sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

JOSÉ - HOMEM DE DEUS

Ao lermos os evangelhos pouca importância damos à José, marido de Maria e, pela providência divina, aquele que se tornou o pai terreno de Jesus Cristo. 

Quando lemos os evangelhos concentramos nossa atenção na figura de Jesus. Bem, não podia ser diferente. Jesus é o próprio evangelho. Jesus é a essência do evangelho. Assim, nada mais natural do que olhar para o evangelho e nos deixarmos atrair pela pessoa de Jesus. Mas há, nesse drama de nossa redenção, personagens secundários, coadjuvantes, e quando tratamos a esse respeito, José é quase que completamente esquecido. Talvez o brilho que a dogmática católica tenha dado à figura notável de Maria seja responsável por manter José meio que no ostracismo. 

José foi um homem de Deus. Se nos detivermos no texto de Mateus 1.18-25 encontramos ali informações que trazem à nossa mente e coração um personagem de primeira grandeza. Primeiro porque ele cumpriu com aquilo que havia sido acordado por seus pais, ou seja, ele desposou Maria. Na cultura judaica daqueles dias (não sei se ainda é assim), os pais negociavam o casamento de seus filhos quando eles ainda eram bem pequenos e, um ano antes das núpcias, eles assinavam o casamento, isto é, eles desposavam. Nesse período, mesmo que ainda não tivessem tido relação sexual, eles já eram considerados esposo e esposa. José cumpriu com o que havia sido trato por seus pais. Parece-nos, portanto, que José era um bom e obediente filho.

Há outra peculiaridade no caráter de José. Ele era um homem que amava Maria de verdade. Quando ele soube da gravidez de sua esposa, ele ficou preocupado não com a sua reputação, mas com o que poderia acontecer com ela. José tinha todo o direito de pedir o divórcio. Já que eles não tinham tido relações sexuais, ele sabia que aquele bebe não era seu. Ele poderia fazer o maior alarde e exigir retratação. E se o fizesse Maria poderia ser apedrejada até a morte; Mas o texto diz que ele era um homem justo e para não difamar Maria, e protegê-la, resolveu se afastar secretamente. Com isso ninguém ficaria sabendo e nada de mal aconteceria com Maria.

Ocorre que enquanto pensava a esse respeito um anjo veio a ele em um sonho e esclareceu o que estava acontecendo. E José creu na palavra do anjo que lhe apareceu em um sonho. A justiça de José se vê em sua forma decidida em crer em um sonho. Além de um filho que honrava seus pais, em ser um homem justo e que demonstrou amar sua esposa a ponto de protegê-la, José era um homem de fé e obediente. O texto diz que ele creu e que continuou casado com Maria. Ele correu riscos porque ela já estava grávida quando eles se casaram. E diz o texto que ele não a conheceu até que desse a luz ao seu filho Jesus. 

O mundo precisa de homens justos como José. José foi um tipo de Jesus. Jesus assumiu todos os riscos por conta de desposar a noiva que é a Igreja. José fez o mesmo ao contrair núpcias com Maria que estava grávida. Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz. José obedeceu o que seus pais haviam acordado com os pais de Maria. Além disso, ele obedeceu o que disse o anjo no sonho.

Olhemos para José e nos deixemos inspirar por esse homem justo, de caráter, e aquele que acolheu Jesus como seu próprio filho e cuidou dele cumprindo com a parte que lhe cabia no plano divino de nossa redenção.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

MINHA FAMÍLIA PARA CRISTO.

MINHA FAMÍLIA PARA CRISTO

A saúde espiritual de uma Igreja está diretamente relacionada com a saúde das famílias que a compõem. Famílias saudáveis, Igreja saudável. Famílias enfermas, Igreja doente.

Eu gosto muito do capítulo dezesseis do livro de Atos dos Apóstolos. De tantas lições que aprendemos nessa passagem bíblica que relata o início da segunda viagem missionária de Paulo, temos os episódios marcantes do evangelho sendo pregado e famílias inteiras sendo batizadas; a casa de Lídia e a casa do carcereiro da prisão onde Paulo e Silas estiveram presos por causa do testemunho de Cristo e da Palavra de Deus.

Parece-nos que a Igreja de Filipos, começou, com grande probabilidade, na casa do carcereiro. Nós sabemos, ao lermos o livro de Atos, que os primeiros cristãos em Jerusalém ainda mantinham o hábito de ir ao templo mesmo tendo deixado o judaísmo, mas na verdade aqueles irmãos sempre se reuniam nas casas. Há uma cláusula que diz: “....diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam suas refeições com singeleza de coração...” (Atos 2.46)

No capítulo dezesseis da carta de Paulo aos Romanos, o apóstolo dos gentios agradece e saúda alguns irmãos. Em um momento ele diz: “Saudai Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também as igrejas dos gentios; saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles”. (Romanos 16.3-5a)

Não é preciso fazer um esforço sobrenatural para compreendermos a importância que há em termos Deus em nossas famílias, a devocional diária; adorar a Deus em e na família. Como disse alguém com muita sabedoria: “A família é o berço da humanidade”. E se quisermos exercitar uma sadia humanidade é preciso que nos aproximemos mais e mais do Deus da Bíblia.

Lares e famílias fincadas na Escritura são sempre benção para a Igreja e para a nação. Não temos nenhum receio em afirmarmos que a solução para uma sociedade turbada e caótica começa em famílias com princípios éticos e morais exarados das Escrituras Sagradas.

Tenho meditado nas palavras que Josué proferiu ao povo de Israel no final de sua jornada como líder na entrada, conquista e assentamento das tribos na Terra Prometida. Em suas palavras de despedida, depois dos quarenta anos de peregrinação como auxiliar de Moisés, e depois de entrar e conquistar a terra tão anelada, Josué disse: “Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao Senhor. Porém se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vocês pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (Josué 24.14,15)

Prezados irmãos: Não é possível viver de saudosismos. Não é possível viver olhando para o passado e lamentar dizendo que naquele tempo tudo era melhor. O que acontece, meus queridos, é que cada tempo trás consigo suas peculiaridades, preocupações, energia, sonhos, ideais e projetos. Hoje muitos que naquele tempo eram solteiros, são casados. Muitos, que naquele tempo eram apenas membros da Igreja, hoje são oficiais. Muitos já são avós, como é o meu caso. Quase tudo em nossa vida muda, mas a família permanece com grandes desafios e o maior deles é servir a Deus.

Tenhamos por certo que nosso Deus não muda. Suas leis não mudam. Os seus preceitos permanecem sólidos e são a garantia de uma vida abundante, tanto individual quanto familiar. Provavelmente o que tenha mudado mesmo seja a forma como encaramos nossa vida religiosa. A despeito de ouvirmos falar sobre vida devocional pessoal e em família, nos parece que muitos de nós evoluíram intelectual, financeira e patrimonialmente, mas deixamos de evoluir espiritualmente.         

Josué olhou para trás e constatou que as coisas no presente precisavam ser revistas. E nessa contemplação pelo retrovisor da história, Josué constatou que era preciso rever a aliança que haviam feito com Deus. Foi por isso que ele conclamou o povo a uma tomada de decisão – escolher a que Deus iriam servir. Ele reafirmou sua decisão em “servir a Deus” e somente a Deus.

Creio eu, irmãos, que temos diante de nós esse mesmo dilema. Devemos tomar posição porque o que está em jogo é o futuro de nossas famílias, de nossa Igreja e, podemos seguramente afirmar, o futuro do nosso país, já que toda a sociedade repousa sobre a família: a quem vamos servir?

Precisamos urgentemente decidir servir a Deus e devemos começar isso em família. Poucas cenas comovem mais o coração de um Pastor do que aquela da família toda na Igreja cultuando a Deus com leveza e prazer. Como disse alguém: “O Culto a Deus não é uma convenção ou congresso para onde você manda um representante da família”. Para termos a família na Igreja, que é a família de Deus, precisamos reacender a chama da Devocional em Família, do Culto Doméstico onde pais e filhos se humilham perante a face do Deus de toda Santidade, Soberania e Suficiência. É preciso entender que Deus deve ser buscado em primeiro lugar se quisermos saborear nossas conquistas sejam profissionais, acadêmicas ou em qualquer outra área na qual atuemos.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude a nos voltarmos para Ele humilhados e clementes pedindo seu socorro e intervenção. Que ele nos ajude nessa tarefa de fazer de nossas famílias uma benção para a Sua família, que é a Igreja que Jesus, seu Filho, comprou com seu precioso sangue. Que nossas famílias sejam o primordial ambiente onde Deus seja Servido e Adorado.

