quarta-feira, 19 de outubro de 2016

EU QUERO SER COMO UMA CRIANÇA

EU QUERO SER COMO UMA CRIANÇA

  (Mateus 18.1,2)


“Eu sempre viajo no tempo e resgato as lembranças dos meus tempos de criança. Que bom se o tempo parasse e de lá eu não mais voltasse”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

       Num dia desses aí, eu fui visitar minha mãe. O rodízio de carros me obrigou a ir de ônibus. Então, lá fui eu. Peguei o ônibus e desci lá na antiga “curva da morte” e andei até a casa de minha mãe. Foi como se estivesse fazendo uma viagem no tempo e voltado para os meus dias de garoto naquele meu querido Jardim Popular.

       Ali, bem ali na tal da “curva da morte”, aquele antigo cantor Antonio Marcos construiu uma casa onde hoje funciona uma escola de espanhol e inglês. Recordo-me muito bem que no fundo da casa havia uma piscina que dava pra gente ver quando passava pelo portão. Recordei-me que muitas vezes passávamos de propósito por ali só pra ver a tal da piscina, coisa que conhecíamos muito pouco. Ficávamos olhando pra água e discutíamos a respeito da profundidade esperando, quem sabe, que alguém nos convidasse para entrar e dar uma nadadinha. Ficávamos encantados com aquilo. Coisa de criança, não é verdade?

       Andei mais um pouquinho e parei para olhar aquele lugar onde outrora existira a USKA, uma pequena metalúrgica que fabricava componentes para a indústria eletrônica. Fiquei olhando e me vi criança, agachado no lixão da USKA pegando cobre e metal para vender no ferro velho. Dava uma boa grana e passávamos na “venda” para comprar coisas para casa. Coisa de criança, não é verdade?

       Mais um pouquinho e cheguei a um lugar do qual gostava muito. Meus olhos se encheram de lágrimas e ainda quando escrevo estas linhas me emociono. É que ali, onde eu estava, eu e meus amiguinhos jogávamos nosso futebolzinho toda tarde.

Olhei para aquele poste que servia de trave de um gol, onde eu treinava com o Adilson Garcia Miranda Sobrinho. Ele ficava chutando e eu agarrando. De vez em quando passava algum adulto e dava um bicão na bola também. Coisa de criança, não é verdade?

       Mas quanto encanto havia naqueles dias. Eram dias de pouca malícia; dias em que eu estava sempre disposto a vencer qualquer gigante. Dias em que meu pai estava comigo. Eu gostava de vê-lo chegar com seu jeito italiano, com a pasta na mão e sempre com um doce sorriso espocando no rosto. Que saudades, meu velho. Como eu gostaria de tê-lo comigo e vê-lo com meus filhos e seu jeito tão carinhoso. Coisa de criança, não é verdade?

       Mas é assim que Jesus quer que sejamos. É este tipo de coração que Jesus quer que tenhamos em nosso peito; um coração criança, romântico, emotivo, sensível, sonhador, idealista, cheia de nobres intenções, vivendo cada dia de cada vez.

Criança é tudo isso e muito mais. E quando penso que os anos passaram e que eu envelheci e deixei de ser criança para me tornar ranheta, malicioso, intolerante, insensível, fico triste por dentro e oro.

Querido Deus:


Faz-me ser criança de novo. Faz com que eu veja todas as coisas com os olhos de uma criança. Faz-me sentir as coisas com a mesma sensibilidade de uma criança. Faz-me descansar em teu regaço, pois ali encontro conforto, consolo, amizade e o mais puro e inquebrantável amor, para esta velha e enrugada alma.

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