terça-feira, 11 de outubro de 2016

INDIFERENÇA VERSUS SOLIDARIEDADE

INDIFERENÇA VERSUS SOLIDARIEDADE.
(Lucas 10.25-37)

“Fazer o bem, sem olhar a quem; fa z bem”.
Rev. Mauro Sergio Aiello

Conta-se que um certo pobre paralítico estava uma tarde sentado no Prater, célebre praça de Viena, na Áustria, e tocava um violino para receber algumas esmolas que os benfeitores deitavam numa cestinha, que o seu fiel cão, sentado a seu lado, segurava na boca.

Naquela tarde, as esmolas não vinham. Sem fazer conta do pobre aleijado, o público passava alegre, o que aumentava a tristeza do infeliz.

Ao lado do paralítico parou, entretanto, um cavalheiro bem vestido que o olhou com compaixão. Vendo o infeliz pousar o instrumento de cansado, e reparando nas lágrimas que lhe corriam pelas faces, aproximou-se, meteu-lhe uma moeda de prata na mão e pediu-lhe licença para tocar no seu violino.

O desconhecido começou a tocar. O público atraído pela música aumentou, a ponto de se tornar uma multidão. As moedas de cobre, prata e até algumas de ouro, de tal maneira foram enchendo a cestinha, que o cão já não podia com ela. É que o público não só apreciava a música, mas também tinha compreendido o gesto do artista.

Depois de tocar uma melodia nacional, que o público acompanhou cantando, o desconhecido pousou o violino nos joelhos do paralítico e desapareceu sem dar tempo a que lhe agradecesse.

-       Quem é este artista que tão bem sabe tocar? Perguntavam de vários lados.

Alguém respondeu: - É Armando Boucher, o célebre violinista que só toca nos concertos. Pôs sua arte ao serviço da caridade!

A cena terminou quando o paralítico levantando os olhos aos céus, pediu a Deus pelo seu benfeitor, o que enterneceu a todos os presentes, muitos dos quais não se retiraram sem deitar mais alguma coisa na cestinha que o cão já havia pousado no chão.

Este ato de solidariedade de Armando Boucher deveria nos inspirar. Este gesto faz-nos lembrar do Bom Samaritano que saiu em socorro daquele homem moribundo que jazia na beira do caminho, sem que lhe prestassem socorro, tanto o sacerdote quanto o levita.

Vivemos em dias de tanta indiferença, de tanto pouco caso com respeito ao nosso semelhante que nos embrutecemos. É duro saber que meu primo morreu na rua, atingido por um enfarte, enquanto chorando pedia socorro aos circundantes que nada fizeram. Sua morte doeu, mas as circunstâncias nos levaram a senti-la mais aguda.

Quais são as causas de tanta indiferença? Por que agimos assim, como se estivéssemos sozinhos e como se os outros tivessem obrigações a nosso respeito e nós nada tivéssemos a ver com os outros? Bem a Bíblia nos diz que no fim o amor se esfriaria de quase todos. Parece que estamos mesmo chegando ao fim! Enquanto estamos aqui na Igreja cantando e louvando a Deus, em várias partes do mundo, a guerra e o conflito patrocinados pela indiferença destroem famílias levando-as ao desespero.

Que Deus nos livre de sermos indiferentes! Que sejamos solidários como Armando Boucher, como o Bom Samaritano, como o próprio Cristo que, contemplando nosso estado de miséria e de indignidade veio a este mundo e, assumindo nossa humanidade, identificando-se com nossas fraquezas e limitações, viveu sem pecado e morreu pagando e saldando nossa dívida para com Deus. 

Um comentário:

  1. Jesus era um revolucionário em valorizar a cida de todos. Todos somos filhos de Deus e.merecemos ser amados. Pelo menos sabemoa que Deus ama a todos.

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