quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O PERIGO DA VANGLÓRIA


Com Moisés aprendemos lições riquíssimas para as quais devemos dar total atenção. Esse extraordinário servo de Deus do passado se tornou, em um determinado momento de sua vida terrena, o homem mais manso da terra (Múmeros 12.3).





Alguém já disse, e o fez com muita propriedade, que Moisés viveu 40 anos de sua vida pensando que era alguém (enquanto vivia no Palácio como neto do Faraó), 40 anos como um ninguém (enquanto esteve na terra de Midiã para onde foi fugido do Egito por ter matado um egípcio) e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com alguém que se considera um ninguém (o deserto conduzindo o povo de Israel para a Terra Prometida)

Parece-nos que a humilhação precede a exaltação enquanto o orgulho precede a queda.
     
Com Moisés aprendemos que Deus não escolhe, necessariamente, os mais capazes, mas que capacita aqueles a quem arregimenta, aqueles a quem chama e quanto mais humildes forem os servos chamados, mais fácil será o aprendizado. 

É para Moisés, como líder, que eu olho quando me sinto desprestigiado ou até mesmo perseguido. Sua liderança nunca foi aceita de todo. Sua liderança sempre foi questionada, mas mesmo assim ele conduziu Israel por quarenta anos andando daqui para lá, de lá para cá, no deserto, por causa da desobediência e da sua dura cerviz.  
     
Gostaria de chamar a atenção dos meus assíduos leitores para um aspecto e um momento da vida desse notável servo de Deus. Refiro-me ao lamentável episódio ocorrido em Cades. Não havia água povo e então os israelitas se juntaram para fazer o que lhes era comum fazer – murmurar contra Moisés e Arão seu irmão. Moisés e seu irmão buscaram a Deus em oração e Deus disse a Moisés: “Toma a vara, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe retirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais”. (Números 20.8) 

O que vem em seguir foi um ato insano da parte de Moisés. Ele ajuntou o povo como Deus ordenara, mas passou-lhes um pito, uma descompustura e em vez de falar à rocha ele bateu nela, duas vezes, com a vara. O episódio se tornou ainda mais grave quando, em sua dura palavra exortativa ele chamou para si e para seu irmão o poder de fazer a água verter da rocha. Vejamos o que ele disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água da rocha para vós outros?”. (Nm 20.10b) Deus fez a água sair da rocha, não Moisés. E Ele o fez não por causa de Moisés, e sim apesar de Moisés. Na verdade Moisés foi impedido de entrar na terra prometida por esse lamentável deslize. Deus disse ao seu servo Moisés: “Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar esse povo na terra que lhe dei”. (Nm 20.12)
       
Não devemos roubar a Glória de Deus. Não podemos ousar reter ou nos apropriarmos daquilo que Lhe pertence. 

Toda nossa vida, nossos talentos e dons, nossos sonhos, projetos e ideais, quer seja no âmbito da religião ou mesmo na família, ou ainda na profissão, ou lazer, devem ser meios nos quais a Glória de Deus se manifeste. “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (I Cor. 10.31) 

Não há nada de errado em que nos sintamos bem com o resultado do trabalho de nossas mãos, a menos que nos deixemos envaidecer e seduzir pela vanglória. 

Não há absolutamente nada de errado em que nos esforcemos em fazer tudo da melhor maneira possível, seja em que âmbito for. Não há absolutamente nada de errado em que nos alegremos com as conquistas e vitórias e as celebremos. Todavia, não podemos nos deixar seduzir pela vanglória. A vanglória é genitora de muitas outras atitudes ruins. 

Ela gera um filho chamado autossuficiência. O sujeito cheio de si mesmo é totalmente vazio de Deus e uma pessoa vazia de Deus é uma total tragédia. John Falvel escreveu: "Quando Deus pretende encher uma alma, Ele primeiro a esvazia. Quando Deus deseja enriquecer uma alma, ele primeiro a empobrece". Mas a pessoa autossuficiente imagina de forma inútil e vã que pode alcançar seus objetivos sem que Deus participe do projeto. Esse foi um dos erros cometido pelo rei Saul. 

Outro filho gerado pela vanglória é o preconceito. 

O cristão vitimizado por essa enfermidade começa a olhar os outros de baixo para cima. Uma pessoa assim começa a nutrir o sentimento terrível de que é insubstituível.


