sábado, 22 de outubro de 2016

MINHA PAZ VOS DOU.....

(João 14.27)
“‘A paz de Deus meu irmão’". "Isso é fácil falar.”
Rev. Mauro Sergio Aiello

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (João 14.27). Essas são palavras do Mestre Jesus e trazem o conforto de que tanto precisamos, nos momentos mais cruciais das nossas vidas, em todas as suas nuances e dimensões.

É interessante notar que Jesus viveu sob fogo cerrado, sob os ataques mordazes, principalmente dos religiosos dos seus dias, sob os olhares sempre furtivos de um traidor, que comia com ele, sob a pressão de um homem cheio de si, mas vazio de bom senso, como Pedro. Assediado pela multidão, percebeu que ela, na verdade, buscava o refúgio nas coisas materiais, nas curas imediatas, no benefício tangível e palpável. Recebido com fausto na entrada em Jerusalém, foi atacado pela mesma multidão que exigiu a libertação de um terrorista, chamado Barrabás, em troca de seu aprisionamento e condenação. Quanta ambigüidade!

Seria possível um homem nessas condições afirmar que goza paz e que, ainda, deixa essa paz aos seus? Que paz é essa? Eu fico boquiaberto diante dessas palavras ditas por Jesus, um homem que sofreu como poucos a dor da injustiça, da mentira, da traição, do abandono. Que paz é essa a qual se referiu Jesus? Como posso tê-la dentro em mim?

A primeira observação que fazemos com respeito a essa paz, é que ela não depende das circunstâncias ou condições exteriores. O problema crucial da maioria massacrante das pessoas é que elas condicionam a paz interior com os aspectos exteriores da vida. Assim, só estão em “paz” se tudo lhes é favorável. Só estão em “paz” quando tudo que está ao seu redor lhes corresponde positivamente. Emprego, saúde, boa condição financeira, sucesso profissional, lazer abundante são as coisas que confundimos com a paz. Mas isso não é paz, absolutamente! Eu e você conhecemos um montão de gente que têm tudo isso, mas não possui paz, vive em conflito consigo mesmo e em conflito com tudo e todos ao seu redor. Outro dia ouvi um aposentado me dizer que pensava que encontraria paz depois que sua aposentadoria saísse, mas que estava enganado. Conheço, também, uma pessoa que pensou que se comprasse uma casa na praia para passar seus períodos de férias, gozaria paz, deitado em uma rede na varanda sentindo a doce brisa. Mas sempre que converso com essa pessoa ela me confessa, entre linhas, que aquela casa aumentou seu patrimônio, mas também aumentou sua frustração com respeito à vida. Portanto, paz não depende das circunstâncias exteriores. Jesus não se aposentou e nunca descansou, mas disse que tinha paz e que a deixaria conosco. A paz não depende do que tenho por fora.

A segunda observação que é preciso fazer com respeito a essa paz é que ela depende daquilo que carregamos dentro de nós, das nossas circunstâncias interiores. Somente quem tem Jesus dentro de si pode gozar essa paz verdadeira. Como disse Henri Drumond: “A paz só começa a reinar no dia em que Cristo reina em nossa mente”. Paz interior tem todo aquele em cujo coração Jesus reina soberana e poderosamente. Esse, inclusive é um agente da paz, um pacificador na mais pura e lídima concepção do termo. Por isso Jesus declarou: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo”.

No mundo não há paz, só conflitos e guerras, por isso não nos iludamos ao pensar que os líderes mundiais poderão garantir a paz. A paz só pode ser encontrada na pessoa de Cristo e todo aquele que, de verdade, foi feito uma nova criatura, é que pode gozar a paz que Cristo traz. Finalizo estas minhas considerações com as seguintes palavras tão bem ditas por Agostinho: “Muito mais do que simples ausência de guerra, a Paz define o estado do homem que vive em harmonia com Deus, consigo mesmo e com os outros”.

       Querido leitor: A paz seja Convosco.

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