quarta-feira, 19 de junho de 2013

O QUE DE FATO OS MANIFESTANTES QUEREM?

Não sei pelo que brigam. É difícil acreditar que os R$0,20 acrescidos ao antigo valor da passagem de ônibus em São Paulo seja o responsável por essa mobilização quase que nacional levando milhares de pessoas às ruas e avenidas.

Seria uma forma de reação do povo brasileiro ao ver que milhões são gastos na construção de estádios de futebol visando a Copa das Confederações em 2013 e depois a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas?

Estariam os manifestantes demonstrando seu repúdio já que a saúde anda para lá de enferma, mais se parecendo com um paciente em fase terminal do que qualquer outra coisa?

Estariam os manifestantes demonstrando sua insatisfação contra a educação no Brasil, já que é notório que não há verdadeiramente educação e que tanto saúde como educação se tornaram meios pelos quais os atravessadores, os empresários tem feito verdadeiras fortunas?


Estariam aqueles que marcham pelas ruas e avenidas dos grandes estados na nação Brasileira, (incluindo a própria capital, Brasília), dizendo com isso que essa classe política que está aí já deu para o gasto, que seu pífio desempenho e descaso com respeito às verdadeiras necessidades do povo chegaram a um nível insuportável e inadmissível?

Estariam os que protestam reclamando da grande carga tributária que pesa sobre os ombros dos brasileiros fazendo-os andarem arquejados, como se carregassem um saco de cento e cinquenta quilos, nas costas, sem ânimo e esperança?

Estariam os brasileiros insatisfeitos e tão descontentes ao descobrir que os impostos e taxas que pagam não servem para outra coisa a não ser manter o estado, porque afinal das contas vivemos à minga na saúde, na educação, na segurança, nos transportes e por aí vai?

Estariam os manifestantes dizendo que não podemos mais admitir que alguns políticos continuem na política porque dão de ombro para aquele que levanta cedo, carrega sua marmita debaixo do braço, dorme tarde e não consegue por mais que lute e se esforce, vislumbrar um horizonte de esperança?

Essa gente que leva tiro de bala de borracha e é atingida por gás pimenta, bombas de efeito moral, estaria dizendo que não aguenta mais ver homens com ternos e taiers caríssimos, andando de carrões para cima e para baixo, vivendo de mordomia em mordomia, sem fazer absolutamente nada para proteger o trabalhador e lhes garantir um pouco de dignidade?

Estaria essa gente dizendo que o João Paulo Cunha e o José Genuíno com sua trupe têm que ser levados à prisão para cumprir pena por terem sido condenados, nada mais nada menos do que pelo Superior Tribunal Federal, mas que pelo contrário, tomaram posse na Câmara dos Deputados rindo para valer da cara do eleitor?

Estariam se manifestando como quem diz: Onde está a Reforma Agrária? Onde está a Reforma Tributária? Onde está a Reforma do Código Penal? Onde está a Reforma Política?

Nunca participei de manifestações do tipo que tenho visto pela televisão, mas ontem eu vi isso um pouco mais de perto. Minha geração não teve a oportunidade de se manifestar. Os que hoje reclamam não sabem mesmo o que foi o período da ditadura nesse país. Bastava ter um cabelo um pouco comprido e portar carteira de estudante para levar borrachada da Polícia. Agora imagine você fazer o que estão fazendo hoje. Sem dúvida não teríamos feridos, mas muitas mortes.


Não posso concordar com que depredem, destruam o patrimônio alheio em nome de uma reivindicação  seja ela qual for. Não concordo com coquetéis molotov, não concordo com pedradas na polícia, como não concordo com balas de borracha, gás pimenta, bombas de gás lacrimogênio. Não acredito, sinceramente, que esse tipo de ato possa redundar em benefício algum e nem que seja isso que irá promover a transformação de que tanto esse país precisa.

Não acredito simplesmente porque um dia um cara enfrentou de peito aberto um tanque na China, o mundo todo o aplaudiu, mas a China continua sendo um país controverso, com economia capitalista e ao mesmo tempo com um regime político absolutista. Não acredito que violência possa redundar em justiça social que desemboca em paz.

