sexta-feira, 11 de abril de 2014

CUIDADO COM A RIQUEZA........


Falar em dinheiro é sempre tocar em um assunto polêmico. A Bíblia fala sobre o dinheiro de uma forma pedagógica, mas ao que nos parece a grande maioria das pessoas prefere se furtar aos ensinamentos divinos a respeito do assunto.

Para começo de conversa, a Bíblia não diz que o dinheiro é a raiz de todos os males. O texto onde lemos a expressão parecida com essa conclusão é o da primeira carta de Paulo à Timóteo capitulo seis, versículo 10 onde, na verdade lemos: “Porque o amor ao dinheiro (grego, philaguria – simpatia pela prata, já que as moedas naqueles dias eram feitas desse metal), é a raiz de todos os males....”. Veja; as expressões se parecem, mas não são iguais. A popular diz que o dinheiro é a razão de todos os males, mas a Bíblia diz que o amor ao dinheiro que proporciona isso.

Jesus mesmo disse: “Não podeis servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”. (Mateus 6.24). Preste bem atenção no que diz Jesus aqui. Vamos analisar. 1) Não podemos servir (ao mesmo tempo) dois senhores. 2) Não podeis servir a Deus e às riquezas. 3) Porque se você servir à Deus, irá desprezar as riquezas, mas se quiser servir às riquezas irá desprezar a Deus. Não há como servir a Deus e às riqueza ao mesmo tempo.



Ai então eu, para minha enorme tristeza, vejo a tal da teologia da prosperidade sendo difundida nos canais de televisão, nas estações de rádio e nos púlpitos das igrejas neopentecostais, e até, com tristeza maior ainda, seduzindo alguns pentecostais e pastores de igrejas históricas. Eles prometem, com todo fervor e dinamismo vernacular, com toda técnica de abordagem, convencimento e persuasão, que basta você crer em Jesus e todos os seus problemas socioeconômicos serão definitivamente resolvidos. Desandam a colocar os famosos “testemunhos” de pessoas que, dá noite para o dia, compraram suas casas, seus carros, revitalizaram suas empresas que estavam a caminho da insolvência. E muitos se deixam seduzir por esse discurso triunfalista e ufanista. Por isso os templos dessas igrejas vivem lotados, das 07H00 às 22H00. Quem não quer ficar rico e se ver livre, de uma vez por todas das dificuldades financeiras a que somos submetidos, principalmente aqueles que vivem em países do terceiro mundo como é o nosso?

Do outro lado eu vejo dentro das Igrejas históricas, pessoas que também correm atrás do vil metal. Só que o caminho que essa gente pega, apesar de ser diferente, é também enganador, sedutor, ilusionista e aprisionante. Eu falo do trabalho que gera riqueza. O camarada começa com seu negócio que logo se mostra promissor. Ele tem uma empresa que toma seu tempo, mas que ainda dá para se dedicar à família, à Igreja, e ao laser saudável. De uma hora para a outra, com o crescimento dos negócios, a família vai para o espaço. E muitos na família não se importam lá muito com isso. Afinal de contas acabaram de adquirir um carro, ou carros, novos, compraram uma nova casa ou apartamento, começaram a fazer algumas viagens para o exterior. Adquirem uma casa no litoral para ser desfrutada no verão e outra em Campos do Jordão onde irão passar o inverno. Com o aumento do patrimônio, as despesas aumentam. Essa família começa a fazer parte de uma camada da sociedade composta de pessoas idênticas a elas com a exceção de que alguns não são membros de Igreja. E os que não são membros de igrejas (não são crentes) têm suas agendas totalmente alienadas de princípios bíblicos. A guarda do Dia do Senhor é algo totalmente estranho para elas. Suas comemorações são na maioria das vezes, nesse dia e os “ricos emergentes” membros de Igrejas Evangélicas, são convidados e para não desagradarem, comparecem. Você percebe o que está acontecendo aqui?

Aqueles que aderem às igrejas que pregam a teologia da prosperidade vivem dentro das igrejas fazendo sua fezinha nas correntes e campanhas desde que o resultado seja o enriquecimento, o lucro monetário e patrimonial. Os que já eram membros de Igreja, e enriquecem como resultado do trabalho exagerado acabam, com raríssimas exceções, deixando o convívio com seus irmãos em Cristo e esfriam na fé. Muitos deles na verdade vão demonstrar que nunca foram verdadeiramente convertidos. Jesus na Parábola do Semeador fala desse tipo de gente cujo coração é como aquele solo cheio de espinhos onde a semente caindo, logo se aprofunda, cria raízes, mas quando o caule vai se formando, é logo sufocado e morre. Esses são aqueles que se deixam fascinar pelas riquezas. Percebe a semelhança? Um está na Igreja, rico opulento. O outro sai da Igreja por causa de riqueza, mas ambos pobres, vazios, enfadonhos, infrutíferos, acreditando que são abençoados assim como aqueles que se deixavam seduzir por Elimas O Mágico em Samaria, (Atos 8) mas quando o verdadeiro evangelho chegou naquela cidade pela instrumentalidade do Diácono Felipe, foi então que a cidade experimentou a verdadeira alegria.

