sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O DOMINGO, MEUS PAIS E EU!


O DOMINGO, 

MEUS PAIS E 

EU.
(Atos 19.9)



“O orgulho é a porta que se fecha e por onde
o conhecimento e a sabedoria não podem passar”.
Rev. Mauro Sergio Aiello




Eu tenho mesmo saudades dos meus dias da infância. Talvez você me acuse de nostalgismo, se me permite o neologismo. Ou talvez você diga que se trata de um choque de gerações e que eu não aprendi a viver no tempo presente. Não sei do que mais você me rotularia, mas de uma coisa tenho certeza; nos meus dias de criança as coisas eram melhores do que hoje.

Eu me recordo que naqueles dias, todos aguardávamos o domingo, não por causa da macarronada da mama, da “brajola” e do guaraná caçulinha. O domingo era gostoso por causa disso também, mas o mais importante era que respirávamos um clima religioso mais acentuado. O domingo era o Dia do Senhor, mesmo! Tudo girava em torno da Igreja e de suas atividades.

Minha memória me traz a lembrança de que morávamos bastante longe da Igreja. Era uma caminhada de trinta minutos em ruas de terra, esburacadas, e barrentas quando chovia.  Não tínhamos carro. Por isso íamos a pé. Voltar pra casa ao meio-dia, o sol a pino era duro.

Meu pai não era convertido e por isso íamos somente eu, mamãe e meu irmão mais velho, o José Luiz. Quando nasceram o Paulo e a Luci, eu e o “Zé Luiz” tínhamos que levá-los nos braços, nos ombros. Não era fácil. A Igreja era bem simples. Não tínhamos piano, órgão, violão, som, play-back, etc. Era tudo no “gogó” e a “seco”. Na Igreja nos assentávamos ao lado da mamãe e tínhamos que prestar atenção a cada detalhe da Escola Dominical ou do Culto. Se nos comportássemos mal, mamãe chegava em casa e chamava o velho Vincenzo. Então papai e mamãe nos disciplinavam. Às vezes apanhávamos, outras, éramos proibidos de bater a tão gostosa bolinha, ou a privação de algum privilégio.

O domingo era sagrado para minha mãe que era e é crente, e para meu pai que, naquela época, era um italiano católico carola. Minha mãe era um exemplo de pontualidade e assiduidade com as atividades da Igreja. Sob sol, chuva, calor ou frio, lá estava a família em sua marcha para a Igreja, domingo após domingo, gostássemos ou não. Cansaço não era desculpa para faltar. Eu estudava e, já com doze anos trabalhava. Na verdade eu era um “segurança” (olhava a porta de uma loja na esquina da rua Maria Marcolina com a rua Chavantes). Meu irmão era balconista nessa mesma loja do “seu Salomão”. Ao chegar em casa pegávamos os livros e corríamos para a escola. Não tinha moleza: só íamos mesmo comer uma comida quentinha em casa, bem tarde da noite, pois o almoço era na base do marmitão. Mas...domingo após domingo, lá estávamos nós, animados, alegres e felizes naquela “Igrejinha” na rua Gentil de Moura no bairro de Vila Buenos Aires, bem na beira de um córrego que cheirava mal.

Também trago à memória o cuidado de minha mãe em que cada um de nós tivesse nossa Bíblia e o hinário Salmos e Hinos. E tínhamos que levar, pois, tínhamos que abrir a Bíblia e acompanhar a leitura feita pelo Pastor, abrir o hinário e cantar com os demais irmãos.

Hoje me alegro em ver que aquela vida cheia de desafios, fez-me uma pessoa forte e que não se dobra diante das dificuldades. Aqueles dias são doces lembranças que espero imprimir na memória e coração dos meus filhos. Que eles também tenham suas lembranças e se orgulhem de falar e escrever, sobre elas, quando chegarem à idade adulta.

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