terça-feira, 9 de agosto de 2016

ENSAIO - UM POUCO SOBRE A MÚSICA CANTADA NO CULTO CRISTÃO

UM ENSAIO SOBRE O USO DA MÚSICA SACRA NO CULTO CRISTÃO.
(ILUMINAÇÃO A SERVIÇO DO REINO E GLÓRIA DE DEUS).

“Então falou Deus todas essas palavras; Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR teu Deus; Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o sábado e o santificou". 
(Êxodo 20.4-6)

O segundo mandamento proíbe a confecção de imagens de qualquer ser (até mesmo de qualquer pessoa da Trindade) com o propósito de adoração. É disso que trata o segundo mandamento! Mas esse mandamento tem estrita relação como o primeiro, o terceiro e o quarto. Os quatro primeiros mandamentos regulam nosso relacionamento com o Ser de Deus.

Portanto, olhemos atentamente  para essa relação que há entre os quatro primeiros mandamentos do Decálogo, 

A) (1º Mandamento) Deus deve ser adorado como único Deus . Deus é único.

B) (2º Mandamento) Não é permitido usar de imagens para adorá-Lo. Naquele contexto histórico se tratava de esculturas. Deus deve ser adorado em Espírito porque Ele é Espirito.

C) (3º Mandamento) Devemos estar atentos e tomar o devido cuidado para que, no culto (e também na vida como um todo), não cometamos o equívoco de tomar o nome Dele em vão.

D) (4º Mandamento) Devemos santificar (separar) um dia para essa adoração (seja individual ou comunitária - o padrão é esse - um dentre sete dias deve ser usado para ser santificado - separado para Deus)  Os cristãos primitivos passaram a considerar o domingo como sendo esse dia. Parece que estão se esquecendo disso, infelizmente.

Assim, o segundo mandamento não está falando de cânticos, ou da exposição da Palavra, ou, ainda, da celebração sacramental, ou, mais, do uso de instrumentos na adoração, nem do uso só de Salmos (metrificados ou mesmo parafraseados) como música inspirada para o Culto e adoração a Deus, como se as outras músicas que são baseadas na Palavra com correção teológica não tivessem valor (é preciso frisar que quando o Decálogo foi escrito ainda não havia a salmodia como a vemos no livro dos Salmos).

O que o segundo mandamento regula? O segundo mandamento doutrina e proíbe a confecção de imagens de escultura com o objetivo precípuo que é adorar os seres retratados nas imagens esculpidas. Com enorme, gigantesco respeito aos que vão além disso, reitero que o segundo mandamento é explícito em proibir a confecção de imagens de escultura com o devido e precípuo propósito que é de prestar adoração e culto.

Precisamos levar em consideração o contexto do qual os israelitas saíram quando o Decálogo foi transmitido a Moisés. Os Hebreus foram submetidos a mais de 400 anos de escravidão no Egito. Os deuses adorados no Egito eram deuses falsos e eram representados em imagens de escultura. O Egito era uma nação politeísta e idólatra. Deus diz logo no princípio do Decálogo: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êxodo 20.2). Aqui Deus diz quem Ele é e o que Ele havia feito por eles.

Agora os israelitas caminham para uma terra desconhecida. A Terra Prometida! E essa Terra Prometida estava infestada, igualmente, de deuses, religiões idólatras e pagãs. 

O povo de Israel não devia se esquecer que há um só Deus, ou seja, aquele que os tirou do jugo egípcio. 

O povo de Deus não podia se deixar contaminar com o politeísmo (quebrando o primeiro Mandamento) e a idolatria (quebrando o segundo Mandamento). 

O povo de Israel deveria evitar qualquer tendência a idolatria. Essa tendência ficou evidenciada no episódio em que Arão e Miriã, irmãos de Moisés,  insuflados pelo povo esculpiram um bezerro de ouro alusivo a Jeová (Êxodo 32).  

O povo de Israel precisava aprender que o nome de Deus é tão Santo quanto o próprio Deus é santo (terceiro Mandamento) e que havia um dia especial, dentre sete, para ser santificado a Ele (quarto-Mandamento).

Mas se o assunto é a música no Culto Cristão, não podemos simplesmente fazer uso do segundo mandamento, porque não é disso que esse mandamento, de forma específica trata. Precisamos, para essa questão, analisar a conexão que há entre os quatro primeiros mandamentos da Lei de Deus e então veremos que o terceiro mandamento, mesmo indiretamente tem mais a ver com esse assunto.

FALANDO SOBRE PALAVRAS NO CULTO CRISTÃO.