Julgamentos precitados, a ilusão de que suas opiniões são mais abalizadas que as opiniões de outras pessoas são posturas naturais em pessoas preconceituosas. Uma de minhas filhas refere-se a pessoas assim dizendo que elas se sentem a "última bolacha do pacote". O povo de Israel entendeu de forma equivocada sua vocação. Eles, em vez de se tornarem uma benção para as outras nações, se tornaram um estorvo, um povo cheio de si mesmo. Para o fariseu, por exemplo, um gentio não passava de combustível para aumentar o fogo do inferno.

O orgulho é mais um filho gerado pela vanglória. O cristão que se deixa enfermar pela vanglória se torna uma pessoa orgulhosa e pessoas orgulhosas não são misericordiosas. Normalmente pessoas orgulhosas têm sérias dificuldades em se deixar conduzir e são, na maioria das vezes, rebeldes, insubmissos e motinadores. Elas gostam de usar os pronomes "eu" e "meu". O orgulhoso é egocêntrico. 

Os cristãos precisam entender, urgentemente, que estão aqui de passagem e que suas vidas só terão sentido se forem pautadas pela humildade, principalmente nos momentos de conquistas. Santo Agostinho escreveu: "Foi o orgulho que transformou anjos em demônios, mas é a humildade que faz de homens anjos". 

Devemos estar atentos às palavras de Jesus, o maior de todos os conquistadores, aquele que venceu o pior e mais terrível algoz do homem, a morte: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração". (Mateus 11.28-30)

Não nos deixemos vencer pela vanglória. Quando completarmos com êxito nossos objetivos, coloquemos tudo na presença de Deus e digamos com sinceridade de coração: - Tens aqui Senhor, o trabalho de minhas mãos. Peço que julgues com misericórdia, pois Tu mereces algo muito melhor do que te ofereço. Perdoe teu Servo Inútil.

Amém.                

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ARQUIBANCADA OU CAMPO DE GUERRA?

Precisamos, urgentemente, parar e fazer uma avaliação do futebol brasileiro em todos os seus níveis. Precisamos rever o Estatuto do Torcedor. 1) Não há segurança para gente de bem que quer ir ao Estádio ver uma partida de futebol. 2) Os estádios são horrorosos. Vão melhorar um pouco por conta da Copa do Mundo, mas se não fosse isso continuariam sendo aquela lástima. E depois da Copa como vão ficar? Um sinal de que as coisas deixam essa dúvida em minha mente é o Engenhão. O gramado nunca foi lá grande coisa e agora está interditado porque as estruturas estavam prestes a cair sobre o torcedor. Um Estádio "novinho" em folha. 3) Não há segurança para estacionarmos nossos carros. O Morumbi, a esse respeito, é um transtorno há décadas. Transtorno para torcedores e os moradores no entorno do estádio. E queriam a abertura da Copa lá. Só mesmo a empáfia de um Juvenal Juvêncio para supor uma coisa do tipo. Não deveria se chamar Estatuto do Torcedor, mas sim Está Duro Para o Torcedor (o verdadeiro).

É PRECISO PARAR E PENSAR SE NÃO QUEREMOS CHORAR. Os dirigentes precisam, realmente, se profissionalizar. Vejo algumas entrevistas de Presidentes e Diretores, em que suas respostas às perguntas são de torcedor e não de dirigente. São passionais demais. Em vez de acalmar os ânimos, insuflam a violência. Sem contar com a vergonha da prevaricação com as tais torcidas uniformizadas. Já passou, e há muito, da hora de acabarem com essas torcidas uniformizadas. Elas viraram empresas, e são dirigidas por pessoas que não sabem e nem querem fazer qualquer outra coisa na vida a não ser ficar de cima para baixo brigando e causando arruaças. É preciso uma ação enérgica e os dirigentes deveriam deixar suas picuinhas e bairrismos de lado e se unir contra essas cambadas de desocupados que acabam com a beleza do futebol. 

BRIGAS DE TORCIDAS. Tenho já 59 anos de idade sou cidadão paulistano e já frequentei muitos estádios de futebol. É um dos espetáculos mais lindo de ser ver. A grama verde, a bola que rola sobre ela, os uniformes dos jogadores, dos juízes e bandeirinhas, e assim por diante. De noite então, no Pacaembu! Não tem igual gente! É muito lindo aquilo tudo! Mas as cenas protagonizadas pela torcida do São Paulo, domingo no Morumbi, foram horríveis. As cenas em Brasília da briga da torcida desse mesmo São Paulo contra a torcida do Flamengo, com torcedor acabando por ser hospitalizado e ficar em estado de coma, da torcida do Corinthians contra a torcida do Vasco, em Brasília também, do Castelão em Fortaleza, do Estádio Independência entre a torcida do Galo e do Cruzeiro só reforçam minha tese inicial - TEMOS QUE REPENSAR O FUTEBOL BRASILEIRO ANTES QUE ALGUMAS TRAGÉDIAS SE TORNEM NATURAL NO COTIDIANO DO FUTEBOL NO BRASIL. E, por favor, (peço à imprensa que se una em torno disso) não há torcida uniformizada melhor e nem pior. TODAS SÃO MUITO RUINS.