Jamais podemos perder de vista que foi na lembrança de um lar abençoado que o jovem ingrato  da Parábola do Filho Pródigo, encontrou forças para voltar.


Deus abençoe sua família prezado leitor.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

COMEMOREMOS O NATAL SIM!!!!


Todo ano comemoramos o Natal de Jesus Cristo. Sim, de Jesus Cristo. Não é o natal do perú que morre na véspera, nem do chester, frango metido a besta, nem do pernil de porco, nem tampouco das frutas (melancias, mexericas, ameixas, pêssegos, uvas), nem do panetone que adquiriu várias versões, além da original.

É comum e corrente a afirmação de que no Natal comemoramos o nascimento de Jesus, mesmo sabendo que Ele não nasceu precisamente no dia 25 de Dezembro e ainda, mesmo sabendo que alguns vinculam essa data a uma festa pagã. Eu, particularmente, não me importo com isso. Eu simplesmente me concentro na verdade de que Jesus nasceu em Belém, filho de um carpinteiro, José, e de uma mulher do povo, Maria. Ele foi adorado pelos Magos que vieram do Oriente. Esse foi o dia mais importante da história da humanidade, ou seja, o dia em que Jesus, o salvador, nasceu.

Nós comemoramos nossos aniversários. Os que podem, fazem festa, recebem seus parentes, seus amigos mais chegados, ganham presentes, comem, bebem e se alegram, A questão toda é, porque eu não deveríamos comemorar o fato do nascimento de Jesus o Salvador? Quais as razões que me impediriam de fazer isso? É pecado comemorar o Natal de Jesus? 

Alguns alegam que não comemoram o Natal porque as pessoas se esquecem de Jesus e vâo às compras. Outros dizem que não comemoram o Natal porque as pessoas só pensam em beber e comer. Outros alegam que o Natal se resume em dar e receber presentes. É verdade que muitos pensam e agem assim, mas não é esse o meu e provavelmente o teu caso, prezado leitor. 

Nós comemoramos o Natal, com alegria, damos e recebemos presentes, comemos e bebemos (sem glutonaria e bebedices) em família, porque quando comemoramos nosso aniversário fazemos o mesmo. E o que é que há de errado comemorar o fato de que um dia, pela misericórdia de Deus, nascemos? Nós comemoramos o Natal com canções que lembram o natalício do nosso Salvador e Cultuamos a Deus por ter enviado seu filho para nossa redenção. Comemoraríamos o Natal mesmo sem presentes, comidas e bebidas, mas jamais sem Jesus presente. Ele não está no presépio, mas em nossos corações. Ele não está nas luzes, mas Ele é a luz do mundo que veio e deu vida ao mundo. 

O cristão comemora o Natal com responsabilidade e gratidão.

Eu gosto demais dessa época de Natal. Eu vibro com as decorações nas casas, ruas e praças, nas Igrejas, nas lojas. Eu gosto das canções de Natal e do espírito encantador que essa época do ano exerce sobre nós e, francamente, já me perguntei inúmeras vezes porque será que esse clima de solidariedade, respeito e consideração não é praticado durante os dias do ano. Por que só em Dezembro? Por que só no Natal? As pessoas deveriam ser mais gentis o ano todo. 

A magia do Natal deveria permear todos os dias de todos os anos até aquele maravilhoso dia de Sua volta. A maravilha do nascimento de Jesus deveria inspirar a todos, todos os dias. Viva o Natal de Cristo e viva-o com Ele! Então realmente será Natal!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

THAT'S LIFE...MY LIFE...MY FAMILY (CAPÍTULO II - MAMÃE YOLANDA)

Com certeza o espaço aqui é pequeno para o tanto que poderia escrever sobre minha mãe. Se eu tivesse que definir minha mãe com uma palavra eu usaria - CORAGEM. Sim, minha mãe era uma mulher corajosa, destemida, guerreira.

Enquanto papai era homem de poucas palavras, mamãe tinha o dom da palavra. Ela falava muito bem e eu adorava ouvir mamãe recitando suas poesias longas dos seus tempos de garota. Mamãe morreu lúcida nos altos nos seus quase 81 anos de idade. Mamãe viveu lúcida, cônscia, sempre atenta a tudo que acontecia ao seu redor.

Yolanda Dalceno Aiello nasceu na cidade de Lins, mas viveu grande parte de sua vida como solteira na cidade de Marília. Ela era filha de napolitanos, José Dalceno e Emma Zanqueta. Ela tinha dez irmãos e hoje, dos dez, apenas tia Duzolina está viva. No último dia 08 de Novembro de 2014 participei da festa do 80º aniversário da tia Nega (Duzolina), como nós a conhecemos.

Mamãe foi convertida no templo da Igreja Cristã do Brasil no bairro do Brás, mas se tornou membro da Igreja Evangélica Congregacional do Belém na rua Cesário Alvim. Essa Igreja ainda está la. Eu fui apresentado quando tinha aproximadamente dois anos de idade pelas mãos dos Rev. Josué de Oliveira na Igreja Evangélica Congregacional do Moinho Velho, hoje Igreja Evangélica do Ipiranga. 

Mamãe foi também, por muitos anos, membro da Igreja Cristã Evangélica do Jardim Gonzaga. Lembro-me dela ser uma competente presidente da União Auxiliadora Feminina por pelo menos quatro anos consecutivos só deixando a presidência por conta dos problemas enfrentados na família com a enfermidade de papai.

Minha mãe tornou-se Presbiteriana e foi membro da Igreja Presbiteriana de Vila Buenos Aires atuando na Congregação do Jardim Popular e seu nome está lá na lista de membros fundadores da Igreja Presbiteriana do Jardim Popular. Seu corpo foi velado naquela Igreja e dali levado para descansar no Cemitério Jardim do Carmo II no dia 01.09.2012. Mamãe descansou dos seus labores no dia 31.08,2014, na madrugada de uma quarta-feira.

Dos feitos notáveis de mamãe deixo registrado aqui a conversão dos seus dois maridos: Vicente Aiello, falecido em 14.02.1974, com quem viveu aproximadamente 21 anos e Adonai Guimarães de Souza, ainda vivo e com quem teve o privilégio de viver 36 anos. Ambos foram convertidos pela instrumentalidade de mamãe. Claro que casamento não é campo missionário, mas tanto meu pai quanto o meu padastro não tinham chance diante do espírito obstinado de mamãe. Adonai eu tive o privilégio de batizar e ordenar ao Diaconato. 

Mamãe criou sete filhos. Quatro filhos do primeiro casamento - José Luiz, Mauro, Paulo e Luci Irene. E do segundo casamento ela adotou as três filhas do Adonai: Cristina, Dulce e Rita. Mamãe foi SUPER-MÃE. Atenciosa, protetora, dedicada. Certa vez ouvi dizer que mãe é aquele figura notável que tendo três filhos à mesa e apenas três pedaços de pão logo declara que não gosta de pão. Mamãe era assim: tirava de sua própria boca para alimentar os filhos. 

Quando eu entrei no segundo ano do grupo escolar, a professora enviou a lista de material que meus pais deveriam comprar. Como disse, éramos muito pobres do ponto de vista financeiro. Então mamãe pegou a lista e foi à lojinha do Seu Toninho. Ela pediu que ele lhe vendesse fiado e que ela pagaria assim que pudesse e o mais rápido possível, Jamais me esquecerei das duras palavras daquele homem: - Perdoe-me dona Yolanda, mas aqui não é banco. Não vendo fiado para ninguém. Nunca me esquecerei das lágrimas que correram dos olhos de mamãe naquele dia. Voltamos para casa sem falarmos qualquer palavra um para o outro e durante muito tempo me culpei por ter pedido à mamãe que comprasse meu material escolar.

Yolanda era uma mulher de oração. Ceta vez levado pela curiosidade tentei entrar em seu quarto. Naqueles tempos nossa educação era severa. Não entrávamos no quarto dos meus pais a menos que eles permitissem e não nos sentávamos na cama do casal. A porta estava fechada e eu podia ouvir mamãe falando alto. A curiosidade me fez abrir a porta e descobrir mamãe de joelhos orando por seu marido e por seus filhos. Em casa de minha mãe quem orava era ela. E orava com fervor e fé. Ela falava com Deus revelando uma profunda intimidade com Ele. Conheci poucas pessoas assim na oração.

