segunda-feira, 1 de abril de 2013

A PRIMEIRA E A ÚLTIMA PASCOA


Enehy era uma mulher egípcia que vivia bem próximo do assentamento dos escravos israelitas. Por essa proximidade seus quatro filhos tinham o hábito de brincar com alguns filhos dos escravos. Por fim acabou se tornando amiga de algumas mulheres israelitas a ponto de se visitarem. Uma forte amizade se instalou entre a família de Enehy e de Raquel. Raquel, uma israelita era casada com Maalalel e tinha três filhos da mesma idade dos filhos de Enehy. As famílias se tornaram muito próximas.


Por causa das nove pragas que o Deus de Israel impingiu ao Egito, essa amizade foi abalada. As crianças já não brincavam mais e Enehy já não conversava mais com Raquel. Elas se viam de longe, mas já não havia mais sorrisos e nem acenos.

Então Deus enviou a décima praga – a morte dos primogênitos.


À distância Enehy e seus filhos observaram o preparo no assentamento dos israelitas. Os homens no décimo dia do mês de Abibe, correspondente aos meados do mês de Março e primeira metade de Abril, separaram cordeiros ou cabritos. Os mais perfeitos, macho e de no máximo um ano. Enehy não entendia o que estava acontecendo. Nem ela, nem sua família. Havia muita curiosidade, mas os ânimos estavam exaltados assim ela julgou ser melhor não ir até a casa de Raquel para matar sua curiosidade.


Na tarde do dia quatorze do mês de Abibe, Enehy viu algo que a deixou ainda mais intrigada. Enehy achou estranho que os homens israelitas, entre as três e seis horas da tarde, untaram de sangue os batentes e as vergas das portas de suas casas. A curiosidade aumentou ainda mais. Havia, agora, um cheiro de carne sendo assada que invadiu aquele lugar. Então já não se aguentando mais de tanta curiosidade Enehy foi à casa de Raquel para ver o que estava acontecendo.


- Paz, Raquel – disse Enehy ao se aproximar.


Raquel, agora também cheia de curiosidade, ao ver sua vizinha se aproximando de sua casa, educadamente respondeu: - Paz, Enehy. O que traz você ao meu povoado?


- Sabe Raquel – respondeu Enehy – sou uma mulher egípcia e você é hebreia. Sei que o seu povo vive descontente por não ter direito à propriedade e nem de gozar de liberdade aqui no Egito. Como me afeiçoei a vocês, e os conheci mais de perto, entendo que o Faraó deveria deixar vocês irem embora, apesar de que vocês não têm para onde ir. Os últimos acontecimentos abalaram nossas famílias e o nosso relacionamento. Esse tal desse Moisés disse que o seu Deus é o responsável por todas essas catástrofes, água virando sangue, as rãs, os piolhos, as moscas, a peste sobre os nossos animais, a chuva de pedras, os gafanhotos que comeram o que restava de nossa lavoura e a escuridão que tomou conta do Egito, da nossa terra por três dias. Será que já não basta Raquel? Vocês não têm para onde ir. Aqui vocês têm moradia, carne, pepinos, comida e muitos de vocês nasceram, viveram, procriaram, morreram e foram sepultados aqui no Egito. Outro dia quando você me pediu alguns utensílios de ouro eu até pensei que seria uma oferenda para aplacar a ira do seu Deus. Por isso eu e todos os outros vizinhos egípcios demos a vocês ouro em grande quantidade. Agora, não entendo o que vocês pretendem. Hoje, por exemplo, vi seu esposo, Maalalel passar sangue na porta de sua casa e parece que vocês vão comer um banquete, pois mataram até o cordeiro mais bonito que vocês tinham. O que está acontecendo, Raquel? Estou curiosa e aflita, você poderia me explicar?


Então Raquel convidou Enehy para entrar. Entraram e se sentaram. Raquel tomou as mãos de Enehy em suas mãos e olhou com amor e compaixão para sua amiga egípcia e disse:


- Enehy - quero dizer a você que hoje à meia noite, o anjo do Senhor irá passar sobre a terra do Egito e vai matar todos os primogênitos tanto dos homens quanto dos animais naquelas casas em que não tiver o sangue do cordeiro nos umbrais e nas vergas das portas. Se você ama Nepetite, seu primogênito, aconselho que você faça o mesmo que fizemos em nossa casa, ou venha com sua família para a nossa casa.


- De maneira alguma Raquel – respondeu irada, Enehy. Já chega! Não creio que seu Deus tem o poder de matar os primogênitos do Egito. Nosso deus Osíris jamais permitirá que isso aconteça. Deixe-me ir embora porque nossa conversa termina aqui. Espero mesmo que você e o seu povo partam. Estou cansada de tantos problemas que vocês nos criaram.


