quarta-feira, 9 de abril de 2014

O AMOR - AH! ESSE DESCONHECIDO.


Como é desconhecido o amor. Sim é. O verdadeiro e legítimo amor é um desconhecido. Talvez pratiquemos alguma coisa, mas tenho a nítida impressão de que não é o amor de que a Bíblia fala. A despeito de termos na Bíblia um texto exclusivo e incomparável falando sobre ele, o amor continua, lamentavelmente, desconhecido. 

Podemos até falar dele, ler sobre ele em poesias, ouvir em canções, mas se formos mesmo parar para analisar, nós não conhecemos o amor, simplesmente porque amor é algo concreto e não abstrato. Você não pode pegar, tocar o amor, e até sentir amor é algo muito subjetivo. Ora confundimos com muita facilidade, amor com sentimento de posse, com paixão, obsessão.
       
Os cristãos deveriam ser os peritos nessa questão de amor, mas ao que nos parece estamos deixando a desejar. É só observarmos como nos temos tratado, como nos relacionamos. É tremendamente triste ouvir de alguém, entre nós, a frase: - Não vou com a cara daquele fulano, ou daquela fulana. Não gosto de beltrano de beltrana.
                    
É terrivelmente triste ver o que a falta de amor produz no mundo. Sim, a falta de amor nos faz brutos, iracundos, contenciosos, críticos molestosos, debojados, propícios à vingança e retaliação, descorteses, maus anfitriões, carrancudos, preconceituosos, discriminadores, e exigentes demais, ou para dizer em outras palavras, impacientes.
                    
É simples perceber como isso é comum nos dias de hoje. Veja você, quando assistimos ou testemunhamos um ato de solidariedade, um ato de compaixão. Somos levados às lágrimas. O mundo está terrivelmente carente de amor, de amar. Não podem coexistir amor e iniquidade, assim como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Jesus disse falando sobre o princípio das dores: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos”. (Mateus 24.12) Então podemos concluir de que aquele que não ama, age iniquamente, impiamente. É a prática do legítimo amor que demonstra o quão santificados e santos somos.
                    
João escreveu dizendo que aquele que não ama seu irmão a quem vê, como pode afirmar que ama a Deus a quem não vê? A lógica nos leva a concluir que o amor ao Deus invisível é reponsável pelos atos de amor ao que é visível. Por isso, em certo sentido, o amor é superior a fé e também à esperança. Dizermos que temos fé, cantarmos na Igreja sobre a fé, fazermos publicação de fé e não demonstrarmos amor, não é apenas um paradoxo, mas algo inconsistente do ponto de vista bíblico. Se você é um daqueles que ama alguns, mas despreza a outros, então você não ama ninguém, e nem a sim próprio. A falta do verdadeiro amor nos faz vazios e estéreis. Uma vida vazia de amor, não é vida, é uma existência conflituosa e apática.
                    
Mas o texto de Mateus 24.12, trás um alento, um riste de esperança ao afirmar que o amor se esfriará de quase todos. A minha esperança é que eu e você, façamos parte daquele contingente que compõe os que não se deixarão esfriar; aqueles que amam mais as pessoas do que as coisas.

A falta de amor nos faz correr atrás do vento. Lutamos, conquistamos, progredimos, alcançamos sucesso, mas vivemos insatisfeitos porque corremos mal a carreira, combatemos mal, perdemos a capacidade de sonhar, perdemos os ideiais cristãos, e então perdemos o prazer em poder desfrutar o que conquistamos. Tudo isso porque nos transformamos em máquinas e assim respondemos aos estímulos da ambição, do apego ao que é efêmero, passageiro e temporal em vez de nos apegarmos àquilo que é realmente importante, perente e eterno. Amamos o que não deveríamos amar.

Onde está o amor de verdade? Nós cristãos deveríamos dar mostras inequívocas de que esse amor é uma realidade praticada em nossos limites, dentro de nossas fronteiras. Amar a Deus! Então poderemos amar o outro.
               
Por fim, lembre-se sempre, querido leitor, de que Deus é amor e se Deus habita em ti, então você tem o compromisso intransferível, inadiável e impostergável de amar, porque é quando amamos que nos parecemos com Ele em nossos pensamentos, palavras e ações.

Um comentário:

  1. Essa é a ideia que sempre tive sobre esse tema. Também não acho que sejamos capazes de sentir o VERDADEIRO amor. Acredito que seja um sentimento carregado de pureza e que não dá espaço para nenhum sentimento oposto. Que ser humano comum consegue isso? A gente fala que ama uma pessoa porque é a única palavra que temos para descrever o sentimento mais forte que temos por ela, mas o verdadeiro amor, esse eu também acredito ser desconhecido!

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