Multidão é manipulável, não tem personalidade, é volúvel e instável. Basta um infiltrado, um imbecil, louco, gritar uma palavra de ordem e a desordem acontece. Não é isso que temos visto? Ora culpar só a polícia é tolice, assim como dizer que foi a multidão que começou com atos de agressão também é contestável. De uma coisa eu sei, violência de ambas as partes ocorreram e no que isso redundou? Em traumas, acusações, discussões banais. Agora já não são mais os R$0,20 centavos o centro da discussão, mas sim quem começou a pancadaria e porque começou.

Recebi uma palavra pedindo meu apoio para essa manifestação. Disseram até que eu deveria levar a Igreja para as ruas. Eu simplesmente disse que não faria isso enquanto não soubesse pelo que eu estaria lutando. Lamento dizer, mas temos uns imbecis no meio universitário que pensam que por terem lido o prefácio de O Capital de Karl Marx já sabem tudo de economia, de socialismo de sociedade e suas classes. Creio que se Karl Marx ressuscitasse e visse a bagunça em que anda esse mundo, diria: - Gente, não era isso que eu queria dizer. Vocês entenderam errado.  Ou quem sabe diria: - Vocês são todos uns tolos e acreditam em tudo que se escreve e se lê por aí.

Não foram tolos Lenin e Stalin? Não foram tolos Hitler e as nações do Eixo? Quando você assiste em preto e branco as multidões seduzidas pelo estúpido e louco Hitler o que é que você pensa? Ah! Você diz: - Quanta gente estúpida. Mas você pode ter certeza absoluta de que se vivesse na Alemanha naqueles dias não seria um deles?  Pois é assim que eu vejo muitos desses manifestantes que depredam, atiram pedras, correm de um lado para o outro, usam máscaras. Muitos nem sabem o que estão fazendo ali.

Você já viu os líderes dessa gente quando são entrevistados pelos repórteres? Pois bem, preste bastante atenção neles porque amanhã eles irão pedir o seu voto. E sabe de uma coisa? Você irá votar neles.

Você deve estar lembrado de certo sindicalista que depois de competir bastante se tornou, por dois mandatos, presidente do Brasil e ainda fez o seu sucessor. Sim, estes que estão no poder hoje eram os manifestantes de ontem! Eram os sindicalistas e muitos deles eram terroristas. E pelo amor de Deus não me venham dizer que toda essa agitação e conflito é patrocinada por aqueles que estavam no poder antes deles e que agora estão fazendo tudo isso para voltar ao poder. Está claro e evidente que não é assim e não é isso. O brasileiro já não aguenta mais.

