sexta-feira, 22 de agosto de 2014

VIETNÃ, CORÉIA E UCRÂNIA. O QUE UMA TEM A VER COM A OUTRA?

Deixa-me antecipar e dizer que não sou especialista no assunto, não sou professor de história, e nem um especialista em política exterior. Sou apenas uma pessoa que lê e se informa. Pode me chamar de curioso, provavelmente eu seja mais isso do que qualquer outra coisa.

Quero compartilhar com você que me lê, o que vejo hoje na questão envolvendo a Ucrânia, um país que não conheço, apenas ouvi falar por conta do episódio ocorrido em 26 de Abril de 1986 com uma usina nuclear que permitiu  liberação de 400 vezes mais contaminação que a bomba que foi lançada sobre Hiroshima. Duzentas mil pessoas precisaram deixar suas casas. Muitas morreram como consequência da contaminação. Conheço a Ucrânia de ouvir falar nesses últimos meses quando há uma possibilidade dela ser anexada à Rússia.

Assim é que tenho lido sobre a Ucrânia por conta dos últimos acontecimentos nos quais, pelo que tenho entendido, a Russía quer tomá-la e fazer dela parte de seu território, ou seja, se eu entendi, quer fazer da Ucrânia, mais um estado Russo. Ontem e hoje assisti e li alguns comentários sobre um comboio que saiu da Rússia e está entrando na Ucrânia para levar ajuda aos Ucranianos, mas, dizem os especialistas, na verdade o que o comboio leva são armas para os simpatizantes pró-Rússia.

Gente! Eu já vi esse filme. Vi isso acontecer no Vietnã. A guerra do Vietnã aconteceu entre os anos 1954 (ano em que nasci) e 1974. Em 1941, os japoneses ocuparam todas as colônias e possessões europeias na Ásia. Na colônia francesa da Indochina, eles encontraram a resistência de Ho Chi Minh, que organizou uma frente, de comunistas e nacionalistas, para lutar pela independência. Logo após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, Ho Chi Minh tomou providências para que a França não voltasse a dominar o território. Travaram uma guerra de 1946 a 1954, vencida pelos homens de Minh. Uma conferência internacional reconheceu, então, a independência do Laos, do Cambodja e dividiu o Vietnã em duas partes - a do Norte, de Ho Chi Minh, comunista, e a do Sul, que se transformou numa república presidencialista. Mas, na prática, não houve paz: os guerrilheiros do Vietcong, organização comunista que queria a união com o Norte, entraram em ação no Vietnã do Sul. Para barrar o avanço do comunismo, os Estados Unidos resolveram apoiar o governo sul-vietnamita, mas acabaram derrotados. 

Essa guerra teve a participação de 2,7 milhões de jovens americanos. Morreram 57.939 soldados dos Estados Unidos. Dezenas de túneis escavados pelos vietcongs formavam uma rede subterrânea de 300 Km nas proximidades de Saigon, capital do Vietnã do Sul, onde foram armadas emboscadas para os americanos. O Vietnã se reunificou em 1976. E o que resultou de tudo isso?

Se você for conhecer o Vietnã de hoje verá que a pobreza e o atraso são uma grande realidade. Eu nunca estive no Vietnã, mas ao pensar em escrever esse artigo, consultei a internet e pessoas que por lá estiveram e há uma certa unanimidade em afirmar a miséria, muito parecida com Cuba. Depois dos vietcongs assumirem o poder total no Vietnã, os intelectuais, os capitalistas e todos aqueles que se opõem ao comunismo, foram levados para campos de prisioneiros e a maioria morreu. Um bonito filme, que ganhou o Oscar de Ator Coadjuvante, intitulado Gritos Do Silêncio (1984) cujo título original é The Killing Fields retrata isso sob a perspectiva de um jornalista que, depois de um tempo de aprisionamento, conseguiu fugir para o Cambodja. E é uma história baseada em fatos.

