sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

QUE DEUS É O TEU DEUS? Êxodo 20.1-3


Liguei o rádio do carro e sintonizei uma dessas estações tidas como evangélicas. O pregador falava sobre Deus. Ouvi por um ou dois minutos e o meu coração se encheu de profunda tristeza. Que Deus é esse o desse radio evangelista? Confesso que não suportei mais e mudei de estação. O deus que aquele pregador apresentava não era definitivamente o Deus da Bíblia.


QUE DEUS É O TEU, MEU PREZADO IRMÃO E MINHA PREZADA IRMÃ?

Confesso que redunda em grande e difícil tarefa responder essa pergunta sem que tenhamos a Bíblia em nossas mãos.

Eu simplesmente tenho enorme dificuldade em pensar, raciocinar, refletir, deduzir, concluir qualquer coisa a respeito de Deus sem a Bíblia.

Para mim, Teologia sem Bíblia é pura filosofia sobre divindade.

Tive um professor em meu curso de Pedagogia a quem eu respeitava e respeito muito. Um mestre em Pedagogia. Um dia, entretanto, ele tentou mostrar à minha classe, composta na maioria de Pastores, qual era a sua compreensão sobre Deus. Quem era Deus para ele. Resultou em um emaranhado confuso de conceitos e ideias totalmente desconexas. Nunca mais tocou nesse assunto pelo silêncio que tomou conta da sala naquele dia.

E você meu prezado irmão? Dirijo-me a você que pode ser chamado de meu irmão pela fé que professa em Jesus como teu Salvador e Senhor; que Deus é o teu?

Sim; que Deus é o teu?

Se tu crês em Deus, que Deus é esse no qual fincas o alicerce de tua fé?

Creio que os maiores problemas, entre nós cristãos, estão relacionados com nossa variada concepção sobre Deus.

Alguns o acham severo demais, justiceiro, sisudo.

Outros o compreendem indulgente, extremamente misericordioso e longânimo.

Outros entendem Deus como um negociante que funciona tipo – toma lá da cá.

Outros O entendem um Deus utilitário de quem podem fazer uso e depois deixar de lado.

A questão, como já apontei aqui, é que nossa tendência é pensar em Deus a partir de nós mesmos. Essa foi a acusação de Lutero contra o humanista Erasmo de Roterdam quando afirmou: - Erasmo: teu Deus é humano demais.

Precisamos olhar para a Bíblia e lê-la sob iluminação do Espírito Santo se quisermos conhecer a Deus de tal forma que possamos nos relacionar com Ele e assim tenhamos um relacionamento mais sadio entre nós que Nele cremos.

A Confissão de Fé de Westminster, adotada pela Igreja Presbiteriana do Brasil pode ser um mapa para que, com ela em uma das mãos e com a Bíblia na outra, possamos responder essa questão de crucial importância.

Diz a CFW: "Há um só Deus, vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeição, um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões, imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, sapientíssimo, santíssimo, soberano, absoluto, operando todas as coisas segundo o conselho de sua própria e imutável e justíssima vontade, para a sua própria glória; amantíssimo, gracioso e misericordioso, longânimo, riquíssimo em bondade e verdade, perdoando a iniquidade, a transgressão e o pecado; é o galardoador daqueles que diligentemente o buscam; sobretudo justíssimo e mui terrível em seus juízos; pois odeia o pecado, e de modo algum inocenta o culpado". Esse é o Deus da Bíblia!

É esse o teu Deus?

Então tema O, pois nisto reside o princípio da verdadeira sabedoria. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, afirmou o sábio do livro dos Provérbios (1.7).

Todos os demais conhecimentos se tornam banalidades e fonte de orgulho humano se não forem precedidos deste conhecimento do ser de Deus.

Conhecer esse Deus que a Bíblia assim apresenta é o alicerce para uma vida de humilhação sem a qual jamais poderemos, verdadeiramente, prestar verdadeira, espiritual e profunda adoração.

O teu Deus é o único Deus ou você coxeia entre dois ou mais deuses? Sim; isso é lamentavelmente possível. Por isso o primeiro mandamento preceitua de forma solene e firme: "Não terás outros deuses diante de mim".

É terrível imaginar que quase simultaneamente, quando Deus afirmava isso a Moisés no Monte Sinai , o povo de Israel fazia para si um outro Deus em forma de um bezerro de ouro.

E lamentavelmente diziam que aquele deus, em forma de um bezerro de ouro, era quem os havia libertado do cativeiro egípcio. Quanta crueldade e dureza! Quanta incredulidade e frieza espiritual! Quanta ingratidão?

Mas hoje pode estar acontecendo o mesmo, prezado irmão. Deus continua afirmando ser o único Deus, assim como reafirmou Moisés em Deuteronômio 6.4: "Ouve ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor", mas muitos lamentavelmente adoram outros deuses à semelhança do povo de Israel aos pés do monte Horebe. Adoram deuses humanos demais.

O que precisamos ter por certo, e que está explícito nesse texto que lemos é que Deus, amados, é um só!

É sobre esse Deus que devemos pensar a cada manhã em que damos conta de que estamos vivos.

