sexta-feira, 31 de maio de 2013

JUSTAMENTE MISERICORDIOSO


“Em Cristo podemos ver a justiça e a misericórdia de Deus em um santo e aparente paradoxo”. Maurão

As testemunhas de Jeová dizem que nós os cristãos erramos quando dizemos que Jesus foi morto em uma cruz. Dizem que Jesus foi morto em uma estaca. Já lançaram isso em meu rosto um cem número de vezes. Uso o mesmo argumento que me ocorreu na primeira vez em que me disseram isso. Eu digo a eles: - Não importa a forma como Cristo morreu, ou seja, se foi em uma cruz como nós dizemos ou se foi em uma estaca como dizem vocês. A questão não é como Jesus morreu, mas porque Jesus morreu. E a partir daí eu lhes falo de duas coisas que se encontram na cruz: Justiça e Misericórdia. E me parece de forma muita clara que eles não entendem nada a respeito de Justiça e de Misericórdia. Então explico a eles.

Para a questão do pecado humano, era necessário que Deus manifestasse sua justiça. Ora Ele mesmo disse aos nossos pais, Adão e Eva, que se comessem do fruto proibido, eles morreriam. Deus não é homem para mentir e nem filho de homem para se arrepender. Tendo desobedecido, nossos pais, e todos os seus descendentes, receberam a pena da morte física, espiritual (foram alijados da comunhão com Deus) e eterna (uma existência sem a manifestação de Deus em um lugar chamado inferno). O Deus soberano havia criado um Jardim para nossos primeiros pais, um lugar de paz, harmonia e onde Ele tinha comunhão com eles. Tudo isso foi lançado por terra por conta do egoísmo. Nossos pais foram expulsos do paraíso. Que tragédia! Mas em maio ao caos Deus apontou o caminho da misericórdia. Ao dirigir-se à serpente ele disse: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e a descendência dela; este lhe ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. (Genesias 3.15) Aqui temos o anúncio da misericórdia de Deus, ou seja, a semente da mulher iria pisar na cabeça da serpente. Algo seria feito contra satanás e contra a morte que ele patrocinou ao tentar nossos primeiros pais.

O sepulcro vazio foi o golpe definitivo contra a morte. No momento em que a semente da mulher, Cristo Jesus, ressuscita dentre os mortos, a morte foi vencida (I Cor. 15.54-58). Justiça feita. Paulo escreveu “...o salário do pecado é a morte...” (Rom. 6.23). Jesus pagou esse preço.

Naquela cruenta cruz encontramos a justiça e a misericórdia de Deus. Sim, porque naquela cruz Deus aplicou em Seu Filho a justiça que deveria cair sobre nós. Aquela cruz não era dele e nem para ele. Era minha e tua. Mas Deus o Pai, por amor a nós, colocou-O ali, em nosso lugar. Ali a Justiça e a Misericórdia se encontraram de forma notável.

O evangelho é incomparável porque faz jungir Justiça e Misericórdia em um momento histórico sem igual. Toda a criação contemplou o enigma da cruz porque lá, Deus, justo juiz, manifestou sua justiça, mas demonstrou o amor que vai além de nossa compreensão agindo misericordiosamente em prol dos seus eleitos, aqueles a quem Ele escolheu antes da fundação do mundo.

Olhando para o enigma da cruz posso compreender o que disse Tiago ao escrever..."Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade; porque será exercido juízo sem misericórdia sobre quem não foi misericordioso. A misericórdia triunfa sobre o juízo!”. (NVI Tiago 2.12-23)

Sejamos justamente misericordiosos! É assim que nosso Deus é!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

RUA AMOR PERFEITO - A RUA DA MINHA INFÂNCIA


“Boas lembranças são bálsamos que curam feridas e nos fazem viver mais”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

Lembrar a infância é algo que sempre me traz enorme alegria e prazer. 

A memória é uma caixa onde guardamos os fatos que marcam a vida da gente, sejam coisas boas ou não. Tenho muitas lembranças da minha infância e a recordação da rua onde passei essa fase de minha vida me enche de alegria. 

A rua da minha infância se chamava (e ainda se chama) Amor Perfeito. Querem nome mais bonito que esse? É o nome de uma flor. O Jardim Popular, bairro onde morava, tinha as ruas com nomes de flores. Só que ela não era, do ponto de vista da topografia, um Amor Perfeito. Era na verdade uma picada. Somente quando o trator passava é que nos lembrávamos que se tratava de uma rua. O mato insistia em tomar conta daquela rua. Era em declive, uma descida (e no sentido contrário, uma subida, é claro). Havia pouquíssimas casas naquela picada; sete que eu me lembre. Havia uma casa do outro lado da rua, mais abaixo da minha, onde havia uma árvore enorme bem na frente da porta da sala. Era gostoso sentar ali à noite, com os moradores daquela casa e, diante de uma pequena fogueira que aquecia e ao mesmo tempo iluminava, pois não havia luz elétrica, ouvíamos histórias de arrepiar os cabelos – A Mula Sem Cabeça; Fantasmas; Casas Mal Assombradas, e outras coisas do gênero que, contadas naquele ambiente, criavam um clima de muita adrenalina. Ao lado daquela árvore enorme havia um pé de babosa, que passávamos no cabelo substituindo a tal da brilhantina ou do óleo Nujol.

O verão era aplaudidíssimo pela garotada. Chovia à tarde e pela manhã fazia um sol de rachar mamona. A garotada descia, pés juntos, passo a passo, criando um caminho sinuoso, formando um piso duro por onde fazíamos nosso enduro nos carrinhos de “rolimã”. É verdade que os mais velozes sempre se arrebentavam. E o mercúrio cromo coloria esse pessoal. Eu fiquei vermelho muitas vezes.

Outra lembrança da rua da minha infância era o campo de futebol na esquina com a avenida Jaime Torres. Esse campo era ladeado por frondosos eucaliptos. Todas as tardes, lá estava aquele mundaréu de moleques correndo atrás da bola de capotão. No entanto, numa bela tarde de chuva, um raio destruiu a copa de um daqueles eucaliptos. Depois disso, era só dar indício de chuva e a garotada se recolhia. Na rua da minha infância nós brincávamos de “mão na mula”, “esconde-esconde”, “polícia e ladrão”, “pular cordas (com as meninas)”.