Minha mãe desenvolveu uma diabete terrível por conta de ter que tomar corticoide por muitos anos por causa da sarcoidose, enfermidade contraída da indústria de seda em Marília onde trabalhou. Essa tal diabete levou a saúde de mamãe embora, mas mesmo assim ela durou 81 anos. Sofrendo com problemas cardíacos, a visão que se apagou aos poucos e a surdez fizeram de mamãe uma mulher dependente do seu fiel escudeiro, seu Sancho Pança, Adonai, a quem deixo aqui registrado meu agradecimento e tributo. Ele foi com mamãe até o fim. Ela morreu amparada por seus braços. Obrigado meu querido Adonai. Quero dizer e deixar aqui esse depoimento de minha gratidão e carinho.

No dia 28 de Agosto de 2014 fui visitar mamãe em sua casa depois de um período de duas semanas em que ela esteve internada no Hospital Dante Pazzanese em São Paulo. Era uma segunda-feira e eu gravei (filmei) aproximadamente 50 minutos em que mamãe insistia em se manter de cabeça debruçada sobre seus braços. Eu perguntei para ela: - Que isso mamacita, porque você está assim de cabeça baixa? Você nunca foi assim. Você foi sempre de ficar firme e olhar bem dentro do olho da gente. E ela me disse algo que era como que um prenúncio de sua partida que ocorreu na madrugada da quarta-feira subsequente: - Mauro, meu pescoço já não suporta mais o peso de minha cabeça.

Mamãe era profunda conhecedora da Bíblia, pregava muito bem e era, como já disse, uma mulher de oração. Não era de ficar com fofocas na Igreja e em nossa mesa nunca nos foi permitido criticar a liderança da Igreja. Os Pastores que pastorearam minha mãe foram respeitados e queridos por ela. Nunca vi mamãe criticar um Pastor ou mesmo falar mal da Igreja, desta ou daquela pessoa. Ela sempre tinha comentários elogiosos às pessoas. Rev. Ivan, Rev. Raimundo Montenegro, Rev. Evandro, Rev. Wanderley Donizetti (este foi seu último Pastor na terra) podem atestar a veracidade de minhas palavras. Meu irmão querido, o Rev. Evandro Luis da me Silva disse certa vez: - Maurão se eu pedir para sua mãe orar antes do sermão não terei mais sermão para pregar. 

Mamãe não será canonizada, mas ela era um mulher fiel ao Senhor Jesus. Seu testemunho de vida cristã foi marcante para minha vida. Depois que meu pai morreu, mamãe saiu à luta e foi trabalhar. Trabalhou nas lojas Eron, na rua Direita, nas lojas de tecido Cid e encerrou sua carreira como vendedora de Carnês do Baú da Felicidade no Vale do Anhangabaú. Depois que mamãe foi trabalhar nossa vida financeira melhorou substancialmente. Ela sempre ajudou seus filhos, noras, genros e netos. Não nos deixou faltar absolutamente nada. Ela trabalhou quatro anos a mais para poder me ajudar em meu tempo de Seminário. Durante quatro anos, todos os meses, ela e o Adonai trouxeram as compras com as quais todos de minha casa, eu, minha esposa e meus três filhos fomos alimentados e muito bem alimentados. Depois que me formei, mamãe se aposentou. Não há como pagar algo assim. Sempre quando me vejo diante das inúmeras situações que são profundamente desmotivantes no ministério eu me lembro que Yolanda trabalhou quatro anos a mais para que eu me formasse com dignidade. Então, por causa disso também, eu continuo firme.

Quero deixar aqui registrado também, minha enorme gratidão a todos os membros da Igreja Presbiteriana do Jardim Popular por todo carinho e respeito devotados à minha mamãe. Com certeza ela amava todos vocês e orava por vocês. Sou muito grato pelos anos que ela esteve com vocês e por tudo que fizeram por ela.

Que fique registrado que Yolanda é sinônimo de Coragem. Que seja registrado que eu tive uma mãe cristã que gerou um filho duas vezes. Como é bom ter a esperança de que ainda estaremos juntos, de que nem tudo acabou, que vivemos apenas um pedaço pequeno da eternidade que Deus colocou em nossos corações! 


Nos vemos em um dias desses mamacita.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

THAT'S LIFE. MY LIFE.....MY FAMILY. (CAPÍTULO I - PAPAI VICENTE)

Nasci em 26 de Julho de 1954. Uma segunda-feira de chuva e frio. Nasci na Maternidade Leonor Mendes de Barros no bairro do Belém em São Paulo. Quando escrevo isso eu fico a pensar na alegria que deve ter tomado conta do coração dos meus pais, Yolanda e Vincenzo Aiello. Sim, porque eu vibrei com o nascimento dos meus filhos e agora com o nascimento dos meus netos. 

Papai era um calabrês vindo direto da Itália e ela minha mãe era filha de napolitanos. Se conheceram e se casaram em Marília, interior de São Paulo. 

De minha infância me recordo de ter vivido em um cortiço no bairro de Água Raza, depois em uma casa na Av. Conselheiro Justino, próximo da rua do Hipódromo, perto da Pça Keneddy no bairro da Móoca. De lá mudamos em 1959 (não sei precisar o mês) para o bairro do Jardim Popular na Zona Leste de São Paulo. No bairro do Jardim Popular as ruas tinham nomes de flores e eu morei por 21 anos na rua Amor Perfeito número 18. Uma rua de terra onde só havia umas cinco casas. Meus pais adquiriram aquela casa e a pagaram com muito sacrifício. Quando nos mudamos para lá, não havia energia elétrica, nem água encanada e nem esgoto. A luz era produzida pelos lampiões ou velas, a água era tirada de um poço içada por meio de um barril amarrado em cordas no sarilho. O esgoto era uma foça cética aberta na frente da casa, há uns oito metros de distância do poço.

Quando nasci eu já tinha um irmão mais velho do que eu um ano e sete meses. O José Luiz Aiello. Ele nasceu em 15 de Dezembro de 1952 na cidade de Marília. A família constituída por meus pais teve ainda a chegada do Paulo e da Luci, nascidos nove anos e dez anos e sete meses de mim, respectivamente. Éramos, portanto, até papai partir no dia 15 de Fevereiro de 1974, em seis pessoas morando naquela casa.

Papai era um homem cheio de virtudes e habilidades. Trabalhava bem com as mãos. Podia ser um bom carpinteiro, trabalhou como pintor hidráulico na Fontoura Weight em São Bernardo do Campo onde era o Maestro da Banda daquela Indústria Farmacêutica. A música era sua maior paixão. Ele era um excelente trombonista de vara. Tinha uma boa embocadura, bom pulmão. Papai sempre quis trabalhar só com música. Ensinou música aos seus irmãos e deu, a mim e ao meu irmão José Luiz, aulas de teoria musical. Papai tocou em algumas orquestras de boates como a 28, Som de Cristal e Avenida. Ele também trabalhou para o Juca Chaves como músico de uma bandinha.

Papai morreu vitimado por um câncer que o consumiu por completo. Eu tinha apenas 19 anos quando me despedi de papai. Éramos muito bons amigos. Ele me chamava de Maurinho e muitas vezes pediu a mim que cuidasse de meus irmãos mais novos e ajudasse minha mãe quando ele tivesse partido. Minha mãe não lhe escondeu que ele tinha câncer. Recordo-me da conversa de minha mãe na madrugada em que disse: -Vicente; os médicos disseram a você que sua doença é uma úlcera, mas o que você tem de verdade é um câncer e eles me disseram que você tem mais ou menos seis meses de vida. Silêncio!!!! Então ouvi meu pai chorar. Essas coisas marcam nossas vida e doem sempre quando nos lembramos delas. Não sei precisar quanto tempo depois papai viveu, mas ele superou em muito os seis meses que os médicos lhe deram de vida. Viveu com muitas dores. Quando o vi deitado sobre aquela pedra com seus lindos cabelos brancos, muitos esbranquiçados pela dor e o sofrimento, o abracei, acariciei seus cabelos e dei meu último beijo em meu velho amigo. Sempre senti sua falta, falta daquele som limpo que ele tirava em seu trombone, falta de vê-lo se pentear e se arrumar, falta de ver o quanto ele amava minha mãe e a nós seus filhos. 

Papai viveu exatamente 59 anos. Morreu jovem. Sei disso porque eu não me sinto velho tendo já alcançado a marca dos 60 anos de idade. Papai era um homem recatado, de poucas palavras e muito honrado em seus negócios. Não fazia dívidas e nem traia seus amigos. Era sentimental. Eu o vi chorar diversas vezes ao se lembrar de sua infância dos seus pais, irmãos e família. Eu vi o quanto ele amava meu irmão mais velho, o José Luiz Aiello. 

