domingo, 23 de outubro de 2016

O CULTO CRISTÃO


(Isaías 1.1-20) 
“O Culto marca o encontro de Deus com o seu povo. Durante o seu transcurso, cada membro da congregação deve sentir-se como parte integrante desse povo escolhido e separado por Deus”.
Nilson Dimarzio

 Domingo após domingo nós os cristãos nos reunimos para, como filhos de Deus, pública e comunitariamente adorarmos ao Senhor. Todavia, com o passar do tempo, essa prática acaba por se tornar, para muitos de nós, um ato de mero cumprimento de um ritual, um cerimonial mecânico e rotineiro. Então corremos o sério risco de começar a nos deixar seduzir por novidades e equívocos que, em muitos casos, impedem que adoremos a Deus como convém.

 É preciso que lembremos, seriamente, que se não houver culto na vida, não haverá vida no culto.  O que confere o robotismo, a mecanização da liturgia, é o fato de que muitos cristãos não compreenderam ainda, que se não houver culto na vida, em todos os pormenores do dia-a-dia (família, escola, trabalho, lazer, etc...) será impossível adorar a Deus como é preciso e necessário, seja individual ou coletivamente. Deus asseverou por boca do Profeta Isaías: “O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu,” (Isaías 29:13)  Cultuemos a Deus todos os dias e o domingo será realmente o Dia do Senhor.

     Outra observação que devemos fazer com respeito ao Culto Cristão é que ele não é uma convenção para a qual a família deve mandar um mero delegado, um simples representante. A família que adora a Deus unida permanece unida.  Há pais que não se importam se seus filhos se ausentam da Igreja. Alguns já perderam totalmente o controle sobre seus filhos e não têm mais como exigir a presença dos mesmos nos cultos. É muito importante que a família se sente para adorar o mesmo Deus, com os mesmos irmãos, na mesma Igreja. A ausência da família toda nos cultos é prejudicial para a Igreja, para a família e para o indivíduo como pessoa. Como é bonito ver os pais e os filhos no mesmo templo adorando o mesmo Deus.

    Refletindo ainda sobre o Culto Público Comunitário que prestamos a Deus, é importante que lembremos igualmente que quando esse serviço religioso coletivo termina, aí é que o nosso serviço individual começa. Certa vez preguei em uma Igreja onde se lia no batente interno da porta central: ENTRE PARA ADORAR E SAIA PARA SERVIR. Não podemos desvincular o Culto Público Comunitário que prestamos a Deus, do serviço que prestamos ao próximo. No templo ouvimos sobre a piedade e no cotidiano agimos piedosamente. Se assim não for, nos tornamos meros ouvintes da Palavra, e a esse respeito Tiago afirma: Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural, pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência” (Tiago 1.22-24). É lamentável constatarmos o quanto há de gente que conhece Teologia mas não a pratica. Precisamos de bons teólogos e de bons doutrinadores, mas isso deve desembocar em vidas que amam e praticam a Palavra de Deus (Salmo 1, Atos 2.42-47)).

    Desejo finalizar estas minhas considerações sobre o Culto Cristão Comunitário alertando a todos para a necessidade extremada de reverência no momento em que adoramos a Deus. Ora, se formos a um tribunal e não nos conduzirmos de acordo, somos alertados e chamados à atenção; se estamos em um ambiente em que se exige um padrão de comportamento e vestimenta, e destoamos disso, certamente nos tornamos inconvenientes. Por que será que na Igreja ficamos conversando quando deveríamos silenciar, não trazemos a Bíblia, não cantamos quando deveríamos fazer isso? Por que será que agimos tão irreverentemente? Veja o que diz Salomão: “Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.” (Eclesiastes 5:1)

    O Culto Público Comunitário não é um passatempo, um momento de entretenimento, assim com assistir uma peça no teatro, um filme no cinema. O Culto Público Comunitário não é um momento no qual buscamos o entorpecimento e alienação dos nossos problemas. O Culto Público Comunitário é o momento no qual adoramos àquele que é o único digno de todo louvor e adoração e que também nos tem abençoado e pode abençoar ainda mais. É o momento no qual buscamos o entendimento e discernimento para podermos viver o tempo presente de forma piedosa, digna e honrada. (Salmo 73.16-17).

     Então, bom culto, e que Deus seja verdadeiramente adorado.

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