ADVERSÁRIO SIM, INIMIGOS NÃO. É preciso que se compreenda que o futebol é praticado por agremiações adversárias e não exércitos inimigos. Não se entra em campo para humilhar o adversário, mas para vencê-lo, com um desempenho melhor, obedecendo as regras e normas. Só há três resultados possíveis: vitória, derrota e empate. Se alguém imagina que a agremiação da qual é simpatizante só deve vencer age e pensa tolamente. Ninguém saberá valorizar mais a vitória do que aquele que aprendeu o quanto dói a derrota. Quão inútil seria existir uma agremiação que, mesmo antes de começar a porfia, e o campeonato, já fosse considerada campeã de antemão. A falta de lógica no futebol é, também, o que garante o seu encanto.

VIOLÊNCIA. E não é só a violência nas arquibancadas ou nos entornos dos estádios, ou mesmo em emboscadas nas estradas (como todos nós sabemos acontecem). Também devemos ficar atentos à violência dentro das quatro linhas. A entrada que o menino Rodrigo Caio deu no menino Romarinho no último clássico São Paulo e Corinthians, deveria ser punida com a marcação da falta e a expulsão do jogador. O juiz não deu falta porque se o fizesse o mínimo que deveria fazer era expulsar o Rodrigo Caio. Até hoje eu me lembro, com tristeza, da entrada do Baiano no jogador Rogério, do São Paulo, que fez com que esse ficasse por muitos meses fora dos gramados. E o que dizer da entrada do "jogador" Márcio no Zico? E a entrada do Edmundo no Paulo Sérgio em uma final no Morumbi entre Palmeiras e Corinthians, de triste lembrança quando o tal José Aparecido, tido como árbitro, foi o protagonista de uma das piores e mais coniventes arbitragem de todos os tempos se rivalizando talvez ao Castrille em Portuguesa e Corinthians. É preciso que se tenha peito para dizer que muita violência começa pelas declarações de alguns dirigentes e pelas botinadas e pernadas de alguns jogadores cuja inteligência só lhes permite abater o craque com sua truculência e conversa de intimidação. Joguei bola e eu sei o que isso.

PUNIÇÃO: Jogador que não é punido exemplarmente, e juiz que faz o que quer, são coisas igualmente danosas. A impunidade é geradora de violência, tanto dentro, quanto fora das quatro linhas. Sou favorável a que um jogador fique suspenso enquanto o jogador agredido por ele não se recuperar da lesão e não voltar aos gramados. Juiz, como o que fez o senhor Wilson Luiz Seneme no último clássico paulista, (refiro-me à entrada do Rodrigo Caio e não à polêmica do penalty que eu penso que se fosse para o outro lado ele não daria MESMO) deveria tomar um belo gancho. Errar todos erram, mas há erros que na verdade são fruto de uma certa maldade e simpatia de alguns árbitros. Quem já jogou bola, sabe muito bem que certos juízes tem bronca de diversos jogadores e clubes e sempre fazem uma certa vista grossa em alguns lances. Ah! Pelo amor dos meus filhinhos (como diria o Silvio Luiz), não me venham dizer que isso não é verdade. Tem juiz aí muito escolado. 

E por fim um pitaco a todos torcedores. Uma lição que confesso, preciso aprender. Precisamos ser menos passionais. Precisamos torcer mais e distorcer menos. Precisamos ser tão honrados nas derrotas quando ab-rogamos honra nas vitórias. Precisamos aprender que vencer não é o mesmo que humilhar. Precisamos entender que cada um é grande à sua maneira e que a alegria de uma conquista e bem mais passageira do que a tristeza de uma derrota, mas que essa, afinal de contas, é resultado do desporto em qualquer modalidade. Precisamos ser bons exemplos de torcedores para as futuras gerações.  



SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


FAMÍLIA.....

FAMÍLIA.....
O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOMEM É SUA FAMÍLIA

FILHOS

FILHOS
QUERIDOS