É Nele que devemos viver o dia que Ele em sua misericórdia nos concedeu de vida.

É a Ele que nos voltamos para agradecer quando formos repousar. O salmista escreveu: “Em paz me deito, e logo pego no sono, porque Senhor, só Tu me fazes repousar seguro”. (Salmo 4.6)

Só há um Deus e esse é o Deus da Bíblia!

Nada ou ninguém pode ficar entre nós e Ele sob o risco desse algo ou alguém  se tornar um deus para nós.

Que Deus é o teu prezado irmão e irmã? Que Deus tu pretendes servir nesse ano que se inicia?

Teus títulos angariados por mãos humanas? É esse teu Deus?

Teu patrimônio cultural e intelectual? É esse teu Deus?

Tua condição social privilegiada? É esse teu Deus?

Os bens que acumulaste e que te fazem ser notado? É esse teu Deus?

Tua paixão clubista? É esse teu Deus?

Só há um Deus, caro irmão e amigo. Um só e digno de nossa consideração.

Andava um homem buscando um deus a quem servir
Passava ele pela linda Jerusalém em seu ir e vir
Eis que uma multidão gritava contra alguém
Palavras de desprezo, gritos de desdém!

Sem saber o que era aquilo a curiosidade o atraiu
Não entendia porque se alegravam; pelo que viu!
Era um homem que carregava uma cruz
Perguntou sobre seu nome; e lhe disseram se chamar Jesus.

Então se deu conta de que se tratava do filho de José e Maria
Sim, aquele notável jovem que conheceu um dia.
Cujas palavras aqueceram sua alma, seu coração.
Quando lhe falava sobre Deus o Pai com tanta emoção!

Pensou: Por que querem mata-lo? Por que faziam assim?
Aquele Jesus era um homem sincero. Não merecia tal fim.
Fora ele quem lhe despertara o desejo de conhecer a Deus
E agora o querem matar, seus próprios irmãos judeus.

Acompanhou o cortejo e o viu ser crucificado
Viu que havia dois ladrões ao seu lado
Ouviu suas palavras e viu o céu escurecer
Seu coração bateu acelerado e começou a tremer

Seria ele mesmo o Messias de quem os profetas falaram?
Seria ele mesmo o Cristo que tanto esperaram?
Então viu que havia naquela multidão.
Alguém diferente, com outra disposição.

Ele chorava abundantemente e tremia
Perguntou-lhe do que se tratava; o que acontecia?
O homem dizia se chamar Pedro; discípulo do que morria.
Ele era justo, não tinha pecado, tal castigo não merecia.

Atônito o buscador de Deus perguntou:
Mas se Ele não tem culpa quem o condenou?
Essa foi a resposta: Ele morreu por causa dos nossos pecados.
Para que eu e você fossemos perdoados.
  
Mas ele disse que não deveríamos nos preocupar
Porque ele haverá de ressuscitar.
Ele há de vencer a morte por causa dos seus.
Ele é a vida eterna, Ele é o próprio Deus!

O buscador ansioso olhou novamente para a cruz
Aquele homem justo já havia expirado.
Alguns discípulos tiravam seu corpo dali
Para sepultá-lo em um túmulo emprestado.

Todos se retiraram como se tivessem cumprido uma nobre missão
Pareciam ter extirpado da terra um herege sem coração
Mataram um homem justo, mataram Jesus!
E aquele homem olhou mais uma vez para a cruz.

Voltou então a procurar um deus a quem servir.
E caminhando se pôs profundamente a refletir.
Seria o crucificado o Cristo que viria?
O que mais estava reservado para aqueles dias?

O domingo chegou. Era madrugada.
As mulheres estavam preocupadas.
Foram ao túmulo e ao crucificado não encontraram.
Viram dois varões que lhes falaram.

Ele não está aqui. Ressuscitou!
Ele mesmo disse que assim seria.
Depois de morto e sepultado ele ressuscitaria.
Cheias de júbilo dali se foram pra isso contar com espanto e alegria.

A notícia se espalhou e todos temeram
Principalmente aqueles que injustamente o prenderam.
Até aos ouvidos daquele buscador de Deus tal notícia chegou.
Seu coração bateu acelerado; sua busca terminou.

Aquele Jesus filho de José e Maria
Era o Deus a quem tanto deseja conhecer.
Voltou para casa com o coração cheio de alegria
Sua jornada acabara.
Sua busca terminara!
Não haveria mais de ir e vir.
Encontrara o Deus Único a quem servir. 
(Minha autoria)

Que Deus é o teu?

Se você ainda não sabe, você ainda não o conhece. E conhecer a Deus na intimidade é a vida eterna. Foi isso que disse Jesus ao afirmar: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. (João 17.3)

Que Ele se revele a ti, como Jesus o fez àqueles discípulos no caminho da cidade de Emaús. Que você decida servi-lo, única e exclusivamente. Que Ele seja o ar que tu respiras, a água que tu bebes, a única e derradeira esperança de tua alma. Essa é minha oração por ti e por todos nós.


Amém! 

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