Lembro-me do dia em que fomos ao bairro da Penha para comprarmos uma bola de capotão. Naqueles dias eram feitas de couro e costuradas à mão. Compramos em uma loja que ainda está lá. Ao voltarmos para casa passamos em um açougue e pedimos sebo para o açougueiro para poder passar no couro da bola e assim garantir sua longevidade. Ao chegarmos em casa usamos a bola para fazer embaixadas e papai se divertiu conosco.

Lembro-me também de que papai tinha uma filosofia: - Boa ave-maria faz quem em sua casa está em paz. Por isso minha mãe dava banhos em nós antes do papai chegar. Mamãe nos trocava (roupas bem simples) e esperávamos meu pai chegar. Ao chegar ele fazia sua higiene, se assentava à mesa e comíamos juntos, momento no qual papai era inteirado dos acontecimentos daquele dia. Papai tinha o hábito, depois de terminar de comer: cruzava o garfo com a faca no meio do prato, batia as duas mãos nas bordas da mesa e dizia: - Com a graça de Deus estou satisfeito. Ficávamos mais um pouco na mesa conversando e depois ele mandava com que fossemos dormir. Até o sono pegar eu e meu irmão ficávamos ouvindo a conversa dos meus pais e as risadas que eles davam de coisas engraçadas que não entendíamos.

Eu creio que puxei muitas coisas do meu pai. Sou sentimental como ele; amo música como ele; amo família como ele amava a minha mãe, meus irmãos e a mim. Para ele éramos tudo o que ela mais queria ter por perto. 

Eu agradeço a Deus o pai que ele me deu e as impressões que ele me deixou sobre a vida. Papai conheceu Jesus como seu Senhor e Salvador pouco tempo antes de partir. Ele foi batizado em seu leito antes de morrer. Tenho orgulho do meu pai e de sua vigorosa fé em Jesus. Ele dizia diversas vezes aos médicos e enfermeiros que não via a hora de deixar aquele corpo que podia se deteriorar para poder contemplar o rosto do seu amado salvador. Mamãe me contou que no dia em que papai morreu o médico da ala onde ele ficou internado no hospital Brigadeiro reuniu os médicos e os paramédicos e disse: - Façamos um minuto de silêncio porque hoje morreu um homem neste hospital. Papai havia pedido ao enfermeiro que cuidou dele naquele dia, lá por volta das 10H00, que caprichasse no banho porque aquele seria seu último banho. E foi....Minha mãe estava ao lado dele quando papai expirou. Era por volta das 13H00; ela o abraçou e orando a Deus disse: - Senhor, em teus braços entrego o Espírito do meu querido esposo. E papai se foi....Foi tranquilo sereno. Fechou seus lindos olhos azuis da cor do céu aqui para abri-los na eternidade. 

Escrevo isso aqui....pode ser que minha mente um dia falhe e eu então possa reler e me lembrar. Escrevo isso aqui para que você valorize teu pai enquanto você o tem ao teu lado e ainda pode dizer o quanto você o ama. Escrevo isso aqui porque acredito na instituição chamada família como Deus a concebeu ainda que muitos tentem destruí-la de forma vergonhosa  e odiosa.

Louvado seja Deus por sua preciosa vida Vicente Aiello, meu pai.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

AÇÃO, ASSISTÊNCIA SOCIAL E EVANGELIZAÇÃO

Se você for ler a Bíblia sem o natural preconceito, certamente você terá diante dos seus olhos e para o deleite do seu coração verdades eternas que, se por um lado apontam um melhor e seguro caminho por onde devemos ir, por outro lado, também, destroem alguns dos nossos postulados e conceitos sobre a vida.

Veja, por exemplo, o depoimento que Lucas dá a respeito da Igreja em Jerusalém no texto de Atos 2.42-47. Naquela Igreja o temor de Deus era tão grande que as pessoas se serviam umas das outras de tal maneira solícita que todos tinham tudo em comum. Veja que eu disse solícita. Poderia dizer voluntária. Ninguém fazia qualquer coisa para ajudar a Igreja e promover a comunidade, por constrangimento.

Esse ponto é tão importante, mas tão importante, que temos no capítulo cinco do livro de Atos um exemplo notável de um casal que pensou em contribuir com a Igreja, mas fazendo isso com uma motivação diferente. Parece-nos, salvo outro entendimento, que Ananias e Safira viram o que os outros faziam de forma voluntária e raciocinaram assim: "Parece que vai pegar mal não fazermos nada quando todos fazem alguma coisa. Vamos vender aquela propriedade e dar uma parte à Igreja e ficar com uma outra parte. Assim parecerá a todos que estamos agindo como eles". E foi isso que fizeram. O resultado não poderia ter sido pior. Primeiro morreu Ananias e logo em seguida morreu Safira. Perderam tudo, inclusive a própria vida.

O comunismo praticado na Igreja de Jerusalém descrito tão notavelmente por Lucas não era imposto e nem algo obrigatório, mas sim voluntário. Sim voluntário! Ninguém era obrigado por lei ou por qualquer instituição a abrir mão do que tinha a mais para favorecer os menos privilegiados. O que os constrangia a agir assim era o amor a Deus que redundava em amor ao próximo. Parece que era cumprido o mandamento sintetizado nas palavras: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e com toda a tua capacidade intelectual’ e ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo". (Lucas 10.27 - BKJA).

O amor verdadeiro (I Cor. 13) é um ato completo. Sentir pena das pessoas não quer dizer que você as ama. Somente o amor de Deus em nossos corações, nos leva a agir de forma efetiva procurando fazer algo em favor dos menos privilegiados socialmente. E esse amor só o verdadeiro cristão conhece e pratica. Eu fico imensamente triste em ver que há "cristãos" que parecem ter uma enorme preocupação com a situação social de algumas pessoas, mas que não mostram nenhum interesse em falar sobre Jesus para elas. Talvez esses "cristãos" não estejam tão convencidos da diferença que Jesus pode fazer na situação social de uma pessoa.

A Ação Social, o projeto assistencialista, pode tirar uma pessoa de dentro de um barraco em meio a uma favela, mas só Jesus pode tirar a pobreza e a favela de dentro da pessoa. A pior pobreza está na alma e não no bolso. Vou dar uma ilustração a respeito disso:

Se você estiver com febre por causa de uma infecção causada por uma bactéria, não basta tomar um antipirético (medicamento que tira a febre). O que você precisa fazer é tomar um antibiótico que elimine a bactéria. Eliminando-se a bactéria, os sintomas da infecção serão eliminados também. Aplicação: Assim, sou do entendimento que o mundo precisa de Deus, de Cristo Jesus. Se você não testemunhar de Jesus com sua vida e lábios e der arroz, feijão, roupas e moradia a pessoa não morrerá de fome, mas irá para a eternidade sem Deus e esse sangue Deus irá cobrar de suas mãos.

Entenda bem! Desarme-se! Não sou contra a ação social e a assistência social. O que estou dizendo aqui é que (1) devemos fazer isso de forma holística, ou seja, pensando na pessoa por completo, não apenas no seu estômago. Alimentar o estômago e não fazer nada para evitar que ele vá para o inferno soa mesmo um tanto hipócrita, (2) a Igreja e o Cristão têm sobre seus ombros a intransferível tarefa de testemunhar de Jesus (Mateus 28.18-20) seja em que circunstância for, tanto para ricos quanto para pobres e (3) também não me parece honesto fazer da ação e assistência social um meio de aproximação quando no final das contas a intenção é evangelizar, pregar o evangelho e; (4) Que valor haverá em ajudarmos aos estranhos e maltratarmos os da família da fé? Tenho visto na Igreja, com imensurável tristeza, muitos hasteando a bandeira da ação social aos que são de fora, mas são desleais nos seus relacionamentos dentro da Igreja, quebram a unidade, são irreverentes e não respeitam as autoridades eclesiásticas, são difamadores, altercadores, beligerantes e demonstram um total descaso com respeito à Igreja local (Provérbios 6.16-19)

Paulo teve uma visão de um varão macedônio que lhe pedia que passasse à Macedônia e os ajudasse. Isso aconteceu na segunda viagem missionária de Paulo (Atos 16.6-10). É notável observar que imediatamente Paulo se dirigiu àquela região porque havia concluído que Deus os havia chamado para pregar o evangelho ali. E então eles foram! Lídia e sua casa, o carcereiro e todos os seus, foram convertidos e batizados e é possível que muitas outras pessoas também tenham sido regeneradas naquela cidade. Por certo a Ação Social (distribuição de alimentos, roupas e outras ações) é sempre bem vinda no seio da Igreja, mas a Igreja não foi instituída por Deus para essa atividade. Fomos chamados para sermos, sob o poder do Espírito Santo, testemunhas de Jesus (Atos 1.8). Não é o alimento ou as roupas que podemos doar, ou qualquer outra ação que possamos praticar no campo da Assistência Social que irá regenerar uma pessoa, mas sim o evangelho pregado com a vida e com os lábios (Efésios 1.13). Não confundamos Assistência Social com Pregação do Evangelho. Ambas podem ser praticadas concomitantemente, mas Ação Social sem Evangelização efetivada pelo exemplo de vida e pelo uso correto e eficiente das Escrituras é o mesmo que vestir um morto com roupas de grife. Há entre nós alguns que, digo isso com tristeza, não crescem espiritualmente, não ser aprofundam no conhecimento das Escrituras e por isso se tornam presas frágeis aos “professores” de universidades cheias de filosofias alheias e estranhas ao cristianismo. A questão toda é o quadro referencial. Alguns mais sinceros vivem terríveis experiências de crises existenciais por fazerem uma leitura equivocada a respeito da função e existência da Igreja.