Nos meses de junho e julho, os poucos moradores costumavam comemorar as festas juninas. Faziam fogueiras e assavam mandioca, batata doce. Estouravam pipocas e faziam uma bebida chamada quentão, uma bebida com pinga e gengibre que espantava o frio do inverno. A garotada se divertia pulando a fogueira. Ficávamos até altas horas da noite ali, diante das brasas e só depois, quando já estávamos muito cansados é que íamos dormir.

Naquela rua as pessoas colocavam bancos em frente à cerca, onde nos assentávamos à tardinha para um bate-papo gostoso. É verdade que à fofoca corria solta, mas é triste ver que hoje em dia tiraram os bancos e os bate-papos acabaram (mas as fofocas não).

Minha mãe me comprou uma bicicleta e eu descia e subia aquela rua, cantarolando músicas. Recordo-me da música interpretada pelo cantor Noite Ilustrada que dizia assim: “Levanta sacode a poeira e dá volta por cima. Chorei....”. Havia as músicas do Miltinho, do Nelson Gonçalves, do Moreira da Silva. Foi nessa rua que vivi a experiência da Jovem Guarda e cantei....”Quero que você me aqueça nesse inverno e que tudo o mais vá pro inferno...” (que Deus me perdoe, mas eu cantei).

Naquela rua, cujo “asfalto” derretia na chuva e grudava como cola na sola do sapato, morava e ainda mora o dentista – Dr. João. Foi ele quem arrancou os três dentes que me faltam. Naqueles dias não se tratava canal dos dentes... era boticão na certa. Bem, mas pelo menos... o Seu João nunca cobrou um tostão. Esse é um amigo que carrego no peito com muita gratidão por sua bondade notória.

Recordo-me da casa de Dona Maria e Sr. José. Eles tinham três filhas: Geni, Esmeralda e Marisa, nessa ordem. O Seu José tinha uma caminhonete Studebacker. Ficamos tristes quando eles mudaram para o bairro da Lapa e nunca mais os vimos. Parece que eles queriam se ver longe do barro, do mato, e da gente.

Lá morava o Sr. Henrique, que trabalhava na Light (Eletropaulo hoje). Já era de idade, tanto ele quanto sua mulher. Não tinham filhos e por isso não gostavam muito de crianças. Quando a bola caía lá na casa deles, sorteávamos quem ia buscar. São lembranças que tenho prazer em resgatar, momentos nos quais me comprazo.

Era para o alto daquela rua que eu olhava todo final de tarde e esperava meu pai chegar com seu jeito espartano de andar. Era a rua da minha infância – a rua Amor Perfeito. Em um dia desses andarei pelas ruas de ouro e cristal, como diz o tão belo hino. Espero vê-lo lá.

LIÇÕES COM A FOTOGRAFIA


           
  Estávamos sentados à roda da mesa da casa de Dona Mariquinha, minha querida sogra e conversávamos sobre diversos assuntos. Nossos pensamentos eram sempre remetidos aos tempos idos, coisas do tempo de namoro, de mocidade. Foi então que a Fernanda, minha filha caçulinha, trouxe uma quantidade enorme de fotografias.

            Começamos a ver aquelas fotografias, de todos os tamanhos. Algumas, as mais antigas, eram em preto e branco, as mais atuais já eram coloridas. Nos divertimos em ver-nos no passado, mais magros, menos envelhecidos, mais cheios de sonhos, de ideais, sem filhos, ou com filhos pequenos nos braços dos avós. Vimos nas fotografias, gente que já não está mais conosco porque Deus os levou para Si.

            Olhei algumas daquelas fotos onde eu estava. Magro, mais jovem, com cabelo enorme, cavanhaque, barba, calça boca de sino. Em outras fotos, mais atuais, o cabelo já é menor e mais grisalho, o corpo um pouco mais “volumoso”, os famosos pés de galinha embaixo dos olhos, alguns franzidos na testa mostrando que não foram poucas as preocupações desses anos que se passaram, e outras mudanças que o tempo traz.

            Tirei algumas lições importantes desse momento de aparente descontração. Aprendi, por exemplo, que o tempo passa rapidamente. Não adianta lutar contra o tempo...ele é implacável, ele passa como o vento, como a neblina. Quando menos imaginamos nos olhamos em fotos de muitos anos atrás e parece que tudo aconteceu, simplesmente, ontem.

            Atinei que, por mais que lutemos contra as marcas do tempo por fora, temos marcas indisfarçáveis por dentro. Não há mais, em nosso ser interior, aqueles sonhos, aqueles ideais, aquelas paixões próprias daquele tempo. Agora somos mais experientes, mais pés no chão. Os sonhos de hoje são mais reais do que aqueles que aqueciam nossos dias daquelas fotografias.

            Contemplei atentamente algumas daquelas fotos e compreendi também que, alguém vai olhar e nos ver. Que tipo de sentimento irão nutrir ao ver-nos. Haverá saudade, respeito, consideração, boas lembranças? As fotos têm a ver com situações, contextos, momentos. Serão momentos resgatados com alegria, com ternura, com felicidade, ou com dor, amargura, tristeza?

            Percebi também, o egocentrismo, ao ver as fotos. A primeira coisa que procurava em uma foto era eu mesmo. O tempo passa, mas continuamos egocêntricos, com rugas externas e internas, com cabelos brancos, poucos cabelos, mas, egocêntricos.

            Fotos trazem lembranças sejam boas ou não, são portadoras de saudades do tempo que passou, são registros de como éramos e daquilo que o tempo fez conosco. Por isso, muito cuidado quando disserem para você: olha o passarinho! Não acredite, pois não há passarinho nenhum, só você, eu, e a realidade, na objetiva de uma câmera fotográfica sob o flash que ilumina só um pequeníssimo, mas revelador, instante da vida da gente.

terça-feira, 28 de maio de 2013

ORA QUE MELHORA

Você já deve ter visto essa frase em algum vidro traseiro de algum carro – Ora Que Melhora. Eu já o vi diversas vezes e confesso que de pronto achei impróprio. Dizia a mim mesmo que as coisas não eram tão simples assim, afinal das contas, por exemplo, Habacuque orou e Deus disse a ele que as coisas iriam piorar. Mas ao olhar para o final do livro de Habacuque eu tenho que concluir que a oração tem o seu lado terapêutico para o coração e alma humanos.