Falando com precisão é o terceiro mandamento que tem uma relação mais direta com aquilo que cantamos, com aquilo que pregamos e por que não dizer, com as nossas orações. 

Sim, porque cantar de forma irresponsável, pregar da mesma maneira e orar sem conhecer substancialmente o Deus a quem nos dirigimos pode fazer com que tomemos o nome de Deus em vão.

É disso que fala o terceiro mandamento. O segundo mandamento fala a respeito do uso do nome de Deus, seja em que contexto for e, por ser usado mais no Culto, com especial atenção para esse momento.

O segundo mandamento tem uma estrita relação com a idolatria. Ampliando mais a compreensão do segundo mandamento e com a luz do Novo Testamento, aprendemos que idolatria não é apenas fazer imagem de escultura e nos prostrarmos diante dela em adoração e culto. Qualquer ser ou coisa a quem adoramos, cultualmente falando, é idolatria. Pode não ser um ato de adoração à um ser representado por uma imagem esculpida, mas pode ser uma imagem esculpida em nosso coração. 

Portanto, não devemos idolatrar o coral? Sim, não podemos e nem devemos! Mas também não devemos idolatrar o Pregador! E você pode aumentar a lista se parar para pensar a esse respeito com mais vagar.

No Culto que prestamos a Deus, é a Deus que nos voltamos por inteiro e com santa solenidade e reverência. Essa santa solenidade e santa reverência não são atitudes estritas e explicitadas apenas pelo aspecto exterior, mas também interior. Não é porque lemos a Bíblia em pé que isso implica em reverência e solenidade à Palavra de Deus. Se ficarmos em pé e lermos a Bíblia sem a devida atitude interior de solenidade, reverência, humildade e fé nos equivocamos lamentavelmente. Deus conhece nossos corações! Precisamos nos ajoelhar por fora e por dentro. Deus vê nosso coração! Em Isaías 29.13 Deus critica severamente os israelitas por se aproximarem dele com os lábios e ao mesmo tempo ter seus corações longe Dele.

Assim sendo, devemos ter como tarefa de grande seriedade e responsabilidade usar as palavras com exatidão no Culto que prestamos a Deus e, porque não dizer, em todas as nossas manifestações, até nas mais simples, porque se o fizermos de forma irresponsável podemos cometer a torpeza de tomar o Santo nome de Deus em vão. As palavras devem expressar com exatidão aquilo que trazemos em nossos corações como ato de Culto a Deus. Deus vê nosso coração! Ele conhece as intenções dos nossos corações. (Salmo 139)
  
SOBRE OS CÂNTICOS NO CULTO CRISTÃO

Muito bem! Eu amo os Salmos e prego em muitos deles. Recito alguns salmos de cabeça.

Canto alguns Salmos, mas creio que, com todo respeito, dizer que os Salmos são os únicos textos que devem ser cantados nos Cultos que prestamos a Deus porque são inspirados, seria o mesmo que dizer que ler uma passagem bíblica e explicá-la sob a forma de Sermão Expositivo é um equívoco. 

E o equívoco se agiganta se os que assim pensam usarem o segundo mandamento como alicerce de sua argumentação, porque não é diretamente disso que o segundo mandamento fala. Não vamos colocar no texto o que não está no texto. Isso é um equívoco. Vamos nos ater ao texto. Ele por si só é riquíssimo! É de idolatria que fala o segundo mandamento (adoração a qualquer ser retratado em imagens de escultura).

O PREGADOR PREGA SOB ILUMINAÇÃO E NÃO INSPIRAÇÃO. Tenho ouvido há anos, quando alguém está sendo apresentado para pregar, que Deus irá falar por meio do seu servo. E isso está correto. Quando o pregador empunha a Escritura, a lê, explica e a aplica com retidão, precisão, fidelidade, obedecendo as regras da boa hermenêutica e fazendo um bom uso da homilética, Deus falou por ele simplesmente porque as palavras ditas pelo pregador se encontram alicerçadas na Palavra de Deus. Os Teólogos dizem que o pregador está debaixo da Iluminação do Santo Espírito quando assim procede. Ele está sob a Iluminação do Santo Espírito que Inspirou as Escrituras. Podemos dizer que o pregador está “inspirado” pela Palavra, assim com a Palavra foi “inspirada” pelo Espírito Santo naquele que originariamente a registrou. Inspirar é trazer para dentro. Quando inspiramos o ar, nós o trazemos para nossos pulmões. Quando uma pessoa está inspirada pela Palavra de Deus, ela está cheia dessa Palavra em seu coração e isso sai por seus lábios porque “a boca fala do está cheio o coração” (Mateus 12.34b). Perceba com atenção: quando há estrita relação entre o que diz o pregador fundamentando o seu discurso na Bíblia com a Palavra Inspirada de Deus, esse discurso é abençoador. O mesmo deve ocorrer com a música que usamos no Culto e na adoração a Deus.

