrifício. Você sabe que para nós os hebreus o primogênito é muito importante. Dan precisa estar com vocês quando Jeová me chamar.


A próxima fala fez com que Abiel sentisse um nó em sua garganta: - Abiel – disse seu pai: precisamos sacrificar Ahava. Eu devo imolá-lo hoje, no crepúsculo. Será necessário que derramemos seu sangue em uma bacia e passemos desse sangue nos umbrais e na verga da porta de nossa casa. Depois sua mãe e suas irmãs irão assar o cordeiro e nós iremos comer dele; sua cabeça, perna e vísceras (coração, rins, fígado). Teremos ainda que comer ervas amargas e pães sem fermento.


- Mas pai, ele é meu animal de estimação. O senhor o deu para mim.


- Abiel eu entendo, mas se não fizermos isso, seu irmão Dan irá morrer. Creio que você não deseja isso, não é verdade?


Abiel olhou para seu irmão como quem não precisava responder a essa pergunta. E então, Abiel disse: - Pai posso ficar apenas mais alguns minutos com meu Ahava? Depois podem fazer o que for preciso com ele. Eu não quero que meu irmão Dan morra, mas não sei se terei coragem de comer a carne de Ahava. Creio que você compreende, não é?


Betuel usando de sabedoria respondeu: - Uma coisa de cada vez, Abiel. Depois veremos isso.


Abiel se retirou e foi encontrar com seu amigo Ahava. Em seu coração ele cantou:


Ahava temos que nos separar
Nunca mais iremos nos ver
Foi bom o tempo que tivemos juntos
Mas é preciso que Dan continue a viver


Sempre me lembrarei de ti
Nossos passeios e alegrias
Nunca mais serei o mesmo
Nem sei mais como serão os meus dias


Ahava, tenho que ir
Meu pai virá busca-lo
Não quero ver o que farão de ti
Sei que sempre vou amá-lo
Adeus.


Abiel saiu e chamou seu pai. Ele entregou Ahava colocando-o nos braços de Betuel que olhou bem dentro dos olhos entristecidos do querido filho. O menino então saiu em desabalada carreira e rapidamente se distanciou da casa. Sob a sombra de uma frondosa árvore, ao longe, Abiel pode ouvir o balido de Ahava denunciando sua morte. Abiel não teve coragem de olhar para a direção de onde vinha o barulho porque sabia que seu amigo havia sido morto.


Ao voltar para casa, mais tarde, quando o sol se escondia por detrás das montanhas, Abiel viu o sangue de Ahava untando os umbrais e a verga da porta de sua casa e podia sentir o cheio de sua carne sendo assada. Ao entrar todos o olharam e então seu pai veio em sua direção e o abraçou dizendo: - Abiel muito obrigado por sua compreensão e seu amor por seu irmão. Um dia, se eu puder, irei recompensá-lo, creia nisso. Abiel cerrou seus olhos e nada disse. Ele entendia perfeitamente, ainda que pequeno, que há decisões que precisam ser tomadas e que não podemos recuar. Dan precisa continuar vivo e certamente valeu a pena saber que Ahava tinha tudo a ver com esse livramento.


A mãe e os irmãos de Abiel vieram até ele e o abraçaram. Houve silêncio naquela casa enquanto sua irmã e mãe preparavam a refeição singular naquele dia. Quando o manto da noite desceu por completo, todos com os lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão comeram aquela que seria sua última refeição no Egito.


À meia noite o anjo da morte passou sobre o Egito e houve grande mortandade e muito pranto. O próprio primogênito do Faraó morreu naquela noite escura e inesquecível. O coração do pequeno Abiel ainda sangrava pela morte de seu único cordeirinho.


Quando amanheceu houve grande alvoroço no arraial dos hebreus. De casa em casa com sorriso nos rostos e como que estupefatos todos receberam a notícia de que podiam partir, e deveriam fazer isso o mais rápido possível. Betuel e Dara já tinham preparados suas coisas e em sua bagagem havia o ouro que seus vizinhos egípcios deram a eles. O grupo foi crescendo e sob o comando daquele homem chamado Moisés, com seu irmão Arão, aquela multidão enorme começou sua caminhada para uma terra desconhecida que eles passaram a chamar de Terra Prometida.