Talvez minhas considerações pareçam ser duras, mas lhe afianço que não é assim. Eu mesmo ascendi de uma classe social bastante humilde e da qual não me envergonho. Não é vergonhoso ser pobre socialmente. Jesus nasceu em um lar de pessoas simples e numa nação conquistada e explorada. O mundo jamais conheceu alma e coração tão ricos quanto os de Jesus. Enquanto você aponta seu dedo na direção daqueles "cristãos insensíveis" e que não fazem nada para melhorar a situação social de uma pessoa, há no ar uma pergunta muito mais cruciante e absolutamente importante: Onde estão os teus filhos espirituais? Onde estão aqueles que, por tua vida, conheceram Jesus como Senhor e Salvador?

Não se engane prezado leitor: o Diabo é pródigo em tirar nossa atenção daquilo que é realmente necessário, daquilo que é premente fazer. Nem comunismo e nem capitalismo podem tirar uma pessoa do nível de pobreza. Somente o evangelho, puro e simples das Escrituras pode e tem o poder e a capacidade de redimensionar a vida de quem quer que seja. O evangelho pode fazer o rico (Zaqueu) abrir mão de sua riqueza, voluntariamente e sem nenhum tipo de constrangimento, e pode fazer o pobre se sentir um homem abastado e satisfeito.

Cristo deve vir em primeiro lugar. O Seu reino de vir em primeiro lugar. Somente em Cristo devemos colocar nossas esperanças, pois a Bíblia nos afiança que o céu vem depois de nossa morte e o novo céu e a nova terra serão realidades inimagináveis que acontecerão após nossa plena redenção após a nossa ressurreição. Então habitaremos nessa nova terra sob a regência do próprio Cristo. Tal visão é maravilhosamente descrita no livro de Apocalipse em que esse novo céu e essa nova terra são descritos: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”. (Apocalipse 21.3,4)

Fala-se tanto em Ação Social e Assistência Social. Nestas eleições ouvi alguns pérolas assacadas contra a Igreja e contra os cristãos. Nós cristãos não nos recusamos a estender a mão aos menos privilegiados. As portas das Igrejas evangélicas são franqueadas e nelas podem entrar pessoas abastadas e pessoas pobres. A Bíblia no exorta a que tratemos todos com isonomia e igualdade e pecam aqueles que assim não agem. Tiago, meio irmão de Jesus exortou a Igreja de seus dias que cometiam o pecado da discriminação (Tiago 2).

Todavia, a ação social e a assistência social não substituem a Evangelização, nem são, ao menos, complementares e tampouco devem servir de arcabouço para nosso testemunho cristão. O que nos leva a ação social e à assistência social é o amor de Deus derramado em nossos corações. Sem esse amor motivador, não passamos de pessoas mal intencionadas com boas ações.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O NEO PENTECOSTALISMO NÃO É IGREJA EVANGÉLICA

As igrejas que adotam como sistema teológico os princípios neo pentecostais (principalmente a teoria da prosperidade) não podem e nem devem se rotular de Igrejas Evangélicas. Definitivamente, elas não são evangélicas! 

O termo evangélica vem de "evangelho" que é quer dizer "boas novas", "boas notícias". O que é que há de novo no neo pentecostalismo? Nada, absolutamente nada. Ele é tão antigo quanto o pecado. Ele não é novo. É uma lamentável e enganosa tentativa de antecipar o céu, mas o céu não é aqui. Aqui continua sendo o campo de dores e de pecadores, de combate, de conflagração, de luta contra o pecado, um combate da luz contra as trevas, da verdade contra a mentira, da Igreja contra o Mundo, de Jesus e sua Igreja contra o Diábo (a Besta e o Dragão) e o Mundo. Não há diálogo e nem meio termo. Não há possibilidade de comunhão. O evangelho é a boa notícia de que todos os que se perfilarem ao lado de Cristo, são mais que vencedores e irão habitar o novo céu e a nova terra. O evangelho é a boa notícia de que aqueles que nasceram de novo serão bem sucedidos no Dia Glorioso da Volta de  Cristo porque eles ressuscitarão para a Glória Eterna e os que se perfilaram ao lado dos terríveis batalhões do Maligno, irão ressuscitar para o horror eterno.

Nada há de novo na "teologia" neo pentecostal. Ela é centrada no homem. Ela é idêntica àquela da Igreja que começou nos dias do Imperador Constantino e que viveu a experiência da ruptura com o nascimento das Igrejas Reformada, chamada de Igrejas Protestantes. A Igreja neo pentecostal é eivada de fetiches, superstições, egocentrismo e egoísmo, luxúria do clero, soberba. Tudo isso é antigo demais e é isso que vemos nessas igrejas neo pentecostais. Isso se parece em demasia com a Igreja da idade média da qual saíram os reformadores. Aquela era (e ainda é) uma Igreja que vivia na crença de que a Igreja é maior que a Escritura, que o homem pode ser transformado pelo Espírito Santo e habilitado à prática de uma vida piedosa e assim pode ser justificado, que a salvação é oferecida gratuitamente, mas que o homem participa dela, que Cristo precisa de alguém mais (Maria) como co-redentor. Se você pensa que isso é um absurdo eu te aconselho a ver esse depoimento de Edir Macedo. Veja a que ponto a loucura de um homem pode chegar: 



"Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.

Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito" .Os Cinco Solas da Reforma - Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria = por Declaração de Cambridge. http://www.monergismo.com/.

Sempre que eu passo pelo dia 31 de Outubro eu me lembro da Reforma Protestante do Século XVI e agradeço a Deus, do fundo do meu coração pelo que aqueles homens corajosos fizeram. A Escritura foi, então, colocada acima da Igreja e das Tradições. A Fé foi declarada como o alicerce de nossa Justificação. A Graça, e tão somente a Graça é suficiente para nossa plena salvação. Somente Cristo e ninguém mais é suficiente Senhor e Salvador. Diante dele todos, inclusive sua mãe, a notável e agraciada Maria, irão dobrar seus joelhos. A Igreja vive e existe para Proclamar as Virtudes daquele que a chamou das trevas para sua maravilhosa luz.

Uma Igreja que se divorciou dessas verdades não pode ser considerada evangélica porque nelas a fé é uma moeda de troca, a salvação é um ato de libertação da pobreza (uma teologia da libertação meio que disfarçada), Cristo é um servo domesticado e um utilitário que se presta apenas a servir os caprichos de um punhado de gente que está disposta a deixar sua "ofertinha" (um tipo de indulgência) no gazofilácio.

O neo pentecostalismo não é neo e nem pentecostal. Ele é velho como velho é o pecado. O pentecostalismo é antes de mais nada o marco na história da Igreja, o dia em que o Espírito Santo de Deus foi derramado habilitando os convertidos a serem Testemunhas de Jesus, como Senhor e Salvador, segundo disse Jesus em Atos 1.8.

Se cumpre aquilo que disse Paulo disso ao jovem Pastor Timóteo: "Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, inimigos do bem, traidores, precitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo a aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também". (II Timóteo 3.1-5)

Paulo também disse a Timóteo: "Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja moderado em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpre plenamente o teu ministério". (II Timóteo 4.3-5).

Que Deus tenha misericórdia daqueles que já se permitiram enredar e que temendo mais a Deus do que o homem decidam se divorciar destes que mercadejam a Palavra de Deus e que pregam outro evangelho, não o da Bíblia, mas um outro evangelho que distancia o homem do Deus que o criou e que em Cristo o Salva.

