quinta-feira, 13 de outubro de 2016

AS COLUNAS DA UNIDADE

AS COLUNAS DA UNIDADE
(Efésios 4.1-16)

“Tenha por hábito fazer e dizer aquilo que pode unir os homens”.
Saint-Lambert

“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crerem mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um, e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” João 17.20-21

Comete grave pecado todo aquele que contribui para a dissolução, para a dissensão entre os irmãos. Deus quer que sejamos, como Igreja, um corpo bem ajustado, unido, onde cada um possa, de conformidade com seus dons e talentos naturais, dar sua parcela indispensável de contribuição para o crescimento de todos os demais.

Na carta que Paulo escreve á Igreja de Éfeso, no capítulo 4.1-16, temos o apelo em prol da unidade. Nos versículos 1 e 2 Paulo ensina que a Unidade da Igreja depende de quatro pilares, quatro colunas de sustentação, que são; humildade, mansidão, longanimidade e o amor. Estas virtudes cristãs são as quatro colunas que garantem a unidade do edifício que chamamos Igreja, a Nova Sociedade de Deus.  Vejamos cada uma dessas colunas:

Humildade: Para a mentalidade dos dias de Paulo, humildade não era considerada uma virtude, mas sim um defeito. O mundo antigo considerava a humildade como algo abjeto e rasteiro, algo que não se devia almejar, mas sim desprezar. A humildade cristã provém do conhecimento que temos de Deus, do conhecimento que temos de Cristo e conseqüentemente do conhecimento que temos de nós mesmo. Ninguém há que, tendo contemplado a grandeza, majestade e santidade de Deus, não tenha percebido rápida e inquestionavelmente, sua pequenez, insignificância e pecado. Assim sendo concluímos que nada há em nós que possa nos fazer sentir melhor que qualquer outra pessoa. Morre o “eu” para nascer o “nós”, a ideia coletiva da total carência de Deus que cada um de nós tem.

Mansidão: É a virtude daquele que sabe viver entre a total passionalidade e a extremada indiferença. É a virtude daquele que sabe o tempo e o modo de agir. Morre o “eu maquiado e mascarado” para nascer o “eu de verdade”, aquele que não se desequilibra com o que pensam dele, pois sabe quem é e do que é capaz.

Longanimidade: Significa que todo aquele que é longânimo, nunca desiste, mesmo diante dos maiores obstáculos, diante dos mais duros embates e dificuldades. O longânimo é aquele que tem longo-ânimo. Longanimidade aqui pode ser traduzida por paciência. Morre o “eu imediatista” para nascer o “eu que sabe esperar” o Kairós (tempo) de Deus, onde tudo acontece e glorifica a Deus.

Amor: O amor é o Dom Supremo. Sem amor é impossível uma caminhada a dois. Sem amor, não há perdão; sem amor não há horizontes e sonhos. Sem amor o coração é vazio, é vadio. Quando amamos, matamos o “meu” para fazer nascer o “nosso”, matamos o “eu” para fazer nascer o “outro”, seja ele quem for.

Aqui, portanto, temos as quatro colunas da unidade. Estas quatro sustentam o edifício da paz. 

A paz pode ser definida como o correto relacionamento entre os homens. O perfeito relacionamento entre as pessoas e a conseqüente paz só pode ser manifesta, quando ocorre o desaparecimento do “eu”.  Enquanto o “eu” estiver no centro das coisas, enquanto nossos sentimentos e nosso prestígio forem nossos únicos interesses e alvos nessa vida aqui, a unidade jamais poderá ser alcançada. A unidade será manifesta somente quando o “eu” deixar de ser o centro de tudo e passarmos a pensar mais nas outras pessoas. O “eu” mata a paz. Numa sociedade onde o “eu” predomina, os homens não podem ser mais do que um conglomerado de unidades individualistas e agressivas. Porém, quando morre o eu, e Cristo nasce em nossos corações, então se experimenta a doce e inexplicável paz. Edifiquemos essas colunas e vivamos em unidade e paz.

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