quinta-feira, 27 de março de 2014

O AMOR SE ESFRIARÁ DE QUASE TODOS....


Com certeza vivemos os últimos dias. O que é terrível é que esses últimos dias são muitos. Eu gostaria que eles já tivessem terminado porque entre outras verdades isso implicaria que Jesus já tivesse voltado derradeiramente. Já faz mais de dois mil anos que Cristo nasceu, viveu, sofreu, morreu e ressuscitou, e o mundo caminha para o caos.

Jesus disse falando sobre o princípio das dores, no seu Sermão profético (Mateus 24 e 25): “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos”. (Mateus 24.12)

Você tem dúvida de que a iniquidade tem se multiplicado? Creio que nem o sociólogo mais otimista, o filósofo mais paciente, o teólogo mais liberal, o ateu mais radical, hão de convir que os dias de hoje são de muita violência, maldade, chamem do que quiserem chamar o pecado. 

É interessante observar que Jesus disse que há uma relação entre iniquidade e falta de amor, pois enquanto aquele se multiplica, este esfria. Percebe? Onde houver iniquidade o amor não sobrevive. E o que é que vemos nos dias de hoje? Ora, um médico que é assassinado ao chegar a academia, um moço que acabara de ver o filho nascer há quinze dias, tem suas mãos amarradas é sequestrado, jogado no rio e morre afogado. Na região central de São Paulo um corpo esquartejado é encontrado em vários pontos do mesmo perímetro urbano, manifestações sem sentido, black blocks, etc....Sobra iniquidade.....falta amor. 

O amor está, cada dia que passa, se tornando um desconhecido. O verdadeiro e legítimo amor é mesmo um desconhecido. Talvez pratiquemos alguma coisa, mas tenho a nítida impressão de que não é o amor de que a Bíblia fala. A despeito de termos na Bíblia um texto exclusivo e incomparável falando sobre ele, o amor continua, lamentavelmente, desconhecido. Podemos até falar dele, ler sobre ele em poesias, ouvir em canções, mas se formos mesmo parar para analisar, nós não conhecemos o amor, simplesmente porque amor é algo puro e que faz com que as pessoas vivam em harmonia. E para ser franco, não há harmonia e nem paz no mundo em que vivemos, em qualquer segmento que o compõe. 

Não há harmonia no casamento e no lar quando falta amor. Pode ter de tudo: dinheiro, patrimônio, mas se não tiver amor, vive-se das aparências, das conveniências. A vida conjugal é uma vida "para inglês ver". Os filhos não respeitam (quebram o quinto mandamento). Os pais em vez de se oferecerem como exemplo de vida piedosa consumem seus dias e valores em busca do vento.

Não há harmonia no local de trabalho. A grande maioria dos jovens buscam atividades que lhes garantam bons salários. Do trabalho obtemos o salário com o qual sobrevivemos, mas não há satisfação, sentimento de realização, de utilidade e de relevância. A sexta-feira é festejada na mesma proporção em que a segunda-feira é indesejada. Tudo porque falta amor.

Amor é o que dá sentido para tudo, absolutamente tudo, na vida. Por isso Paulo escreveu dizendo que o amor...tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (I Cor. 13.7)

Você não pode pegar no amor, tocar o amor, e até sentir amor é algo muito subjetivo. Ora confundimos com muita facilidade, amor com sentimento de posse, com paixão, com obsessão, com sexo, com libertinagem.

Nós os cristãos deveríamos ser os peritos nessa questão de amor, mas ao que nos parece até nós os cristãos estamos deixando a desejar. É só observarmos como nos temos tratado, como nos relacionamos. É tremendamente triste ouvir de alguém dentro da Igreja, entre nós, a frase: - Não vou com a cara daquele fulano, ou daquela fulana. Não gosto de beltrano de beltrana.

É terrivelmente triste ver o que a falta de amor produz no mundo. Sim, a falta de amor nos faz brutos, iracundos, contenciosos, críticos molestosos, propícios à vingança e retaliação, descorteses, maus anfitriões, carrancudos, preconceituosos, discriminadores, e exigentes demais, ou para dizer em outras palavras, impacientes.
                    
É simples perceber como isso é comum nos dias de hoje. Veja você, quando você assiste ou testemunha um ato de solidariedade, um ato de compaixão. Somos levados às lágrimas. O mundo está terrivelmente carente de amor, de amar. Não podem coexistir amor e iniquidade, assim como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Como já vimos, Jesus disse falando sobre o princípio das dores: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos”. (Mateus 24.12) Então podemos concluir de que aquele que não ama, age iniquamente, impiamente. É a prática do legítimo amor que demonstra o quão santificados e santos somos.
                    
João escreveu dizendo que aquele que não ama seu irmão a quem vê, como pode afirmar que ama a Deus a quem não vê? A lógica nos leva a concluir que o amor ao Deus invisível é responsável pelos atos de amor ao que é visível. Por isso, em certo sentido, o amor é superior a fé e também à esperança. Dizer que tem fé, cantar na Igreja sobre a fé, fazer publicação de fé e não demonstrar amor, não é apenas um paradoxo, mas algo inconsistente do ponto de vista bíblico. Se você é um daqueles que ama alguns, mas despreza a outros, então você não ama ninguém, e nem a sim próprio. A falta do verdadeiro amor nos faz vazios e estéreis. Uma vida vazia de amor, não é vida, é uma existência conflituosa e apática.
                   
O texto de Mateus 24.12, trás um alento, um riste de esperança ao afirmar que o amor se esfriará de quase todos. A minha esperança é que eu e você, façamos parte daquele contingente que compõe os que não se deixarão esfriar. Aqueles que amam mais as pessoas do que as coisas. A falta de amor nos faz correr atrás do vento. Lutamos, conquistamos, progredimos, alcançamos sucesso, mas vivemos insatisfeitos porque corremos mal a carreira, combatemos mal, perdemos a capacidade de sonhar, perdemos os ideais, perdemos o prazer em poder desfrutar o que conquistamos. Tudo isso porque nos transformamos em máquinas e assim respondemos aos estímulos da ambição, do apego ao que é efêmero, passageiro e temporal em vez de nos apegarmos àquilo que é realmente importante, perene e eterno.
                   
Onde está o amor de verdade? Nós cristãos deveríamos dar mostras inequívocas de que esse amor é uma realidade praticada em nossos limites, dentro de nossas fronteiras. Se assim for, de fato, iremos influenciar e não sermos influenciados.

Ame querido leitor. Concentre sua atenção não naqueles que te rodeiam, mas em Cristo como exemplo de amor. Talvez você me diga, e com boa dose de razão, que amar no mundo de hoje é assumir um compromisso com o sofrimento, porque ninguém ama. Mas é melhor sofrer de tanto amar do que se tornar um ser que sofre por que lhe falta amor. É melhor sofrer de tanto amar do que existir sem praticar o legítimo e verdadeiro amor. Ame prezado leitor e faça-o exageradamente. Como disse Agostinho: A medida do amor é amar sem medida. 

Deus se apiede de nós e do nosso mundo.


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