Enehy se levantou e saiu. Saiu com o coração partido porque ela havia visto o que o tal Deus - Eu Sou - que enviou Moisés, já havia feito no Egito.


Raquel então chamou seus filhos, juntou-se ao seu esposo e se vestiram a caráter: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Deveriam comer o cordeiro com os pães asmos e as ervas amargas e com presa, pois o anjo da morte se aproximava.


Um silencio tomou conta da noite. Poucos minutos depois da meia noite Raquel ouviu um choro do lado de fora de sua casa. Ela abriu a porta. Era Enehy com seu primogênito, Nepetite, nos braços sem vida. Ela então deixou seu corpo cair no chão e em lágrimas disse: - Raquel eu deveria ter crido em suas palavras, eu deveria ter acreditado em você. Se eu tivesse feito o que você disse, Nepetite não teria morrido. Ambas derramaram lágrimas e se abraçaram. Assim ficaram até o sol nascer e Enehy ter que sair para sepultar seu filho. Muitos primogênitos morreram no Egito nas primeiras horas daquele inesquecível dia.


Foi a última vez que Enehy e Raquel se viram. Ao voltar do sepultamento Enehy soube que Raquel e toda a sua família, com todo o povo de Israel, haviam recebido a permissão para deixar o Egito. Enehy olhou para o horizonte onde podia ver a poeira que a multidão de escravos levantava em sua caminhada para uma terra que não conheciam.


Essa é uma história fictícia. Eu a criei para poder mostrar a vocês o que foi a primeira Páscoa.


Mas eu gostaria de contar outra história. A história da última Páscoa.


Nessa Páscoa Jesus é o cordeiro sem defeito e sem mácula. Ele entrou em Jerusalém quatro dias antes, e é morto quatro dias depois como o cordeiro no Egito que fora separado no décimo dia e morto no décimo quarto dia.


O sangue de Jesus untou o madeiro da cruz da mesma maneira com que os israelitas untaram os umbrais e as vergas das portas com o sangue do animal imolado naquela tarde no Egito.


Jesus morre no crepúsculo, assim como no crepúsculo o cordeiro foi imolado e morto no Egito.

E então o próprio Deus passa por Jerusalém e contempla a morte do seu amado filho, o Cordeiro de Deus (Agnus Dei) que tira o pecado do mundo e vendo o sangue no madeiro se dá por satisfeito.

O sacrifício fora feito em favor dos seus eleitos e agora todo aquele que crê em Jesus e na razão do seu nascimento, vida, obra, e morte são declarados justificados. Por isso, ao expirar, Jesus disse: - está consumado! São salvos da ira vindoura todos aqueles que nEle crêem, assim como foram salvos os primogênitos naquelas casas dos israelitas que creram na Palavra de Deus e realizaram o cerimonial da Páscoa em suas casas.

 Mas há algo de extraordinário na morte de Jesus que o diferencia substancialmente do cordeiro pascoal. Como o cordeiro pascoal, Jesus nasceu, viveu, sofreu e morreu expiatória e vicariamente, mas diferentemente do cordeiro pascoal, Jesus ressuscitou dos mortos na madrugada do domingo.

 As mulheres preocupadas com Jesus
Foram ao túmulo para perfumá-lo

E atônitas viram grande luz

Mas não puderam encontrá-Lo


Foram possuídas de grande temor

Algo lhes incomodava o coração

O que teria acontecido com o Senhor?

Era essa a dúvida, a preocupação.


Mas eis que varões resplandecentes perguntaram:

- A quem buscais dentre os mortos aqui?

Jesus venceu a morte. Anunciaram.

Eis que o Senhor vive.....


Eram elas, Maria Madalena, Joana e a outra Maria.

Mulheres notáveis e piedosas.

Saíram dali com grande alegria.

Para contar as boas novas.


Era uma notícia inacreditável!

Pedro correu para conferir e comprovou

O túmulo estava vazio!

Será que Jesus ressuscitou?


Eis a verdade: A morte não pode detê-lo.

Sim, Jesus ressuscitou!

Não há poder que possa vencê-lo.

Foi isso que Pedro logo constatou.


Ó linda e incomparável manhã.

Na madrugada uma pedra foi removida

E uma luz mais branca que a mais pura lã

Anuncia o alvorecer para a vida.


Jesus havia dito que ressuscitaria.

Mas nem o mais crédulo acreditou.

Ó que grande alegria!

Ele cumpriu a promessa, venceu a morte.

Jesus Ressuscitou!


Hoje nos reunimos na casa de Deus para O adorarmos por ter Ele, em seu grande poder, ressuscitado Jesus dentre os mortos. Não comemoramos a Páscoa. Jesus a comemorou de forma derradeira. Nós comemoramos a Ressurreição de Jesus.

Jesus Ressuscitou! Que Diferença Faz Isso Para Você?

