quarta-feira, 14 de setembro de 2016

E QUEM SE IMPORTA?

E QUEM SE IMPORTA?
“A omissão costuma ser um erro”. Maurão

A indiferença e o individualismo têm sido marcas distintas do mundo pós-moderno, tão afeito a coisificar até as pessoas. Nesse mundo tão “avançado” e “atualizado”, pessoas são o que menos importa, e é triste constatar que muitos crentes já foram contaminados. O mundo de hoje, narcisista e orgulhoso de seus avanços na tecnologia, está fazendo com que sejamos tão frios e programáveis como os computadores e as máquinas. Mas pessoas são mais importantes!


Transcrevo aqui, com meu agradecimento, esse texto enviado via internet por um querido irmão, porque entendo que ele é mais que relevante  e trata dessa questão tão crucial para os nossos dias. Um pouco de atenção e carinho pode ser muito mais importante do que grandes obras de filantropia, do que muitas poesias em prol de um amor apenas verbalizado, do que o famoso tapinha nas costas na porta da Igreja desejando que o outro seja abençoado, mas recusando-se a ser o canal da benção de Deus ao encolher a mão que poderia ser abençoadora. Leia, reflita e se posicione:

“Um dia, durante uma conversa entre advogados, me fizeram a seguinte pergunta: - O que de mais importante você já fez na sua vida? A resposta me veio na hora, mas não foi a que respondi, pois as circunstâncias não eram apropriadas. No papel de advogado da indústria do espetáculo, sabia que meus colegas queriam escutar anedotas sobre meu trabalho com as celebridades. Mas aqui vai a resposta verdadeira, a que surgiu das profundezas das minhas recordações.

O mais importante que já fiz na minha vida, ocorreu em 08 de outubro de 1990. Comecei o dia jogando golfe com um amigo, que há muito não via. Entre uma jogada e outra, conversávamos a respeito do que acontecia na vida de cada um. Ele me contava que sua esposa e ele acabavam de ter um bebê. Enquanto jogávamos, chegou o pai do meu amigo e consternado, lhe disse que seu bebê havia parado de respirar e que havia sido levado com urgência para o hospital. No mesmo instante, meu amigo subiu no carro de seu pai e se foi. Por um momento fiquei parado, sem pensar, nem me mover, mas logo tratei de pensar no que deveria fazer naquela situação: Seguir meu amigo ao hospital? Oferecer meu apoio moral? Eu pensei comigo mesmo: "Minha presença não serviria de nada, pois a criança certamente está sob cuidados de médicos, enfermeiras e nada havia que eu pudesse fazer para mudar a situação. Tanto ele quanto sua esposa vinham de famílias numerosas e sem dúvida estariam rodeados de amigos e familiares que lhes ofereceriam apoio e conforto necessários. A única coisa que eu faria indo até lá, seria atrapalhar".

Decidi que mais tarde iria ver o meu amigo e quando me dirigia ao meu carro, percebi que o meu amigo havia deixado o seu carro aberto e com as chaves na ignição, estacionado junto às quadras de tênis. Resolvi, então, fechar o carro e ir até o hospital entregar-lhe as chaves. Como imaginei, a sala de espera estava repleta de familiares que os consolavam. Entrei sem fazer ruído e fiquei junto à porta, pensando o que deveria fazer. Não demorou muito e surgiu um médico que se aproximou do casal e, em voz baixa, comunicou o falecimento do bebê.

Durante os instantes que ficaram abraçados, a mim pareceu uma eternidade, choravam, enquanto todos os demais ficaram envolvidos por aquele silêncio de dor. O médico lhes perguntou se desejariam ficar alguns instantes com a criança. Meus amigos aceitaram o oferecimento e ao se levantarem para ir até a criança, me viram ali, e se dirigindo a mim me abraçaram e me disseram: - Muito obrigado por estar aqui! Durante o resto da manhã fiquei sentado na sala de emergências do hospital, esperando que meus amigos se despedissem de seu bebê. Isso foi uma das coisas mais importantes que já fiz na minha vida, e que me ensinou algumas lições: ‘“Tudo o que estudei e aprendi, de nada adiantou diante daquela situação e, ao aprender a pensar, quase me esqueci de sentir. Hoje, não tenho dúvida alguma de que deveria ter subido naquele carro sem vacilar e acompanhar meu amigo ao hospital. Também aprendi que a vida pode mudar em um instante e, desde aquele dia busco equilibrar meu trabalho e minha vida pessoal. Aprendi que nenhum trabalho, por mais gratificante que seja, compensa perder umas férias, romper um casamento ou passar um dia festivo longe da família. Aprendi que, o mais importante da vida, não é ganhar dinheiro, nem ascender socialmente e nem receber honras. O mais importante na vida é ter tempo para as pessoas e cultivar uma verdadeira amizade”’.

Reflita e olhe ao teu redor. Todos nós precisamos de um ombro amigo, de alguém que, mesmo silencioso, esteja ao nosso lado, nos abrace, chore conosco. Dale Carnegie disse: “Você fará mais amizades em um mês, demonstrando se importar com as pessoas do que faria em um ano, tentando fazer com que elas se importem com você”. Quando alguém perguntar a você: “E quem se importa?”. Responda simplesmente: “Eu me importo”.

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