Outro exemplo do efeito terapêutico da oração nós encontramos na bela história de Ana. Essa notável mulher do Antigo Testamento vivia o constrangimento da esterilidade em um tempo no qual as mulheres amavam a maternidade. Para piorar havia uma mulher que a provocava incessantemente por essa razão. Então Ana orou ao Senhor. Depois da oração Ana se sentiu confortada, e, mais feliz seguiu o seu caminho. O texto bíblico retrata esse momento com a seguinte redação: “Em seguida, Ana seguiu o seu caminho, comeu, e em seu rosto já não havia mais desalento”. (1 Samuel 1.18b – BKJ)

A oração é um ato de contrição, de humilhação no qual aquele que ora reconhece a sua total dependência àquele a quem ora. Não existe atitude mais prejudicial para a alma humana do que a arrogância, o orgulho, a soberba e autossuficiência. A pessoa autossuficiente sempre conjuga os verbos na primeira pessoa do singular do caso reto – eu. O homem que crê e se humilha conjuga os verbos na terceira pessoa do singular – ele. E para quem ora, esse Ele é o próprio Deus.

A oração é um ato no qual quem ora revela ter fé naquele à quem ora. A Bíblia diz que aquele que se aproxima de Deus deve fazê-lo com fé. Sem fé é impossível agradar a Deus. A fé é o alento da alma. É a essa conclusão que Habacuque chegou, ou seja, as coisas podiam não ir lá tão bem quanto ele esperava que elas fossem, mas mesmo assim ele se regozijou naquele que faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade e essa vontade é o melhor, seja em que sentido for. Provavelmente foi esse o sentimento que invadiu a alma de Ana, ou seja, a certeza de que compartilhou sua dor com Aquele que a compreendia e que controlava tudo em sua vida.

A questão toda é que, sempre, invariavelmente, nós nos desesperamos, reclamamos, murmuramos e muitos até blasfemam contra Deus quando enfrentam os imponderáveis da vida, quando são visitados pelas dores e infortúnios. O que devemos fazer em momentos como esses é cair de joelhos e orar. Jesus, lá no Getsemâne, orou enquanto sua alma se angustiava diante da antevisão dos momentos de dor que estava prestes a sofrer. E foi alimentado por essa oração que ele enfrentou a cruz.

Reclame menos, lamente menos, resmungue menos. Ora que melhora sim.  A Bíblia garante.

NÃO SE DISFARÇA AS MARCAS DE UM GRANDE AMOR

(Poesia inspirada quando ouvia a canção Midnight Train To Georgia cantada por Neil Diamond na BBC Electric Proms 2010).




Nunca mais meu mundo foi o mesmo
As marcas de um grande amor fazem assim
Ah! Quem nunca sentiu isso nunca viveu!
São sempre lembranças que nos trazem doce dor.
Não se disfarça as marcas de um grande amor!

Nos conhecemos como por um toque de mágica
E um olhar penetrante invadiu duas almas.
Um sorriso incontido. Tentamos disfarçar!
Os corações bateram mais rápido sim senhor.
Não se disfarça as marcas de um grande amor!

Tentamos falar, mas nos faltaram palavras.
Uma força estranha nos impelia um ao outro.
E nos distanciamos desejando nos abraçar.
Tentamos olhar para trás, mas havia muito pudor.
Não se disfarça as marcas de um grande amor!

A multidão nos escondeu um do outro.
Mas eu senti em um impulso o desejo de voltar.
Virei-me e dei os primeiros passos e lá estava ela.
Parada, com um lindo sorriso! Encantador!
Não se disfarça as marcas de um grande amor!

Olhos nos olhos, respiração ofegante!
Braços que se estendem! Corpos que se tocam!
As pessoas sem entender ao nosso redor.
Parecia que podíamos ouvir um coro de anjos.
A entoar uma canção de amor.

Seu nome? Onde você mora? O que você faz?
Onde estava você todos esses anos?
Eu a esperava, você estava em meus sonhos!
Você era a moça da canção nos lábios daquele cantor.
Não se disfarça as marcas de um grande amor!

O silêncio selou nosso primeiro beijo.
Nem nos conhecíamos. Era pura magia louco desejo.
Senti sua respiração como se fosse a minha.
Não trocaria aquele momento por uma joia de grande valor!
Não se disfarça as marcas de um grande amor!

Vivemos assim, uma linda história de amor.
Um romance cheio de sonhos até o fim.
Quando o imponderável a levou de mim.
Senti no peito uma incontida e aguda dor.
Não se pode disfarçar as marcas de um grande amor!

E sempre que por ali passo, sinto acelerar o coração
Parece que ela vai surgir no meio da multidão
Parece que vamos nos encontrar
Mas é apenas um desejo. Eu paro de andar.
Um amor verdadeiro é eterno e nada pode disfarçar!

COMPAIXÃO

“Uma menina, cuja amiguinha morreu, contou à sua família que havia ido confortar a mãe enlutada. – O que você disse? – perguntou o pai da menina. – Nada - ela respondeu. – Eu sentei no colo dela e chorei com ela”. Charles Swindoll Esses dias nos quais vivemos nos deparamos constantemente com um dos produtos mais terríveis do pós-modernismo; a Indiferença. Se o ódio é uma disposição que revela a ausência de Deus no coração do homem, pois somente quem ama tem Deus dentro de si, o que dizer da indiferença?

Outro dia li uma linda história de um autor desconhecido que conto à vocês:

“A enfermeira acompanhou um jovem cansado e ansioso até o leito de um senhor idoso. – Seu filho está aqui – murmurou a enfermeira ao paciente. Ele havia recebido um forte dose de sedativo, em razão de uma dor no peito causada por um ataque cardíaco  Com a vista turva ele viu o jovem em pé, perto do balão de oxigênio. O paciente estendeu a mão, e o jovem apertou-a com força para transmitir-lhe uma mensagem de ânimo. A enfermeira colocou uma cadeira ao lado do leito. Ele passou a noite toda segurando a mão do ancião e proferindo delicadas palavras de esperança. O moribundo não disse nada, limitando-se a segurar com força a mão do seu filho.

