segunda-feira, 30 de junho de 2014

A BENÇÃO DO SOFRIMENTO

Ninguém quer sofrer. Eu não quero! Mas é lógico e óbvio que essa é uma aspiração tola e frustrante, porque cada um de nós, em medidas e proporções diferentes, sofremos. A questão toda, digo de antemão, não é se sofremos ou não, mas sim como encaramos esse nosso sofrer. 

Por certo temos que sofremos por nossa responsabilidade. Desobedecer as leis de Deus redundará, certamente, em sofrimento. Desobedecer leis naturais pode redundar em uma quantidade enorme de sofrimentos e sequelas. Lembro-me, para exemplificar esse caso, que certa vez devorei uma quantidade enorme de pêssegos, alguns ainda verdes, e o resultado foi uma tremenda "dor de barriga". Os sofrimentos, em muitos casos, são resultado de um erro de administração do nosso conhecimento e também da desobediência de alguma norma, regra ou lei. 

Mas há alguns tipos de sofrimentos que não são de nossa monta e responsabilidade. Como é possível que sejamos responsáveis por amarmos alguém com a maior intensidade, com nossas entranhas, e não sermos correspondidos? Isso dói demais. Mas afianço que essa dor não mata, pelo contrário, quem sofre porque ama se aperfeiçoa. Como é possível amar a lei justa e ver que muitos a desrespeitam e quebram? Isso também dói na alma da gente. Mas esse sofrimento também não é letal. Quem ama a justiça, principalmente nos dias hodiernos, sofre e sofre muito. 

Não adianta não querer sofrer. Agostinho, bispo de Hipona escreveu: "Deus só teve um filho que não tenha pecado, mas nenhum que não tenha sofrido". Isso, é óbvio, ele escreveu se referindo a Jesus o Filho do Deus Altíssimo e Clemente. Jesus não pecou, mas sofreu e o fez por causa dos nossos pecados. Seu sofrimento foi um benção, aliás a maior de todas as bençãos que os eleitos de Deus (Efésisos 1.3) poderiam receber. 

Quando pensamos em sofrimento, logo imaginamos algo com resultados funestos, mas não é assim. Um dia, por exemplo, meu filho foi diagnosticado com uma grave amigdalite. A Pediatra não teve dúvida; prescreveu uma dose de Peniclina. A famosa Benzetacil, 2.400.000 UI. O menino de apenas quatro anos tomou, sofreu a dor daqueles microcristais rasgando sua carne, mas apenas alguns dias ele já estava bom novamente, sem nenhuma dor, sem febre e podendo se alimentar. Veja, foi um sofrimento necessário e que redundou em benefício. O que dizer das dores (sofrimentos) de um parto natural? Ora, a mãe pouco se lembrará dele quando tiver seu rebento para amamentá-lo (o que dói também, principalmente no início da amamentação).

Queridos: Se quisermos ter suco de laranja temos que espremê-la. O mesmo ocorre com o limão. Não há outro jeito. Ah! Sim; é verdade! Vocês podem descascá-los, jogar em um liquidificador e batê-los, mas o usual mesmo é espremê-los para ter seu suco. O mesmo acontece comigo e com você. Deus nos espreme, nos aperta, para que possamos permitir que nossas vidas sejam abençoadoras a outras pessoas. As aflições da vida nem sempre são atos punitivos de Deus, mas muitas vezes essa é a Sua forma de nos tirar de nossa zona de conforto e nos usar como fontes de Suas bençãos. Confesso a você que é quando atravesso o mar tumultuado dos conflitos e aflições o momento em que olho com mais compaixão para o meu próximo, canto com mais doçura e paixão, prego com mais humildade e coração. Então, concluo que é melhor ser espremido pelas mãos de um Deus que tudo sabe do que apodrecer inteirinho na fruteira da vida. 

Vejam, por exemplo a história de Frances Jane Crosby (Southeast, Condado de Putnam, 24 de março de 1820  Bridgeport, 12 de fevereiro de 1915) também conhecida como Fanny Crosby, foi uma compositora lírica conhecida por tornar-se a mais prolífica autora de hinos sacros conhecida, a despeito de ter sido cega desde criança. Com notável facilidade em compor, algumas canções surgiam em poucos minutos. Utilizou mais de 200 pseudônimos para escrever mais de oito mil hinos, o que faz dela um dos maiores nomes entre os compositores cristãos. Seu primeiro hino foi composto aos 45 anos de idade. Muitas de suas canções encontram-se publicadas em diversos idiomas por todo o mundo.

Fanny nasceu em 24 de março de 1820 no município de Putnam, em Nova Iorque. Pouco depois disso veio a falecer seu pai. Quando tinha apenas seis semanas de vida ficou cega por causa de um erro médico. Esta deficiência lhe acompanhou o resto de sua vida, mesmo assim, Fanny não se deixava abalar pelo problema. Sua convicção cristã não lhe permitia a melancolia. Esta certeza está nas letras dos seus hinos. Ela também já desde sua infância dizia que tinha um pedido para o seu Criador. Ao entrar no céu, o primeiro rosto que ela gostaria de ver, era o do seu Salvador.

A perspectiva mais acertada para uma pessoa assim, seria o fracasso. Mas não para aquela menina, que se tornaria a mulher mais famosa da hinódia norte-americana. Chegou a ser muito conhecida por cinco presidentes dos Estados Unidos. Aos oito anos demonstrava seu futuro brilhante, quando já escrevia poemas. Aos quinze anos ingressou numa escola para cegos em Nova York, onde voltou depois para lecionar e passou o resto da sua vida. Nesta escola encontrou Alexandre Van Alstyne um músico, com quem se casou aos 38 anos, que também era cego. (Texto em itálico extraído da Wikipedia - a enciclopédia livre)

Quero incentivar você a analisar seu sofrimento. Se ele é resultado de decisões equivocadas, de transgressão da lei de Deus, de escolhas erradas e precipitadas, ainda é tempo de buscar em Deus o genuíno arrependimento e retomar o caminho contrário. É possível que você tenha que viver com as sequelas do seu erro, equívoco e pecado, mas esse é um preço inalienável a ser pago. Todavia, se o seu sofrimento é daquele tipo em que você sabe que faz parte de sua existência e do qual você não tem diretamente responsabilidade eu te aconselho a orar a Deus, louvá-Lo porque Ele vê você e  te faz suficientemente forte para suportar esse sofrimento e mais, muito mais; Ele está transformando o teu sofrimento em um meio pelo qual você dará o melhor de si mesmo e abençoar, com isso,  muitas pessoas ao teu redor. 

Quando Deus chamou Abrão ( que depois se chamaria Abraão), ele não prometeu uma existência isenta de sofrimentos, mas mesmo assim Deus disse a ele: "Se tu uma benção". (Gênesis 12.1,2) E ele o foi e tem sido até hoje, pois por sua descendência recebemos nosso maravilhoso redentor, Cristo Jesus o Senhor.

Que Deus nos abençoe!!!!!!!!

QUERO DEDICAR ESSE MEU ESCRITO AO CASAL MARCELE E FELIPE QUIRINO. NUNCA O SOFRIMENTO É TÃO GRANDE E MAIOR QUE O DEUS A QUEM AMAMOS E SERVIMOS. QUERIDOS: DEUS CONTINUE A SUSTENTÁ-LOS PARA A SUA GLÓRIA E HONRA DO SEU NOME.

Pr. Mauro Sergio Aiello
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