segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O DEUS MISERICORDIOSO

Jeremias, o profeta chorão, escreveu no exílio as seguintes palavras: "Quero trazer a memória o que me pode dar esperança. Que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim, se renovam a cada manhã. Grande é a tua fidelidade". (Lamentações 3.21-23)

George Milles naquela manhã estava com seu coração pesaroso. Sem alimento para as crianças do orfanato e sem dinheiro para compra-lo. Em um ato de fé reuniu as crianças no refeitório e orou pedindo que Deus os socorresse. Alguns momentos depois, ouviu-se bater na porta no orfanato. Tratava-se de um padeiro cujo carro com o qual fazia a entrega do pão aos clientes havia quebrava e para não por a perder toda a mercadoria, havia decidido doá-la ao orfanato.

Essas e outras histórias, algumas que eu mesmo experimentei em minha vida, mostram que Deus é o nosso refúgio, socorro bem presente nas tribulações. Aprendemos que Ele tem cuidado de nós e que suas misericórdias não têm fim, como escreveu inspiradamente o profeta.

Não se sabe ao certo quem escreveu o livro de Qinot, Lamentações.  O consenso entre a maioria dos biblicistas atribui sua autoria ao profeta Jeremias.

Sabemos que o autor vivia no exílio quando compôs esses escritos.

Os judeus costumam ler esta obra durante o nono dia do mês de Abe que corresponde ao nosso mês de julho do nosso calendária, dia no qual relembram as destruições de Jerusalém, pelos caldeus babilônios ocorrida por volta do ano 588 aC e também aquela ocorrida em 70 dC perpetrada pelo General Romano Tito, quando a Cidade Santa foi transformada em uma grande poça de sangue.

Muitos judeus ortodoxos leem esse livro durante a semana toda, em frente ao que restou do muro ocidental da Cidade Santa, hoje conhecido como “Muro das Lamentações”.

O profeta que escreveu sob inspiração divina esse livro, foi testemunha ocular do Juízo Divino contra a Cidade de Jerusalém em 586 a.C.

Vivendo na humilhação do exílio, o homem de Deus labora uma atitude mental e espiritual buscando contornar o desespero e a desventura.

Ele diz que quer trazer à memória algo que lhe traga alento, e isso é o fato de que, mesmo estando naquela situação, a misericórdia do Senhor era sua garantia de sobrevivência e subsistência já que a cada manhã Deus se lembrava dele permitindo que sua situação não se tornasse ainda pior e descortinando em seu coração o horizonte da esperança.

Assim é que sabemos que uma boa parte dos exilados voltou para Jerusalém, reconstruíram seus muros, o templo e experimentaram a renovação de suas forças e fé em Deus.

É sempre assim, queridos irmãos:

Quando tudo parece não ter mais jeito, quando parece que não iremos mais ter forças, quando parece que nos sentimos sem ânimo e sem alento, Deus vem até nós e restaura as nossas forças como num sonho, então voltamos a sorrir e a cantar louvores. Sentimos novamente felicidade, porque mesmo nossa fé foi provada e Deus a revigorou nos dando, enquanto pranteávamos, nossa libertação.

Se Deus é misericordioso conosco é porque somos miseráveis mesmo e precisamos de tal ato da compaixão divina. Deus renova nossas forças na manhã de cada dia para que vivamos com fé e no final de cada dia sejamos gratos, pois o Deus da Bíblia nunca falha.


Amém.

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