Quando o dia começou a clarear, o paciente morreu. O jovem colocou a mão sem vida no leito e saiu para avisar a enfermeira. Enquanto a enfermeira tomava todas as providências necessárias, o jovem permaneceu ali, esperando. Ao terminar a sua tarefa, a enfermeira virou-se para lhe dar os pêsames, mas ele a interrompeu: - Quem era aquele homem? – perguntou o jovem. – Pensei que fosse seu pai – respondeu a enfermeira com o rosto agora cheio de curiosidade. – Não, ele não era meu pai.. Nunca o vi em toda a minha vida. A enfermeira então lhe disse: - Então por que você não me contou isso quando o levei até ele? O jovem respondeu: - Eu sabia que ele necessitava da companhia de seu filho, e seu filho não estava aqui. Quando percebi que o seu estado era tão grave que ele não poderia saber se eu era ou não seu filho, compreendi o quando ele necessitava de mim.

Esse mundo está carente de compaixão, de pessoas que são realmente misericordiosas à semelhança do Bom Samaritano da parábola contada por Jesus. O Pastor R. C. Sproul nos conta algo que ilustra muito bem isso. Diz ele que tinha um colega na faculdade que havia sido vitimado por uma paralisia cerebral. Andava com enorme dificuldade e falava com dificuldade também. Mas, apesar de suas limitações de movimento e dificuldade em falar, não havia nenhum problema com sua mente. Ele era um aluno brilhante. Certo dia, esse colega pediu a Sproul que orasse em seu favor. Sproul afirma que em determinado momento da oração ele disse: - Ó Senhor, ajuda esse homem a vencer o seu problema. Quando abriu seus olhos, Sproul viu que seu colega chorava em silêncio e então, perguntou a ele: O que foi que eu fiz de errado?  Ele então respondeu: - Você me chamou de homem. Nunca ninguém me chamou de homem antes.

Olhe as pessoas ao seu redor. Há pessoas superiores a você em todos os sentidos possíveis, mas há pessoas inferiores também. É assim que a vida se apresenta a qualquer um de nós. Como você gostaria que aqueles que são superiores a vocês te tratassem? Como discriminação, preconceito, descaso? A resposta é um rotundo não. Então agora olhe novamente as pessoas que não têm tido tanta “sorte” quanto você tem na vida. Como você as trata, como você as vê, como você se relaciona com elas?

       Espelhe-se no próprio Deus e lembre-se que o verdadeiro amor é perdoador, é misericordioso, é pacífico. Ninguém pode dizer que tem Deus dentro de si, enquanto não perceber que pessoas ao seu redor, sejam elas quem foram, existem.        

sexta-feira, 24 de maio de 2013

FAMÍLIA - A MAIS IMPORTANTE ESCOLA DA VIDA. (Apenas alguns raciocínios)


O Brasil ficou chocado ao ver pela televisão a execução de um jovem que ao chegar ao portão do prédio do apartamento onde residia foi abordado por um "menor" que, na intensão de roubar-lhe um simples celular acabou por dar um tiro na cabeça da vítima tirando-lhe, ainda mais, sua preciosa vida.

Outro acontecimento que deixou o Brasil estarrecido, foi aquele em que outro "menor", cruelmente e buscando aterrorizar e matar, jogou álcool em uma dentista, amarrada e imobilizada, e ateou fogo. A vítima foi queimada viva. E a quantia do roubo foram míseros vinte reais.

Não estou dizendo com isso que se a quantia roubada fosse bem maior, esses atos de atrocidade seriam justificáveis ou que isso tornasse o ato admissível e compreensível. O que estou querendo enfatizar ao falar em "simples celular" e "míseros vinte reais" é que se mata demonstrando um total descaso para com a vida, mostrando que não se têm a compreensão das implicações decorrentes desses atos tão cruéis e lamentáveis, que os tais "menores criminosos" não estão nem aí para com as suas vítimas, seus familiares e a sociedade em seu todo.

Esses facínoras, e tantos outros que a mídia informa, e outro tanto de que nem notícias temos, roubaram muito mais do que objetos; roubaram anos de vida dos familiares de suas vítimas, roubaram anos de paz dos familiares, roubaram a tranquilidade da sociedade, roubaram os investimentos que os familiares, pais, irmãos, esposos, esposas, fizeram nessas vidas ceifadas de forma tão brutal e injustificável, roubaram da sociedade alguns cidadãos que estavam vivendo, não à margem, mas em suas entranhas produzindo e contribuindo.  

E então eles foram presos. E o que acontece com esses ladrões da tranquilidade, roubadores dos sonhos, ladrões da paz e da alegria, ladrões de anos de vida de pais e familiares? O que acontece com esses menores marginais? São enviados para a Fundação Casa onde passam por um processo Sócio Educativo e em caso de meses estão livres, soltos, belos e sobranceiros, treinados e prontos para matar novamente. Como disse certo menor preso. - Eu vou sair e se "for preciso" eu mato novamente. Está mais do que provado que o tal do Processo Sócio Educativo não resolve coisíssima nenhuma. Está mais do que provado que a Fundação Casa não tem feito jus à sua existência. Os menores continuam matando como gente grande. Eles estupram, matam, roubam, e depois vão passar algum tempo em uma colônia de férias onde treinam e se preparam para fazer mais coisas do gênero.

Eu me pergunto por que, quando eu era menor, lá na década de 60 e primeira parte da década de 70, os menores não matavam como matam os menores de hoje? Tive alguns amigos que enveredaram para a vida criminosa, mas eles já eram maiores quando optaram por isso. Alguns deles morreram em troca de tiros com a Polícia, outros morreram de AIDS, outros se tornaram zumbis. Um dia desses encontrei um deles andando no meio da avenida, descalço, calças rasgadas, cabelo enorme e sujo e andando como se fosse um carro. Ele pensa que é um carro! Doidinho varrido! Ficou assim de tanto fumar maconha. E tem gente que quer a liberação dessa porcaria alienante e imbeciliante. Mas no meu tempo de adolescente eu não via tantos adolescentes portando armas e matando a bel prazer como hoje, não só no Brasil, mas no mundo.