Pouco a pouco os israelitas foram deixando o assentamento. Aquele lugar onde um dia podia se perceber a dinâmica da vida com homens e mulheres, crianças e animais, agora era um lugar fantasma, totalmente deserto. Não havia sequer uma alma ali que pudesse contar o que havia acontecido. Havia muito pranto no Egito. Os egípcios levaram horas para sepultar seus primogênitos, tanto dos homens quanto dos animais. Uma grande revolta começava a tomar conta do coração do Faraó e ele certamente iria querer se vingar dos hebreus por causa dos primogênitos do Egito que morreram naquela madrugada.


Betuel, Dara e seus sete filhos estavam entre a multidão de esperançosos e agora libertados da escravidão. Melhor seria caminhar para uma terra desconhecida do que continuar como escravos do Faraó. Os tempos das humilhações havia terminado. Aquilo que parecia ser uma lenda havia se tornado em realidade. Um grande libertador os havia resgatado do mêdo, da humilhação, da escravidão e da morte. 


Já ao longe Abiel parou. Ele olhou para trás e seu coração agora cheio de esperança por ir morar em uma terra que podia ser sua se entristeceu em lembrar de seu amigo Ahava. Pensou: - Bem que ele poderia estar aqui conosco. E foi nesse exato momento que seu irmão mais velho, Dan, segurou sua mão e lhe disse: - Abiel você precisa de um amigo? Se é isso lembre-se que seu irmão mais velho estará sempre ao teu lado para cuidar e proteger você. Eu agradeço o que você fez por mim. Ahava não morreu em vão.


Abiel então olhou para seu irmão e sorriu. Segurou e apertou sua mão. Ambos contemplaram o horizonte e se puseram a caminhar para a Terra Prometida, agora livres e sem a opressão do Faraó. O seu amigo Ahava morreu para que seu irmão pudesse viver e cuidar dele quando fosse preciso. E o Eu Sou, os libertou como sempre ouvia dizer em volta da mesa da refeição em sua casa no Egito. Agora aquilo que era uma esperança parecia se tornar uma realidade. Ahava seria sempre a melhor lembrança dos seus poucos anos vividos no Egito. E se foram....

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A PRIMEIRA E A ÚLTIMA PASCOA


Enehy era uma mulher egípcia que vivia bem próximo do assentamento dos escravos israelitas. Por essa proximidade seus quatro filhos tinham o hábito de brincar com alguns filhos dos escravos. Por fim acabou se tornando amiga de algumas mulheres israelitas a ponto de se visitarem. Uma forte amizade se instalou entre a família de Enehy e de Raquel. Raquel, uma israelita era casada com Maalalel e tinha três filhos da mesma idade dos filhos de Enehy. As famílias se tornaram muito próximas.


Por causa das nove pragas que o Deus de Israel impingiu ao Egito, essa amizade foi abalada. As crianças já não brincavam mais e Enehy já não conversava mais com Raquel. Elas se viam de longe, mas já não havia mais sorrisos e nem acenos.

Então Deus enviou a décima praga – a morte dos primogênitos.


À distância Enehy e seus filhos observaram o preparo no assentamento dos israelitas. Os homens no décimo dia do mês de Abibe, correspondente aos meados do mês de Março e primeira metade de Abril, separaram cordeiros ou cabritos. Os mais perfeitos, macho e de no máximo um ano. Enehy não entendia o que estava acontecendo. Nem ela, nem sua família. Havia muita curiosidade, mas os ânimos estavam exaltados assim ela julgou ser melhor não ir até a casa de Raquel para matar sua curiosidade.


Na tarde do dia quatorze do mês de Abibe, Enehy viu algo que a deixou ainda mais intrigada. Enehy achou estranho que os homens israelitas, entre as três e seis horas da tarde, untaram de sangue os batentes e as vergas das portas de suas casas. A curiosidade aumentou ainda mais. Havia, agora, um cheiro de carne sendo assada que invadiu aquele lugar. Então já não se aguentando mais de tanta curiosidade Enehy foi à casa de Raquel para ver o que estava acontecendo.


