sábado, 30 de maio de 2015

A EXPOSIÇÃO BÍBLICA BEM HUMORADA


Sermão não é stand up e o pregador não deve se preocupar precipuamente em agradar sua audiência. Sua mensagem não deve ser moldada pela expectativa dos seus ouvintes. O Pregador Cristão prega com base na Palavra de Deus visando, edificar por meio da admoestação, exortação e também advertir o pecador que a impenitência e recusa em não crer na pessoa de Cristo como Senhor e Salvador redundará na penalidade que é viver uma eternidade sem Deus.


Entretanto, uma boa e equilibrada dose de bom humor não pode ser dispensada e desprezada. Essa dose de bom humor deve ser suficiente para atrair a audiência, mas não permitir que ela perca de vista as grandes verdades de Deus para que tenhamos comunhão com Ele.


Há pessoas que possuem, naturalmente, essa característica. Elas conseguem comunicar verdades sérias e profundas de uma forma bem humorada. Nesse caso o que conta, para mim em particular, é a vida que o pregador tem por detrás de sua prédica. Tenho para mim que aquele que faz piada de tudo na vida, acaba fazendo da vida uma piada. Em contraproposta conheço pregadores que não admitem qualquer riste de bom humor no momento da prédica, mas suas vidas são contrárias à sua postura no púlpito, ou seja, são uma piada e piada de mau gosto.

Já ouvi grandes palestrantes, expositores, pregadores da Palavra de Deus, e de vários tipos. Fico admirado com o bom humor e estilo do Rev. Jeremias Pereira. Se ele vai pregar eu procuro me sentar nos primeiros lugares. Entretanto, me sento nos primeiros bancos também para ouvir Hernandes Dias Lopes. São dois estilos diferentes, posturas diferentes, mas pregam as mesmas verdades bíblicas que me edificaram por muitas vezes. Ambos são homens de Deus cujas vidas têm sido exemplo para mim. 

Sorrir não é pecado e uma dose correta de bom humor pode ajudar na homilética. A Prédica não é uma forma de defesa de suas convicções, apesar do tom apologético que faz parte da pregação. Não se esqueça que simpatia é importante, mas que o pregador deve ir além; ele deve ser empático. Foi a empatia que levou o samaritano a fazer algo por aquele judeu assaltado, surrado e deixado morto à beira do caminho. A forma como você vê as pessoas faz uma enorme diferença. A ética religiosa é muito importante, mas o amor é o dom supremo.

Na prédica a relação entre pregador e seus ouvintes não dever ser EU/ELES, mas NÓS. O púlpito pode ser mais elevado dentro do recinto do Culto, mas isso é porque a Palavra de Deus merece tal honra, não o expositor dela. Ele também é um miserável pecador dizendo aos demais miseráveis pecadores o que Deus em Cristo fez por NÓS, em NÓS, para NÓS e apesar de NÓS

Não é certo e correto fazer gracejos com a Trindade. Não é certo dizer que "Deus estava de brincadeira quando perguntou a Adão (Adão havia se escondido por causa do seu pecado) onde ele estava quando Deus é Onisciente e Onipresente". Não é correto dizer que Jesus fazia piada quando perguntou ao cego o que ele queria que Jesus lhe fizesse. Nem Deus e nem Jesus estavam sendo engraçados quando assim agiram. Nenhum pregador pode, hermeneuticamente falando, e nem na defesa do bom humor, dizer que Deus e Cristo estavam querendo ser engraçados. O pregador que faz isso para justificar o uso do humor na homilética está sendo tolo e incauto e se esquece de que está tomando o nome de Deus em vão.

Por fim quero dizer que os pregadores devem tomar muito cuidado nos seus gracejos e no uso do humor. Eles devem estar cientes de que seus ouvintes saiam dizendo que ouviram a voz de Deus e não os seus gracejos, porque é a Palavra de Deus que, ainda com boa e correta dose de bom humor, transforma. 

Um recado a você que não tem aquela facilidade com o humor. Não tente usar isso em suas prédicas. Seja você com seu próprio estilo, mas não critique severa e duramente aqueles que sabem fazer bom e EQUILIBRADO uso desse recurso.

