quinta-feira, 29 de setembro de 2016

ACHADOS NA MULTIDÃO

ACHADOS NA MULTIDÃO.(Salmo 37.23-24)

“Se Cristo é o caminho, por que perder tempo em outra estrada?”.
Verne Arends






Há alguns anos, aluguei um filme (Império do Sol) em uma locadora que contava a história de um menino inglês, aficionado por aviões de combate, que residia com seus pais na China em 1939. Seu pai era um empresário e membro da alta sociedade inglesa naquele país asiático. Aconteceu que, indo a Xangai com seus pais, os japoneses invadiram a China. Era o início da Segunda Grande Guerra Mundial. Em meio ao tumulto do bombardeio japonês o garoto andava de mão dada com sua mãe em busca de embarcar em um navio que os levaria de volta à Inglaterra. Acontece que em sua outra mão ele carregava uma miniatura de um avião caça que, de repente, caiu ao chão. O garoto então largou a mão da mãe e, ajoelhado em meio à multidão, começou a procurar desesperadamente o aviãozinho. Ao achá-lo, havia perdido de vista seus pais, que, carregados pela multidão embarcaram e partiram para a Inglaterra. Ficou só...com seu aviãozinho. Só reencontrou seus pais, no final da guerra.

          Conosco acontece muitas vezes a mesma coisa. Deus nos segura pela mão em meio aos tumultos e conflitos dessa vida. Ele quer que andemos com segurança ao seu lado e não nos larga de forma alguma. É como disse o Salmista: “O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão”.  (Salmo 37.23-24) Entretanto, muitas vezes agimos como aquele garoto inglês, cheio de mimo; damos mais importância às coisas sem valor e deixamos o Senhor de lado. Por isso passamos por momentos de dificuldades, de conflitos e tragédias pessoais.

          Vez por outra encontramos pessoas que tem uma agenda super ativada, na qual não há sequer um momento para Deus. Na verdade o secularismo, o materialismo, o consumismo e também, infelizmente, o mundanismo, os têm esvaziado de Deus. Para estes, Deus transformou-se em uma idéia abstrata com a qual o relacionamento acontece apenas nas ocasiões de dificuldades, necessidades, tragédias pessoais e infortúnios, uma idéia que ficou lá pra trás em meio à multidão de coisas e eventos. Outras não percebem a letalidade de determinados ambientes, “amizades”, etc. Apegam-se a determinadas coisas e se afastam aos poucos de Deus, perdendo o prazer em servi-lo.  Aquele garoto inglês largou da mão de sua mãe por alguma coisa que não tinha em si valor algum, mas ao que parece ele não se apercebeu disso. Perdeu-se no meio da multidão ao dar mais valor ao aviãozinho do que a segurança da mão da mãe. Ficou anos sem o carinho e o regaço materno. 

Contrapondo-se a tudo isso, fico pensando nas palavras do escritor da carta aos Hebreus no capítulo 12.1-2, nas quais ele diz: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta...”.

Max Lucado conta em seu livro – Quando Os Anjos Silenciaram – a história do garoto Mattew Huffmam, filho de um casal de missionários em Salvador que se queixou de febre. Logo perdeu a visão. Seus pais o levaram para o hospital. No caminho, enquanto estava deitado no colo da mãe, o garoto fez algo que seus pais jamais esquecerão. Estendeu a mão em direção ao ar. A mãe segurou-a, mas ele a estendeu novamente. Outra vez ela segurou a mão do filho, mas ele continuou a estendê-la. Confusa ela perguntou-lhe. – O que você está tentando alcançar Mattew? O menino respondeu: - Estou tentando alcançar as mãos de Jesus. Após estas palavras o menino fechou os olhos entrou em coma, morrendo dois dias depois.

Deixar as coisas fúteis, os “pecados relativizados”, coisinhas sem “importância”, palavras, gestos, atitudes, movimentos, prazeres e ambientes “aparentemente” inocentes se tornarem importantes como o aviãozinho daquele garoto inglês, faz com que percamos Deus de vista e o fogo e fervor da vida cristã sejam diminuídos e até completamente aniquilados.

Gosto muito do que disse Sto Agostinho em suas Confissões: “E onde estavas quando te buscava? Certamente, estavas diante de mim, mas eu me havia afastado de ti mesmo e não te encontrava, e muito menos a ti!”.  Em meio à multidão, há uma mão estendida que nos ergue e nos sustém. A mão não só ergue, mas aponta o caminho por onde devemos ir. Ele nos achou quando estávamos perdidos em meio à multidão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SEJA BEM-VINDO E BOA LEITURA!

Fico feliz em que você visite o Blog Conteúdo. Faço parte dessa comunidade de gente que gosta de escrever e expor o que escreve sem nenhum receio de ser lido e contestado. Fique a vontade nessa minha sala de leitura. Espero, sinceramente, que meus escritos ajudem você de alguma maneira, mas principalmente do ponto de vista espiritual. Se você quiser me ajudar ore por mim e peça a Deus que me mantenha firme na fé cristã. Se você não é um cristão como eu, eu gostaria de conhecer você e falar para você sobre minha fé. É só ir na seção dos comentários e fazer contato.

Um abraço.


FAMÍLIA.....

FAMÍLIA.....
O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM HOMEM É SUA FAMÍLIA

FILHOS

FILHOS
QUERIDOS