terça-feira, 9 de julho de 2013

CHEIOS DO QUÊ?

Paulo não está proibindo o uso do vinho quando ao escrever para os Efésios se expressa nos seguintes termos: "E não vos embriagueis com vinho, que leva à devassidão, mas enchei-vos do Espírito,..". Efésios 5.18 É óbvio que, assim como hoje, nos dias em que Paulo vivia, o consumo do vinho era bastante apreciado e muitos exageravam. É possível, e bem provável, que os primeiros cristãos precisassem mesmo de uma orientação a esse respeito, mas o que Paulo está aqui expondo é o contraste notável entre alguém que está embriagado com o vinho de alguém que está "embriagado" com o Espírito Santo.

Uma pessoa cheia de vinho perde o equilíbrio, encontra dificuldades para falar, tem dificuldades para exercer a mais notável faculdade que distingue os humanos dos demais animais, que é a capacidade de pensar, raciocinar. É notável que uma pessoa cheia de vinho, bêbada, revela confusão mental, dificuldade para falar e perde o equilíbrio podendo até cair e se machucar. 

Paulo contrasta essa pessoa cheia do vinho com alguém cheio do Espírito e diz que a pessoa cheia do Espírito é equilibrada, fala com propriedade revelando um linguajar eivado de adoração a Deus, uma adoração sincera, profunda, coração agradecido e um sentimento de humildade e serviço. Paulo mostra que uma pessoa cheia do Espírito Santo é sóbria, coisa bem diferente de uma pessoa cheia de vinho. O que Paulo quer ensinar é exatamente isso, ou seja, ser cheio do Espírito é o inverso de ser cheio do vinho.

Mas aí eu me deparo com isso:


Com certeza ela não está cheia de vinho, ou seja, ela não está embriagada. Também não ousaria dizer que ela está possessa de um demônio. Mas eu posso dizer, ainda que isso soe bastante duro, que ela não está no Espírito Santo. Ela revela estar cheia de si mesmo. E uma pessoa cheia de si mesmo é vazia de Deus, isso é indiscutível.

Uma pessoa entregue a si mesmo, é caminho de perdição. É isso que eu vejo nesse vídeo com muita, enorme tristeza. Essa falta de equilíbrio, de juízo, de bom senso, de ordem, de critério, de moderação, de Bíblia é notável em pessoas que, mesmo não estando cheias de vinho, se deixam embriagar pelo sucesso. Pessoas que se deixam possuir pelo sucesso são assim, ou seja, elas têm a ousadia de fazer do que é eterno algo temporal, daquilo que é glorioso em algo banal, daquilo que é divino em uma demonstração de humanidade medíocre.

Vivemos dias muito difíceis. Já não basta termos de enfrentar aqueles que alegam que a Bíblia é um dentre tantos outros livros de religião e ainda temos que ver pessoas que trocaram a Bíblia pelas partituras musicais, gente que adquiriu fama não simplesmente pela vida de testemunho real e verdadeiro no cotidiano, mas sim nos palcos com seus shows cheios de pirotecnia psicológica. Atentem para o fato de que não estou afirmando nada contra a moralidade dessa moça. Tenho informações de que se trata de uma moça de excelente conduta e padrão moral. Mas assim também é com muitos ateus que eu conheço. Conheço ateus que são de uma correção moral que deixaria muitos cristãos envergonhados.

Eu sei que é possível que muitos dos seus admiradores estejam dispostos a me apedrejar. Outros tantos poderão me rotular de tagarela. Mas quanto a isso eu sigo seguro ao me lembrar que Paulo também foi apedrejado e chamado de tagarela. Mas eu peço apenas que tenhamos um pouco mais de juízo. O Espírito Santo de Deus não é Espírito de gritaria, confusão, de sons ininteligíveis e não codificáveis. O Espírito Santo, pelo contrário, traz ordem ao caos, paz ao coração, coloca as emoções em um nível no qual temos plena consciência do que e quem somos.

Uma pessoa cheia de vinho não tem equilíbrio, mas uma pessoa cheia de si mesmo, também perde a razão ao se sentir senhora de suas ações e motivações. Uma pessoa cheia de si mesmo é orgulhosa a ponto de se sentir um deus ao ouvir os apupos, ao se deixar seduzir pelas pessoas ávidas por receber o seu autógrafo, ao ouvir os elogios rasgados a respeito de sua notável performance (e não nego que no caso dessa moça apesar da voz um pouco estridente ela é um fenômeno musical), se deixa possuir por um sentimento de impunidade e onipotência a ponto de ousar tentar invadir o céu e se sentar no trono.

Cheio do quê? Bem, eu creio que devamos ser cheios do Espírito Santo. 

Portanto, sejamos cheios do Espírito Santo e o nosso silêncio haverá de ser o mais eloquente de todos os discursos, a mais linda de todas as canções, o brilho inconfundível da presença Daquele que evitou as multidões sabendo quão perigosas e instáveis elas são.

Um comentário:

  1. Não sei se podemos afirmar que não está cheia do Espírito... Temo afirmar isso.

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