O MEU PRÓXIMO

As parábolas que Jesus contou são ricas em lições. Uma ajuda que podemos ter para entendermos essas lições é observar para quem Ele as contou. Na famosa Parábola do Bom Samaritano sabemos que ele conta essa história para responder ao questionamento de um intérprete da lei (Fariseu ou Escriba). O questionamento era: "Quem é o meu próximo?". (Lucas 10.25-37)

Na cabeça de um judeu, principalmente um fariseu, o seu próximo era um outro judeu e de preferência que fosse fariseu como ele. Um judeu considerava o gentio como combustível para aquecer as chamas do inferno, apenas peças descartáveis no tabuleiro da vida. Provavelmente ele esperava que Jesus lhe dissesse que o seu próximo era um outro judeu/fariseu. 

E tudo começou com uma outra pergunta: "Mestre, que farei para herdar a vida eterna?". Jesus respondeu a esse questionamento com uma outra pergunta: "O que está escrito na Lei? Como interpretas?". Veja você as palavras sublinhadas: Como interpretas? 

Ler e decorar não é o mesmo que entender. Parece-me que Jesus está levando o seu interlocutor para um caminho interessante. Como interpretas? 

O intérprete da lei fez parte da lição de casa. Ele citou a síntese da lei, do decálogo em essência, ou seja: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo". Jesus então elogiou o exercício teórico daquele homem. "Respondeste corretamente; faze isto e viverás". Não basta saber, é preciso fazer. Ele querendo se justificar, ousou perguntar a Jesus: "Quem é o meu próximo?"

Tenho uma ligeira impressão que ao chamar Jesus de mestre ele não sabia que estava conversando com o Mestre dos mestres. 

Para responder a essa questão Jesus conta a história conhecida como Parábola do Bom Samaritano. Você que me lê com grande probabilidade conhece essa história, não é verdade? Mas nós podemos revê-la mais uma vez. Jesus contou que certo homem (com certeza um Judeu) descia de Jerusalém para Jericó. Nesse seu percurso ele foi assaltado, surrado e deixado moribundo na estrada. Passaram por ali, em seguida, um Sacerdote e um Levita, líderes religiosos dentro do Judaísmo e ao observarem aquele homem aparentemente sem vida, passaram de largo. Fizeram isso porque se tocassem em uma pessoa morta eles teriam que se submeter a um processo de purificação que levaria alguns dias nos quais eles iriam perder suas regalias. Seguiram seu caminho como se nada tivesse acontecido. Em seguida passou por ali um samaritano e este se aproximou, se deixou possuir por compaixão, prestou os primeiros socorros e levou o moribundo para uma hospedaria. O samaritano, ao sair pela manhã, deu ordem ao dono da hospedaria para que cuidasse daquele homem mesmo que os cuidados fossem além dos dois denário que ele adiantou como pagamento. 

Então Jesus faz uma desconcertante pergunta ao intérprete da lei: "Qual dos três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?". O interlocutor ficou em uma situação difícil e não ousou dizer: "O samaritano". Como judeu ele não iria pronunciar esse nome, em absoluto. Ele usou um artifício linguístico e respondeu: "O que usou de misericórdia para com ele".

Queremos aplicar aqui essa parábola:

1) Não importa o quanto você conhece da Bíblia e o quanto você sabe do ser de Deus. Se esse conhecimento não for traduzido em atitudes de inconteste amor, você se assemelha ao preconceituoso intérprete da lei para quem Jesus contou essa parábola.

2) Você e eu (e o intérprete da lei) somos suficientemente arrogantes em nossas pretensões ao imaginar que somos mais santos do que este ou aquele a ponto de perguntar: "Quem é meu próximo?". Mas a pergunta a ser feita é: "De quem eu estou disposto a ser próximo? A resposta é: De qualquer pessoa, ainda que seja teu inimigo.

3) A maneira como você vemos as pessoas ao nosso redor é fator importante que irá nos conduzir a fazer alguma coisa por elas.  O olhar altivo, preconceituoso, descriminatório, será um entrave para que nos disponhamos a servir, mormente aqueles que são de confissão religiosa diferente da nossa. Não há caminho mais aplanado do que o da amizade para que possamos compartilhar aos outros a respeito da nossa fé em Cristo como Senhor e Salvador.

4) Há cristãos que se mantém distantes de pessoas de outras confissões religiosas assim como aquele intérprete da lei imaginava qualquer um que não fosse judeu e fariseu como ele. A questão não é se eu estou certo e o outro está errado em sua forma de expressão de fé e religião, mas sim o que eu, como fez Cristo comigo quando ainda era pecador, estou disposto a fazer pelo outro que ainda não o conhece como Senhor e Salvador.

