terça-feira, 23 de junho de 2015

MOTIVAÇÃO & PRAZER

Seria o prazer uma motivação?

É fácil encontrar motivação naquilo que é prazeroso. Se você tem prazer em ler, então você fará de tudo para para ler. Se você tem prazer em assistir televisão, você encontrará nesse prazer a motivação para fazer isso, ou seja, sentar-se, ligar a TV pegar o Controle Remoto e pronto.

Mas transformar prazer em motivação é muito perigoso. Por que?

Ora porque nem tudo que temos prazer em fazer, devemos fazer. Fumar, por exemplo, pode ser, para um fumante, um prazer. E isso chega a ser um prazer viciante, mas com a mais absoluta certeza, uma pessoa de juízo que sabe muito bem quais são os resultados desse vício, tem motivação (motivo, razão) contrária para não fumar, apesar do "prazer"..

Há determinadas coisas nessa vida que não trazem prazer, mas devemos fazer. Quer um exemplo? Ser submetido a uma cirurgia de extração das amídalas, ou falando mais tecnicamente, ser submetido a uma amigdalectomia. Você não vê ninguém dizendo com prazer: - Oba! Hoje vou operar das amídalas, ou mesmo extrair um dente, ou fazer um tratamento de canal dentário. Essas coisas, e muitas outras, não nos trazem prazer. Mas há motivações (motivos, razões) para que nos submetamos a elas.

Na vida encontramos muitas situações em que devemos fazer coisas nas quais não achamos prazer fazer. O que precisamos mesmo é estar atentos à necessidade, ou seja, àquilo que é necessário fazer e não simplesmente fazer aquilo que nos traz prazer.

A sociedade hodierna transformou o "prazer" em um deus cultuado e adorado. Vejo casais dizendo que querem se separar porque não sentem mais prazer na relação. Não são mais felizes, eles dizem. Mas Deus não criou o casamento fazendo do prazer a sua motivação. Deus não criou o casamento pensando em que ao unir Adão a Eva estaria, com isso, garantindo felicidade aos dois. Eles viviam no Jardim do Éden, eram perfeitos, pois a queda veio depois de sua união como primeiro casal. Portanto, eles não eram infelizes. Deus uniu os nossos primeiros pais por outras razões, por outros motivos, tais como gerenciar a criação e encher a terra de seres como eles. Claro que fazer filhos, ou seja, o ato sexual, é prazeroso, e eu creio que é assim porque o homem, depois da queda se tornou tão egoísta que possivelmente não praticaria tal ato se o mesmo fosse apenas para procriar. A relação sexual é um ato de sublimação no qual os dois se tornam um, como previu Deus. 

O que devemos considerar é que precisamos ser bastante razoáveis quanto ao que devemos fazer ou não fazer e não nos deixarmos seduzir apenas por aquilo que traz prazer. O prazer pode trazer resultados terríveis para nossas vidas. O prazer é traiçoeiro! Ele transforma desejos em necessidades, mas nem tudo que desejamos é necessário. Veja o consumismo e a propaganda. A propaganda cria na mente daquele para quem ela é dirigida, algo que parece ser necessário, mas que na realidade, muitas vezes, não é. Em muitos casos ela pode nos enganar de tal maneira que passamos a desejar algo e sentimos que enquanto não tivermos aquilo, não seremos felizes, não teremos prazer na vida. Ora; na verdade o que é necessário não precisa de tanta propaganda. A propaganda cria uma certa esfera de prazer ao dizer que você precisa, necessita ter algo, mas que na realidade você, muitas vezes, não precisa ter. E seduzido pela ideia de que aquilo que lhe é propagado lhe traz prazer, você, custe o que custar, adquire, compra, ou permuta. 

Na verdade o prazer, nem sempre é aliado da motivação. As vezes eles andam em campos opostos. A santidade espiritual vive na fronteira entre o prazer e a motivação. Se nosso objetivo nessa vida aqui é manifestar a Glória de Deus em nossos pensamentos, atos e palavras, então devemos, muitas vezes dar as costas ao prazer, às paixões, e fazer da santidade nossa motivação para essa vida. Podemos até dizer que o "prazer" do cristão verdadeiro, é viver de forma santa. 

Ficar em casa assistindo televisão aos domingos, pode ser prazeroso, mas o cristão deve ser razoável e entender que ir à Igreja e se aprofundar na Comunhão dos Santos, estudar a Bíblia, é muito mais importante para sua santificação e crescimento espirituais. Se um cristão tem mais prazer em ficar assistindo televisão aos domingos (o que na essência não é pecado), ou fazendo qualquer outra coisa que não santifique e consagre a Deus em sua vida, o que ele faz se torna pecado de omissão. O cristão de verdade, o discípulo de Cristo deve ter prazer nas coisas de Deus. "Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração". (Salmo 37.4) O Salmo 1 diz que o homem realmente feliz é aquele que se nega a dar ouvidos aos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, e nem se assenta na roda dos escarnecedores. Ele é feliz porque o seu prazer é ler e meditar na Lei do Senhor.

O que precisamos considerar é que entre a Motivação, o Prazer existe um verbo que foi muito usado aqui nesse escrito - DEVER. Entre a Motivação e o Prazer há o Dever.

Nem sempre fazemos as coisas porque o motivo é o prazer, e sim porque a motivação primordial é o dever.

Um certo veterano de guerra foi entrevistado e quando lhe perguntaram o que ele achava da guerra ele respondeu: - Uma enorme estupidez. - Mas por que então você é um soldado e aceita ir para o campo de batalha? O veterano de guerra respondeu: - O senso do dever. Não tenho prazer no que faço, mas é preciso ser feito. A soberania e a liberdade da minha nação estão em jogo e eu estou disposto a dar a minha vida como sacrifício para que minha família viva livremente.

Finalizando minhas considerações eu diria que entre Prazer e Dever,  a maior motivação é o Dever porque este não se prende ao que desejamos pura se simplesmente, mas sim ao que é necessário fazer. 

Entre prazer e dever, o preferível é encontrar motivação no segundo.

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