terça-feira, 27 de setembro de 2016

A BÍBLIA E O TRABALHO

“No trabalho me sinto útil, me sinto vivo”. 
Rev. Mauro Sergio Aiello
"O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário".

Em Provérbios 14.23 lemos: “Em todo trabalho há proveito, meras palavras, porém, levam à penúria”. Por incrível que possa parecer há pessoas que se opõem a idéia do trabalho. Outro dia li um manifesto contra o trabalho. Neste manifesto o autor considera um posicionamento cínico afirmar que aquele que não trabalha não deve comer. Ora, o trabalho não é uma maldição, mas uma benção. Nossos primeiros pais trabalhavam no Éden mesmo antes da queda. Só que naquele contexto não havia o cansaço e a disputa contra a natureza, o que veio ocorrer após o pecado da desobediência.

O verbo "trabalhar" é proveniente do latim vulgar tripaliar: torturar com o tripalium. Este é derivado de tripalis, cujo nome é proveniente da sua própria constituição gramatical: tres & palus (pau, madeira, lenho), que significava o instrumento de tortura de três paus. A idéia de tortura evoluiu, tomando o sentido de "esforçar-se", "laborar", "obrar". Portanto, a idéia de trabalho carregada pelo termo latim é de sofrimento, mas o conceito bíblico de trabalho não é esse. Na Bíblia aprendemos que o trabalho é uma benção (Eclesiastes 2.24-26)

A Reforma protestante resgatou a verdade de que o trabalho é uma questão de vocação e glorificação a Deus.  "E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação,fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus (...). Servos, obedecei em tudo aos vossos senhores segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão-só agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor. Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor,  é que estais servindo; pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas. Senhores, tratai aos servos com justiça e com eqüidade, certos de que também vós tendes Senhor no céu" (Cl 3.17,22-4.1)

Somente com o trabalho podemos gozar com dignidade o fruto colhido. Nada há de mais compensador e prazeroso do que poder gozar o sétimo dia quando trabalhamos com denodo, zelo nos outros seis que compõem a semana. Só há sentido em observar o sétimo dia se trabalhamos de verdade nos outros seis.

Calvino foi muito feliz em observar que o excedente fruto do nosso trabalho não pode ser usado para nossa luxúria, mas sim para podermos alcançar os menos privilegiados suprindo assim suas necessidades. Devemos nos lembrar que pobres sempre existirão, é conseqüência do pecado, mas isso não implica em que encolhamos nossa mão como avarentos.

Enfim, tudo que fazemos deve ser oferecido a Deus e deve ser feito em nome de Jesus. Como diz William Hendriksen em seu comentário: “O trabalhador deve fazê-lo como se fosse para Cristo. Nós não trabalhamos pelo pagamento, nem por ambição, nem para satisfazer a um amo terreno. Trabalhemos de tal maneira que possamos tomar cada trabalho e oferecê-lo a Cristo. (1Tm 6.1-2). Então querido leitor....bom trabalho.

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