- Paz, Raquel – disse Enehy ao se aproximar.


Raquel, agora também cheia de curiosidade, ao ver sua vizinha se aproximando de sua casa, educadamente respondeu: - Paz, Enehy. O que traz você ao meu povoado?


- Sabe Raquel – respondeu Enehy – sou uma mulher egípcia e você é hebreia. Sei que o seu povo vive descontente por não ter direito à propriedade e nem de gozar de liberdade aqui no Egito. Como me afeiçoei a vocês, e os conheci mais de perto, entendo que o Faraó deveria deixar vocês irem embora, apesar de que vocês não têm para onde ir. Os últimos acontecimentos abalaram nossas famílias e o nosso relacionamento. Esse tal desse Moisés disse que o seu Deus é o responsável por todas essas catástrofes, água virando sangue, as rãs, os piolhos, as moscas, a peste sobre os nossos animais, a chuva de pedras, os gafanhotos que comeram o que restava de nossa lavoura e a escuridão que tomou conta do Egito, da nossa terra por três dias. Será que já não basta Raquel? Vocês não têm para onde ir. Aqui vocês têm moradia, carne, pepinos, comida e muitos de vocês nasceram, viveram, procriaram, morreram e foram sepultados aqui no Egito. Outro dia quando você me pediu alguns utensílios de ouro eu até pensei que seria uma oferenda para aplacar a ira do seu Deus. Por isso eu e todos os outros vizinhos egípcios demos a vocês ouro em grande quantidade. Agora, não entendo o que vocês pretendem. Hoje, por exemplo, vi seu esposo, Maalalel passar sangue na porta de sua casa e parece que vocês vão comer um banquete, pois mataram até o cordeiro mais bonito que vocês tinham. O que está acontecendo, Raquel? Estou curiosa e aflita, você poderia me explicar?


Então Raquel convidou Enehy para entrar. Entraram e se sentaram. Raquel tomou as mãos de Enehy em suas mãos e olhou com amor e compaixão para sua amiga egípcia e disse:


- Enehy - quero dizer a você que hoje à meia noite, o anjo do Senhor irá passar sobre a terra do Egito e vai matar todos os primogênitos tanto dos homens quanto dos animais naquelas casas em que não tiver o sangue do cordeiro nos umbrais e nas vergas das portas. Se você ama Nepetite, seu primogênito, aconselho que você faça o mesmo que fizemos em nossa casa, ou venha com sua família para a nossa casa.


- De maneira alguma Raquel – respondeu irada, Enehy. Já chega! Não creio que seu Deus tem o poder de matar os primogênitos do Egito. Nosso deus Osíris jamais permitirá que isso aconteça. Deixe-me ir embora porque nossa conversa termina aqui. Espero mesmo que você e o seu povo partam. Estou cansada de tantos problemas que vocês nos criaram.


Enehy se levantou e saiu. Saiu com o coração partido porque ela havia visto o que o tal Deus - Eu Sou - que enviou Moisés, já havia feito no Egito.


Raquel então chamou seus filhos, juntou-se ao seu esposo e se vestiram a caráter: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Deveriam comer o cordeiro com os pães asmos e as ervas amargas e com presa, pois o anjo da morte se aproximava.


Um silencio tomou conta da noite. Poucos minutos depois da meia noite Raquel ouviu um choro do lado de fora de sua casa. Ela abriu a porta. Era Enehy com seu primogênito, Nepetite, nos braços sem vida. Ela então deixou seu corpo cair no chão e em lágrimas disse: - Raquel eu deveria ter crido em suas palavras, eu deveria ter acreditado em você. Se eu tivesse feito o que você disse, Nepetite não teria morrido. Ambas derramaram lágrimas e se abraçaram. Assim ficaram até o sol nascer e Enehy ter que sair para sepultar seu filho. Muitos primogênitos morreram no Egito nas primeiras horas daquele inesquecível dia.


Foi a última vez que Enehy e Raquel se viram. Ao voltar do sepultamento Enehy soube que Raquel e toda a sua família, com todo o povo de Israel, haviam recebido a permissão para deixar o Egito. Enehy olhou para o horizonte onde podia ver a poeira que a multidão de escravos levantava em sua caminhada para uma terra que não conheciam.