Creio que a origem do problema está na família. A família não é mais o berço da humanidade. Deus criou a Família e a Igreja, ambas para a abençoar o mundo, mas tanto uma quanto a outra, de uma ou de outra maneira, tem deixado a desejar nessa questão. Não é só o Mico Leão Dourado que está em extinção. A família hoje corre sério risco de extinção também. Não se pratica e nem se aprende mais, nas famílias, os princípios mais elementares para a saudável convivência em sociedade. Há painéis políticos partidários que, ávidos pelo poder, e populistas, estão questionando a família e tentando destruí-la. A ideologia dessa gente é o poder, pura e simplesmente. Se a família, que é a micro-sociedade, falha em treinar seus membros para viver com inteireza na macro-sociedade que é aquela na qual a própria família está inserida, então acontece uma trinca de dentro para fora, uma implosão. 

Eis aí a causa principal. Temos uma população de adolescentes que se perdeu. Eles não sabem nada sobre hierarquia, sobre autoridade, sobre respeito, sobre comando e liderança, sobre solidariedade, sobre participação, sobre compromisso. Cada dia mais eles se alienam desses princípios e normas que deveriam aprender em casa no convívio familiar. Esses adolescentes olham para seus pais e percebem que seus pais deixam muito a desejar. Muitos dos pais de hoje praticam a máxima: "Façam o que eu falo, mas não façam o que eu faço". Não há ato mais deturpante do que esse. Pais que dizem aos seus filhos que fumar faz mal, enquanto têm entre seus dedos um cigarro sendo consumido, querem o quê? Pais que mentem e dizem aos seus filhos que devem sempre falar a verdade, querem o quê? O que eles esperam de seus filhos ao ver os seus maus exemplos? Pais que negligenciam a prática de uma vida religiosa piedosa e de compromisso com a Santa Igreja não podem desejar que seus filhos a frequentem e amem a vida eclesiástica.

Assim é que vemos os adolescentes perdidos, sem rumo. São presas frágeis dos traficantes. Logo estão delinquindo. Logo estão praticando pequenos furtos e depois latrocínios. Eles estão em todas as camadas sociais. Não são apenas aqueles que nascem na favela. Outro dia uma quadrilha foi presa e era composta por meninos oriundos de famílias abastadas. Aqueles jovens que atearam fogo no índio da tribo pataxó eram todos de famílias de posses de Brasília.

É prazeroso fazer filho, mas oneroso (em todos os sentidos) educá-los, moldá-los, habilitá-los para viver em harmonia como cidadãos. Não é tarefa fácil fazer marcação cerrada nos filhos impedindo-os de terem certas amizades e frequentar determinados ambientes, mas essa é a tarefa dos pais de verdade. Os pais, também, devem ser exemplos para seus filhos de tal maneira que sua atitude disciplinadora seja repleta de autoridade. A Bíblia diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele!" ( BKJ - Provérbios 22.6) Essa é a tarefa, em primeiro lugar, dos pais, no convívio e ambiente familiares. 

Ao olhar pelo retrovisor da história podemos perceber as grandes transformações na sociedade como um todo. O perfil da família (para falar da família brasileira) mudou muito. 

Antigamente o marido e pai era quem saia para o mercado de trabalho e sua precípua preocupação era prover o lar de todos os recursos - alimentos, roupas, estudos dos filhos, etc... A esposa e mãe ficava em casa preocupada com as "prendas domésticas". Era uma senhora do lar. A mulher era a economista por excelência já que era ela quem administrava a casa. Essa mulher era quem convivia mais intensa e intimamente com os filhos dando, sobre isso, um "relatório" ao marido periodicamente, ou quando entendia necessário. Hoje vemos que as coisas mudaram. A mulher saiu para o mercado de trabalho, provavelmente porque os homens não deram o valor que elas mereciam receber como donas de casa, esposas e mães. E de fato não o fizeram e continuam não fazendo! A mulher também foi para o mercado de trabalho procurando suprir a carência deste em algumas áreas onde ela poderia contribuir com mais eficiência, tais como a saúde e a educação. Fato é, que há casais que se encontram em casa. A casa, a moradia, a residência, virou um ponto de encontro, um lugar para comer e dormir. Talvez por isso mesmo é que as casas estão sendo concebidas cada vez menores. Afinal das contas é para ficar só um tempinho. Não se tem mais o hábito de receber amigos, pois falta tempo. Festas de aniversário são feitas em salões alugados com esse propósito, ou no salão social do condomínio, pois não há tempo para limpar a sujeira depois e isso cansa muito.

Conheci, nesses longos anos de vida, lares onde os cônjuges eram executivos e viajam constantemente. Eles eram, por isso, muito bem remunerados. Os filhos eram, na maioria dos casos, criados pelos avós ou nas escolas em tempo integral. Viam os pais, e com eles conviviam, por um breve tempo e nesse breve tempo, por não existir intimidade, não havia diálogo, entrosamento, compartilhamento, comunhão, amizade, carinho, e dai por diante. Certo dia, um pai de um aluno meu me perguntou por que o filho dele me ouvia mais do que a ele que era pai. Eu perguntei quanto tempo ele dava ao filho, quanto de atenção ele dedicava ao filho. O pai me respondeu que trabalhava em uma empresa na qual era responsável por cuidar de adolescentes e que quando chegava em casa ele não tinha "estômago" para se relacionar com seus dois filhos. Eu disse a ele  que de todos os adolescentes do mundo aquele que mais precisava dele era seu filho. Dei algumas simples sugestões tipo: sair para comer com ele no MacDonald's, assistir um filme, ir ao estádio de futebol, demonstrar interesse pelo que ele estava aprendendo na escola. Após alguns meses aquele pai me procurou com lágrimas nos olhos dizendo que o seu relacionamento com seu filho e também com sua filha, havia melhorado muito, pois ele havia seguido minhas sugestões.

