quarta-feira, 27 de julho de 2016

MAIS UM ANO DE VIDA.....

Ontem (26.07.2016) completei meu 62º ano de vida. São 62 voltas no quarteirão da vida. Sou enormemente grato a Deus por todos esses anos, pelas vitórias, pelas derrotas (doeram), pelas conquistas e perdas, pelos amores que vieram e se foram, pelos dias e noites, pelo tempo quente e pelo tempo frio, pelas músicas que cantei, e as que eu tanto gostaria de ter cantado, mas infelizmente não consegui. Sou grato porque a vida é um milagre e milagre é da responsabilidade de Deus. Ao homem só resta crer. Sou grato porque Ele tem me sustentado com sua fidelidade e amor. Sou grato por que Ele é o meu Pastor e nada me tem faltado. 

Sou grato a Deus. Alguém disse que uma das horas mais difíceis na existência de um ateu é aquele no qual ele sente o desejo de agradecer, mas não sabe a quem. Os mais duros agradecem a si mesmos, porque imaginam, tolamente, (deduzo eu), que cada dia é resultado dos seus esforços. Eu acredito que cada dia é fruto da misericórdia e graça do Deus da Bíblia que é soberano e tem todos os nossos dias registrados no livro da vida (Salmo 139).

Ontem, depois que todos foram embora eu me pus a refletir um pouco sobre esses sessenta e dois anos. Julgo que cada dia que passa eu me aproximo daquele inevitável momento do adeus. Perdoe-me a morbidez. Então pensei: "O que dirão de mim?". Compus esse texto. 

Confesso que me inspirei em um texto muito melhor do que o meu, da lavra de Vinicus de Moraes. Não me envergonho disso. Melhor imitar o excelente do que ser medíocre originariamente. Essa, portanto, é a minha versão, inspirada em Vinicius, mas totalmente minha.

O que dirão de mim quando eu não estiver mais por aqui?
Que digam que eu amei apesar de não conseguir amar como Deus em Cristo me amou. Mas digam de mim: - Ele tentou.
Digam que eu cantei porque a vida sem música é sem graça. Jesus cantou! Digam que eu cantei, principalmente porque Deus em Cristo me salvou.
Digam que eu chorei quando foi preciso, mas que eu também soube sorrir quando foi necessário, e que nunca me alegrei com o sofrimento alheio.
Digam que fui duro, mas que me arrependi e amoleci.
Digam que eu errei, mas que reconheci e pedi perdão.
Digam que fui romântico! Digam que escrevi! Mas meu assunto preferido foi o amor.
Digam que sonhei, ainda que a realidade tenha sido dura demais.
Digam que eu quis ser como Cristo foi, mas que isso se tornou impossível para mim.
Digam que eu abracei quando alguém precisava de um amigo e que jamais cruzei os braços diante das tarefas que a vida me impôs.
Digam que amei Angela, porque isso é uma verdade que eu queria que todos soubessem.
Digam que estou com Cristo e ainda que demore, ressuscitarei e serei erguido da terra para habitar a Eternidade com todos que, assim como eu, entregaram seus corações ao Senhor da Vida e da Morte, Cristo Jesus.
Se quiserem dizer.....

Um comentário:

  1. Belo texto Mauro, que assim seja...Deus continue a te abençoar......

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