sexta-feira, 31 de julho de 2015

A MORTE JÁ MORREU PARA VOCÊ?

É triste ter que conviver com a morte. Ela é uma intrusa, uma estranha figura que nos assusta e nos aterroriza. Sim nos aterroriza porque o oposto de morte é vida e nós fomos criados para viver e viver abundante e eternamente.

Nós os cristãos sabemos como a morte se tornou uma experiência tão avassaladora. Eu fico imaginando o que Adão deve ter entendido quando Deus o Criador lhe disse que se ele desobedecesse e comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal ele morreria. Sim, é estranho porque a morte era totalmente estranha à realidade dos nosso primeiros pais. Eles viviam em um estado de perfeição e de total harmonia, paz, em um perfeito ecossistema. Morte não era uma experiência que eles conheciam como nós conhecemos. Mas foi isso que Deus disse: "porque do dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2.17b)

A boa e sadia teologia diz que a morte a que Deus se referiu acontece em três dimensões. 

A primeira dimensão é a morte espiritual, ou seja, a alienação e a quebra no relacionamento do homem com Deus. Até aquele dia em que o fatídico episódio da queda ocorreu, o relacionamento do homem com Deus era perfeito porque o perfeito homem tinha livre acesso ao Deus todo santo. O pecado quebrou esse relacionamento, fraturou a comunhão. O homem morreu espiritualmente. Podemos dizer que vida é comunhão com Deus. Quanto mais intensa for essa comunhão, quanto mais íntimo o homem for de Deus, mais vida ele desfruta. 

A segunda dimensão é a morte física. O homem teria seu tempo limitado sobre a face da terra. A ciência pode lutar para aumentar o tempo de vida do homem sobre a face da terra, mas quando a morte vem ela interrompe ou acaba com toda empáfia e arrogância dos cientistas. Os cientistas podem determinar a causa mortis, preencher o atestado de óbito, mas no final mesmo, a morte física é resultado do pecado. (Romanos 6.23)

A terceira dimensão é a morte eterna. Mas não pense você que por morte eterna deixamos de existir como os aniquilistas assim pregam. Em absoluto! Morte eterna é um estado de existência tão pobre, tão sofrível, tão terrível, tão  trevosa, tão angustiante, que o sujeito gostaria mesmo de ser aniquilado, mas ele existirá pela eternidade numa experiência chamada inferno. (Eclesiastes 3.11; 14).

Tenho convivido intensa e dolorosamente com a morte nos últimos dias. Quatro mortes e três sepultamentos. Não foram fáceis. Por mais que você pratique falar em Cultos de Gratidão ou, Ofícios Fúnebres, você jamais sente prazer em fazer isso. É doloroso ver pessoas chorando por seus entes que se foram levados por essa intrusa chamada morte. Sabemos que a morte como salário do pecado Jesus já a morreu por nós, mas mesmo assim continuamos experimentando a morte que nos separa dos nossos entes queridos, esposas, esposos, filhos, netos, genros, noras, cunhados, cunhadas, irmãos em Cristo e assim por diante. Creio que devemos chorar com os que choram as perdas irreparáveis de seus queridos que partem deixando uma enorme saudade em nossos corações.

Mas há nos corações daqueles que têm Jesus como Salvador e Senhor um alento, uma esperança, uma luz que brilha que transforma tristeza em esperança. Sim, aqueles que são de Jesus, aqueles que amam a Deus, creem e observam sua Palavra, são possuídos por um sentimento de regozijo diante dessa intrusa - a morte. Estes têm a mais absoluta certeza de que irão morar com o Deus Criador e Salvador em uma dimensão que nem olhos viram e nem ouvidos ouviram; aquilo que Deus lhes preparou. 

Há nos corações daqueles que têm Jesus como Salvador e Senhor uma certeza inquebrantável de que a morte foi derrotada quando Cristo morreu por eles naquela cruenta cruz. Qual é a maior prova disso? A ressurreição! 

Jesus ressuscitou porque Deus ao olhar a obra de seu Santo Filho a considerou Perfeita. O homem é totalmente incapaz de resolver o seu problema com Deus. Ele continua pecador. Ele não pode se salvar. Ele precisa de um salvador. A crença na doutrina da reencarnação é totalmente infantilizada quando passamos, pela fé, a crer na beleza da Doutrina da Ressurreição. Só a doutrina da ressurreição pode trazer o alento que os corações precisam diante da morte. 

Jesus ressuscitou para ser o primeiro dentre aqueles que ressuscitarão no glorioso dia de sua volta e o farão para a glória eterna. Assim como foi com Jesus será, também, com todos aqueles que creem nele. Não há nessa vida aqui mais deliciosa verdade do que essa. É como se Jesus, ao sair daquele túmulo, dissesse aos que nele creem: Follow me! Ele, Jesus, abriu um novo e vivo caminho para os que creem.

Para aqueles que creem Jesus venceu a morte, ele matou a morte. Choramos os que se vão, mas olhamos além, olhamos para o glorioso dia no qual Jesus voltará e eu creio que as lágrimas de tristezas não mais correrão por nossas faces. Creio que será um glorioso e incomparável dia que  se contraporá ao dia em que nosso primeiros pais foram expulsos do Jardim do Éden, pois nesse dia os ressuscitados serão convocados a habitar novo céu e nova terra. Aleluia,

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