Jesus disse que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico herdar o reino dos céus. Por que Jesus diria algo desse tipo? Ora, porque a riqueza se constitui, para aqueles que se deixam possuir por elas, uma armadilha, um ardil. E muitos se deixam possuir por ela.

Quando falamos dos políticos corruptos que desviam dinheiro público para seus próprios cofres e para seu próprio proveito, não podemos deixar de lamentar, é verdade. Todavia, veja com que desfaçatez suportamos a teologia da prosperidade e com que facilidade admitimos crentes irresponsáveis que ao enriquecerem abandonam a fé, deixam de produzir frutos e se inutilizam. Podemos dizer que são os dois lados da mesma moeda. Tinha razão Jesus em afirmar que não se pode servir a Deus e às riquezas ao mesmo tempo. Impossível!!!!!!!

No começo de minhas considerações eu disse que falar em dinheiro é sempre tocar em um assunto extremamente polêmico. É polêmico porque fechamos nossos olhos e ouvidos à Palavra de Deus. Paulo escreveu: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homem na ruina e perdição. Porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”. (1 Timóteo 6.6-10)

Há uns dois anos encontrei um amigo de juventude. Precioso amigo com que convivi alguns bons anos de minha juventude; jogamos bola juntos. Hoje ele é um homem rico. E a sua riqueza é proporcional à sua tristeza, preocupação e insatisfação. Disse-me que tem saudades daqueles tempos de “pobreza” quando andávamos de ônibus. Lembramo-nos do dia em que fomos à Rua Direita para comprar a famosa calça Levi Strauss. Não tínhamos todo o dinheiro e voltamos para casa, tristes. Descemos a Rua Carneiro Leão, em direção ao Parque D. Pedro I e paramos em uma pastelaria. Comemos o maior número possível de pastéis com guaraná. Rimos para valer dentro do ônibus que nos levava de volta para o bairro em que morávamos. Ele me dizia. - Maurão, comemos as nossas calças. E eu dizia para ele: - E com guaraná. Quando eu o encontrei ele me olhou e disse que eu estava muito bem, que sentia que eu tinha uma força dentro de mim, uma alegria, um brilho inconfundível, um carisma. Eu apenas sorri e o convidei para comer um Pastel. Ele me disse que já está em seu terceiro casamento, que seus filhos só lhe trazem dissabores, que sua vida é uma tristeza só e que já pensou em suicídio por muitas vezes. Ele disse: Não sei o que daria para poder voltar àqueles dias de nossa adolescência. Falei de Jesus para ele e ele se lembrou de que eu era crente, mas não mostrou nenhum interesse em Jesus. Depois de mais algum tempo de conversa entrou em seu carrão e foi embora.

O que precisamos compreender, de forma definitiva e controladora, é que a mais importante de todas as riquezas não está em nossos bolsos. O homem mais pobre do mundo é aquele que só teve dinheiro. Jay Gould, financista e multimilionário norte-americano – que possuía uma quantia incalculável de dinheiro aplicado nos mais importantes bancos mundiais, e que controlou ainda durante muitos anos o mercado de ações – afirmou, desolado, momentos antes de sua morte: “Considero-me o homem mais miserável da terra!”.

Certa vez um turista decidiu visitar um famoso sábio na cidade do Cairo. Ao entrar na casa do ancião não viu nenhuma mobília, quadros na parede e a casa era muito simples. Curioso o turista perguntou ao sábio: - Senhor; onde estão teus pertences? O homem redarguiu com uma pergunta ao turista: - E os teus pertences onde estão? O turista lépido respondeu: - Mas eu estou de passagem por aqui. O sábio então arrematou: - Pois eu também, meu filho; eu também.

Pare.....já! Reflita! Faça as contas. É tempo de mudar e investir no reino de Deus para que você possa viver uma vida que valha a pena ser vivida. Lembre-se que a glória que nos está reservada é muito maior do que todo sofrimento que pudermos encarar nessa vida aqui e a pobreza pode ser uma delas. E nunca se esqueça de que se por um lado as riquezas aqui da terra são passageiras, a glória que nos está reservada será usufruída pela eternidade.

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