terça-feira, 13 de setembro de 2016

CORRENDO ATRÁS DO VENTO


Você já experimentou correr atrás do vento, tentar alcançá-lo, ultrapassá-lo? Creio que não porque, entre outras coisas, muitos iriam achar que você está louco. Todavia, com a mais absoluta certeza se não agimos assim de forma literal, em muitas situações da vida cristã corremos atrás do vento.

1. Corremos atrás do vento quando imaginamos que podemos adorar a Deus sem o compromisso de uma vida santificada. Essa é uma tarefa inglória, sem sentido, desprovida de qualquer significado. Nenhum projeto nesse sentido terá êxito se não nos santificarmos. A alegria em adorar o Senhor é conseqüência natural do compromisso de vivermos todos os dias na sua presença em novidade de vida. O prazer em poder servir a Deus é o resultado natural de uma vida santificada em casa, no relacionamento conjugal, com os filhos, no trabalho com superiores e subalternos, na academia onde buscamos o refinamento intelectual e cultural. Corremos atrás do vento quando supomos que podemos adorar a um Deus que conhece os bastidores de nossa vida, melhor do que nós porque ele vê nosso coração e suas motivações. Sem santidade somos nuvem sem água no que consiste a adoração, somos sem sal, sem graça, não empolgamos ninguém porque não há o brilho do Deus Santo a refulgir em nosso rosto.

2. Corremos atrás do vento quando supomos que nossos dotes pessoais, talentos naturais e intelectualidade podem substituir a ação do Espírito Santo na obra do Senhor e em tudo o mais em que estejamos envolvidos, em qualquer contexto no qual estivermos inseridos. Abraão era um pagão e o Deus o chamou e lhe disse: - Se tu uma benção! Moisés usou um cajado de pastor para fazer um Faraó e seu império se curvar. Davi fez uso de uma funda desprezando a armadura de Saul e assim derrotou o gigante Golias. Pedro, um rude pescador, sem instrução acadêmica, pregou dois sermões e aproximadamente 5000 almas se renderam aos pés de Cristo. D. L. Moody era um roceiro e ignorante no que concerne ao preparo intelectual mas foi o responsável pela conversão de aproximadamente 500.000 almas. Isso mostra que tudo o que temos e somos só tem sentido no contexto do reino de Deus se os disponibilizarmos ao seu serviço, glória dEle e honra do Seu nome. Paulo, o apóstolo dos gentios, homem brilhante e bem preparado, considerado uma das mentes mais privilegiadas de toda a história da literatura, só se tornou vulto reconhecido e aclamado, após sua conversão.  Corremos atrás do vento (luta inglória) quando imaginamos que podemos ser uma benção apenas com base em nossos dotes pessoas, talentos naturais, intelectualidade. Somos bênçãos, sejamos o que formos e tenhamos o que tivermos, quando o Espírito Santo nos usa com poder e eficácia,

3. Corremos atrás do vento se nos deixamos iludir ao pensar que as aparências externas são mais importantes do que o coração escondido dentro no peito. Há um ditado que diz: “Quem vê cara, não vê coração”. Os perseguidores mais contumazes e que foram responsáveis pelo aprisionamento e morte de Cristo, foram aqueles que compunham a classe religiosa de Jerusalém. De fato, vez por outra somos iludidos por aqueles de fala mansa, de atitudes aparentemente piedosas. Notoriamente somos levados a idolatrar pessoas que se apresentam como crentes nota dez, cheios de pudor por fora, mas sem nenhuma piedade por dentro. É por isso que o escritor da carta aos Hebreus assevera que devemos olhar firmemente para o autor e consumador da nossa fé, Cristo  Jesus.  Concentremos nossa atenção e olhar em Cristo, busquemos imitá-lo para que encontremos o caminho da excelência porque só ele foi varão perfeito.

4. Corremos atrás do vento quando contabilizamos aos outros a tristeza que carregamos na alma por conta de uma vida sem compromisso com Deus. Por que foi que Pedro chorou amargamente após ouvir o galo cantar? Ora, ele assim agiu porque se lembrou que Jesus lhe disse que antes que o galo cantasse pela primeira vez ele, Pedro, o negaria três vezes. O pecado danifica a alma, adoece o coração, e temos uma natural tendência de responsabilizarmos os outros por nossa falência espiritual. Foi isso que Adão e Eva fizeram no Éden após terem pecado. Adão disse a Deus: - A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Eva disse: - A serpente me enganou, e eu comi. Somos relutantes em assumir a mea culpa. Veja aí como esta tua vida com Deus, analise e avalie tua vida espiritual, quantas vezes lês a Bíblia, quantas vezes oras por dia.

Pare de correr atrás do vento (espiritualmente falando). Você nunca conseguirá alcançá-lo e nem ultrapassá-lo. Busque a santificação, coopere com o Espírito Santo, cuide do teu coração e assumindo teu pecado, confesse-o e deixe-o para que possas realmente viver e não apenas existir.

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