Amém. 

sábado, 4 de outubro de 2014

MELHOR UMA DÚVIDA RAZOÁVEL DO QUE UMA CERTEZA DEPLORÁVEL.

1) Dá para confiar em uma mulher que participou de atos terroristas quando morreram pessoas que nada tinham a ver com a política brasileira? E ela ainda se orgulha disso. Quer que os militares peçam perdão, mas e eles? Tolos de carteirinha! Não pedirão perdão aos familiares dos que morreram sem ter qualquer coisa a ver com nossa realidade política?


2) Dá para confiar em uma mulher que permite que os correios em determinado estado sejam usados para fazer propaganda de sua campanha sem se dar conta que teve quatro anos para fazer a melhor propaganda que seria um bom governo, mas que não fez o que o povo dela esperava?


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3) Dá para confiar em uma mulher que critica factoides, mas que não se deu de rogada, nem ela nem seu partido, em divulgar que sua adversária mais direta iria acabar com o Bolsa Família, justamente o que tem sido fator decisivo na sua campanha e que, infelizmente, lhe tem rendido votos?


4) Dá para confiar a administração do Brasil, em uma mulher que nunca teve sob seus ombros qualquer outro cargo político no legislativo (vereador, deputado estadual, federal, senador) e nem executivo (prefeito ou governador) e que só chegou onde está pela militância do partido e cabo eleitoral (Lula)? 

Daí casos como o MENSALÃO e o embróglio mal explicado da aquisição da Refinaria em Pasadena. Meu pai sempre dizia, quando nos aventurávamos a fazer algo para o qual não tínhamos o conhecimento teórico (pelo menos) necessário: - Meu filho, quem não tem competência que não se estabeleça.

Na verdade senhores, essa mulher não mudou. Está mais produzida. Ela não é aquela figura patética da foto em preto e branco em sua ficha de terrorista, mas por dentro ela é a mesmo. Ardilosa, falsa, dissimulada e sagaz. Não se enganem. Stalin sorria, também. Hitler tinha um séquito de mulheres que o amavam apaixonadamente. Carisma é algo diferente de caráter. Carisma é o que temos por fora. Caráter é o que temos por dentro. Vide Lula, exemplo notável de muito carisma e pouco caráter.



Na verdade senhores, essa mulher só tem as pesquisas favoráveis porque se faz valer da máquina. E o que eu quero dizer por máquina? Ora, me refiro aos 12 anos no poder. Oito ao lado do Lula e quatro com Lula do seu lador. Veja o tempo que ela tem no programa eleitoral obrigatório. Ela devia ter menos, já que deveria ter feito algo nestes quatro anos, mas não fez. E ainda tem gente que acredita. Só posso admitir que isso é marrudez e e burrice política originada em uma ideologia passional. Entre Marina e Aécio que são dúvidas e DIlma que é uma certeza eu prefiro a dúvida.


Na verdade essa mulher, e os marqueteiros do seu partido, criam factoides ao dizer - NO MEU GOVERNO. Todos sabem que ela é pau de manobra do PT. Ela não tem governo e nem plano de governo. Eles são como Fidel que depois de derrubar o governo de Fulgêncio Batista, não sabia o que fazer. E AINDA NÃO SABE.

Na verdade senhores e senhoras, essa mulher que é presidente hoje, infelizmente, (não por meu voto), não tem competência e nem trajetória política para estar onde está e quem está onde não deve estar sempre acaba fazendo o que não deve fazer....fato tão notório nestes quatro anos de "sua" administração somados aos oito de presidência do Lula, ambos do partido dos trabalhadores, justamente o que ambos nunca foram pra valer (trabalhadores). 

Deus tenha misericórdia do Brasil neste dia 05.10.2014 e que sejam eleitos homens e mulheres compromissados em fazer do poder uma ferramenta para o bem comum e não apenas de alguns, coisa que o PT prometeu em toda sua trajetória, mas não cumpriu. 


A você que é militante do PT quero dizer que não tenho ódio por você, mas saiba que se você não for um engajado com pretensões políticas, vai ter que continuar ralando para poder comer seu arroz com feijão, mas a mistura será sempre o discurso dos ilusionistas que te usam para alcançar seu sórdido objetivo de poder em detrimento próprio enquanto você se esfola acreditando, como a juventude Hitlerista, que está ajudando a mudar o Brasil. Sim, está....PARA PIOR. Se você não se engajar e participar da divisão dos "lucros" você vai continuar acreditando que o Lula é Papai Noel e que a Dilma é a Fada Madrinha.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

QUE BRASIL QUEREMOS? O DE TODOS OS BRASILEIROS OU O BRASIL DO PT?


Cheguei à marca dos meus sessenta anos de idade.


Vivi momentos extremamente importantes nessa nação. O Golpe Militar aconteceu em 31 de Março de 1964 e eu faria em Julho daquele ano, dez anos de idade. Não tinha muita noção para compreender o que estava acontecendo. Fui dar conta a respeito dos desdobramentos daquilo quando apanhei de alguns policiais por carregar em meu bolso uma carteira de estudante do segundo grau e usar um cabelo tipo Beatles. Eles me chamaram de revolucionário e comunista e eu estava apenas aprendendo algo a esse respeito.


Depois que tomei mais conhecimento a respeito da tal ditadura militar, que em meu entendimento era uma mistura de militar com civil (a direita no poder), passei a ver o meu país com uma mente mais conscientizada do ponto de vista político. Eu vi Tancredo Neves ser eleito em 1985, indiretamente, presidente civil depois de cinco militares no poder. Então eu já tinha 31 anos de idade. Já era um homem casado e pai de um menino e uma menina. Já sabia um pouco mais. Não podia ser muito porque ninguém podia falar de política. Professores, mídia, jornalistas, e a maioria tinha que viver calada.


Tancredo Neves morreu antes de assumir. Alguns afirmam que depois de sua eleição Tancredo Neves disse que nem Deus poderia impedi-lo de subir a rampa do Palácio do Planalto. Não sei se isso procede, mas se for verdade, Deus o fez. Tancredo morreu de infecção generalizada depois de uma cirurgia de divirticulite no dia 21 de Abril e então foi José Sarney quem assumiu a presidência do Brasil.


Depois de Sarney tivemos a eleição de Fernando Affonso Color de Mello (eleições diretas pelo povo), mas esse sofreu um impeachment e quem assumiu foi seu vice-presidente, Itamar Franco. Collor ficou no poder dois anos apenas – 1990 a 1992. Itamar assumiu a presidência até o ano de 1994 sendo substituído pelo tucano Fernando Henrique Cardoso que ficou no poder por dois mandatos, de 1995 a 2002. O Brasil mudou muito nestas duas administrações. Houve uma série de privatizações, a moeda estabilizou, a inflação deixou de ser um problema grave para a economia. Já não havia mais os famosos pacotes do governo, nem os aumentos semanais nos preços dos combustíveis, o overnight deixou de ser fonte de renda para alguns investidores, e tantas e tantas situações que faziam do nosso país um território de muita apreensão e de insegurança e um lugar horrível para se viver. Muitos deixaram o país. Surgiu o slogan: “Não mude do Brasil, ajudar a mudar o Brasil”. Mas que tristeza! Muitos dos que gritavam esse slogan e que podiam ajudar o Brasil a mudar, negaram fogo. A única coisa que mudou mesmo foi a condição sócio econômica deles.


Foi nesse contexto que o Partido dos Trabalhadores surgiu com força hasteando a bandeira em favor do trabalhador. Lula já havia sido derrotado por Fernando Affonso Collor de Mello nas eleições de 1989.


Recordo-me de que em um debate na televisão, Lula apareceu com um terno uns dois números maior do que ele, falou em cima de um pequeno estrado já que as tribunas eram do mesmo tamanho e Collor, por exemplo, era e é, bem mais alto do que ele. Em um dado momento, Lula não soube dizer qual era a diferença de uma duplicata para uma fatura. O nível intelectual era, e ainda é, bastante dispare. Os berços de Collor e Lula eram diferentes. Suas trajetórias políticas eram bastante diferentes. Collor nasceu em berço esplêndido e Lula era um trabalhador dentre os milhares de trabalhadores na Indústria de Montagem de automóveis, regulada pelo famoso Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.


Venceu Collor, mas com o seu impeachment, como vimos, Itamar Franco seu vice-presidente assumiu e depois deste chegou ao poder, Fernando Henrique Cardoso.


