domingo, 18 de setembro de 2016

MEUS FILHOS PARA CRISTO.

MEUS FILHOS PARA CRISTO.

Claro que quando os filhos nascem nossas vidas mudam. Passamos a viver quase em função deles. Temos muitos sonhos e expectativas. Queremos que eles se destaquem nos estudos, sejam bons na prática de algum esporte, sejam bem relacionados e principalmente que sejam pessoas de bem com a vida.

Queremos também que nossos filhos se deem bem no namoro, que se casem bem e construam uma família feliz e nos deem netos.

Como disse, passamos a viver em função deles. Eu fico emocionado em cerimônias de formatura quando os pais são homenageados. Sim, porque muitos pais são humilhados, passam privações, sufocam sonhos só para poder oferecer aos filhos uma formação acadêmica que lhes servirá para encontrar uma boa colocação do mercado de trabalho. Em um dia desses conheci o caso de um médico cujo pai custeou seus estudos trabalhando incansável e ininterruptamente como pedreiro.

Mas de todas as coisas boas que podemos almejar para nossos filhos, a maior e melhor de todas é Cristo. Já disse e escrevi a esse respeito. Já preguei sobre isso, ou seja, podemos e devemos nos esforçar para dar a melhor formação acadêmica, o melhor ambiente familiar, as mais saborosas férias, e tudo o mais que pudermos oferecer a eles, mas não podemos deixar de influenciá-los quanto ao perigo de se ter tudo nessa vida e perecer na eternidade sem Deus. Devemos dar tudo mesmo aos nossos filhos, principalmente inculcar neles a lei de Deus, o conhecimento de Deus. Devemos evangelizar nossos filhos. Precisamos fazer de nossos filhos, filhos de Deus, discípulos de Cristo, servos e servas dedicados.

Não podemos imaginar sequer por um momento que um cristão é um fraco. A história do cristianismo é a história de homens e mulheres que ajudaram a mudar o curso da história. Você não pode dizer que João Calvino, Martinho Lutero, Willian Carey, Hudson Taylor, David Livingstone, e tantos e tanto outros personagens do cristianismo foram pessoas fracas.

Infelizmente alguns pais cristãos nutrem em seus corações certo temor de que seus filhos se tornem uns bobões só porque são criados na Igreja. Parece que eles olham para os jovens do mundo que frequentam as baladas como jovens mais fortes do que aqueles da Igreja que se reúnem para ler a Bíblia e participar das atividades da Igreja. Nada mais tolo e insano do que pensar assim. Eu soube de um pai que ao ser interpelado do porque deixava seu filho frequentar certa casa de shows respondeu que o filho tinha que aprender por sua própria conta. E parece que o jovem aprendeu (aliás, o que normalmente é ruim se aprende mais facilmente) tão bem a lição que passou a frequentar esses ambientes e, neles, desenvolveu relacionamentos tão íntimos que acabou abandonando a Igreja. Então eu me ponho a pensar que aquilo que o Salmista escreveu no Salmo 1 é um bom alerta para pessoa que procedem de tal modo: “Bem aventurado (feliz) aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta à roda dos escarnecedores”.

O que o mundo pode oferecer aos nossos filhos? O que determinadas amizades podem oferecer aos nossos filhos? O que certos ambientes podem produzir no caráter e personalidade dos nossos filhos? Os adolescentes e jovens são muito mais facilmente seduzidos pelas paixões. Veja o caso da Parábola do Filho Pródigo. O Filho pródigo era o mais moço. Ele queria encher sua vida de aventuras e bem longe do pai. O resultado foi terrível para ele. Ainda que tenha se arrependido, as marcas ficaram. Adolescentes e jovens não pensam com a mente, eles pensam com seus corações. Conheci uma moça que se apaixonou por um rapaz e quando ele a desprezou ela tirou a própria vida. É exatamente nessa fase da vida que muitos põem a vida por perder. Quantos dos meus amigos de infância perderam a vida envolvidos com drogas e prostituição. A juventude é um período de assentamento, ajuste, de semeadura, de plantio, para aquele que vem a ser o período mais longo de nossa existência; a idade adulta.

Essa é uma idade em que o indivíduo precisa aprender que não se deve desprezar o quinto mandamento. E os pais de adolescentes e jovens devem estar atentos para o tipo de disciplina que administram aos filhos. É interessante que quando Paulo fala de uma vida controlada pelo Espírito Santo em Efésios 5.15-33 – 6.1-9, ele diz que os filhos cheios do Espírito Santo devem obediência aos seus pais no Senhor, pois isso é justo. Os filhos devem honrar o pai e a mãe para que possam viver muito e ser sucesso na vida. Mas Paulo diz aos pais cheios do Espírito Santo que eles “não devem provocar seus filhos à ira, mas devem cria-los na disciplina e admoestação do Senhor”.

Assim sendo, eu questiono a todos que me leem e têm filhos ainda crianças. O que vocês estão fazendo para que quando seus filhos chegarem a adolescência e juventude eles possam, enquanto se preparam adequadamente para disputar um espaço no mercado de trabalho, manterem-se firmes na Igreja? O que os pais estão fazendo para conquistar seus filhos para Cristo? Quanto tem sido investido nisso?

Vejo com enorme tristeza o descaso de alguns adolescentes e jovens que um dia estiveram na Igreja e pareciam gostar do ambiente em que viviam, mas que agora estão se tornando estranhos. Muitos deles frequentam a Igreja só de corpo, mas a alma e o coração estão tão longe da Igreja quanto o Diabo está da Cruz de Cristo. Eles não sentem prazer na comunhão que a Igreja oferece. A maioria desses adolescentes está mimetizando os próprios pais. Muitos pais estão deixando de ser exemplo de vida piedosa para seus filhos. Muitos pais estão deixando de ser exemplo de compromisso com a Igreja que Cristo comprou com seu precioso sangue.

Certo dia um mui querido irmão me disse que frequentou com assiduidade e pontualidade a Igreja, procurou ser um marido cristão para sua esposa, um exemplo de vida piedosa, mas como eu explicava o fato das filhas dele estarem totalmente fora da Igreja e vivendo uma vida de total descompromisso com Deus. Eu disse a ele que pelo menos no seu caso ele pode afirmar que fez o certo. Mas e aqueles que não fazem nada? Como se sentirão em ver o resultado de sua loucura? Como se sentirão aqueles que na verdade fizeram e ensinaram errado? Uma coisa é você ensinar corretamente e o resultado não ser aquele que você esperava (pelo menos por hora, porque a semente pode germinar) e outra é ensinar errado. 

Angustio-me em saber, porque no Pastorado vemos isso acontecer com muita facilidade, que muitos pais depois derramam lágrimas, se revoltam contra Deus, e não poucos acabam por deixar o convívio com os irmãos em Cristo. Conheci um homem que fez isso e ficou longe de Deus e da Igreja por muitos anos e quando voltou, retornou apenas por alguns meses vindo a falecer em seguida. No seu leito de morte ele afirmou que nunca deveria ter abandonado o convívio com a Igreja. Ele disse: - Perdi meus filhos para o mundo e agora meus netos caminham para a mesma eternidade sem Deus. Que Deus se apiede de minha pobre alma.

Precisamos conquistar nossos filhos para Cristo. Devemos ser os melhores mordomos de Deus nessa questão. Os filhos são herança do Senhor e nós os pais devemos devolver essa herança a Deus como filhos não nossos, mas dEle. Nenhuma conquista nesse mundo é maior do que conquistar nossos filhos para Cristo. Não me importo com o que o mundo todo pense a esse respeito.

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