segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ERA PARA SER MAIS UM JOGO DE FUTEBOL E NÃO UMA BATALHA CAMPAL.


O que dizer das cenas lamentáveis que vimos hoje (08.12.2013) na briga torcida do Clube Atlético Paranaense com a do Vasco da Gama na cidade de Joinville? Uma vergonha, um descalabro, um vexame. Mais um ato de barbárie desses que se arvoram de torcedores, mas que na verdade não passam de desajustados emocionais, gente sem condições de viver em sociedade, passionais, medíocres, e muitos deles membros de gangs que se auto intitulam torcidas uniformizadas.

Outro dia, depois das terríveis cenas vistas nas arquibancadas do “majestoso” Morumbi, escrevi um artigo para o meu blog e como não sou muito lido, não teve a repercussão que, penso eu, deveria ter tido. Hoje, depois de assistir a briga entre “torcedores” do CAP e do CRVG eu me enojei além da conta. Senti náuseas ao ver até que ponto vai o “ser humano” levado pela tolice da paixão por um clube.

Já passou da hora das autoridades futebolísticas desse país assumirem a responsabilidade. Como é possível uma partida onde um clube busca a vaga para a Libertadores da América e outro procura, às duras penas, não cair para a segunda divisão, não ter contingente policial que garanta a integridade do evento? E onde está o Estatuto do Torcedor? Paga-se caro para se assistir a um jogo de futebol e nem segurança os responsáveis pelo espetáculo oferecem! O que é isso se não uma vergonha.

Os culpados, além dos próprios arruaceiros, são:  os dirigente de futebol, as famílias de onde esses desajustados saem, a impunidade com que se trata essa turba de malfeitores.

Muito se falou da morte do menino em Oruro na Bolívia, mas ninguém penalizou o clube por permitir que uma torcida entrasse no estádio com sinalizadores. Eu já estive muitas vezes no Pacaembu e Morumbi para assistir partidas de futebol e fui examinado de “cabo a rabo”. Certa vez não me deixaram entrar nem com o jornal que eu havia comprado para ler enquanto esperava a partida começar. E eu me pergunto: Como é que essa turma entra nos estádios com bombas, sinalizadores e outras coisas mais? Parece que tem prevaricação nisso aí e quando acontecem tragédias como aquela na Bolívia e essa hoje em Joinville, a culpa vai recair sobre o torcedor apenas. Mas não é só ele o culpado.

Já que estão fazendo estádios para a Copa do Mundo e estão gastando uma grana preta, por que não investir um pouco mais com a segurança dos e nos estádios? Sim, colocar câmeras de filmagem em todo estádio, colocar seguranças nos banheiros, nos estacionamentos, ter uma unidade de polícia civil e militar, principalmente nos grandes eventos. A questão é prender e autuar em flagrante delito e impedir que o desordeiro e desajustado entre em estádios. Vamos esvaziar a audiência por um breve tempo até o chefe de família ter a garantia de poder levar sua esposa, filhos e filhas aos estádios, sem correr o risco de voltar para casa sem alguns deles.  Que invadam a privacidade de quem quer que seja dentro de um estádio de futebol. Essa anarquia radicalizada exige uma atitude radical da parte das autoridades que gerenciam o futebol nesse país que, aliás, gera muito lucro. Dinheiro há, só não há organização.

A família também é responsável por esse status quo de violência e batalha injustificável nas arquibancadas. Sim, a família. De onde é que essa turba de desordeiros vieram? De uma família, de uma casa. Alguém já disse com santa sobriedade: “O costume de casa vai à praça”. Pode ter a mais absoluta certeza de que, com raras exceções, esses briguentos de carteirinha, são maus filhos, péssimos maridos, gente sem nenhum equilíbrio emocional, gente destemperada e que gosta de agredir com palavras, gestos e atitudes de pugilismo e outras formas. Um moço que recebe boa educação em sua casa, que aprende desde a mais tenra idade a respeitar o próximo, que aprende pelo exemplo de seus pais como se comportar quando se está só ou em público, não age dessa maneira. O que temos visto nos estádios, acontece em menor escala e proporção nas escolas, nos salões onde se dança o tal funk, e em outros ambientes que são os preferidos por essa gente para poder colocar para fora o sujeito ruim que mora dentro deles. Gente bem educada nem se senta ao lado de gente dessa espécie em estádios de futebol. Eu gostava de ficar bem de longe das torcidas uniformizadas porque, eles vão aos estádios movidos à maconha. E a maconha misturada com o álcool faz do camarada um sujeito corajoso demais da conta. Um moço que recebeu boa educação e refinado doutrinamento em sua casa, não participa desse tipo de coisa como a que vimos hoje.

Mas há outro responsável e esse é o diretor de futebol. Muitos diretores de futebol não passam de torcedores. Quando desandam a falar nas entrevistas é um desastre só. Eles falam contra as arbitragens como se todos os juízes fossem ladrões. Eles desmerecem (não generalizo, é bom que se diga), o outro clube de futebol. Cansei de ouvir entrevistas com esses torcedores que se vestem de diretores falando coisas que revelam o quanto são despreparados para o cargo que ocupam. O uso de microfone e das câmeras de televisão pode desencadear uma onda de violência. Eu particularmente me ofendo quando os torcedores do Corinthians são taxados de analfabetos, bandidos e escória, assim como deixou de ser gozação chamar os são paulinos de gays. Há gente de todo tipo em todas as torcidas e julgar o todo pela parte mostra o quanto somos medíocres em rotular e julgar pessoas e instituições.

Os dirigentes, as famílias, as autoridades, deveriam tornar o episódio de Joinville como um marco. Está na hora dos dirigentes assumirem sua responsabilidade em fazer estádios com segurança. Os pais devem educar seus filhos. Fazer filhos é prazeroso, educa-los é oneroso. Educar é uma arte que exige sacrifício. Ninguém se torna excelente sem que se sacrifique. A excelência e a superficialidade andam em mãos opostas. Será que os pais dos que estão hospitalizados em Joinville sabem do que seus filhos são capazes?
As autoridades devem dar uma resposta adequada e justa para esse tipo de desvio de comportamento. Não deve haver impunidade. Não se deve tratar esses marginais como pessoas comuns. Eles não estão nem aí com o direito e por isso não devem gozar de nenhum privilégio incluindo aqueles que os dirigentes oferecem às torcidas uniformizadas. Na verdade essas tais torcidas não deveriam nem existir. Elas se tornaram em superestruturas que geram muito lucro. Viraram empresas. Uma vergonha. Os clubes são amadores e as torcidas, profissionais. Você vai ao estádio e fica à mercê dessa súcia de malfeitores.

O que se viu em Joinville deve ser a gota que fez a taça derramar. Se não for assim ainda teremos e veremos muitas lágrimas sendo derramadas como foram, por exemplo, as do Luiz Alberto, zagueiro do CAP ao ver o que acontecia nas arquibancadas. Imagem as lágrimas dos familiares que tiveram a triste notícia da hospitalização dos seus por conta de uma guerra sem causa justa.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


FAMÍLIA.....

FAMÍLIA.....
O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOMEM É SUA FAMÍLIA

FILHOS

FILHOS
QUERIDOS