5) A nossa ética não pode ser maior do que o amor que se concretiza em atitudes de verdadeira misericórdia e compaixão. Paulo escrevendo sua carta aos Efésios disse: "Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amor e estando nós mortos em nossos delitos e pecados, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos". Ef. 2.4,5 A expressão do grande amor de Deus foi a sua misericórdia. Por que será que muitos daqueles que professam crer nisso julgam com tanta dureza e com tanto rigor?


terça-feira, 26 de maio de 2015

O CRENTE SUPER BONDE E O CRENTE DISSOLVENTE


JOGAR IRMÃO CONTRA IRMÃO É JOGO SUJO

O proverbista disse com sabedoria e alertou com seriedade:  "Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: (1) olhos altivos; (2) língua mentirosa; (3) mãos que derramam sangue inocente; (4) coração que trama projetos iníquos; (5) pés que se apressam a correr para o mal; (6) testemunha falsa que profere mentiras; (7) e o que semeia contenda entre irmãos. Provérbios 6.16-20

Em minha jornada que já soma 60 voltas no quarteirão da vida, já fui vítima e já fui réu. De repente eu percebi, com ENORME tristeza, que meu comentário era danoso à reputação de alguém e que esse comentário feito, tinha como motivação escusa, fazer meu interlocutor ficar contra a outra pessoa, ou seja, contra aquele sobre quem eu fiz o comentário. Lembrei-me de bate-pronto desses versículos de Provérbios e lamentei profundamente. Arrependi-me do que fiz e, ainda que tenha doído muito ao meu ego super dilatado, me retratei e pude então erguer a cabeça e continuar.

Mas eu também já foi vítima desse trama do qual, muitos sem perceber, são personagens dignos de ganhar o Oscar da Academia de Hollywood. E o pior mesmo é ver que alguns que fazem isso, o fazem com uma sórdida satisfação em seus corações. Alguns até conhecem o texto sagrado citado acima, mas dele não fazem conta. Pecam com prazer e não se sentem mal por destruir a reputação das pessoas a quem muitas vezes chamam de irmão em Cristo.

Eu só posso crer que alguém que faz isso, age assim movido pela dureza do seu coração. Quando amamos de verdade, alguém, nós buscamos sempre o bem para essa pessoa amada. Em I Coríntios 13 ao descrever o amor de Deus derramado em nossos corações (Ágape), Paulo diz: "O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". I Coríntios 13.4-7 Quem ama de verdade, como um cristão deve amar, refreia sua língua quando vai falar de qualquer outra pessoa. Quando amamos de verdade alguém, nós nos recusamos em proferir qualquer comentário a respeito dessa pessoa que, mesmo sendo verdade, irá arranhar, danificar, denegrir sua reputação e colocá-lo contra outro ou outros irmãos.

Pare e reflita. Você ama essa pessoa, ou pessoas, de verdade? Se você ama de verdade seu irmão, sua irmã, seus irmãos ou irmãs, cerre seus lábios, seja econômico naquilo que você vai falar a respeito dessa pessoa, para que você não tenha que lamentar ter destruído o relacionamento das pessoas e até a reputação de alguém.

Saiba, querido leitor, que para Deus essa atitude é abominável. Isso é algo repugnante aos olhos do Deus eterno. Deus quer que seus filhos vivam em união. Lembre-se daquilo que o Salmista disse no Salmo 133: "Ó como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião: Ali ordena o SENHOR a sua benção e a vida para sempre".

Muitos têm esse lamentável "prazer". Eles sustentam suas vidas com seus conflitos, com a adrenalina que o jogo sujo que é jogar irmão contra irmão produz. Eles são tão infelizes que não podem suportar a felicidade alheia assim como a cobra que perseguia o vaga-lume insistentemente e que quando foi questionado pelo pirilampo o por que daquela estranha atitude já que o tal bichinho não fazia parte da cadeia alimentar da víbora, teve como resposta o seguinte: - Eu sei que você não faz parte da minha cadeia alimentar, mas é que seu brilho me incomoda. 

Pare e reflita. Olhe para dentro de você mesmo. Deixe as mentiras que você usa para esconder quem você é, porque muitas mentiras são usadas para esconder verdades a seu respeito. 

