sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

JOSÉ - HOMEM DE DEUS

Ao lermos os evangelhos pouca importância damos à José, marido de Maria e, pela providência divina, aquele que se tornou o pai terreno de Jesus Cristo. 

Quando lemos os evangelhos concentramos nossa atenção na figura de Jesus. Bem, não podia ser diferente. Jesus é o próprio evangelho. Jesus é a essência do evangelho. Assim, nada mais natural do que olhar para o evangelho e nos deixarmos atrair pela pessoa de Jesus. Mas há, nesse drama de nossa redenção, personagens secundários, coadjuvantes, e quando tratamos a esse respeito, José é quase que completamente esquecido. Talvez o brilho que a dogmática católica tenha dado à figura notável de Maria seja responsável por manter José meio que no ostracismo. 

José foi um homem de Deus. Se nos detivermos no texto de Mateus 1.18-25 encontramos ali informações que trazem à nossa mente e coração um personagem de primeira grandeza. Primeiro porque ele cumpriu com aquilo que havia sido acordado por seus pais, ou seja, ele desposou Maria. Na cultura judaica daqueles dias (não sei se ainda é assim), os pais negociavam o casamento de seus filhos quando eles ainda eram bem pequenos e, um ano antes das núpcias, eles assinavam o casamento, isto é, eles desposavam. Nesse período, mesmo que ainda não tivessem tido relação sexual, eles já eram considerados esposo e esposa. José cumpriu com o que havia sido trato por seus pais. Parece-nos, portanto, que José era um bom e obediente filho.

Há outra peculiaridade no caráter de José. Ele era um homem que amava Maria de verdade. Quando ele soube da gravidez de sua esposa, ele ficou preocupado não com a sua reputação, mas com o que poderia acontecer com ela. José tinha todo o direito de pedir o divórcio. Já que eles não tinham tido relações sexuais, ele sabia que aquele bebe não era seu. Ele poderia fazer o maior alarde e exigir retratação. E se o fizesse Maria poderia ser apedrejada até a morte; Mas o texto diz que ele era um homem justo e para não difamar Maria, e protegê-la, resolveu se afastar secretamente. Com isso ninguém ficaria sabendo e nada de mal aconteceria com Maria.

Ocorre que enquanto pensava a esse respeito um anjo veio a ele em um sonho e esclareceu o que estava acontecendo. E José creu na palavra do anjo que lhe apareceu em um sonho. A justiça de José se vê em sua forma decidida em crer em um sonho. Além de um filho que honrava seus pais, em ser um homem justo e que demonstrou amar sua esposa a ponto de protegê-la, José era um homem de fé e obediente. O texto diz que ele creu e que continuou casado com Maria. Ele correu riscos porque ela já estava grávida quando eles se casaram. E diz o texto que ele não a conheceu até que desse a luz ao seu filho Jesus. 

O mundo precisa de homens justos como José. José foi um tipo de Jesus. Jesus assumiu todos os riscos por conta de desposar a noiva que é a Igreja. José fez o mesmo ao contrair núpcias com Maria que estava grávida. Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz. José obedeceu o que seus pais haviam acordado com os pais de Maria. Além disso, ele obedeceu o que disse o anjo no sonho.

Olhemos para José e nos deixemos inspirar por esse homem justo, de caráter, e aquele que acolheu Jesus como seu próprio filho e cuidou dele cumprindo com a parte que lhe cabia no plano divino de nossa redenção.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

MINHA FAMÍLIA PARA CRISTO.

MINHA FAMÍLIA PARA CRISTO

A saúde espiritual de uma Igreja está diretamente relacionada com a saúde das famílias que a compõem. Famílias saudáveis, Igreja saudável. Famílias enfermas, Igreja doente.

Eu gosto muito do capítulo dezesseis do livro de Atos dos Apóstolos. De tantas lições que aprendemos nessa passagem bíblica que relata o início da segunda viagem missionária de Paulo, temos os episódios marcantes do evangelho sendo pregado e famílias inteiras sendo batizadas; a casa de Lídia e a casa do carcereiro da prisão onde Paulo e Silas estiveram presos por causa do testemunho de Cristo e da Palavra de Deus.