As duas Coréias também se dividiram. Isso também foi logo depois da Segunda Guerra Mundial. Na verdade americanos e russos ao dividirem a Alemanha, dividiram muitos outros países. Assim também foi com a Coréia. Nunca fui à Coréia do Norte, mas tenho lido muito sobre aquele país de regime ditatorial e absolutista. A miséria, a pobreza, a opressão são realidades terríveis ali. Recentemente ganhei e li, em uma sentada um livro depoimento no qual a autora conta o que viu e passou nas prisões fábrica na Coréia do Norte. Grande parte do seu PIB é investido nas forças armadas do país. O país vive em petição de miséria (falo do povo simples), sem liberdade de se expressaram, debaixo do tacão de um psicopata que admite a adoração, e sob a ditadura absolutista do mesmo. Morreu Kim Jong Il e seu filho, que já flertou com o capitalismo, assumiu como um comunista juramentado. Depois que o mesmo assumuiu os coreanos do norte se deliciam em assustar a Coréia do Sul e  Japão, notoriamente, países protegidos dos USA, fabricando bombas nucleares e fazendo alguns disparos como teste. Lamentavelmente, uma hora acontece algum "equívoco" e outra guerra começa.  

A Coréia do Sul (República da Coréia) é um país aberto, pujante e rico. É a 13ª economia do mundo. Muitos amigos meus foram à Coreia do Sul. Eu convivi quatro anos com os coreanos do sul ee aprendi a respeitá-los, principlamente por sua história de superação. Sei de famílias que foram divididas pelo conflito político ideológico na Coréia. Os que estão no norte gostariam de voltar para o Sul, e os coreanos do sul não querem viver a experiência da ditadura absolutista da Coréia do Norte. 

Hoje temos alguns ucranianos simpatizantes da Rússia. Eu quero convidá-los a olhar para o Vietnã e para a Coréia e se quiserem ir um pouco mais longe, visitem a ilha de Fidel Castro. Vejam o que o comunismo trouxe a essas nações. Não estou dizendo que o capitalismo é melhor do que o comunismo. Na verdade há vários tipos de comunismo, mas todos eles são totalmente equivocados porque não levam em consideração a liberdade e a verdadeira democracia. O capitalismo também tem suas variações. O capitalismo brasileiro, não presta, mas o capitalismo americamo parece ser melhor. Mas o que eu quero enfatizar é que esse comunismo marxista, de Rússia, Cuba, Coréia do Norte, Vietnã e outros países,  é pior que qualquer coisa, até pior do que o pior tipo de capitalismo. O comunismo radical é estatizante, não contempla a livre inciativa, tem uma tendência forte para a ditadura e o absolutismo, é radical e estúpido e pior....ateu. O resultado desses fatores se mostra por exemplo na indústria automobilística. Você que me lê deve estar lembrado da tentativa dos russos em se instalarem no Brasil. Lembra-se do tal  Lada Niva, e outros? Por onde andam? Saberiam me responder? E o Corola da Toyiota? Ah! Esse você não só sabe qual é, mas gostaria de ter um, não é verdade. Você trocaria um Corola por uma Lada, eja lá que modelo for? Isso é assintomático. Os países comunistas andaram para trás na tecnologia, nas ciências e no progresso do ser humano.

Será que é isso que alguns ucranianos querem. Eu sei que eles têm lá seus problemas, mas aqui no Brasil também temos nossos problemas e que são graves. O quadro político do Brasil é de dar medo. Mas daí a imaginar que sendo anexada à Rússia, as coisas vão mudar na Ucrânia, eu penso que é ser muito infantil em nutrir tal imaginação.

A Ucrânia tem que encontrar seu próprio caminho. Ela não precisa se tornar russa para ser melhor. Basta o que Chernobyl representou. 

Que Deus conduza os Ucranianos ao caminho da liberdade, da democracia e da prosperidade. É meu desejo, mesmo contrariando Vladimir Putin.  

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