Essa é uma história fictícia. Eu a criei para poder mostrar a vocês o que foi a primeira Páscoa.


Mas eu gostaria de contar outra história. A história da última Páscoa.


Nessa Páscoa Jesus é o cordeiro sem defeito e sem mácula. Ele entrou em Jerusalém quatro dias antes, e é morto quatro dias depois como o cordeiro no Egito que fora separado no décimo dia e morto no décimo quarto dia.


O sangue de Jesus untou o madeiro da cruz da mesma maneira com que os israelitas untaram os umbrais e as vergas das portas com o sangue do animal imolado naquela tarde no Egito.


Jesus morre no crepúsculo, assim como no crepúsculo o cordeiro foi imolado e morto no Egito.

E então o próprio Deus passa por Jerusalém e contempla a morte do seu amado filho, o Cordeiro de Deus (Agnus Dei) que tira o pecado do mundo e vendo o sangue no madeiro se dá por satisfeito.

O sacrifício fora feito em favor dos seus eleitos e agora todo aquele que crê em Jesus e na razão do seu nascimento, vida, obra, e morte são declarados justificados. Por isso, ao expirar, Jesus disse: - está consumado! São salvos da ira vindoura todos aqueles que nEle crêem, assim como foram salvos os primogênitos naquelas casas dos israelitas que creram na Palavra de Deus e realizaram o cerimonial da Páscoa em suas casas.

 Mas há algo de extraordinário na morte de Jesus que o diferencia substancialmente do cordeiro pascoal. Como o cordeiro pascoal, Jesus nasceu, viveu, sofreu e morreu expiatória e vicariamente, mas diferentemente do cordeiro pascoal, Jesus ressuscitou dos mortos na madrugada do domingo.

 As mulheres preocupadas com Jesus
Foram ao túmulo para perfumá-lo

E atônitas viram grande luz

Mas não puderam encontrá-Lo


Foram possuídas de grande temor

Algo lhes incomodava o coração

O que teria acontecido com o Senhor?

Era essa a dúvida, a preocupação.


Mas eis que varões resplandecentes perguntaram:

- A quem buscais dentre os mortos aqui?

Jesus venceu a morte. Anunciaram.

Eis que o Senhor vive.....


Eram elas, Maria Madalena, Joana e a outra Maria.

Mulheres notáveis e piedosas.

Saíram dali com grande alegria.

Para contar as boas novas.


Era uma notícia inacreditável!

Pedro correu para conferir e comprovou

O túmulo estava vazio!

Será que Jesus ressuscitou?


Eis a verdade: A morte não pode detê-lo.

Sim, Jesus ressuscitou!

Não há poder que possa vencê-lo.

Foi isso que Pedro logo constatou.


Ó linda e incomparável manhã.

Na madrugada uma pedra foi removida

E uma luz mais branca que a mais pura lã

Anuncia o alvorecer para a vida.


Jesus havia dito que ressuscitaria.

Mas nem o mais crédulo acreditou.

Ó que grande alegria!

Ele cumpriu a promessa, venceu a morte.

Jesus Ressuscitou!


Hoje nos reunimos na casa de Deus para O adorarmos por ter Ele, em seu grande poder, ressuscitado Jesus dentre os mortos. Não comemoramos a Páscoa. Jesus a comemorou de forma derradeira. Nós comemoramos a Ressurreição de Jesus.

Jesus Ressuscitou! Que Diferença Faz Isso Para Você?

A RESSURREIÇÃO DE JESUS É A PROVA CABAL DE QUE DEUS CONSIDEROU COMPLETA A OBRA REDENTORA DE JESUS SEU FILHO.

Jesus veio para morrer pelos nossos pecados. Jesus veio para pagar a nossa dívida para com Deus. Nem eu e nem você poderíamos dar a satisfação que Deus exigia a respeito do nosso pecado. Então Jesus se apresentou como nosso fiador, como nosso substituto naquela cruz. Ele que não merecia a morte, morreu.

A morte é o salário do pecado, mas como Jesus não havia pecado então ele não deveria e não merecia morrer. Ele era perfeito como era perfeito o animal sacrificado na Páscoa, mas ele morreu, mesmo assim.

