quarta-feira, 14 de setembro de 2016

UM PÁSSARO NA TEIA



É encantador observar o vôo de um pássaro. Quanto maior envergadura tiver suas asas, mais lindo e mais alto é o seu planar. Uma águia ou um condor buscam os ares quentes por onde planam pintando o céu com suas acrobacias. Outro dia fiquei maravilhado com o revoar dos pássaros que em quantidade enorme se dirigiam só Deus sabe para onde. Quando vejo um pássaro no ar, voando e observando das alturas tudo o mais aqui embaixo, sinto uma sensação de liberdade. Deve ser lindo poder ter asas e voar livremente.

Mas é preciso ter cuidado em tudo que fazemos nessa vida aqui. O inimigo nos espreita de forma sagaz e está atento e pronto para nos surpreender em alguma armadilha.

Há alguns anos atrás, estávamos reunidos em Presbitério no Sítio Casa Branca no município de Biritiba Uçu e eu me encantava com o verde abundante ao nosso redor. O cheiro do mato, o odor da terra molhada, os patos e os gansos no lago, o orvalho escorrendo em gotículas pelas folhas verdes, os cavalos pastando, tudo isso se descortinava diante de mim de uma forma exuberante e contagiante. Mas uma cena me deixou de cabelos arrepiados. Ao olhar para o alto, onde as vigas de madeira se juntam formando o triângulo do telhado havia uma enorme teia de aranha e prisioneiro nela um pardal, seco, mirrado, só penas e ossos. Sobre a cabeça daquele pássaro que outrora voava livre e com desenvoltura, uma enorme aranha que sugava todo seu sangue pelo olho. Certamente o pardal havia se descuidado e a teia o enredou de tal forma que quanto mais se agitava, mais preso ficava.

Assim é a vida cristã em muitas de suas circunstâncias. Voamos livremente e temos o inimigo de nossas almas a nos espreitar. Ele cria teias, armadilhas e com elas nos enreda, nos faz prisioneiros, e suga tudo que temos e somos fazendo de nós esqueletos. Há várias teias disfarçadas, grudentas e que podem nos enredar.

O interessante é que essas teias não são percebidas a menos que caiamos nelas. Inveja, bebedices, glutonarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, são teias que podem nos enredar. São os frutos da carne tão bem descritos pelo apóstolo Paulo.

Muitos cristãos se tornam secos, esqueléticos, vazios, assim como aquele pardal, porque caíram na teia que o inimigo de nossas almas teceu.

Clame, prezado leitor, pelo livramento que só Deus pode trazer para uma hora de prisão assim. Não dê ouvidos aos outros, ouça apenas a voz do Espírito que podemos encontrar nas Escrituras. Lembre-se que o Fruto do Espírito é composto de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Davi estava em seu palácio, quando os reis iam à guerra e avistou uma linda mulher; Eva andava pelo Jardim do Éden quando a serpente lhe falou sutil e docemente aos ouvidos; Pedro se deixou levar pelo espírito de covardia e traiu Jesus negando-o por três vezes....caíram na teia tecida por Satanás. Ah! Queridos leitores, fiquemos atentos, pois há teias em nosso percurso e nela está o acusador, satanás, espreitando e esperando que caiamos na armadilha. Oremos pedindo sabedoria e prudência para nos vermos livres das mãos do inimigo. Que Deus nos abençoe.   

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