Não quero aqui criticar as mulheres que se deixam seduzir pelo mercado de trabalho e, mesmo depois da maternidade, continuam a trabalhar deixando a educação dos filhos para outrem. Creio que as razões porque isso acontece foge aos meus propósitos nesse escrito. Mas é fato que, em meu entendimento, a falta de convívio e relacionamento dos pais com seus filhos é realmente algo que tem contribuído com a formação de um contingente de adolescentes e jovens revoltados, insatisfeitos, e que reagem a esse descaso de forma violenta. Pais que dão de tudo aos seus filhos e não se dão a eles, na verdade são apenas provedores e não país. Pais que não se entregam aos filhos e nem se envolvem no cotidiano dos seus filhos jamais deveriam tê-los colocados no mundo. Pai e mãe não são aqueles, apenas, que geram. A paternidade e a maternidade implicam em muito mais. Há pais que sabem mais da vida de determinados amigos no ambiente de trabalho do que sabem a respeito dos seus filhos. Há pais que se surpreendem quando são chamados na escola onde o filho estuda e ouve da educadora como é o comportamento dele em sala de aula e como ele trata as pessoas ao seu redor. Certo pai me disse que depois de participar da reunião dos pais e mestres na escola de seu filho, voltou com seu filho para casa e, no carro, se sentia estar sentado ao lado de um estranho. 

Os pais precisam estar atentos aos seus filhos. E isso começa no útero, passa pelo berço, no toque da mão que ajuda a dar os primeiros passos e a escrever as primeiras letras. Não é exagerado o ditado que diz que se você educar a criança não terá que corrigir o adulto. Você já deve ter ouvido a expressão: "É de pequenino que se torce o pepino". Fato: a educação começa no útero, pois está comprovado que crianças não desejadas nunca serão bem tratadas e elas irão, naturalmente, reagir.  

Os lares contemporâneos devem se comportar de tal maneira que os filhos tenham mais do que boas escolas, boas roupas, boa alimentação, vídeos games, tablets, computadores, viagens, academia, curso de inglês, curso de balé, e por aí vai. É preciso existir amizade, comunhão, contato, intimidade. Somente isso poderá fazer com que haja diálogo, intercâmbio de ideias. Somente com isso os pais podem realmente conhecer seus filhos e vice-versa. Os pais precisam muito mais do que se encontrar em casa e sair para jantar, para o teatro, para uma viagem. Os pais precisam aprofundar o relacionamento com seus filhos, porque casar e colocar filhos no mundo não é brincar de casinha e nem com bonequinhas. O tempo desse tipo de brincadeira já passou. Vida conjugal e filhos, são coisas sérias que exigem investimento, dedicação e sacrifício.

A família nuclear é a primeira e mais importante escola para a vida. É na família que a criança aprende, no convívio íntimo com os pais e os irmãos, os mais elementares princípios para a vida fora da família. Diz o ditado: "O costume de casa vai à praça". 

Tenho visto com enorme tristeza no coração o descaso para com a família. 

Tenho visto com enorme tristeza que alguns pais estão mais preocupados em serem reconhecidos como bons profissionais nas áreas em que atuam, e não estão nem aí para o que os filhos pensam a respeito deles. Enviar filhos para boas escolas é muito bom, mas os pais não podem transferir a responsabilidade que é deles de cultivar no coração e na mente dos filhos os princípios que são úteis e que são muito mais facilmente aprendidos no âmbito da família, mesmo porque, é nela, a família, onde encontramos a carga maior de afetividade que vai facilitar o ensino e o aprendizado. Se a criança ouve na escola que é preciso dizer: eu amo você - ela irá absorver isso de uma maneira superficial. Entretanto, se ela vir e ouvir isso, em casa, no relacionamento com seus pais e irmãos, esse aprendizado se tornará relevante para ela.

A família nuclear é a primeira e mais importante escola para a vida. Como ela começa? Quem são os que a compõem? Quais os papeis que desempenham? Quais os princípios que são treinados nela? 

Bem, essa e outras questões eu tentarei responder em outro escrito.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

MÃES DE VERDADE NÃO TÊM PREÇO!



"Acaso, pode uma mulher esquecer-se do seu filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti". Isaías 49.14

Todos os segundos domingos do mês de Maio são reservados à comemoração do Dia das Mães. Mas essas mulheres notáveis, que não fogem e nem se acovardam, e assumem a maternidade são dignas de receber o carinho, o respeito e a consideração de seus filhos, todos os dias do ano.
Não vou discorrer sobre a origem desse Dia. Há na internet uma quantidade enorme de informações a esse respeito. Minha intenção é cavocar mais fundo na questão da maternidade porque pelo que tenho visto e ouvido, ela já não é mais algo que a mulher se orgulhe de poder experimentar. Há um grande descaso da parte da maioria das mulheres hodiernas a respeito da maternidade.
Mãe, em primeiro lugar não é unicamente aquela  gerou no útero. A que apenas gera no útero é genitora, pura e simplesmente, todavia, a maternidade vai muito mais além do que simplesmente povoar por nove meses um útero e depois parir trazendo à luz um outro ser, uma outra vida. Mulheres que geram e amamentam em seus seios aqueles a quem deram a luz podem apenas ser genitoras e me parece que hoje em dia isso é muito mais comum do que vivenciar a maternidade com todas as suas implicações e intercorrências. 
Mãe pode ser, também, aquela que gerou na alma, no coração. Mãe pode ser aquela que, não tendo a oportunidade de gerar filhos, decidiu tomar em seus braços aquele que foi gerado por outra mulher. Mães adotivas também são mães, sim. 
Portanto, mães de verdade, são aquelas que assumem a maternidade. 

Em I Reis 3.16-28 encontramos uma comovente história de duas prostitutas que moravam na mesma casa e estavam grávidas. Com o intervalo de três dias, ambas deram a luz a seus filhos. Aconteceu, todavia, que uma delas, por descuido sufocou seu filho durante a noite, enquanto dormia, causando a morte do menino.

Ao ver que seu filho havia morrido, ela levantou-se levou seu filho morto e trocou pelo filho vivo da outra mulher. Quando a mulher do filho vivo se levantou para amamenta-lo constatou que a criança ao seu lado estava morta e também que não se tratava de seu filho. Deduziu o que de fato havia acontecido, ou seja, que a outra mulher havia trocado os meninos.