Se a tese de alguns que afirmam que os únicos textos que devem ser cantados na Igreja são os Salmos, (e dizem isso porque os demais cânticos são fruto de iluminação e não de inspiração), o que dizer, portanto, da Exposição Bíblica que não é senão uma forma de explicar e aplicar o que a Escritura diz e isso sob a Iluminação do Espírito Santo?

O estudo, por exemplo, do Hino Congregacional, de adoração e testemunho intitulado em nossa língua "Canta Minha Alma", ou "Quão Grande És Tu", ou "Grandioso és Tu", composto pelo Pastor sueco Carl Gustaf Boberg, irá mostrar que ele tem suas profundas raízes na Palavra de Deus. É como se fosse um Sermão pregado com base na Palavra (não o é pela forma, mas o é no conteúdo). 

Não podemos negar o valor e conteúdo pedagógico dos hinos e cânticos contemporâneos quando os mesmos revelam profunda coerência com as Escrituras e são usados com correção no Serviço Religioso. Atenção! Não estou dizendo que a Música substitui o Sermão, mas creio que quando ambos são usados sob Iluminação, quando são “inspirados pela Palavra de Deus” (veja com cuidado o uso que faço aqui do termo “inspiração”) devem ser considerados legítimos e abençoadores.

Concordo com aqueles que primam pela excelência no uso das músicas no momento Litúrgico. Não poderia pensar de outra maneira. O Culto e a Adoração precisam ser precisos.

Mas, devemos estar cientes que não foram as músicas cantadas nos Cultos Públicos as responsáveis pelas grandes dissensões nos limites da Igreja Cristã. Repito que devemos ser muito criteriosos e cuidadosos quanto à escolha das músicas que iremos usar no Culto e na adoração. 


Devemos ser mesmo muito criteriosos. Dizer sobre Deus, em qualquer forma (Sermão, Oração, Canção), sem que isso corresponda ao seu Ser é cometer o pecado da quebra do terceiro mandamento e Deus não considera, aquele que assim procede, como inocente.

Como já vimos, é exatamente no momento do Culto que corremos o sério risco de tomar o nome de Deus em vão. Mas, veja: isso também pode ocorrer se cantarmos somente os Salmos Metrificados. Sim porque se fizermos isso de forma displicentes, simplesmente decorada, repetitiva, estaremos tomando o nome de Deus em vão. O Salmista não cometeu esse pecado ao compor inspiradamente o Salmo, mas nós sim ao cantá-lo de forma irresponsável. A situação se agrava, se cantarmos algo que não vivemos mesmo que seja um Salmo. Por exemplo: cantar o Salmo 133 e ao mesmo tempo promover a dissolução e cizânia?

Eu sou músico e intérprete! Fui criado por um pai que me ensinou música. Amo cantar! E sei o quão perigoso é esse dom quando usado para a promoção do ego. Alguém já disse que o elogio é o sussurro do diabo em nossos corações. Mas não podemos nos esquecer de que isso serve para quem canta, para quem prega a Palavra, ou ora ou faça qualquer outra coisa, ainda que legítima, na Liturgia.

Em algumas Igrejas o Coral é considerado um segundo púlpito. Conheci um regente que dizia isso a respeito do seu Coral. Ele tinha a ousadia de dizer que se o Pastor não pregasse bem, o Coral cantaria bem e isso por si só já iria bastar. 

Já ouvi alguém dizer, depois dos famosos cânticos espirituais, no momento em que passava a palavra ao pregador, o seguinte: "Irmãos o Culto está uma benção e se parássemos por aqui eu já estaria satisfeito". Vê-se que há uma compreensão lamentável do que vem a ser o Culto Cristão! Culto Cristão não se restringe aos cânticos. Infelizmente há cultos em que grande parte do tempo é consumido com cânticos. Deve haver bom senso e equilíbrio na elaboração da Ordem Litúrgica para que ela seja inteligível, coerente e que haja perfeita consonância entre o Sermão Pregado e as músicas entoadas.

