sábado, 29 de outubro de 2016

A CEIA DO SENHOR

(I Coríntios 11.28-29) 
“Na Ceia do Senhor é preciso que celebremos a comunhão com indisfarçável sinceridade, pois de Deus nada podemos esconder”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

       A Ceia é a refeição que fazemos na presença de Deus numa demonstração de nossa inquebrantável comunhão com ele e uns com os outros. Entristeço-me ao observar com que facilidade levamos pouco a sério a participação na Ceia. Paulo quanto a isso diz: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si” (1 Coríntios 11:28-29).

       Precisamos compreender muito bem o que vem a ser isso, por que Paulo diz que: “Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem” (1 Coríntios 11:30). A questão crucial aqui, para mim, está na expressão discernir o corpo. Para que possamos compreender exatamente o que Paulo está dizendo aqui, é preciso que nos lembremos o que estava acontecendo na Igreja de Corinto. Naquela comunidade havia um pecado cometia-se pecados graves contra a unidade do corpo de Cristo que é a Igreja.

É preciso que nos lembremos que quando participamos da Ceia estamos dizendo que temos comunhão com Cristo em sua morte. O pão (corpo de Cristo) é quebrado, o vinho (seu precioso sangue) é derramado.  Por isso Paulo declara de uma forma extraordinária: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.” (Gálatas 6:14 RA) Assim, todos os cristãos estão em Cristo e conseqüentemente unidos uns aos outros. 

Por isso, quando deixamos de laborar em prol da unidade estamos cometendo um pecado gravíssimo que culmina com o juízo de Deus. Na Igreja de Corinto havia muita confusão a respeito dos dons, alguns pecados eram tratados com displicência, havia falta de consideração e respeito entre os irmãos. Assim Paulo declara que, por conta disso, havia muitos enfermos e não poucos os que dormiam, um eufemismo que indicava que muitos como resultado da enfermidade já haviam morrido. Paulo diz em 1 Coríntios 11:18: “Porque, antes de tudo, estou informado haver divisões entre vós quando vos reunis na igreja; e eu, em parte, o creio”.

Paulo não quis dizer que todas as enfermidades são motivadas pelo pecado, mas deixou claro que isso é possível principalmente quando trabalhamos como desagregadores, dissolutos, quando fomentamos a discórdia, quando patrocinamos a divisão do Corpo de Cristo que é a sua Igreja. Em provérbios lemos: Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos (Provérbios 6:16-19 RA).

Medicamentos podem mascarar o quadro quando a causa da enfermidade é outra, ou seja, quando promovemos a desunião, quando maquinamos o mal contra nosso irmão e agimos de forma sorrateira colocando um irmão contra o outro.

   Quando nos reunimos para tomar a Ceia do Senhor nossa oração é para que façamos isso com dignidade em prol da saúde física, psicológica e principalmente espiritual. Que Deus nos abençoe e faça de cada um de nós agentes da unidade do Corpo de Cristo, sua amada Igreja.

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