Fernando Henrique Cardoso, intelectual, articulado, vinculado ao PSDB, era sociólogo, cientista/político, filósofo, professor universitário, escritor e político brasileiro    com pós-graduação em econometria. Professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), que lecionou também no exterior, notadamente na Universidade de Paris. Foi funcionário da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), membro do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), senador da República (1983 a 1992), ministro das Relações Exteriores (1992), ministro da Fazenda (1993 e 1994) e o 1° presidente do Brasil a ser eleito para 2 mandatos consecutivos (de 1995 a 1998 e de 1999 a 2002). É comumente chamado pela sigla de seu nome completo FHC. Começaram as privatizações, o Real foi criado, a inflação baixou a níveis suportáveis, acabaram os dias em que ficávamos nas filas dos postos de gasolina para aproveitar preço velho, o overnight murchou o PIB cresceu. Não estou dizendo que não houve corrupção. Houve, sim. Lamentavelmente! O Brasil levará um tempo ainda considerável para se ver livre desse câncer sociológico. Mas a partir da administração de FHC ocorreu uma mudança que permitiu ao Brasil, sentado no canto do ringue, dar uma respirada depois de alguns históricos nocautes técnicos, que me permitam a metáfora.


Luiz Inácio “Lula” da Silva e seu Partido dos Trabalhadores, o PT, se mantiveram na oposição. Agora o Brasil gozava de mais liberdade política. Não havia o cerceamento de opiniões a censura deixou de existir como nos tempos da ditadura. E foi nesse ambiente mais democrático, nesse nicho sociológico, que o PT foi voz altissonante e sempre ouvida. O PT se tornou em uma feroz oposição. Lutaram contra as privatizações, se ergueram em favor de CPIs. Foi um partido que chamou para si a tarefa de passar a limpo esse país. Se houvesse qualquer indicação de corrupção, lá estavam os petistas, correndo atrás, exigindo investigação e dura punição aos que fossem condenados.


O Partido dos Trabalhadores cresceu, adquiriu suficiente visibilidade para chegar ao poder. Depois de duas derrotas nas urnas, eis que Lula, e o PT, chegam ao poder obtém sucesso nas eleições de 2002. Tenho vivo em minha memória a alegria e satisfação de Lula ao falar à nação como presidente eleito. Não votei nele. Eu não acreditava (como não acredito ainda hoje), nas bandeiras ideológicas hasteadas por esse partido. Também não me iludia com PMDB, PSDB, PTB, PDT e outros tantos partidos que foram surgindo ao longo dos tempos. E ainda não me iludo com partido nenhum. Não sou admirador desse tipo de painel político. Para mim, partido político e sindicatos, são coisas que nunca deveriam existir em país nenhum. O que um país precisa é de liderança forte. Partidos e sindicatos são os atravessadores, coisa tão comum em uma sociedade capitalista. Os sindicatos fazem o meio de campo entre os trabalhadores e os empregadores, e os partidos fazem o meio de campo entre os políticos no poder e o povo que os elege. Só que, infelizmente, é nesse nicho que residem as negociatas e quem sempre sai perdendo é o trabalhador, e o povo que vai às urnas.


Mas eis o PT no poder. E Lula ficou por dois mandatos 2003 – 2010. E o que se viu? Ora, entre na internet e pesquise! É verdade mesmo que o mensalão não começou com o PT. Mas pelo amor de Deus, para um partido que se arvorou de paladino da honestidade e probidade política o PT não só não execrou o mensalão como se serviu desse expediente a largos sorvos. Eu diria, parodiando o ex-presidente Lula: Nunca na história desse país se viu tanto dinheiro sendo desviado para os bolsos de políticos inescrupulosos que formaram verdadeiras quadrilhas e enriqueceram ilicitamente! Não quero discutir aqui os meandros dessa coisa chamada mensalão e nem discorrer sobre o julgamento político a que essa súcia de malfeitores foi submetida, mas nem o mais alienado politicamente deixará de perceber as marcas indeléveis desse crime contra o povo brasileiro.


Então saiu o senhor Luiz Inácio “Lula” da Silva, que vivia desandando impropérios contra o bolsa família (isso está na internet é só procurar em http://www.youtube.com/watch?v=HXhWFOc4f1w) e que agora faz uso dessa instituição como um poderoso cabo eleitoral, e entra a presidente Dilma Rousseff. Pelo amor de Deus! Ao somarmos os quatro anos dela, mais os oito anos do Lula teremos a soma de doze anos no poder.


Não posso deixar de perceber que o Brasil aqui ou ali, andou para frente, mas pelo amor de Deus, em doze anos era para termos outro país, um país inteiramente reformado, um país para os brasileiros todos e não apenas para alguns. O PT fez muita fumaça. O PT fez muito barulho. O PT prometeu e não cumpriu, foi o canto da sereia.


Era para termos uma saúde mais saudável e não moribunda como está. Como é possível falar em crescimento econômico se o PIB tem sido um dos mais baixos de nossa história? Não precisávamos trazer médicos de Cuba. Ora se era para que trazer médicos de fora, porque de Cuba? Que relações tem o Brasil com Cuba? O Partido dos Trabalhadores deve ter alguma relação, mas eu morro de ódio consumado pelo tirânico e idiotizado Fidel Castro. Não valorizamos nossos médicos e trazemos gente de fora sob a alegação de que alguns médicos não querem praticar medicina em rincões inóspitos do país? Mas pelo amor de Deus, quem tem condições de fazer medicina nesse país? Nem nos grandes e evoluídos centros é possível o que se dirá nos cantos, e que são tantos, dessa nação! Há pais que se matam para pagar o olho da cara em Cursos de Medicina para seus filhos e depois são obrigados a vê-los praticando medicina em lugares onde não há o mínimo de condições de se chegar a um diagnóstico fechado. Não estou falando de salários, mas de condições de praticar a boa medicina, porque eu ainda acredito que para um médico seu prazer maior é conseguir fazer valer de fato o seu juramento de Hipócrates. Dinheiro? Sim é bom, mas se tem dinheiro para construir um porto em Cuba e para pagar médicos cubanos porque não aplicar esse dinheiro aqui mesmo no Brasil com os médicos e a medicina brasileira? Hipocrisia!


Era para termos uma educação que realmente propiciasse, a qualquer cidadão interessado, uma disputa mais justa no mercado de trabalho. Mas o que temos? Temos aqueles que podem, porque nascem em berços esplêndidos, cursar as melhores faculdades, no Brasil ou no Exterior, com pós-graduação, em escolas de alto nível, enquanto a classe C estuda em escolas públicas dos municípios, dos estados onde os educadores são mal remunerados e as escolas estão caindo aos pedaços. O resultado se vê no momento da disputa do mercado de trabalho. Não dá para esconder que quando alguém apresenta um currículo onde consta que ele fez administração em Harvard essa pessoa está à frente daquele em cujo currículo consta que sua formação, na mesma área, foi concluída em uma Universidade no Brasil, com raras exceções, sem querer aqui depreciar qualquer Universidade brasileira. O que o PT fez nestes doze anos no poder na área da educação? Não fez absolutamente nada. O Brasil empobreceu intelectualmente. A maior prova disso é que eles continuam no poder. A maior prova disso é que seu maior cabo eleitoral é o "bolsa família".


Era para termos um salário mínimo que deixasse de ser mínimo. E eles prometeram, mesmo sabendo das dificuldades em se conseguir com a indexação do salário mínimo a tantos outros itens da economia mexer nisso de tal maneira que tivéssemos um mínimo que fosse um pouco mais justo e que desse um pouco de conforto. Ora se tem grana para Bolsa Família deve ter para aumentar o Salário Mínimo, percebe? Ter dinheiro para comprar votos é fácil, mas para melhorar a remuneração de médicos, educadores, aumentar o salário mínimo e dar uma vida mais digna aos aposentados parece ser uma tarefa um pouco mais difícil. Bem para quem não sabe a diferença que há entre uma duplica e uma fatura ou para quem disse que não sabia de nada do que acontecia com o seu chefe da casa civil, o tal José Dirceu, e demais “companheiros de luta” como José Genuíno, na questão do mensalão, é perfeitamente compreensível fazer confusão, ou para quem disse que autorizou a aquisição de apenas 50% (390 milhões de dólares) de uma refinaria de petróleo em Pasadena no imbróglio envolvendo a Petrobrás e que não sabia da cláusula Put Option e que como resultado foi obrigada a desembolsar mais 820,50 milhões de dólares à Astra Oil uma empresa belga, parecendo muito com um ato de super faturamento ou lavagem de dinheiro, é algo perfeitamente compreensivo tais atos inconsistentes e inconsequentes.


