quarta-feira, 24 de setembro de 2014

QUEM SOU EU E O QUE EU SOU.

"Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus". Romanos 1.1.

Na antiguidade, nos dias apostólicos, as cartas eram escritas e os autores das mesmas, diferentemente do que acontece hoje, se identificavam logo de início. Nas outras cartas atribuídas ao apóstolo Paulo foi assim.

Na carta aos Romanos também é assim, ou seja, de imediato encontramos, não apenas o nome do seu autor, mas também, é muito importante, algumas qualificações que ele mesmo usa para si. No versículo acima, Paulo diz quem ele é e o que ele é.

QUEM É O AUTOR DA CARTA.

·       Paulo se auto apresenta como o autor da carta.
·       Esse Paulo é Saulo, natural da cidade de Tarso, região da Cilícia (Turquia hoje).
·       Ele era filho de judeus, descendentes da tribo de Benjamim.
·       Ele havia sido fariseu dentro do judaísmo.
·       Ele estudou aos pés de Gamaliel, de renome como Rabino dentro do Judaísmo.
·       Saulo, seu nome com o qual foi batizado, vem de Saul que quer dizer “aquele que foi pedido” ou “aquele por quem se orou”.
·       Paulo é seu nome gentio, romano, e significa “baixo”, “curto” ou “pequeno”.

Discute-se muito do porque Lucas passa a referir-se a Saulo como Paulo a partir do texto de Atos 13.9. É interessante notar que em sua defesa em Jerusalém, nas escadas da fortaleza onde seria preso, ao falar do seu encontro com Jesus ele usou, para si, o termo Saulo (Atos 21.35; 22:8). Em seu discurso perante o Rei Agripa, Paulo, ao fazer o relato do seu encontro com Jesus quando se dirigia à Damasco, mais uma vez usou o mesmo artifício de citar o seu nome de origem, que é Saulo (Atos 26.14). É notável, neste episódio, todavia, que ao falar da ressurreição Festo, o governador daquela província, e anfitrião do Rei Agripa, interrompeu o discuso e disse: Paulo! As muitas letras te fazem delirar! (Atos 26.24). 

Teria o governador Festo usado o nome gentio por sua preferência ou esse era o nome pelo qual o apóstolo dos gentios já se tornará conhecido? 

Particularmente acredito que Saulo preferiu seu chamado por Paulo porque indo pregar a gentios seu trabalho de inserção seria mais fácil do que se ele usasse seu nome hebraico. Percebemos que em todas as suas cartas ele usa o nome Paulo e não Saulo. 

O QUE É O AUTOR DA CARTA

Paulo é: 

1) Servo de Jesus Cristo. Aqui o termo traduzido por servo é “doulos” que significa em grego “escravo”, ou seja, aquele que não é mais senhor de sua própria vida. Sua agenda está sob as ordens de outra pessoa. Está sob o comando de outra pessoa que é seu Senhor. Jesus é “kyriós”, ou seja, Senhor de Paulo, o pequeno.

Lembremo-nos do Filho Perdido que volta à casa do Pai nutrindo em seu coração o desejo simples de ser tratado, não mais como filho, mas sim como servo. Ele voltou humilhado e acabou sendo contemplado pela graça perdoadora do Pai que não o considerou como um filho perdido que foi achado e não como um servo sob suas ordens.

2) Chamado para ser apóstolo. Se “Saulo” era aquele que havia sido pedido, solicitado, “Paulo” era aquele que havia sido chamado para ser apóstolo, ou seja, aquele que foi testemunha do Cristo ressurreto e enviado por Ele. Paulo se considera um apóstolo “nascido fora do tempo” porque ele viu o Cristo ressuscitado de uma forma diferente da que os demais apóstolos viram. Em sua auto apresentação ele defende a legitimidade de seu apóstolo.

3) Separado para o evangelho de Deus. Antes de sua conversão, Paulo era um fariseu. O termo fariseu em hebraico significa “separados”. Os fariseus se consideravam como um grupo de fiéis à lei de Deus, dentro do judaísmo. Na verdade eles e eram extremamente zelosos e radicais com respeito à Lei de Deus, a Torá. Paulo, que havia sido um fariseu, agora se identifica como alguém separado, mas para o evangelho de Deus, para as “boas novas da salvação”.

É maravilhoso notar como Paulo se apresenta nesta carta.

Quantos de nós ao escrever uma carta poderíamos nos referir a nós mesmos dessa maneira?

Quantos de nós ao escrever uma carta teríamos tanta consciência de quem e do que somos no contexto do reino de Deus?

Com o nome dizemos quem somos. Eu sou Mauro Sergio Aiello, por exemplo.  E você? Quem você é? Maria, João, Marcos, Angela, Roberto, Márcia? Quem é você? Qual o seu nome? Bem essa é a parte mais fácil. Dizer qual nosso nome, ainda não gostemos dele, como é o meu caso, confesso, é a parte mais fácil em uma auto apresentação.

O mais difícil é dizer o que somos, como cristãos, no contexto do Reino de Deus.

Com as qualificações dizemos o que somos: Sou crente em Cristo Jesus, eleito antes da fundação do mundo, salvo pela graça de Deus, feito filho de Deus por ter sido regenerado, nascido de novo, membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, onde sirvo a Deus como Presbítero que cuida do Rebanho de Deus.

Quantos de nós ao escrever uma carta poderia mostrar tanta consciência a respeito de seu papel no contexto do Reino de Deus?

Infelizmente vivemos dias muito difíceis nos quais as pessoas pensam que são salvas para serem servidas por Deus e não para serví-Lo com suas vidas. A maioria dos cristãos está tão absorvida em suas agendas profissionais e sociais que perdeu de vista a sua relevância no contexto do Reino de Deus e sua serventia. A maioria dos cristãos está tão absorvida em suas agendas profissionais e sociais que perdeu de vista que todos temos sobre nossos ombros a responsabilidade intransferível, impostergável que é pregar o evangelho, testemunhar de Jesus como Salvador e Senhor, e com isso fazer discípulos para Cristo.

Em sua auto apresentação Paulo diz quem ele é e o que ele é.

Quem é você e o que é você?

Tente colocar isso em um papel como se estivesse escrevendo uma carta no primeiro século da era cristã. Creia; esse exercício será extremamente revelador.

Deus nos abençoe.

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