A RESSURREIÇÃO DE JESUS É A PROVA CABAL DE QUE DEUS CONSIDEROU COMPLETA A OBRA REDENTORA DE JESUS SEU FILHO.

Jesus veio para morrer pelos nossos pecados. Jesus veio para pagar a nossa dívida para com Deus. Nem eu e nem você poderíamos dar a satisfação que Deus exigia a respeito do nosso pecado. Então Jesus se apresentou como nosso fiador, como nosso substituto naquela cruz. Ele que não merecia a morte, morreu.

A morte é o salário do pecado, mas como Jesus não havia pecado então ele não deveria e não merecia morrer. Ele era perfeito como era perfeito o animal sacrificado na Páscoa, mas ele morreu, mesmo assim.

Então, por não ter pecado e por ter se oferecido para ocupar o nosso lugar na cruz do calvário, Deus dando demonstração de que a satisfação fora dada, de que de fato seu plano redentivo estava consumado com a morte de Jesus, fez com que Cristo ressuscitasse, revivesse, voltasse de entre os mortos.

RESSUREIÇÃO DE JESUS É O MODELO DE NOSSA RESSURREIÇÃO ESPIRITUAL.

Todo homem ou mulher que creem em Jesus, sua vida, obra, morte e ressurreição, e o tem como seu único e suficiente salvador, experimentou a ressurreição espiritual.

A regeneração não é outra coisa se não a morte espiritual do velho homem e a ressurreição de um novo homem. A ressurreição de Jesus implica em que a partir dela, todo homem ou mulher pode nascer de novo. Por isso dizemos que o cristão é aquele que nasceu duas vezes para morrer apenas uma, enquanto o ímpio é aquele que nasceu uma vez para morrer duas vezes.

 Paulo escrevendo aos Colossenses se expressou nos seguintes termos: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória”. Colossenses 3.1-4

A RESSURREIÇÃO DE JESUS É O MODELO DE NOSSA RESSURREIÇÃO LITERAL.

 A Bíblia nos ensina que assim como Jesus ressuscitou dos mortos no terceiro dia, com o mesmo corpo glorificado, os mortos em Cristo também ressuscitarão por ocasião de sua volta.

 Os irmãos da Igreja de Tessalônica estavam preocupados com essas coisas e então Paulo lhes escreveu o seguinte: “Não queremos, porém irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem (aos mortos em Cristo), para não vos entristecerdes com como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará em sua companha, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por Palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras”. I Tessalonicenses 4.13-18

A Páscoa judaica era uma celebração para a família. O Culto que oferecemos a Deus pela ressurreição do Cordeiro de Deus também deve ser comemorada em família.
Há um lindo hino que diz: "Morri na cruz por ti, que fazes tu por mim?" Esse questionamento, apesar de ser parte de um hino do século XX, tem sido válido durante estes 21 séculos. Parece que quanto mais nos distanciamos da benção da ressurreição de Jesus, mas nos esfriamos e vivemos para nós mesmos. Uma brasa tirada do braseiro tende a esfriar e se inutilizar. Uma vida de serviço no Reino de Deus traz sentido e razão para o nosso viver. Todas as demais conquistas aqui, que não visem o engrandecimento do reino de Deus e a Sua glória, são passageiras, efêmeras. Nenhuma conquista neste mundo é mais importante do que conquistarmos pessoas, através de nossas vidas, para o Novo Mundo por vir. Como é triste ver as pessoas tratando com tanto descaso a celebração da Ressurreição de Jesus. Como é triste ver pessoas se gastando, se angustiando em busca de bens materiais em detrimento, e às custas do bem espiritual que é um relacionamento íntimo com Deus. Isso é que é vida? É bom que nos lembremos que Deus deve vir em primeiro lugar em nossas vidas. As demais coisas virão consequentemente e na dose exata.

Jesus está vivo. Que diferença faz isso para você em cada manhã de cada dia? Quando você olha o rosto de tua esposa, do teu esposo, dos teus filhos, dos teus amigos de trabalho? Que diferença faz para você o fato de que Jesus está vivo quando você faz um negócio, ou um comentário sobre a vida de alguém? Lembre-se que sua presença é um grande privilégio, mas também implica em uma grande responsabilidade.

Você não pode ir a um lugar e dizer para Jesus: - Olha; agora você fica aqui fora porque esse ambiente não é muito propício para pessoas tão santas quanto o Senhor.

Que Deus nos abençoe não permitindo que o tempo esfrie nossa fé. Que Deus reacenda as chamas da verdade extraordinária que Jesus morreu e ressuscitou para que vivêssemos em novidade de vida. Que Deus abra os nossos olhos para que possamos ver Seu filho sempre presente em nossas vidas. Que nos lembremos que foi a ressurreição perpetrada pelo Pai e por seu grande poder que autorizou Jesus a exclamar: E eis que estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos.

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