Pare e reflita que enquanto Jesus esteve aqui ele jamais fez esse jogo contra o próprio Judas Iscariotes que acabou por traí-lo por 30 moedas, recurso financeiro que nem Judas desfrutou.

Pare e reflita! A saúde, a benção e a vida estão diretamente vinculados a uma vida que promove a unidade e a comunhão. 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

NÃO HÁ LAMENTOS E NEM LÁGRIMAS DE TRISTEZA EM UMA VIDA CHEIA DA GRAÇA DE DEUS!

Quando eu vejo o que o tempo fez comigo eu não lamento. 

Não lamento os cabelos brancos e nem o aumento do volume. 

Não lamento a letargia que é maior hoje e nem as frequentes falhas na memória. 

Não lamento o fato de que o frio se tornou mais rigoroso e o calor mais insuportável. 

Não lamento que a voz já não é a mesma. 

Não lamento que o apetite se tornou mais exigente. 

Não lamento as dores próprias do desgaste natural do corpo. 

Não lamento que frequento mais as farmácias do que o fazia na juventude. 

Não lamento....não lamento! 

Eu sou grato! 

Grato porque Deus em sua misericórdia fez com que eu consumisse minha juventude em Seu reino, cantando, tocando, evangelizando, testemunhando de Jesus a todos que passaram por minha vida. Duvido que haja alguém que tenha me conhecido que não saiba as razões da minha fé em Cristo Jesus. 

Sou grato porque quando perdi meu pai (ele ainda era um jovem de 59 anos de idade, e eu 19 anos,) pareceu-me que eu ficaria órfão, mas fui acolhido pelos jovens da Igreja Evangélica Congregacional do Parque Cruzeiro do Sul, pelas mulheres e homens daquela comunidade que me sustentaram com seu carinho e atenção. Eu sei o que é a graça de Deus quando penso naquela gente tão paciente e amorosa comigo. 

Sou grato quando me lembro de Dona Odete que tinha prazer em me oferecer de sua mesa e que não economizava elogios a mim. Sou grato à minha sogra Maria Ana de Souza Lins e ao meu sogro, Azor dos Anjos Lins pela acolhida em minha juventude tão cheia de carências.

Sou grato à minha querida mãe que me apresentou Jesus como meu Senhor e Salvador e que me ajudou no sustento de minha família quando eu, um jovem de 30 anos de idade, ingressei no Seminário. Sou grato porque até aqui Deus tem me dado forças para honrar os anos em que mamãe trabalhou a mais, pois podia ter se aposentado antes, só para poder suprir a minha mesa. Nisso eu vejo a graça do meu Senhor.

Grato porque me casei com uma jovem mais crente do que eu e que tem sido minha namorada há 36 anos, mãe de meus três filhos e avó dos meus cinco netos. Seu nome lhe faz justiça - Angela. Por isso eu aconselho os moços e moças cristãs a escolherem esposas e esposos que sejam da mesma fé e até mais crentes do que eles mesmos. Se a jornada é para a vida toda então temos que escolher a melhor companhia, o melhor companheiro, a melhor companheira com quem dividir nossos dias, sonhos, projetos, vitórias, conquistas, lágrimas, tristezas e alegrias. Escolhi alguém que leva Deus a sério e com quem eu posso comungar da mesma fé, educar meus filhos na mesma fé. ISSO É DE CRUCIAL IMPORTÂNCIA. Quando eu olho para minha família eu vejo a graça de Deus. 

Sou grato a Deus pelos filhos, genros, nora e netos que Ele me deu (Felipe, Juliana, Fernanda, Cesar, Tiago, Letícia, Gabriel, Sophia, Bernardo, Helena e Lucas). Eu que era uma pessoa só, agora tenho aquilo que mais desejei ter em minha vida: uma família cristã.  Eu vejo a graça de Deus ao poder afirmar que eu e minha casa servimos ao Senhor. Aleluia!!!!! Isso sim é prosperidade de verdade.

Grato pelo chamado à salvação e ao Ministério Sagrado no qual estou há 26 anos cuidando do Rebanho de Deus. 

Grato porque as misericórdias do Senhor são a causa de eu não ter sido consumido, pelo contrário, foi essa misericórdia que me socorreu nos momentos mais difíceis pelos que eu passei, principalmente em minha juventude. 

