terça-feira, 4 de março de 2014

AS OBRAS SÃO IMPORTANTES.

Importação acontece quando um país traz produtos de outros países através do comércio internacional. Para que haja um superávit na balança comercial é necessário que se exporte mais, vendam-se produtos a outros países e se importe menos, ou seja, compre-se menos produtos de outros países..

Importante é alguma coisa que se torna relevante. Algo que não tem importância é algo que entendemos não ser relevante para nós. Tanto faz quanto fez. Damos de ombros para aquilo que não é importante.

Todas essas palavras, importação, importante, são derivadas do verbo importar. Importar é trazer para dentro, assim como exportar é levar para fora.

Eu gostaria de fazer alguns comentários sobre o verbo importar, mas em um outro sentido. Quero falar sobre importar como aquela sensibilidade em que você revela mais que simpatia por uma pessoa, evento, instituição, etc.... Importar-se, aqui em meus raciocínios, revela empatia, de onde "patos" é sentimento. Então não é apenas ter o mesmo sentimento, mas sentir na mesma intensidade como o outro sente.

Há uma distinção entre ter o mesmo sentimento e sentir como o outro sente. Eu posso nutrir amor por um filho, e ele pode ter amor por mim. É o mesmo sentimento, mas a intensidade, as motivações são diferentes. Eu posso ficar feliz e alegre com um show musical assim como outros tantos, mas a profundidade, intensidade e a variedade dessa felicidade e alegria, variam. Ter o mesmo sentimento não é o mesmo que sentir na mesma intensidade.

Empatia, é sentir como o outro sente na mesma intensidade, na mesma proporção. Empatia é exatamente quando eu sinto a dor do outro doer em mim na mesma profundidade.

Importar-se é mais do que olhar solidariamente para aquele que sofre. Isso até pode fazer você sofrer, mas somente quando você é empático é que você sente a dor do outro doer tanto que você é levado a fazer alguma coisa por ele.

Um notável exemplo a esse respeito está na Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10.25-37), aquela história contada por Jesus a um intérprete da lei. Dentre outras tão belas lições nessa linda parábola Jesus nos ensina que a forma como olhamos para uma pessoa é fator determinante para que façamos algo a seu respeito. Jesus conta que um homem (possivelmente um judeu) descia de Jerusalém em direção a Jericó e nesse trajeto foi assaltado, lhe ferirem o deixarem moribundo à beira do caminho. Passaram por ali, sequencialmente, um Sacerdote e um Levita. Ambos olharam para aquele homem, mas na verdade essa contemplação estava eivada de compromissos éticos com a religião. Eles raciocinaram que se aquele homem estivesse morto eles se contaminariam ao tocá-lo e isso redundaria em dias de purificação nos quais perderiam, de certo modo, os privilégios que sua religião lhes garantia. Eles podem até ter sido simpáticos com a situação do moribundo, mas o samaritano foi empático simplesmente porque ele olhou para aquele homem ferido e, deixando todas as convenções de lado, agiu de forma notável prestando os primeiros socorros, colocando-o em seu próprio animal o levou a uma estalagem onde cuidou dele a noite toda e ao sair pela manhã ainda deixou suficiente quantia para cobrir os cuidados necessários.

Podemos dizer que o samaritano se importou com o moribundo? Sim! É óbvio que sim! E o que dizer dos religiosos, sacerdote e levita? Não se importaram.

Alguém já disse com muita propriedade que você faria muito mais amigos em dois meses se importando com as pessoas do que em dois anos tentando fazer com que elas se importem com você. Importar tem o sentido de trazer para dentro. Quando nos importamos com uma pessoa isso significa que nós a trazemos para dentro de nós mesmos.

Percebe o quanto isso é IMPORTANTE, ou seja, que grande benefício é para você mesmo se importar com as pessoas? Vivemos no século XXI e estamos, a cada dia que passa, nos importando cada vez menos com respeito ao nosso semelhante. A máxima "para mim você é um problema teu" é uma verbalização do que acontece no mundo concreto dos relacionamentos, todavia, é quando você se importa, de verdade, que você se sente impulsionado a fazer alguma coisa em favor do outro.

Vivemos em um mundo no qual a indiferença e a insensibilidade têm sido característicos psicológicos e morais. Já li a frase: "Deus deu a vida para que cada um cuide da sua". É óbvio que devemos cuidar de nossas vidas, mas somos seres sociais, não somos ilhas. Nossa existência e vida só tem sentido se for vivida e experimentada na dimensão do outro. O egoísmo e o egocentrismo são males terríveis que têm destruído relacionamentos e sociedades.

Quando lemos o texto de João 3.16 aprendemos que Deus ao olhar do céu para nossas pobres e miseráveis almas se apiedou de nós a ponto de fazer alguma coisa por aqueles a quem Ele escolheu antes da fundação do mundo sabendo mesmo que nada podíamos fazer para nos aproximarmos dEle de tal maneira que fossemos acolhidos.

Tiago, meio irmão de Jesus advertiu os cristãos dos seus dias dizendo: "Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim também a fé, se não tiver obras, por si só está morta". (Tiago 2.14-17)

Uma fé sem obras é como um corpo sem alma. Poucas coisas são tão terríveis como uma fé fingida. Poucas coisas são tão destrutivas do que uma declaração de fé em Cristo sem a piedade e a santidade notáveis em suprir com atenção e ação a carência de irmãos em Cristo.

Quando Jesus afirmou "Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5.14-16), Ele estava dizendo que uma lâmpada não fala, ela brilha. O fulgor do Cristo está em suas boas obras, frutos da fé genuína, aquelas que Deus aprova e que tem como objetivo primordial glorificar a Deus diante dos homens.

Quando socorremos alguém, nós não o fazemos para conquistar qualquer benefício do céu, mas sim porque um dia Deus nos contemplou em nossa miséria e indignidade e mesmo assim, cheio de graça e misericórdia, nos alcançou na obra redentora de Jesus seu amado Filho.

Deus se importou conosco. Devemos fazer o mesmo, em todos os sentidos possíveis com qualquer pessoa, pois qualquer pessoa é o próximo jogado à beira do caminho esperando que olhemos com a mesma graça e misericórdia, sem preconceito ou discriminação, e façamos algo que, definitivamente, poderemos chamar de importante.

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