Ambas compareceram diante do Rei Salomão que ouviu a história, mas cada mulher alegava que o filho vivo lhe pertencia. O Rei ordenou que trouxessem uma espada afiada e que a criança fosse cortada ao meio e que cada uma das metades fosse entregue às mulheres.

Uma das mulheres então abriu mão da criança pedindo que o Rei tivesse misericórdia e não o matasse. A outra revelou total descaso com a criança ao dizer: “Que não seja nem meu e nem teu. Pode cortar o menino ao meio”.

O Rei então determinou que a criança fosse entregue viva à verdadeira mãe, ou seja, aquela que preferiu abrir mão do filho conquanto ele continuasse vivo.

Mães verdadeiras se sacrificam por seus filhos. Uma mãe de verdade dá a vida por seus filhos.

Vivemos no Brasil um momento delicado nessa questão da maternidade. O CFM informou que no final do mês de Março do corrente ano à Comissão Especial do Senado que discute a reforma no Código Penal uma proposta com o posicionamento favorável à legalização do aborto até o 3º mês de gestação. Segundo o Presidente do Conselho, Roberto Luiz d'Avilla cerca de 80% dos 27 conselheiros votaram favoravelmente à pergunta "você é a favor ou contra respeitar avontade da gestante até a 12ª segunda semana de gestação?”.

Segundo d’Avilla, o 12º mês de gestação foi definido pelo conselho por duas razões. Além de ser o momento em que o feto ainda não desenvolveu por completo o seu sistema nervoso, é também o período que representa menos riscos para a saúde da mulher. "Essa é a idade gestacional que o mundo inteiro se baseia para autorizar ou permitir", afirmou.

Atualmente, pelo Código Penal, o aborto é permitido em casos derisco à saúde da gestante ou quando a gravidez é resultante de um estupro. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que grávidas de fetos sem cérebro poderão optar por interromper a gestação com assistência médica. Mas como ainda não há lei que permita a prática, o direito não é automático. Se um hospital se recusar a fazer o aborto, por exemplo, a mulher pode recorrer à Justiça com base na decisão do STF.

Tenho ouvido algumas declarações de pessoas que apoiam a legalização do aborto tais como:

A mulher tem direito sobre o seu corpo. Sim, mas e se o feto que nela estiver for outra mulher? E mesmo que não for mulher, que direito tem ela para decidir sobre o corpo que carrega em seu útero? Algum jurista vai se aventurar a escrever sobre o Direito do Feto?

1. Melhor abortar do que permitir que alguém venha ao mundo para se alimentar com aquilo que encontra no lixo. Essa foi uma das frases ditas pelo Sr. Edir Macedo em sua palestra na Associação das Mulheres Cristãs. Infelizmente, ao invés de tratar das questões sociais que incluem melhor distribuição de renda, educação de qualidade, saúde para todos nas mesmas condições, ele sugere resolver esses problemas sociais com o aborto.

2. Com a legalização do aborto, os números de mulheres que morrem como consequência dessa prática irá diminuir. Isso não é verdade. Está provado, estatisticamente, que os números oferecidos para apoiar esse argumento são exagerados pelos defensores do aborto. Eles não condizem com a realidade. O Brasil não precisa da legalização do aborto, mas sim de informação sobre planejamento familiar e também o esclarecimento aos jovens sobre as consequências naturais de uma gravidez. Precisamos parar com a hipocrisia de dizer na mídia que o sexo seguro é aquele praticado com camisinha porque nesse tipo de sexo evitam-se as doenças e a gravidez precoce. Sexo seguro é feito por um casal unido pelos santos laços do matrimônio, e mesmo nesse contexto, o sexo que gera outra vida deve ser pensado com  seriedade e responsabilidade porque filhos são herança do Senhor (Salmo 127) e os pais são mordomos sobre essas vida preciosas. Mas o que esperar de um governo que infelizmente incentiva o Kit Gay, que apoia a união homossexual, que destrói a família?

Há mulheres que não abortam literalmente seus filhos, mas os tratam com tanto descaso e irresponsabilidade que vivem como se eles fossem um aborto. Há mulheres que amam mais sua carreira profissional do que seus próprios filhos. Não é só o homem que erra quando busca o sucesso profissional e sacrifica o relacionamento com sua família para alcançar esse objetivo. As mulheres erram também quando negligenciam a maternidade em prol de um "bem estar profissional". No caso da mulher, pior ainda, porque a mulher gera a vida enquanto o investimento do homem é lançar para dentro dela o espermatozoide. Não que isso não exija reflexão e responsabilidade da parte do homem, mas temos que admitir que essa tarefa. não é tão difícil assim e além do mais prazerosa. Mas, todo o processo de fecundação, amadurecimento de feto, gestação, amamentação corre por conta da MÃE. 

Quando uma mulher negligencia a maternidade por conta do seu "profissionalismo" ela tem uma cria e não um filho. Mães assumem a maternidade. Ter filho não é ter uma bonequinha que faz xixi, cocô e diz papai, mamãe. Casar não é brincar de casinha e ter filhos não é brincar com bonequinhas. 

Aos covardes defensores do aborto tenho algo a lhes dizer: “Não é interessante que vocês que defendem o aborto estão vivos porque não foram abortados?”.

Deus decidiu por sua vontade fazer da mulher aquela criatura que promove a vida. Ser mãe é um grande privilégio que não pode ser depreciado, negligenciado seja em que circunstância for.

Outra verdade que não pode ser negligenciada é que cada mãe de verdade é mãe à sua própria maneira. Mães de verdade são incomparáveis. Cada mãe é mãe à sua própria maneira.

Sara foi o símbolo de fé conforme lemos na Carta aos Hebreus.  Joquebede foi a mãe que reconquistou seu filho. Ana foi exemplo de oração, fé e de compromisso. Rispa abnegada. Ela cuidou dos corpos dos seus dois filhos por seis meses enxotando os animais para que não consumissem seus corpos. Maria foi a mãe cheia de graça. Mônica, mãe de Agostinho foi uma mãe de oração e fé.

Que tipo de mãe é você? Paciente? Dedicada? Sacrificiosa? Amorosa? Compreensiva? Presente? Companheira? Mulher de Oração? Exemplo de amor aos Pais? Mães que não amam e nem reverenciam seus país estão ensinando os filhos como devem fazer com ela no futuro. Que tipo de mãe é você? Você é um exemplo de Vida Piedosa ou leva Deus na brincadeira?