Grato porque Deus em Cristo me perdoou e me trouxe até aqui (60 anos de idade). Espero que quando você chegar a essa marca você também olhe pelo retrovisor da história e possa dizer como eu: Sou grato a Ti Meu Deus Criador e Salvador, por tudo que tenho, por tudo que sou e por aquilo que vier a ser. A toda a UMP Brasil meus parabéns queridos jovens. Um beijo em seus corações.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

E AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO CONTRA A IGREJA







Tenho olhado para a Igreja dos nossos dias. Não há nenhuma sombra de dúvida que precisamos experimentar um reavivamento. Entristeço-me em ver o descaso de alguns que professaram sua fé, pessoas que outrora se dedicaram de corpo e alma à Igreja (já tenho, tristemente, dúvidas que o fizeram cientes de que serviam a Deus). 

Aqui estão algumas abstrações sobre a Igreja. Leia e reflita, mas ao fazer isso ore a Deus pedindo que ele te use nesta agência que Ele comprou com o precioso sangue de seu Filho Jesus. Veja o quão importante é a Igreja para Deus e compare isso com a importância que você tem dado a ela.

IGREJA E EU.
Não diga que você é crente só porque frequenta uma Igreja, mas se alguém é realmente crente ele a frequenta, se envolve, se decepciona, mas continua firme. Por que? Porque ele é crente. Quem pensa que é crente porque frequenta uma Igreja, tem seu nome no rol de membros dela, estará sempre na eminência de abandoná-la pelo menor problema que lhe sobrevier.


"CRENTES" COM UM JEITO NOVO DE PERTENCIMENTO.
A cada dia que passa cresce o número de pessoas que se tornam apáticas, distantes e sem nenhuma preocupação com a Igreja. Por isso muitos escolhem Igrejas numerosas onde se diluem entre os frequentadores e assistentes dos cultos e reuniões. Ao terminar a reunião ou culto, elas se despedem do Pastor (às vezes nem isso é possível) e vão embora sem desenvolver nenhum relacionamento mais próximo com os demais frequentadores e assistentes. Muitos agem assim porque se "decepcionaram" em outras Igrejas ao investirem em relacionamentos. Outros têm uma agenda tão concorrida que elas preferem nem saber do que acontece com os outros frequentadores, pois assim não terão sua agenda ainda mais comprometida. Outros são mesmo indiferentes, uma disposição tão em moda nos dias atuais. Outros não querem "incomodar" ou serem "incomodados". Outros são aqueles que outrora se envolveram dos pés à cabeça e por isso se cansaram das normais cobranças que surgem quando nos expomos. Para mim, Igreja é Comunidade e não há nenhuma possibilidade de vivenciarmos comunhão com Deus sem que desenvolvamos comunhão comunitária. A Trindade expressa essa relação. Há comunhão entre as três pessoas da Trindade. Todas são o mesmo e único Deus, da mesma essência e iguais em poder e glória. Se você quer viver a Igreja sem vivenciar comunhão e unidade (Com + Unidade = Comunidade), então você se equivocou. Comete-se o equívoco de pensar que a Igreja nos pertence. O contrário é o ideal.


IGREJA OU RESTAURANTE?
As pessoas quando querem comer uma massa, escolhem um bom restaurante italiano. Quando querem uma comida mais exótica, vão a um restaurante tailandês, chinês, por exemplo. Outros gostam de carne, então vão aos rodízios e se satisfazem. Lembro-me de ir com a moçada no antigo Grupo Sérgio, rodízio de pizza no bairro do Belém. Há alguns "crentes" que pensam na Igreja como um restaurante. Quando querem ouvir um bom pregador, escolhem a Igreja onde fulano ou beltrano estará pregando. Quando querem uma liturgia musical às antigas, vão a Igrejas que têm coral. Outros gostam das tais comunidades onde o que rola são as famosas bandas e cantores gospel. E assim por diante. É a Igreja a la carte. Perdoem-me a dureza nas palavras, mas isso não passa de grande infantilidade espiritual. Igreja não é restaurante. Igreja é ajuntamento solene onde filhos de Deus se reúnem para prestar-lhe a Adoração que Lhe é devida. Creio que os que pensam diferente deveriam mesmo frequentar restaurantes em vez de se entediarem com sermões, musicais, corais e grupos de louvor, etc...