Parece-nos que a Igreja de Filipos, começou, com grande probabilidade, na casa do carcereiro. Nós sabemos, ao lermos o livro de Atos, que os primeiros cristãos em Jerusalém ainda mantinham o hábito de ir ao templo mesmo tendo deixado o judaísmo, mas na verdade aqueles irmãos sempre se reuniam nas casas. Há uma cláusula que diz: “....diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam suas refeições com singeleza de coração...” (Atos 2.46)

No capítulo dezesseis da carta de Paulo aos Romanos, o apóstolo dos gentios agradece e saúda alguns irmãos. Em um momento ele diz: “Saudai Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também as igrejas dos gentios; saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles”. (Romanos 16.3-5a)

Não é preciso fazer um esforço sobrenatural para compreendermos a importância que há em termos Deus em nossas famílias, a devocional diária; adorar a Deus em e na família. Como disse alguém com muita sabedoria: “A família é o berço da humanidade”. E se quisermos exercitar uma sadia humanidade é preciso que nos aproximemos mais e mais do Deus da Bíblia.

Lares e famílias fincadas na Escritura são sempre benção para a Igreja e para a nação. Não temos nenhum receio em afirmarmos que a solução para uma sociedade turbada e caótica começa em famílias com princípios éticos e morais exarados das Escrituras Sagradas.

Tenho meditado nas palavras que Josué proferiu ao povo de Israel no final de sua jornada como líder na entrada, conquista e assentamento das tribos na Terra Prometida. Em suas palavras de despedida, depois dos quarenta anos de peregrinação como auxiliar de Moisés, e depois de entrar e conquistar a terra tão anelada, Josué disse: “Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao Senhor. Porém se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vocês pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (Josué 24.14,15)

Prezados irmãos: Não é possível viver de saudosismos. Não é possível viver olhando para o passado e lamentar dizendo que naquele tempo tudo era melhor. O que acontece, meus queridos, é que cada tempo trás consigo suas peculiaridades, preocupações, energia, sonhos, ideais e projetos. Hoje muitos que naquele tempo eram solteiros, são casados. Muitos, que naquele tempo eram apenas membros da Igreja, hoje são oficiais. Muitos já são avós, como é o meu caso. Quase tudo em nossa vida muda, mas a família permanece com grandes desafios e o maior deles é servir a Deus.

Tenhamos por certo que nosso Deus não muda. Suas leis não mudam. Os seus preceitos permanecem sólidos e são a garantia de uma vida abundante, tanto individual quanto familiar. Provavelmente o que tenha mudado mesmo seja a forma como encaramos nossa vida religiosa. A despeito de ouvirmos falar sobre vida devocional pessoal e em família, nos parece que muitos de nós evoluíram intelectual, financeira e patrimonialmente, mas deixamos de evoluir espiritualmente.         

Josué olhou para trás e constatou que as coisas no presente precisavam ser revistas. E nessa contemplação pelo retrovisor da história, Josué constatou que era preciso rever a aliança que haviam feito com Deus. Foi por isso que ele conclamou o povo a uma tomada de decisão – escolher a que Deus iriam servir. Ele reafirmou sua decisão em “servir a Deus” e somente a Deus.

Creio eu, irmãos, que temos diante de nós esse mesmo dilema. Devemos tomar posição porque o que está em jogo é o futuro de nossas famílias, de nossa Igreja e, podemos seguramente afirmar, o futuro do nosso país, já que toda a sociedade repousa sobre a família: a quem vamos servir?

Precisamos urgentemente decidir servir a Deus e devemos começar isso em família. Poucas cenas comovem mais o coração de um Pastor do que aquela da família toda na Igreja cultuando a Deus com leveza e prazer. Como disse alguém: “O Culto a Deus não é uma convenção ou congresso para onde você manda um representante da família”. Para termos a família na Igreja, que é a família de Deus, precisamos reacender a chama da Devocional em Família, do Culto Doméstico onde pais e filhos se humilham perante a face do Deus de toda Santidade, Soberania e Suficiência. É preciso entender que Deus deve ser buscado em primeiro lugar se quisermos saborear nossas conquistas sejam profissionais, acadêmicas ou em qualquer outra área na qual atuemos.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude a nos voltarmos para Ele humilhados e clementes pedindo seu socorro e intervenção. Que ele nos ajude nessa tarefa de fazer de nossas famílias uma benção para a Sua família, que é a Igreja que Jesus, seu Filho, comprou com seu precioso sangue. Que nossas famílias sejam o primordial ambiente onde Deus seja Servido e Adorado.