Eu prefiro crer que tudo isso é uma reação violenta à essa classe de políticos que está no poder. O Sr Luiz Inácio “Lula” da Silva deveria ter alcunhado a seguinte frase: “Nunca na história desse país se viu tanta corrupção, pusilanimidade, indiferença e ociosidade da parte dos políticos”.
  • Ninguém aguenta mais tanta corrupção. Ninguém aguenta mais tanta articulação em prol do autobenefício. Ninguém aguenta mais tanto corporativismo na classe política. Ninguém aguenta mais pagar tanto imposto e taxas sem ter saúde, educação e segurança.
  • Ninguém aguenta mais ver o Senado e o Congresso Nacional onerando os cofres da nação, mas ao mesmo tempo inoperantes, inertes, estéreis, sem pertinência e relevância política e social. Diga-me quais e quantas leis o Congresso Nacional homologou que redundou em benefício para as classes menos privilegiadas nesse país. O brasileiro já não aguenta mais!
  • Ninguém aguenta mais a hipocrisia do Bolsa Família que é mais uma forma de compra de votos do que de real ajuda aos mais carentes.
  • Ninguém aguenta mais os atos de descaso entre os poderes. 
  • Ninguém aguenta mais ver os pobres morrendo nos corredores dos hospitais sem um atendimento decente, humano e justo.
  • Ninguém aguenta mais ver um metalúrgico que começou como sindicalista se elegeu presidente por um partido que se diz de trabalhadores, mas que tem poucos que realmente trabalham, e ao ser diagnosticado com câncer na garganta recebe tratamento de primeiro mundo enquanto seus eleitores morrem nas macas e nas filas dos hospitais.
  • Ninguém aguenta mais ver que esse “presidente” fez seu sucessor só para “inglês ver” quando quem conhece política sabe muito bem quem é que está por trás da marionete.
  • Ninguém aguenta mais viver em um país onde o trabalhador pode se aposentar aos 65 anos e depois continuar trabalhando porque se não morre de fome enquanto o senhor Sarney se mantém no cenário da política nacional sem ter condições para isso, mesmo já tendo passado muito da idade. Se ele for viver de sua aposentadoria, irá viver, muito, mas muito melhor do que a maioria dos seus eleitores.
  • Ninguém aguenta mais ver que no Brasil nossos jovens são seduzidos por uma porcaria de programa como o Big Brother Brasil e depois vem o seu apresentador na telinha falar dos problemas nacionais e comentar sobre as manifestações. Que o senhor Pedro Bial convoque os “heróis” para dar um jeito na “parada”. Foi assim que ele rotulou alguns dos participantes desse programinha de mau gosto.
  • Ninguém aguenta mais viver em um país onde o voto é obrigatório e mesmo assim dizem que vivemos em um estado democrático.
  • Ninguém aguenta mais viver em um país onde se comete homicídio com 17 anos e 9 meses, e o criminoso é tratado como menor indo para a Fundação Casa para ser submetido a um tratamento sócio educativo quando na verdade não tem tratamento sócio educativo coisa nenhuma porque está provado estatisticamente (e até pelas rebeliões) que os que de lá saem, voltam a delinquir, roubar, estuprar, matar. Ninguém aguenta mais a hipocrisia nessa conversinha de maioridade penal. Enquanto ficamos filosofando, os menores continuam matando com requintes de crueldade.
  • Ninguém aguenta mais ouvir sobre abrir os arquivos da ditadura e enquanto estão à cata de culpados, se esquecem de que muitos dos que se insurgiram contra a ditadura agiram como criminosos estão aí no cenário político nacional, incluindo a presidente. Isso está mais parecendo um ato de vingança do que de justiça.
Se forem fazer justiça mesmo, prendam os condenados pelo mensalão. Afinal eles foram julgados pelos doutos ministros do Superior Tribunal Federal, mas me parece que isso foi só um jogo de cena porque, por exemplo, os senhores João Paulo Cunha e José Genuíno não só tomaram assento na Câmara dos Deputados como foram nomeados os mais novos membros da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), a mais importante das comissões. O primeiro foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, enquanto o outro foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto por corrupção ativa e formação de quadrilha. 
  • Ninguém aguenta mais ver que os políticos são aqueles que articulam com empresários de vários segmentos de nossa sociedade só para defender os interesses destes mesmos empresários e com isso o povo sofre opróbrios, humilhações e profundas carências.
  • Ninguém aguenta mais ver que há dinheiro para construir estádios de futebol, mas não para construir hospitais, escolas ou aparelhar melhor a polícia.
Não podemos mais ficar a mercê de um governo que veio do povo e deve atuar para o povo, mas busca se proteger criando um monstro como a PEC 37. Isso é um acinte, uma vergonha, um despropósito, um ato que revela o quão inescrupulosos são estes que estão no poder.

Vamos nos manifestar sim, mas sem violência, sem quebra-quebra. E vamos ser mais inteligentes em nossa forma de manifestação. Vamos às urnas no próximo ano, mas vamos escolher melhor. Não vamos votar por interesses próprios. É triste ouvir de algumas pessoas que vão votar no partido tal porque tal partido irá garantir que elas continuem a receber suas mordomias em detrimento de algumas pessoas que vivem à míngua e pobreza. Vamos votar no candidato que realmente olha para o povo com empatia e por isso se dispõe a fazer alguma coisa em favor deste povo que o elegeu.

Vamos nos manifestar sempre. Não apenas agora que parte do mundo está antenado no Brasil por causa da Copa das Confederações. Vamos ser ininterruptos em nossas manifestações. Vamos criar em nossas faculdades e universidades, centros de discussão política. Vamos participar das reuniões das Câmaras de Vereadores em cada município de cada estado da nação, vamos fiscalizar nossos deputados estaduais em seu desempenho nas Assembleias Legislativas de cada estado, vamos comparecer ao Senado, ao Congresso Nacional e mostrar que o povo está ligado em cada lei produzida, em cada decisão tomada.

Hoje podemos fazer isso sem vivermos com o fantasma da repressão política com o qual vivemos na década de 70, no duro período da ditadura militar. Vamos nos politizar de verdade e então os próximos Vereadores, Deputados Estaduais, Federais, Senadores, Governadores e Presidentes, não serão necessariamente esses que comandam as passeatas de hoje.