IGREJA LUGAR ONDE DEUS FALA À SUA FAMÍLIA?
Que a sociedade hodierna apresenta enormes problemas psicológicos é fato. Que a alma humana tem sido afetada pelas circunstâncias tão terríveis do afastamento de Deus é algo notório. Mas é na Igreja que a alma humana é tratada. Penso no Salmo 73 quando quem o redigiu confessa que vivia uma profunda crise existencial ao ver que os ímpios "se davam bem" enquanto ele, zeloso de uma vida piedosa, vivia às mínguas em comparação àqueles. Então o Salmista escreve: "...até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles (dos ímpios que se davam bem)". Sl 73.17 É na Comunidade dos Santos, na Igreja, no Ajuntamento Solene que temos a Palavra sendo exposta e ela é nossa bússola, nossa regra de vida, fé e de prática. Ela nos educa e nos consola. Ela nos despe de nosso orgulho e nos veste com a capa da humildade. Ela nos ensina a ouvir mais e falar menos. Ela nos desafia a sermos gratos mesmo em lutas terríveis e inevitáveis a que somos submetidos. Ela ministra a graça e a misericórdia, ela aponta para o futuro glorioso dos redimidos. Na Igreja encontramos consolo, porque somente na Igreja onde a Palavra é pregada com fidelidade, damos de cara com quem somos e no que deveríamos nos tornar. A Igreja é o lugar onde para entrarmos devemos guardar nosso pé e economizar nossos discursos eivados de soberba e jactância. É lugar onde ouvimos Deus falar. E quando Deus realmente fala, Ele cria, recria, ordena e faz progredir. Igreja não é congresso para o qual enviamos um representante da família. Igreja é lugar onde as famílias dos redimidos se reúnem formando a Grande Família, não a da Rede Globo, mas a Família de Deus.


Teu envolvimento com a Igreja de Cristo é proporcional ao teu relacionamento com o Cristo da Igreja. Rev. Mauro Sergio Aiello.

A JUSTIÇA DO PREFEITO

“Fiorello La Guardia foi prefeito de Nova Iorque na pior época da Grande Depressão e durante toa a Segunda Guerra Mundial. Ele era chamado pelos cidadãos apaixonados por Nova Iorque de “Pequenina Flor”, porque tinha apenas 1,60 cm de altura e sempre usava uma flor vermelha na lapela. LaGuardia era uma figura pitoresca, que costumava andar nos carros de bombeiros da cidade, invadir botequins com a polícia, e levar um orfanato inteiro a um jogo de beisebol. Quando os jornais de Nova Iorque entravam em greve, ele se dirigia a uma emissora de rádio e lia a seção recreativa da edição de domingo para as crianças.

Numa noite muito fria, em janeiro de 1935, o prefeito apareceu num tribunal noturno que atendia o bairro mais pobre da cidade. Naquela noite, LaGuardia dispensou o Juiz e assumiu o seu lugar. Após alguns minutos, uma senhora vestida com trajes esfarrapados foi trazida diante dele, acusada de ter roubado um filão de pão. A senhora contou a LaGuardia que seu genro abandonara o lar, deixando sua filha doente e seus dois netos passando fome. Mas o padeiro de quem ela havia roubado o pão recusava-se a retirar a queixa.

- Eles são péssimos vizinhos, Excelência – disse o homem ao prefeito. Ela precisa ser punida para que isso sirva de lição às outras pessoas da redondeza.

LaGuardia deu um longo sorriso. Virou-se para a mulher e disse: - Eu preciso punir a senhora. A lei não permite exceções. Dez dólares ou dez dias na cadeia.

Enquanto pronunciava a sentença, o prefeito enfiou a mão no bolso, retirou uma nota, atirou-a dentro de seu famoso sombreiro e disse: - Aqui estão os dez dólares da multa que eu cancelo neste momento”.

(De James McCtcheon em Histórias Para o Coração compilação de Alice Gray, Editora United Press, Pag. 19)

          Essa linda história ilustra de uma forma extraordinária a Justiça, a Misericórdia e a Graça que Deus revelou na pessoa de Cristo o Filho amado.

          Eu e você estamos personificados nessa mulher que havia roubado o filão de pão do padeiro. O Prefeito, naquela contingência fazendo o papel de Juiz, é Deus cuja prerrogativa é punir o infrator. O Padeiro é o acusador, aquele que quer que sejamos condenados eternamente.

          Então aquele Juiz usa de misericórdia ao pagar, ele mesmo, a sentença que foi proferida; dez dólares (que a mulher absolutamente não tinha), ou dez dias de cadeia. Ele tira do seu bolso dez dólares quita a dívida e cancela a multa.