Então, por não ter pecado e por ter se oferecido para ocupar o nosso lugar na cruz do calvário, Deus dando demonstração de que a satisfação fora dada, de que de fato seu plano redentivo estava consumado com a morte de Jesus, fez com que Cristo ressuscitasse, revivesse, voltasse de entre os mortos.

RESSUREIÇÃO DE JESUS É O MODELO DE NOSSA RESSURREIÇÃO ESPIRITUAL.

Todo homem ou mulher que creem em Jesus, sua vida, obra, morte e ressurreição, e o tem como seu único e suficiente salvador, experimentou a ressurreição espiritual.

A regeneração não é outra coisa se não a morte espiritual do velho homem e a ressurreição de um novo homem. A ressurreição de Jesus implica em que a partir dela, todo homem ou mulher pode nascer de novo. Por isso dizemos que o cristão é aquele que nasceu duas vezes para morrer apenas uma, enquanto o ímpio é aquele que nasceu uma vez para morrer duas vezes.

 Paulo escrevendo aos Colossenses se expressou nos seguintes termos: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória”. Colossenses 3.1-4

A RESSURREIÇÃO DE JESUS É O MODELO DE NOSSA RESSURREIÇÃO LITERAL.

 A Bíblia nos ensina que assim como Jesus ressuscitou dos mortos no terceiro dia, com o mesmo corpo glorificado, os mortos em Cristo também ressuscitarão por ocasião de sua volta.

 Os irmãos da Igreja de Tessalônica estavam preocupados com essas coisas e então Paulo lhes escreveu o seguinte: “Não queremos, porém irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem (aos mortos em Cristo), para não vos entristecerdes com como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará em sua companha, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por Palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras”. I Tessalonicenses 4.13-18

A Páscoa judaica era uma celebração para a família. O Culto que oferecemos a Deus pela ressurreição do Cordeiro de Deus também deve ser comemorada em família.
Há um lindo hino que diz: "Morri na cruz por ti, que fazes tu por mim?" Esse questionamento, apesar de ser parte de um hino do século XX, tem sido válido durante estes 21 séculos. Parece que quanto mais nos distanciamos da benção da ressurreição de Jesus, mas nos esfriamos e vivemos para nós mesmos. Uma brasa tirada do braseiro tende a esfriar e se inutilizar. Uma vida de serviço no Reino de Deus traz sentido e razão para o nosso viver. Todas as demais conquistas aqui, que não visem o engrandecimento do reino de Deus e a Sua glória, são passageiras, efêmeras. Nenhuma conquista neste mundo é mais importante do que conquistarmos pessoas, através de nossas vidas, para o Novo Mundo por vir. Como é triste ver as pessoas tratando com tanto descaso a celebração da Ressurreição de Jesus. Como é triste ver pessoas se gastando, se angustiando em busca de bens materiais em detrimento, e às custas do bem espiritual que é um relacionamento íntimo com Deus. Isso é que é vida? É bom que nos lembremos que Deus deve vir em primeiro lugar em nossas vidas. As demais coisas virão consequentemente e na dose exata.

Jesus está vivo. Que diferença faz isso para você em cada manhã de cada dia? Quando você olha o rosto de tua esposa, do teu esposo, dos teus filhos, dos teus amigos de trabalho? Que diferença faz para você o fato de que Jesus está vivo quando você faz um negócio, ou um comentário sobre a vida de alguém? Lembre-se que sua presença é um grande privilégio, mas também implica em uma grande responsabilidade.

Você não pode ir a um lugar e dizer para Jesus: - Olha; agora você fica aqui fora porque esse ambiente não é muito propício para pessoas tão santas quanto o Senhor.

Que Deus nos abençoe não permitindo que o tempo esfrie nossa fé. Que Deus reacenda as chamas da verdade extraordinária que Jesus morreu e ressuscitou para que vivêssemos em novidade de vida. Que Deus abra os nossos olhos para que possamos ver Seu filho sempre presente em nossas vidas. Que nos lembremos que foi a ressurreição perpetrada pelo Pai e por seu grande poder que autorizou Jesus a exclamar: E eis que estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos.

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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