terça-feira, 28 de maio de 2013

COMPAIXÃO

“Uma menina, cuja amiguinha morreu, contou à sua família que havia ido confortar a mãe enlutada. – O que você disse? – perguntou o pai da menina. – Nada - ela respondeu. – Eu sentei no colo dela e chorei com ela”. Charles Swindoll Esses dias nos quais vivemos nos deparamos constantemente com um dos produtos mais terríveis do pós-modernismo; a Indiferença. Se o ódio é uma disposição que revela a ausência de Deus no coração do homem, pois somente quem ama tem Deus dentro de si, o que dizer da indiferença?

Outro dia li uma linda história de um autor desconhecido que conto à vocês:

“A enfermeira acompanhou um jovem cansado e ansioso até o leito de um senhor idoso. – Seu filho está aqui – murmurou a enfermeira ao paciente. Ele havia recebido um forte dose de sedativo, em razão de uma dor no peito causada por um ataque cardíaco  Com a vista turva ele viu o jovem em pé, perto do balão de oxigênio. O paciente estendeu a mão, e o jovem apertou-a com força para transmitir-lhe uma mensagem de ânimo. A enfermeira colocou uma cadeira ao lado do leito. Ele passou a noite toda segurando a mão do ancião e proferindo delicadas palavras de esperança. O moribundo não disse nada, limitando-se a segurar com força a mão do seu filho.

Quando o dia começou a clarear, o paciente morreu. O jovem colocou a mão sem vida no leito e saiu para avisar a enfermeira. Enquanto a enfermeira tomava todas as providências necessárias, o jovem permaneceu ali, esperando. Ao terminar a sua tarefa, a enfermeira virou-se para lhe dar os pêsames, mas ele a interrompeu: - Quem era aquele homem? – perguntou o jovem. – Pensei que fosse seu pai – respondeu a enfermeira com o rosto agora cheio de curiosidade. – Não, ele não era meu pai.. Nunca o vi em toda a minha vida. A enfermeira então lhe disse: - Então por que você não me contou isso quando o levei até ele? O jovem respondeu: - Eu sabia que ele necessitava da companhia de seu filho, e seu filho não estava aqui. Quando percebi que o seu estado era tão grave que ele não poderia saber se eu era ou não seu filho, compreendi o quando ele necessitava de mim.

Esse mundo está carente de compaixão, de pessoas que são realmente misericordiosas à semelhança do Bom Samaritano da parábola contada por Jesus. O Pastor R. C. Sproul nos conta algo que ilustra muito bem isso. Diz ele que tinha um colega na faculdade que havia sido vitimado por uma paralisia cerebral. Andava com enorme dificuldade e falava com dificuldade também. Mas, apesar de suas limitações de movimento e dificuldade em falar, não havia nenhum problema com sua mente. Ele era um aluno brilhante. Certo dia, esse colega pediu a Sproul que orasse em seu favor. Sproul afirma que em determinado momento da oração ele disse: - Ó Senhor, ajuda esse homem a vencer o seu problema. Quando abriu seus olhos, Sproul viu que seu colega chorava em silêncio e então, perguntou a ele: O que foi que eu fiz de errado?  Ele então respondeu: - Você me chamou de homem. Nunca ninguém me chamou de homem antes.

Olhe as pessoas ao seu redor. Há pessoas superiores a você em todos os sentidos possíveis, mas há pessoas inferiores também. É assim que a vida se apresenta a qualquer um de nós. Como você gostaria que aqueles que são superiores a vocês te tratassem? Como discriminação, preconceito, descaso? A resposta é um rotundo não. Então agora olhe novamente as pessoas que não têm tido tanta “sorte” quanto você tem na vida. Como você as trata, como você as vê, como você se relaciona com elas?

       Espelhe-se no próprio Deus e lembre-se que o verdadeiro amor é perdoador, é misericordioso, é pacífico. Ninguém pode dizer que tem Deus dentro de si, enquanto não perceber que pessoas ao seu redor, sejam elas quem foram, existem.        

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