Onde estão as Reformas tão propaladas, tão prometidas em épocas de campanha? Onde está a Reforma nas Leis desse país. Os políticos do PT são contra a diminuição da maioridade penal. Dos onze que votaram contra a diminuição da maioridade penal na Comissão de Constituição e Justiça, cinco são do PT, dentre ele o Senador por São Paulo, Eduardo Suplicy, dois são do PMDB, aliados do PT no governo, um do PSDB, um do PSB, um do PSOL e um do PCdoB. Dos que votaram a favor não há um sequer um do PT. Mas se o PT é o povo como explicar essa atitude quando se sabe que mais de 90% é a favor da diminuição da maioridade penal?

A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, para que o menor de idade responda criminalmente como os adultos, é aprovada por 92,7% da população brasileira, de acordo com pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte), feita em parceria com o instituto MDA, o levantamento indica ainda que 69,1% dos brasileiros avaliam que os crimes cometidos por menores aumentaram muito nos últimos anos, para 3,7% dos entrevistados, porém, esse tipo de delito permaneceu no mesmo nível. Os dados da pesquisa são diferentes quando se considera a maioridade civil, que é diferente da maioridade penal e representa a emancipação do menor e permite a ele responder pelos danos que causar. A pesquisa mostra que 69,7% concordam com a redução da maioridade civil, ou seja, querem que o menor responda legalmente como adulto. Por outro lado, 28,2% são contra a diminuição”.


Era para termos uma Reforma Política! Temos que viver com esse caos no cenário político brasileiro com a quantidade enorme de partidos com siglas que a maioria não sabe o que significa – PSTU, PSOL, etc...etc.... É muito partido para poucas propostas e promessas que não são transformadas em realidade. É muito político! Onde está a Reforma Política? Já se passaram doze anos em que o PT está no poder. Será que o PT concentrou sua atenção em outras coisas e com isso perdeu o foco? Com absoluta certeza. Contar dinheiro ocupa o tempo e quanto mais dinheiro for, mais tempo leva para contar.


Era para termos uma Reforma Tributária! Essa carga de impostos e taxas que pagamos, só serve mesmo para garantir as contas do governo.  A máquina está pesada demais. Veja você os salários dos políticos. Veja você as mordomias destinadas a essa classe. Compare com o trabalhador ou mesmo com o aposentado. Compare o que ganha um Tiririca, que é Deputado Federal, com o que recebem os Médicos, os Educadores, os aposentado. É vergonhoso! Por isso em ano de eleição vemos essa enxurrada de “candidatos”. E no Brasil alguns são eleitos porque são vistos. Um exemplo disso é o já citado Tiririca. E corremos o risco de tê-lo mais uma vez na Câmara dos Deputados. Certo dia, quando criticava o referido político, alguém me disse: - Mas ele é o que mais comparece às reuniões. Calei-me e fui investigar. Constatei que é mesmo verdade, mas a questão aqui é: que adianta ele ir se não faz absolutamente nada, se não tem condições de fazer alguma coisa que preste? E o que me entristece mais ainda é saber que ele é eleito por São Paulo, meu estado. O Brasil não é um país sério, uma frase atribuída à Charles de Gaulle, parece se aplicar muito bem nesses dias que vivemos no Brasil. Sim, se reelegermos Tiririca e alguns outros, transformaremos o país em um grande picadeiro, podem ter a mais absoluta certeza disso.


Você já percebeu no que é gasto o imposto que você recolhe? Se você for atrás dessa informação você ficará revoltado. A questão toda é que se tudo o que pagamos de impostos e taxas fosse aplicado em benefício para o próprio povo, não haveria problema nenhum. Um dia desses furou um pneu do meu carro. Parei no estacionamento e acionei a empresa que cuida da Rodovia dos Trabalhadores. Estávamos no carro eu, minha esposa e meu neto. Estava quase na divisa de Itaquaquecetuba com Mogi das Cruzes, uma negridão enorme. Liguei para chamar a seguradora para me ajudarem a trocar o pneu já que estava com um problema sério de coluna. Poucos minutos se passaram e uma viatura da empresa que administra aquela rodovia chegou, trocou o pneu e foi embora. A seguradora, chegou bem depois e eu os dispensei. Dá gosto pagar pedágio quando andamos em estradas bem asfaltadas, sinalizadas e com gente que nos assisti quando precisamos. Não é o mesmo em se tratando dos impostos que recolhemos nas esferas municipal, estadual e federal. A Educação e a Saúde, que deveriam ser prioridades dos governos, são totalmente negligenciadas. Nem no tempo em que pagávamos o famoso CPMF o governo fez algo pela Saúde que valha a pena ser relatado. Na verdade ficou provado que muito da quantia arrecadada como CPMF, e que tinha como objetivo injetar recursos na saúde, tinham outros destinos que não a saúde.


Portanto, são doze anos de impostos recolhidos e me parece que isso só não bastou para aplacar a sede de ter mais dinheiro e poder porque o PT, mancomunado com outros partidos, deu uma versão ao mensalão que nem seus próprios criadores imaginaram. É como disse o falecido e saudoso Joelmir Beting, um gênio: “O PT começou com presos políticos e se transformou em um partido de políticos presos”. E o disse muito bem! O PT se tornou em uma piada de mau gosto. O PT foi o “canto da sereia” que iludiu a muitos. Não se pode esperar do PT outro procedimento, pois sua ideologia é fortalecer e aparelhar o governo e não o povo. Vide o que acontece em regimes tais como Cuba, Coréia do Norte.


Era para termos uma Reforma Agrária! Não precisamos de MST, precisamos de Reforma Agrária! Mas onde está a tal Reforma Agrária senhoras e senhores? Será preciso escrever algo a esse respeito aqui? Visitei o Maranhão e um dos maiores latifúndios está lá, nas terras do Sarney, onde sua política é a lei. Poucos países do mundo possuem a geografia e a topografia que o Brasil possui. Temos terras cultiváveis em vários estilos e formas. Podemos produzir grãos quase de qualquer tipo neste país. Mas faltam incentivos e fiscalização. Temos governos preguiçosos demais. Nossos políticos vivem muito tempo em Brasília e perderam a noção do Brasil que vai do Oiapoque ao Chuí. Temos um país continente, com uma costa banhada pelo Atlântico de dar inveja a qualquer nação do mundo. Eu me pego a imaginar o que os judeus não fariam no cultivo de nossa terra, eles que vivem em uma terra semiárida e transformaram desertos em hortas onde são cultivados diversos gêneros de hortaliças.


Vivemos dias importantes na história de nossa nação. Precisamos eleger gente que pense no país, gente que se doe, que gaste sua vida visando o bem da nação, valorizando realmente o trabalhador, o aposentado, e não usando destes como pau de manobra, como a ponta da lança. O Brasil não precisa de uma política que já ficou provada não prestar, como o comunismo imposto, obrigado. Comunismo obrigado por leis é autoritarismo. Mas também não precisamos de um capitalismo idiota em que não se premia a livre iniciativa que pode gerar benefícios para todos. Não precisamos de um capitalismo onde o indivíduo é iludido por pensar que pode dormir em duas camas numa noite, pode morar em um palácio quando a maioria não tem casa própria, pode comer em restaurantes de luxo quando uma parte da população vive à mercê da fome. Não precisamos de multinacionais que usam nossa mão de obra porque ela é barata. Precisamos de investidores que venham para o Brasil e façam o país crescer e eles poderão crescer aqui também. Não há nada de errado em ver o empresário crescer quando aqueles que o servem são tratados com honestidade, probidade e dignidade e crescem com ele. Mas se alguém detém o capital e o usa para colocar outros à sua mercê e para serem usados, esse tipo de empresário não tem valia nenhuma para uma sociedade que luta pelo bem comum.


Nunca votei no PT. Eu o vi nascer em um tempo em que já tinha consciência política amadurecida. Não fiz mau juízo do PT eu simplesmente conheço suas propostas, como eles lutam, a forma traiçoeira com que trataram esse país. Não se iludam os evangélicos que ainda formam fileira com esse partido. Se esse partido lograr êxito vocês terão que, ou abandonar sua fé cristã, ou ficar com esse partido e sua ideologia. Não dá para afirmar que o Estado é Deus! O homem não é a medida de todas as coisas. O marxismo é ateísta e afirma que a religião é o ópio do povo.


Chegamos em uma semana muito importante para o Brasil e está na hora do BRASILEIRO assumir sua responsabilidade e decidir nas urnas que Brasil queremos daqui para frente; um Brasil de todos os brasileiros ou um Brasil do PT e que fiquemos com a primeira opção.

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Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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