Jamais podemos perder de vista que foi na lembrança de um lar abençoado que o jovem ingrato  da Parábola do Filho Pródigo, encontrou forças para voltar.


Deus abençoe sua família prezado leitor.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

COMEMOREMOS O NATAL SIM!!!!


Todo ano comemoramos o Natal de Jesus Cristo. Sim, de Jesus Cristo. Não é o natal do perú que morre na véspera, nem do chester, frango metido a besta, nem do pernil de porco, nem tampouco das frutas (melancias, mexericas, ameixas, pêssegos, uvas), nem do panetone que adquiriu várias versões, além da original.

É comum e corrente a afirmação de que no Natal comemoramos o nascimento de Jesus, mesmo sabendo que Ele não nasceu precisamente no dia 25 de Dezembro e ainda, mesmo sabendo que alguns vinculam essa data a uma festa pagã. Eu, particularmente, não me importo com isso. Eu simplesmente me concentro na verdade de que Jesus nasceu em Belém, filho de um carpinteiro, José, e de uma mulher do povo, Maria. Ele foi adorado pelos Magos que vieram do Oriente. Esse foi o dia mais importante da história da humanidade, ou seja, o dia em que Jesus, o salvador, nasceu.

Nós comemoramos nossos aniversários. Os que podem, fazem festa, recebem seus parentes, seus amigos mais chegados, ganham presentes, comem, bebem e se alegram, A questão toda é, porque eu não deveríamos comemorar o fato do nascimento de Jesus o Salvador? Quais as razões que me impediriam de fazer isso? É pecado comemorar o Natal de Jesus? 

Alguns alegam que não comemoram o Natal porque as pessoas se esquecem de Jesus e vâo às compras. Outros dizem que não comemoram o Natal porque as pessoas só pensam em beber e comer. Outros alegam que o Natal se resume em dar e receber presentes. É verdade que muitos pensam e agem assim, mas não é esse o meu e provavelmente o teu caso, prezado leitor. 

Nós comemoramos o Natal, com alegria, damos e recebemos presentes, comemos e bebemos (sem glutonaria e bebedices) em família, porque quando comemoramos nosso aniversário fazemos o mesmo. E o que é que há de errado comemorar o fato de que um dia, pela misericórdia de Deus, nascemos? Nós comemoramos o Natal com canções que lembram o natalício do nosso Salvador e Cultuamos a Deus por ter enviado seu filho para nossa redenção. Comemoraríamos o Natal mesmo sem presentes, comidas e bebidas, mas jamais sem Jesus presente. Ele não está no presépio, mas em nossos corações. Ele não está nas luzes, mas Ele é a luz do mundo que veio e deu vida ao mundo. 

O cristão comemora o Natal com responsabilidade e gratidão.

Eu gosto demais dessa época de Natal. Eu vibro com as decorações nas casas, ruas e praças, nas Igrejas, nas lojas. Eu gosto das canções de Natal e do espírito encantador que essa época do ano exerce sobre nós e, francamente, já me perguntei inúmeras vezes porque será que esse clima de solidariedade, respeito e consideração não é praticado durante os dias do ano. Por que só em Dezembro? Por que só no Natal? As pessoas deveriam ser mais gentis o ano todo. 

A magia do Natal deveria permear todos os dias de todos os anos até aquele maravilhoso dia de Sua volta. A maravilha do nascimento de Jesus deveria inspirar a todos, todos os dias. Viva o Natal de Cristo e viva-o com Ele! Então realmente será Natal!

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


FAMÍLIA.....

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O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOMEM É SUA FAMÍLIA

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