sexta-feira, 23 de setembro de 2016

PASTOR EDISON QUEIRÓZ....UMA VIDA INSPIRADORA.

“Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”. Apocalipse 14.13

Hoje o universo protestante no Brasil vive um dia de tristeza ao ter que se despedir de um servo de Deus, Ministro da Palavra e alguém apaixonado por Missões – o Pastor Batista, irmão Edison Queirós. À família e Igreja nossa solidariedade e carinho.

Eu o conheci ainda quando era Seminarista. Ele havia participado do Comibam e visitou a Igreja em que eu era membro. Passei a admirá-lo. Sorriso cativante, voz limpa e clara, excelente comunicador. Fui revê-lo em Geração 90 quando ele pregou seu famoso sermão baseado no texto de Atos 1.8 no Ginásio de Brasília, Nilson Nelson. Perdemos contato. Fiquei sabendo que ele deixou o Pastorado da Primeira Igreja Batista de Santo André e havia se instalado nos Estados Unidos da América.

Passam-se os anos e eu, já ordenado, Pastoreava a Igreja Presbiteriana Maranata de Santo André. O Pastor Edison Queirós foi convidado e voltou para Pastorear a Primeira Igreja Batista de Santo André. Tive a honra de participar do Culto de sua posse. Sentei-me ao lado do, não menos notável, Pastor Waldemiro Timchak. Waldemiro eu conhecia de nome porque li a série de artigos que ele publicou no antigo (e já não mais existente) Jornal Palavra da Vida. Cumprimentei o Pastor Edison Queiróz desejando a ele um Ministério profícuo e abençoado à frente daquele rebanho de Deus.

E parece-me que o Pastor Edison ficou no Pastorado daquele rebanho até hoje quando por volta das 15h30 ele ouviu o chamado para comparecer perante aquele que por ele nasceu, viveu, morreu e ressuscitou. O Mestre chamou e o discípulo obedeceu. Não antes de abençoar a todos com a forma na qual enfrentou a enfermidade.

Não sei precisar quanto tempo isso faz, mas lembro-me de tê-lo reencontrado aqui na cidade de Mogi das Cruzes quando veio falar ao Conselho de Pastores da cidade. Como sempre, discurso pertinente, ideias claras, projeto apaixonante, sorriso lindo e cativante, um ânimo que contagiava.

Eu sempre me sentia seguro em saber que em Santo André havia um homem de Deus da estirpe de Edison de Queiróz. Homens como ele não nascem aos montões. Homens de sua estirpe, a cada dia que passa se tornam mais raros.

Hoje ele descansou de suas fadigas, lutas, dores, tremores, temores. Nenhum mal pode mais atingi-lo. Nenhuma dor pode mais afetá-lo. Ele está na presença do seu Senhor e Salvador. Ele é o Bem-Aventurado que morreu no Senhor, e assim morreu porque assim viveu – em Cristo e Cristo nele. A dor da perda de um Pastor tão amável e apaixonado pela obra missionária se contrapõe a mais absoluta certeza de que ele descansa nos braços do seu Senhor.

A vida aqui é de lutas para o cristão. O cristão anda na contramão é um agente da contracultura. Não é tarefa fácil afirmar nossa fé em Cristo, viver uma vida santificada sem que isso não represente as naturais dores das aflições. Jesus mesmo disse: “No mundo tereis aflições” (João 16.33).

Oh! Que maravilhosa verdade e esperança! Depois das lutas aqui, depois das lágrimas daqui, teremos enfim o descanso. Teremos o céu que não podemos, por mais pródiga que seja nossa mente, sequer imaginar e descrever. E isto não é tudo. Ficaremos nesse céu até aquele glorioso dia em que Jesus voltará e todos os mortos em Cristo ressuscitarão para a glória eterna e habitarão o Novo Céu e a Nova Terra. Oh! Que maravilha! Oh! Que bendita esperança. Por isso Paulo ao escrever, defendendo a literalidade da ressurreição, disse: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”. (I Coríntios 15.19).

Meu irmão Edison Queiróz descansa. Ele existe em um ambiente de prazer e gozo inimagináveis e indescritíveis. Creio que a Bíblia não discorre sobre o Céu simplesmente porque a mente humana não poderia alcançar a compreensão exata de sua glória e beleza.

Sabemos, todavia, que nosso irmão viveu aqui, uma existência para os outros. Ele, como uma vela, deixou-se consumir brilhando para iluminar o caminho que aponta para Cristo. Essa semana escrevi que “quando vivemos para os outros, continuaremos vivendo neles quando não estivermos mais por aqui”. Creio que enquanto as gerações que foram alcançadas pela Graça de Deus anunciada pelos lábios do servo de Deus Pastor Edison existirem, ele permanecerá, de certa forma, vivo nas recordações e lembranças.

Eis algo bom para nos recordarmos. Eis doces lembranças que podem embalar nossos dias enquanto estivermos por aqui. Por certo é verdade que “o artista é eterno enquanto sua obra permanece”. Não prestamos culto à personalidades. Não adoramos a homens. Adoremos o Deus de homens como Edison Queiróz. A esse Deus somos gratos por essa vida tão inspiradora.

 Sem dúvida....Edison Queiróz não viveu em vão. Sem dúvida ele não morreu em vão. Ele viveu como um Bem-Aventurado, pois morreu no Senhor, descansou de suas fadigas e suas obras o acompanham.

A Deus toda glória e honra pelos séculos dos séculos.

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