terça-feira, 27 de setembro de 2016

KOINONIA

                   
Toda e qualquer instituição que almeje longevidade, produtividade, relevância, deve ter sua carta de intenções, sua base enunciada de ideais e princípios, normas e regras. A Igreja de Cristo tem a Bíblia, a Palavra de Deus contendo o Antigo e o Novo Testamento. Para os cristãos essa questão deve ser inegociável. A Bíblia é nossa única regra de vida, fé e prática. Nela Deus revela o Salvador e nos orienta como vivermos de forma cristã e digna aos olhos. O que Ele revelou na Bíblia deve ser conhecido e praticado. É uma tarefa difícil mas altamente recompensável.

        Queremos escrever um pouco sobre Comunhão.

Essa, também, era uma marca distinta da Igreja Primitiva em Jerusalém.

No livro de Atos dos Apóstolos, Lucas registra os primórdios da Igreja Cristã na dispensação Neo-Testamentária e começa pela Igreja de Jerusalém. E naquela Igreja, em seus inícios, os irmãos viviam uma comunhão (koinonia) que se aproximava da perfeição. Essa comunhão não era imposta pela agenda, pelo hiper-ativismo, pela consciência de sua relevância, mas era uma ação automática que tinha a ver com o novo estado daqueles judeus convertidos do judaísmo para o cristianismo.

As boas-novas de salvação e o próprio Salvador era o que os unia de tal maneira que essa comunhão era vista pelos de fora como algo realmente incomum.

        A comunhão dos irmãos na Igreja Primitiva de Jerusalém deve ser o alvo de toda Igreja Cristã. Deus quis que Lucas registrasse a esse respeito para servir de aio, de exemplo, de tipo para a Igreja de Cristo em e de todos os tempos. Essa comunhão era sustentada pelos seguintes fatores:

1. Havia o temor de Deus nos corações daqueles irmãos. Eles sabiam que há um Deus que tudo vê e assiste. (Cf. Provérbios 15.3). Eles sabiam que mais importante do que temer a justiça dos homens, é temer a justiça de um Deus justo. Ora, esse Deus havia lançado os nossos pecados sobre Seu próprio filho, Ele não irá permitir que ninguém passe sem ter que Lhe prestar contas dos seus atos.

2. Partia deles mesmo o interesse em serem iguais. No contexto da sociologia de Jerusalém eles podiam ser diferentes, mas dentro da Igreja de Cristo, todos eram iguais. Tudo lhes era comum. Suas dores, seus dons e temores, suas alegrias e tristezas. A diferença de classe e a diferença social eram anuladas no seio da Igreja. Todos eram pobres diante de um Deus cheio de riquezas espirituais.

3. Eles eram solidários. Quando alguém era carente, os mais abastados supriam essas necessidades. Podemos dizer que na Igreja Primitiva de Jerusalém todos tinham o suficiente para a sua subsistência.

4. Eles faziam questão de estarem juntos. A igreja passou a ser o “point” do cristão. Não deixaram seus compromissos sociais, mas estes é que eram reguladas pela agenda da Igreja e não o contrário. Para que gozemos de real e verdadeira comunhão é preciso que estejamos sempre juntos, nos conheçamos, nos aproximemos uns dos outros, nos sirvamos uns dos outros.

O quanto você teme a Deus? Como é que você olha para as pessoas que vivem sob o mesmo teto eclesiástico? O que você faz pelos menos privilegiados? Você gosta do convívio com seus irmãos em Cristo ou prefere a companhia de pessoas que não comungam da mesma fé? Essas questões são importantes e suas respostas relevantes.

A comunidade é Igreja quando cumpre o propósito santo de adoração sincera e verdadeira, santa e singular (Isaías 1), sob a condução do Espírito Santo.

A comunidade é proclamadora quando vive a mesma comunhão que Deus o Pai e Deus o Filho experimentaram, mesmo o filho vivendo a nossa humanidade. A Igreja é comunidade quando tudo é mesmo comum na unidade. Pense a respeito disso e tome posição.

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