          Jesus pagou nossa dívida para com o Pai. Nossos pecados exigiam satisfação e Cristo se fez justiça por nós. Deus o Pai, vendo o que seu filho fez e considerando que a satisfação pelos pecados foi dada, declara os injustos, justificados.

          Não é difícil compreender e se emocionar quando nos conscientizamos que somos pecadores pelos quais Deus, em Cristo, justificou.

          Vivamos com nossos corações e ações repletos de gratidão e santidade, numa demonstração clara de que a sentença anulada em Cristo não foi em vão.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

ÀS VEZES

ÀS VEZES...Quando me sinto cansado eu me lembro que só os vivos se cansam.

Quando me sinto humilhado eu me lembro que os humilhados serão exaltados e vice-versa.


Quando me sinto sozinho eu me lembro que Jesus disse que estaria conosco todos os dias até a consumação do século.


Quando eu sinto fome eu me lembro que tenho o que comer o que é muito diferente de algumas pobres almas que nada têm para comer.


Quando eu penso naqueles que se foram sem Cristo eu me sinto impulsionado a alertar tantos outros que caminham a passos largos para a eternidade sem Deus.

Quando o dia amanhece chuvoso eu me recordo que a chuva rega a terra e fertiliza a semente.

Quando eu me sinto cansado e extenuado eu posso ter minhas forças, como as da águia, renovadas por Deus meu Senhor e Rei.

Quando eu sinto que não tenho respostas para muitas questões da vida me lembro que Deus está no 
controle e assim eu posso esperar sem me desesperar.

AS VEZES NÃO......MUITAS VEZES.......

terça-feira, 5 de maio de 2015

MÃES....


Nem todas as mulheres que geram filhos são mães de verdade. Não basta gerar é preciso assumir a maternidade com todas as suas nuances, implicações, muitas dores, decepções e poucas glórias. Dizem, e é verdade, "uma mãe é para cem filhos, mas cem filhos não é para uma mãe".


Se há um ser nesse mundo que merece nossa honra, esse ser são aquelas notáveis mulheres que realmente assumiram a nobre, e pouco reconhecida, tarefa da maternidade.

Eu tenho minha mãe sempre presente em meu coração apesar dela já estar na presença do nosso Redentor. São raros os dias em que eu não me lembre dela, por uma ou por outra razão. Mães de verdade são únicas e singulares. Cada mãe é uma mãe á sua própria maneira. Não podemos comparar nossa mãe com a nenhuma outra mãe.

Minha mãe pode não ser a mulher mais linda desse mundo, mas com a mais absoluta certeza ela tinha belezas singulares.

Minha mãe apesar de sábia, não foi a mais sábia desse mundo, mas foi com ela que eu aprendi as primeiras e mais importantes lições de vida. Ela me ensinou o que significa honestidade e honra.

Minha mãe não foi uma mulher rica no sentido econômico, mas ela  deu de si mesma, e a si mesma por mim e, sinceramente, isso é um tesouro de valor incalculável.

Minha mãe não foi uma mulher aplaudida, apesar das honras que recebeu, mas eu me curso, reverentemente, diante de sua presença. Eu quero honrar mamãe. Isso é justo.

Minha mãe não foi a mulher mais requisitada desse mundo, como Margareth Tatcher, Golda Meir e tantas outras, mas quando eu precisei eu encontrei nela a compreensão e a misericórdia próprias de um coração de uma verdadeira mãe.

Minha mãe não foi uma rainha como foi Ester, Sabá, e Elizabeth, mas ela reina no trono do meu coração com suas mais doces lembranças e recordações.

Minha mãe não partiu. Ela continua incomparável e viva em minha memória. O nome Yolanda não pode ser apagado porque ele foi tatuado no meu coração.

O pronome possessivo feminino “minha” adquiri um valor que nenhum bem pode pagar ou substituir quando ele é usado para se referir à mãe: MINHA MÃE. A todas essas que, tendo gerado ou não, assumiram a divina missão da maternidade, meu tributo e preito de gratidão.

Uma referência especial à mãe dos meus filhos, Angela Isabel de Souza Lins Aiello. Mãe, amiga, conselheira, sempre presente na vida dos seus filhos.

Rev. Mauro Sergio Aiello, filho de Yolanda Dalceno Aiello

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


FAMÍLIA.....

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O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOMEM É SUA FAMÍLIA

FILHOS

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QUERIDOS