Não se esqueça de que dentre os líderes políticos que estão no poder hoje foram aqueles que fizeram piquetes, gritaram no movimento Diretas Já, levaram borrachada da polícia, foram presos alguns exilados, mas agora dão de costas ao povo dando a parecer que se esqueceram de sua ideologia, de seu berço, de sua história e origem. Muitos terroristas de ontem são os mesmo terroristas de hoje, só que estando no poder, a forma que terrorismo que praticam é outra. Muitos terroristas de ontem são os mesmos terroristas de hoje, só que o terrorismo que praticam é mais sutil e muito mais rendoso. Eles queriam o poder, mas não sabiam lá muito bem no que isso consistia. Agora estando no poder, a forma de terrorismo que praticam é outra. Ontem eles pegavam em armas, sequestravam e matavam, hoje eles usam ternos e taiers caros, moram em mansões, andam de carrões, viajam para o exterior, falam em universidades, comem dos impostos, são condenados, mas não cumprem pena, fazem leis que os beneficiem (PEC 37 por exemplo). Tomaram o poder e o poder os seduziu de tal maneira que jamais se viu na história dessa nação tamanha roubalheira e falta de liderança.

E temos que protestar.

Tenho feio isso há muito tempo e fico feliz em ver que alguns mais corajosos foram às ruas. Só não concordo com as arruaças, os atos de violência  tanto de manifestantes como da polícia.

A música do João Alexandre é muito bem vinda aqui nesse texto:

Como será o futuro Do nosso país? 
Surge a pergunta no olhar e na alma do povo

Cada vez mais cresce a fome nas ruas, nos morros

Cada vez menos dinheiro pra sobreviver

Onde andará a justiça outrora perdida?

Some a resposta na voz e na vez de quem manda

Homens com tanto poder e nenhum coração

Gente que compra e que vende a moral da nação

Brasil olha pra cima existe uma chance

De ser novamente feliz! Brasil há uma esperança!

Volta teus olhos pra Deus, justo Juiz!
Como será o futuro do nosso país?
         
O futuro? Ah! O futuro.

Particularmente não creio que verei o futuro que meu coração almeja e sonha, mas se o brasileiro persistir em se manifestar mesmo depois que a Copa das Confederações acabar, se o brasileiro vestir de fato a camisa, não da Seleção Brasileira, e sim a camisa do trabalhador de fato e não aqueles que chegaram ao poder para viver do ócio, então meus filhos e netos terão um país melhor.


          Finalizo minhas considerações falando mais do que como cidadão da terra e sim como cidadão do céu, como cristão e Pastor. Que bom se o brasileiro pudesse olhar para cima e desenvolver um coração realmente temente a Deus. Que bom se cada político nessa nação entendesse que a riqueza desse mundo é fugas, que a glória desse mundo é passageira, que a conta bancária pode oferecer bons hospitais e comprar medicamentos, mas não compra a saúde e a paz verdadeira. Que bom se cada político dessa nação nutrisse no coração o entendimento de que daremos, de uma ou de outra maneira, satisfação dos nossos atos, que teremos que prestar contas dos privilégios recebidos nessa vida. Que bom se cada brasileiro puder ter o temor de Deus que é o princípio da sabedoria. Que bom seria se vivêssemos em um país onde a ética e a moral cristãs fossem nutridas em cada lar e família.

          Olhar para cima é melhor do que olhar para o monte. Nosso socorro vem do alto, vem de Deus que fez os céus e a terra.

          Ainda que eu seja cidadão do céu eu devo ter responsabilidade como cidadão da terra. Não dá mais para cantar “Oh! Pensai nesse lar lá do céu” e deixar os rumos de nossa nação na mão de gente que só pensa em si mesmo e vive na triste dimensão do egocentrismo tão caraterístico da filosofia pós-moderna onde se prega, com um maldito orgulho, não existir a verdade absoluta.

          Que sejamos cidadãos responsáveis, éticos, de moral ilibada. Que os cristãos desse país se ofereçam como instrumentos para mudar o curso dos acontecimentos, porque o tempo em que apenas assistíamos acabou. Ou você ajuda a mudar o Brasil ou então você se muda dele, ou pior de tudo....o Brasil muda você.

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