O Culto Cristão deve ser oferecido para Deus, para a Glória e Honra de Deus. Minha intensão em Cultuar a Deus é satisfazer o coração do meu Senhor. Já sai do Culto bastante machucado e inquieto porque Deus abriu meu coração e semeou ali a sua Palavra e eu não podia lutar contra ela. Já sai, muitas, e não poucas vezes, insatisfeito comigo mesmo, mas tendo a absoluta certeza de que Deus foi servido.

Sei do perigo que a música pode representar. Há em nossos dias e no meio cristão um mercado fonográfico evangélico que a única coisa que promove é o culto à personalidade (idolatria). Mas não é por isso que iremos ser radicais e inviabilizar o uso da boa música na adoração e no Culto que oferecemos ao nosso Deus. O maior livro da Bíblia é o livro dos Salmos que são poesias e muitas delas eram entoadas acompanhadas por instrumentos musicais existentes naqueles dias e naquele contexto.

"cantores evangélicos" que cantam heresias e cobram muito caro por tal aberração. E não faltam pessoas nas filas para pedir autógrafo. Mas há também muita Igreja séria onde a música erudita e cristã é praticada com zelo e esmero, com o único propósito de prestar adoração a Deus. Há muitos intérpretes sérios, realmente comprometidos com a Palavra de Deus e com Reino de Deus. Há muitos poetas entre os cristãos cuja obra literária é fonte de benção e motivação cristã evidenciada pela ação iluminadora do Santo Espírito de Deus nas suas composições.

Falando sincera e francamente; não foi a música que despertou Joseph Smith, Joseph Bate, Ellen G. White, James White, John Nevins Andrews, Charles Taze Russell, Luigi Fransescon, David Berg, e muitos outros e outros movimentos, como o moderno Neo-Pentecostalismo e até alguns pentecostais a se tornarem seitas totalmente estranhas ao cristianismo bíblico. Na verdade foi o uso incorreto e indevido das Escrituras que produziu ao longo do tempo o surgimento de movimentos heréticos e estranhos ao cristianismo bíblico. Foi o abandono do exame criterioso das Escrituras que gerou tantos movimentos espúrios.

O que enfraquece a Igreja é o uso incorreto ou o abandono da Escritura porque ela é a única regra de fé e vida. É a exposição fiel das Escrituras o meio de instrução para nossa santidade. E somente um povo santo pode comparecer diante de um Deus Santo para o momento da Adoração e Culto. Digo com toda autoridade que o Espírito Santo me confere que cantar salmos metrificados, única e exclusivamente, é um exagero, um ato de preciosismo. A situação se agrava quando aqueles que fazem assim proferem, eivada e sutilmente, juízo de valor sobre os irmãos em Cristo que não pensam como eles. 

Quem foi regenerado de verdade e é santificado por Deus por meio de sua Palavra revela um cuidado extremado em cantar apenas aquilo que é devido à Glória de Deus, seja por meio de Hinos, Cânticos Contemporâneos ou os Salmos do livro dos Salmos.

A questão Litúrgica está atrelada á questão Teológica. E a Teologia deve gerar vida santa. A Teologia não existe para satisfazer anseios no âmbito da intelectualidade, mas sim para abençoar o coração e produzir santidade. Muita gente, infelizmente, ainda não percebeu que cometem o pecado da Teologilatria! (permitam-me o neologismo). Boa Teologia produz boa Liturgia, com boas orações, bons cânticos, boa mensagem pregada, correta celebração sacramental, ofertório abençoado. Tanto a Prédica quanto a Cantoria devem ser baseadas e fundamentadas na Palavra de Deus e devem promover a Glória de Deus e não a glória do pregador ou de quem canta (seja um cântico congregacional, coral, canto gregoriano, uma música solo, um dueto, um quarteto ou qualquer outra modalidade).

Muitos escrevem textos enormes falando do Princípio Regulador do Culto, outros são afeitos ao normalismo. Será que é preciso tudo isso mesmo? Creio não ser necessário. Crentes maduros se notabilizam pelo bom siso e bom senso. Sim, o PRC é valiosíssimo quando trata dos pontos necessários que devem compor a Liturgia. Não podemos desprezar o PRC, muito pelo contrário, devemos fazer uso dele e produzir uma Ordem Litúrgica que seja pedagógica em todos os sentidos. No Culto que prestamos a Deus buscamos entendimento, não entretenimento. É a Palavra de Deus sendo exposta de forma fiel e variada que produz entendimento, conforto para a jornada da vida, sabedoria e o verdadeiro temor de Deus (Provérbios 1.1-7).