Toda mulher que procura ser uma fonte de ensino, uma boa inspiração, por seu exemplo de vida para seus filhos são mães notáveis e incomparáveis.

“Um exemplo de mãe é a maior motivação para a maternidade”.
“Abençoa, Senhor, aquelas almas humildes, que,  nestes dias de tensões e angústias, pregam sermões sem palavras”. Peter Marshall

O valor de uma mãe é incalculável. George Herbert afirma: “Uma boa mãe vale mais que cem professores: é um imã para todos os corações, uma estrela para todos os olhos”. Mãe é sempre incomparável. Cada filho acha que sua mãe é melhor do que as outras mães. Joseph de Maistre disse: Sublime mãe – anjo a quem Deus emprestou um corpo! 

Como é triste o segundo domingo do mês de Maio para aqueles que não têm mãe, para aqueles que viram sua mãe partir, para aqueles que não tiveram o privilégio e a honra de conhecer sua mãe e conviver com ela. “A mãe é para os filhos o que a luz é para todos nós: só lhe sentimos a falta quando se apaga” asseverou M. Eny. Abraham Lincoln afirmou o seguinte a respeito de sua mãe: Tudo quanto sou ou espero ser, devo a minha mãe”.

Em quase todas as sociedades, oriental, ocidental, em quase todas as raças, tribos e nações, a mãe tem um papel de fundamental importância na formação e no caráter de seus filhos. No texto de Provérbios 31.1., lemos:Palavras do Rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe”. Quando uma boa mãe educa seus filhos com zelo e carinho, seus filhos se tornam, via de regra, bons cidadãos, bons maridos, boas esposas e bons pais. Quando uma mãe se oferece como exemplo de vida piedosa, esse seu exemplo de vida se tornará na mais instrutora escola de boas maneiras, honradez e dignidade. O exemplo fala mais do que palavras. Sobre isso quero contar-lhes duas ilustrações, uma negativa e outra positiva, e com elas mostrar quão importante é a mãe no lar.

Certa mãe descobriu que sua filha era mentirosa contumaz. Ela vivia pegando sua filha em mentiras. Então questionou sua filha dizendo: Quem te ensinou a mentir assim, menina? Certo dia, essa sua filha ligou para sua mãe dizendo que certa senhora da Igreja viria à tarde para visitá-la e tomar um chá com ela. Irritada, pois, não se dava muito bem com aquela senhora, voltou a mãe correndo para casa, empenhando-se em arrumar tudo, colocar flores novas nos vasos e a preparar um saboroso chá da tarde. Isso tudo fez irritada por não nutrir muita simpatia por aquela irmã que viria lhe visitar. Na hora marcada, eis que toca a campainha e a mãe, diante do olhar da filha corre para a porta e recepciona a visitante dizendo: - Olá! Que grata surpresa, que prazer receber minha irmã à quem tanto prezo. Sabemos, assim quem ensinou a filha a arte tão desprezível da mentira.

Outra mãe visitou seu filho na república da faculdade onde ele morava. Chegou meio de surpresa e foi recebida com alegria. Convidada a entrar, sentou-se na sala enquanto seu filho foi preparar um chá. Enquanto isso, os olhos da mãe se esbugalhavam diante dos quadros que seu filho fixara na parede: mulheres seminuas e em poses lascivas, pôsteres de mulheres seminuas em poses eróticas. Seu coração entristeceu-se. Não quis constranger o filho naquela hora.  Raciocinou que deveria agir com prudência, pensando naquilo que disse Andrés Maurois: “Muitos homens são mais facilmente conduzidos por uma linha de seda, do que por uma corda”.

Assim, depois de um tempo de reflexão em como agir decidiu ir a um atelier e pediu a um artista que fizesse seu retrato e o colocasse em uma moldura. Enviou tal obra de arte ao seu filho pedindo-lhe que o colocasse na parede para que ele nunca se esquecesse da fisionomia de sua mãe. Poucos meses depois, a mãe foi visitar seu filho e, para sua surpresa, aqueles outros quadros e pôsteres haviam sido jogados fora e só havia na parede, o retrato dela. Sem dúvida o retrato de sua virtuosa mãe não poderia dividir o mesmo espaço com aqueles quadros dantes na parede.

Por que não nos lembrarmos de Joquebede, mãe de Moisés? Não há dúvida alguma de que a educação que Joquebede deu ao filho foi o fator fundamental na hora dele decidir entre o Palácio ou a favela dos cativos hebreus. O grande libertador dos israelitas decidiu ficar ao lado do seu povo oprimido e humilhado, tornando-se, logo, o libertador deles.

O valor de uma boa mãe é mesmo incalculável.  Lao Tsé disse: ”O pai e o filho, são dois. A mãe e o filho são um”.
 
O homem pode esquecer da mulher e a mulher esquecer do homem, mas um filho sempre se lembra de sua mãe.

Mães de verdade são mães para sempre

As mães nascem quando geram seus filhos, sejam eles gerados no útero ou no coração, filhos genéticos ou por adoção. E ainda quando os filhos se forem, elas continuarão sendo mães.

Alguém já disse que uma mãe é para cem filhos, mas cem filhos não é para uma mãe. Uma mãe de verdade jamais abandona seu filho.

A mãe de Jesus estava com ele, aos pés da cruz.

As mães visitam seus filhos encarcerados.

Rispa foi a mãe que pranteou seus filhos e cuidou dos corpos dos seus filhos despedaçados por seis meses afugentando os animais.

Noemi perdeu seus filhos, mas continuou sendo mãe de Malon e Quiliom.

Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.

Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

         Permitam-me um pitaco poético de minha lavra finalizando esse meu ensaio sobre as notáveis mulheres a quem chamamos MÃE, doce e pequena fonética para uma grande criatura.
Parabéns às Mães de Verdade.
àquelas notáveis mulheres que honram a maternidade.
Porque escolheram que fosse assim.
Mães do começo até o fim.

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


FAMÍLIA.....

FAMÍLIA.....
O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOMEM É SUA FAMÍLIA

FILHOS

FILHOS
QUERIDOS