ALGUMAS PERGUNTAS?
Será que a sabedoria cristã é tão pobre que nenhuma composição humana pode ser utilizada como música cantada no Culto que prestamos ao nosso Deus? 

Será que um cântico, ou hino, produzido por uma pessoa como, por exemplo, Fanny Crosby, não tem utilidade litúrgica só porque não é inspirado assim como inspirados foram os Salmos? 

Será que a música de Paulo César da Silva intitulada "Autor da Minha Fé" que fala de uma forma tão poética e bíblica sobre a volta de Cristo, sem tocar nos problemas escatológicos, deve ser considerada descartável como testemunho ao mundo de como nós os cristãos esperamos e aguardamos com alegria aquele dia de nossa plena redenção? 

Perdoem-me, mas isso seria o mesmo que dizer que um Sermão do Rev. Hernandes Dias Lopes, ou de C.H. Spurgeon ou outro grande expositor bíblico, não tem validade nenhuma simplesmente porque ele não foram inspirados. 

É possível que daqui a pouco vão dizer que devemos chegar à Igreja, ler a Bíblia, cantar apenas Salmos, ler as Orações da Bíblia e ir embora. 

Deixe-me dizer algo grave: Já ouvi sermões muito menos bíblicos que muitas músicas, e por incrível que possa parecer, Deus estava naquele lugar fazendo brotar água da rocha, apesar da incorreção humana, simplesmente porque o Deus da Bíblia é assaz misericordioso.

O QUE PRECISAMOS FAZER EM RELAÇÃO Á MUSICA QUE É UTILIZADA NO CULTO CRISTÃO?
Creio que precisamos avaliar a Trinocentricidade, e Biblicidade das letras das músicas produzidas para o Culto Cristão, do mesmo jeito que a mensagem deve ser baseada nesses princípios.

Se a composição humana não inspirada se fundamentar na Palavra e estiver em perfeita consonância com a Palavra ela pode e deve ser usada no Culto! Se o contrário ocorrer, ela deve ser desprezada. Se um Sermão for fiel às Escrituras ele deve ser considerado válido, mas se não estiver alinhado com as Escrituras, deve ser desprezado. Deus não falou!

Eu creio que falta equilíbrio emocional para alguns irmãos valiosos que têm uma enorme tendência de pender para os extremos. Eu tremo em proferir esse juízo de valor sobre esses que eu considero meus irmãos em Cristo. Mas em meus debates e conversas com grande parte desses radicais é exatamente isso que eu tenho visto de forma clara e inequívoca.

Finalizo dizendo que respeito a todos que preferem ficar apenas com os Salmos e que estou livre e feliz em poder me sentar com eles e adorar a Deus em companhia deles, em uma verdadeira koinonia. Já fiz e farei isso sem nenhum traço de tristeza, nem de preconceito!

Eu só gostaria que não confundissem o que é contragosto com pecado, o que é novo com pecado, o que é diferente com pecado e ainda, que não confundissem aquilo que é fruto da iluminação, com pecado.

Gostaria de afirmar um ponto e esse é: não é a música o problema de enfraquecimento espiritual dos crentes e das Igrejas. O enfraquecimento dos crentes e da Igreja está atrelado diretamente ao abandono total da leitura, meditação e prática das Escrituras (Salmo 1, 2 Timóteo 3.10-17).

Eu só gostaria que não me considerassem um cristão de segunda categoria só porque além dos Salmos eu me disponho a contar o que Deus tem feito por mim, em mim, para mim, através de mim e até apesar de mim em forma de composições não inspiradas, mas iluminadas pelo mesmo Espírito que produziu a Santa Escritura.

Soli Deo Glória.

2 comentários:

  1. Muito bom pastor, esse parágrafo resume e penso que encerra toda polêmica.
    "Creio que precisamos avaliar a Trinocentricidade, e Biblicidade das letras das músicas produzidas para o Culto Cristão, do mesmo jeito que a mensagem deve ser baseada nesses princípios. Se a composição humana não inspirada se fundamentar na Palavra e estiver em perfeita consonância com a Palavra ela pode e deve ser usada no Culto! Se o contrário ocorrer, ela deve ser desprezada. Se um Sermão for fiel às Escrituras ele deve ser considerado válido, mas se não estiver alinhado com as Escrituras, deve ser desprezado. Deus não falou!

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  2. Muito bom pastor! Nada deve ocupar maior lugar em nosso coração nem em nosso culto, do que a verdadeira adoração ao nosso senhor e salvador Jesus!

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Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


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